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Notícias Dia Nacional do Trigo

Mapa e a Embrapa trabalham em conjunto para aumentar a produção de trigo tropical no Brasil

Região Sul do país é a maior produtora do cereal, com mais de 92% de área de cultivo.

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Foto: Divulgação/Mapa

Ele é amarelinho, comprido, com folhas finas e cresce em conjunto com o joio, mas a diferença é que o trigo é a base para diversos alimentos. Também faz parte do início da agricultura juntamente com a cevada e tem um dia especial para chamar só de seu. Nesta sexta-feira (10), é comemorado o Dia Nacional do Trigo.

De acordo com o livro especial em comemoração aos 50 anos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o trigo surgiu há mais de 10 mil anos no Oeste da Ásia. O seu consumo era inicialmente diferente, o grão era torrado no fogo ou triturado e cozido.

Hoje, ele é a base para diversos alimentos, é um carboidrato, mas em sua composição existem proteínas, gordura, fibras e minerais. Mas também serve para fazer ração e etanol.

Segundo a Embrapa Trigo, o cereal foi introduzido ao Brasil pelos portugueses em meados do século 16, mas se intensificou com a vinda de imigrantes da Itália e Alemanha no final do século 18 na região Sul do país. Isso fez com que a região se tornasse a maior produtora, com mais de 92% de área de cultivo.

Neste ano, estima-se que os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul produzam mais de 8,3 mil toneladas de trigo. Seguido da região Sudeste, com a estimativa de mais de 800 toneladas, e Centro Oeste com mais de 406 toneladas.

O diretor de comercialização da Secretaria de Políticas Agrícolas (SPA), Silvio Farnese, afirma que a cultura do trigo no Brasil é de extrema importância, principalmente na região Sul, pois “é o plantio da safra de inverno que vem complementar as lavouras de verão”, destaca ele.

O 2º Levantamento de Safras de Grãos divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), estima que em 2023 o país produza mais de 9,6 mil toneladas de trigo em mais de 3,4 mil hectares, com um aumento de 12% em comparação à safra de 2022.

Trigo Tropical

Como forma de aumentar a produtividade e a produção do trigo no Brasil fora da região Sul, começou-se na década de 1920 a tropicalização do trigo no Cerrado. E se intensificaram na década de 80 após a criação da Embrapa, onde os pesquisadores se aprofundaram em desenvolver cultivares e sistemas de produção de tecnologias para o cultivo do cereal para as regiões Centro Oeste, Nordeste e Sudeste.

Atualmente, o trigo tropical é cultivado nos biomas do Cerrado e da Mata Atlântica em mais de 400 mil hectares nos estados da Bahia, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, além do Distrito Federal.

Fotos: Divulgação/Arquivo OPR

A Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo (SDI) afirma que as cultivares de trigo tropical são opções tecnológicas que oferecem ao produtor sementes selecionadas, mais produtivas, com maior tolerância a pragas e doenças e adaptadas às diversas condições edafoclimáticas das diferentes regiões brasileiras.

Para embasar as escolhas destas opções de cultivares, o setor produtivo brasileiro pode ainda contar com o serviço de Zoneamento Agrícola de Risco Climático, disponibilizado pelo Mapa, que contempla a indicação dos períodos favoráveis para semeadura em cada município e estado, conforme monitoramento climático em tempo real.

Para o diretor substituto de Desenvolvimento das Cadeias Produtivas e de Indicações Geográficas, Clecivaldo Ribeiro, as cultivares desenvolvidas para oferecer maior valor nutricional para alimentação animal tem permitido também aos sistemas de produção de pecuária a opção do cultivo de trigo para produção de feno e de silagem. “Inclusive com valores proteicos superiores aos verificados em silagens de milho, levando os citados benefícios de sustentabilidade inerentes da cultura do trigo a outros setores da agropecuária brasileira”, disse ele.

O Ministério trabalha juntamente com a Embrapa para o crescimento da cultura no país. Em 2022, o Mapa aprovou o Termo de Execução Descentralizada ou TED do Trigo Tropical com o objetivo de disponibilizar recursos financeiros suportar ações da Embrapa e parceiros voltadas à transferência de tecnologias, organização do setor sementeiro, combate à brusone, estudos de prospecção, zoneamento agrícola, apoio à governança da cadeia produtiva e divulgação.

Além disso, os recursos também permitirão o fortalecimento do Núcleo Avançado de Trigo Tropical da Embrapa em Uberaba (MG), para o desenvolvimento de pesquisas para o melhoramento genético e aproximação com o setor produtivo, científico e agroindustrial.

O Cerrado se transformou em uma fronteira agrícola do país, tornando-se uma das maiores regiões produtoras de grãos no Brasil, como a produção de soja e algodão. O bioma ocupa aproximadamente 204 milhões de hectares e abrange os estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Piauí, Rondônia, Paraná, São Paulo e Distrito Federal, além de partes no Amapá, Roraima e Amazonas.

Ainda de acordo com a Embrapa Trigo, a área propícia ao cultivo de trigo no Cerrado é estimada em 4 milhões de hectares, sendo 1,5 milhões disponíveis para o cultivo irrigado e 2,5 milhões para cultivo de sequeiro.

Exportações e recursos disponibilizados ao setor

De acordo com a Secretária de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), nos últimos anos, o Brasil exportou mais de US$ 1,3 bilhões de trigo. Em 2022 foram exportados mais de US$ 965,82 milhões, em que o Brasil ocupou o décimo lugar entre os principais exportadores mundiais de trigo. De janeiro a setembro de 2023, já foram exportados mais de US$ 659 milhões.

Os principais importadores mundiais de trigo brasileiro em 2022 foram a Arábia Saudita (US$ 195,87 milhões), Indonésia (US$ 190,07 milhões), Vietnã (US$ 115,87 milhões), África do Sul (US$ 104,79 milhões) e Marrocos (US$ 101,36 milhões). Além disso, atualmente, o Brasil ocupa a decima segunda posição de países importadores do cereal.

Farnese destaca que o trabalho do Mapa juntamente com a Embrapa no desenvolvimento de tecnologias para a triticultura permite que cada vez mais se tenha produções mais eficientes, permitindo ainda mais a exportação e a diminuição da importação brasileira.

Além do TED do Trigo Tropical, o Mapa trabalha para aumentar a produtividade do setor no país. Como por exemplo, os leilões de apoio à comercialização e ao escoamento de trigo por meio das operações feitas por intermédio do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural e/ou sua Cooperativa (Pepro) e do Prêmio para Escoamento de Produto (PEP), operacionalizadas pela Conab.

O Mapa em conjunto com o ministério da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar destinaram R$ 400 milhões para subvenção econômica, na forma de equalização de preços, para o trigo em grãos, da safra 2023/2024. O apoio à comercialização por meio pretende estimular a cadeia produtiva nacional do trigo, estabilizando o mercado e garantindo renda ao produtor rural, objetivos centrais da Política de Garantia de Preço Mínimo (PGPM).

O primeiro leilão foi realizado no dia 31 de outubro pela Conab, onde foram negociadas 199,85 mil toneladas, o que corresponde a 64% do total disponibilizado, isto é, 309,6 mil toneladas. O segundo leilão foi realizado na última terça-feira (7) pela Conab, em que 160 mil toneladas de trigo foram negociadas. A próxima rodada de negociação irá ocorrer no dia 14 de novembro.

O diretor de comercialização ressalta que neste dia especial, é importante apresentar que este cereal que tem um papel fundamental na alimentação do brasileiro. “Todo dia nós temos o nosso cafezinho e nosso pãozinho de trigo, por isso, aproveito para parabenizar aos triticultores, temos grande consideração ao trabalho que o fazem”, diz ele.

Fonte: Assessoria Mapa

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Entre navios e manguezais, biodiversidade de peixes se destaca na Baía de Paranaguá

Estudos e programas de monitoramento ambiental apontam a presença de centenas de espécies na Baía de Paranaguá e reforçam a convivência entre atividade portuária e conservação.

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Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

À primeira vista, o cenário do Porto de Paranaguá é dominado pelo vaivém de gigantescos navios cargueiros, guindastes imponentes e uma engrenagem logística que conecta o Paraná ao comércio global. No entanto, nos estuários, onde o rio se encontra com o mar, o cenário se transforma logo abaixo da linha d’água. Ali, o ecossistema dos manguezais revela sua complexidade: um ambiente pulsante que, no pico da maré alta, fica completamente submerso, abrigando uma rica biodiversidade marinha.

Conciliar o posto de um dos maiores complexos portuários da América Latina com a conservação ambiental é um grande triunfo dos pesquisadores e técnicos que atuam no Porto de Paranaguá. Estudos recentes demonstram que a área portuária abriga centenas de espécies nativas, desde pequenos peixes estuarinos que dependem das raízes dos mangues para proteção, até grandes predadores que visitam a baía em busca de alimento.

Para compreender a riqueza que habita essas águas, a empresa pública Portos do Paraná investe em programas ambientais e apoia pesquisas acadêmicas sobre o tema. O monitoramento científico constante é fundamental, e o trabalho desenvolvido é considerado estudo científico.

Atualmente, a parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), por meio do Centro de Estudos do Mar (CEM), conta com três convênios vigentes nio Litoral do Paraná, além do fornecimento de dados para pesquisadores, quando solicitado.

Foto: Shutterstock

Pesquisadores paranaenses apontam que a Baía de Paranaguá funciona como um ecossistema de transição. “A mistura da água doce dos rios com a água salgada do Oceano Atlântico cria um ambiente rico em nutrientes. Espécies como o robalo, a corvina e os bagres marinhos encontram ali as condições ideais para reprodução e crescimento. A presença de uma comunidade de peixes tão diversa e saudável é o principal indicador de que a qualidade da água e os habitats circundantes estão conseguindo resistir à pressão antrópica, ou seja, à ação humana”, afirma Pedro Pisacco Pereira Cordeiro, coordenador de Comunicação, Educação e Sustentabilidade dos Portos do Paraná.

Cuidado máximo

A manutenção desse ecossistema não acontece por acaso. Ela é fruto de uma gestão que entende que o crescimento econômico não pode navegar isolado da sustentabilidade. Programas rigorosos de monitoramento ambiental controlam desde a qualidade da água e dos sedimentos até o ruído subaquático gerado pelas embarcações.

Foto: Pixabay

O cuidado com a fauna marinha é colocado como prioridade máxima nas operações diárias e nos planos de expansão do porto. Com esse foco, os portos do Paraná possuem programas de monitoramento ambiental e de controle durante a execução de dragagens, como defletores de tartarugas para proteção desta espécie.

Além disso, o programa ambiental de monitoramento de cetáceos e quelônios acompanha essas populações e a presença na região. Não é raro, por exemplo, avistar botos muito próximos à área do porto, já que eles costumam utilizar as estruturas e o próprio costado dos navios como estratégia de alimentação, encurralando os cardumes contra as embarcações.

O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, destaca que a eficiência logística do Estado caminha lado a lado com a responsabilidade ecológica: “Estamos muito empenhados em inovar e avançar tecnologicamente. Ao mesmo tempo, sabemos da nossa responsabilidade ambiental. Não há desenvolvimento econômico local duradouro sem que as nossas ações sejam pautadas pela sustentabilidade”, afirma. “Crescer e preservar precisam caminhar juntos”, enfatiza.

Equílibrio para o futuro

O cenário de Paranaguá prova que a economia e ecologia não precisam ser forças antagônicas. Enquanto os navios garantem o escoamento da safra e o abastecimento de mercados internacionais, os manguezais da baía continuam cumprindo seu papel ancestral de proteger a vida. O desafio de manter as águas limpas e a ictiofauna protegida é contínuo, mas, com o suporte dos pesquisadores locais e uma gestão portuária consciente, esta missão vem sendo cumprida com sucesso.

Fonte: AEN-PR
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Soja e cobre sustentam superávit comercial de US$ 7,8 bilhões em maio

Saldo da balança comercial cresceu 10,8% em relação a maio do ano passado e alcançou o quarto melhor resultado da série histórica para o mês.

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Foto: Claudio Neves

Impulsionado principalmente pelo aumento das exportações de soja e cobre, o superávit da balança comercial brasileira alcançou US$ 7,823 bilhões em maio, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O resultado representa crescimento de 10,8% em relação ao mesmo mês de 2025, quando o saldo positivo foi de US$ 7,059 bilhões.

De acordo com a série histórica iniciada em 1989, trata-se do quarto maior superávit já registrado para o mês de maio, ficando atrás apenas dos resultados observados em 2023 (US$ 10,978 bilhões), 2021 (US$ 8,536 bilhões) e 2024 (US$ 8,302 bilhões).

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

No período, as exportações brasileiras somaram US$ 31,904 bilhões, avanço de 6,6% na comparação com maio do ano passado. As importações totalizaram US$ 24,081 bilhões, alta de 5,3% na mesma base de comparação.

Os valores registrados também figuram entre os maiores da série histórica para o mês de maio. As exportações alcançaram o segundo melhor resultado já registrado para o período, atrás apenas de maio de 2023. Já as importações tiveram o segundo maior valor da série para o mês, superadas somente pelo resultado de maio de 2022.

Acumulado

Nos cinco primeiros meses de 2026, a balança comercial brasileira acumulou superávit de US$ 32,662 bilhões, resultado 34,2% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o desempenho foi favorecido pela recuperação dos preços e volumes exportados de commodities, além da ausência da importação de uma plataforma de petróleo realizada em fevereiro de 2025, operação que elevou significativamente as compras externas naquele período e não se repetiu neste ano.

Entre janeiro e maio, as exportações brasileiras somaram US$ 148,571 bilhões, crescimento de 8,7% em relação aos cinco primeiros meses de 2025. As importações alcançaram US$ 115,908

Foto: Divulgação/Porto de Santos

bilhões, alta de 3,2% na mesma comparação.

O saldo acumulado é o terceiro maior já registrado para o período na série histórica, ficando atrás apenas dos resultados observados nos cinco primeiros meses de 2024, quando o superávit atingiu US$ 35,227 bilhões, e de 2023, com US$ 34,540 bilhões.

Setores

Na análise por setores, as exportações brasileiras apresentaram comportamentos distintos em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado. A agropecuária registrou crescimento de 9,8%, resultado de um aumento de 6,1% no volume embarcado e de 2,8% nos preços médios dos produtos exportados.

Na indústria extrativa, as exportações recuaram 1,9%, desempenho influenciado principalmente pelo petróleo. O setor registrou queda de 26,6% no volume exportado, parcialmente compensada pela valorização de 33,8% nos preços médios.

Foto: Jonathan Campos

Já a indústria de transformação apresentou expansão de 9% nas vendas externas. O resultado foi sustentado por um aumento de 7,4% nos preços médios dos produtos exportados e por uma alta de 1% no volume embarcado.

Produtos

Entre os produtos que mais contribuíram para o avanço das exportações brasileiras em maio, a agropecuária foi impulsionada principalmente pelas vendas de soja, que cresceram 14,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. Também se destacaram o algodão bruto, com alta de 45,3%, e o milho não moído, exceto milho doce, cujas exportações avançaram 267,2%.

Na indústria extrativa, as exportações de óleos brutos de petróleo recuaram 9,3% e as de minério de ferro caíram 15,2%. O desempenho negativo desses produtos, porém, foi parcialmente compensado pelo forte crescimento das vendas externas de minério de cobre, que registraram alta de 149,4%.

Já na indústria de transformação, os principais destaques foram a carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, com crescimento de 50,2%, os combustíveis, que avançaram 75,2%, e o ouro não monetário, com aumento de 56,7% nas exportações.

Em valores absolutos, a soja foi o produto que mais contribuiu para o crescimento das exportações brasileiras em maio. As vendas externas do grão aumentaram US$ 804,1 milhões em

Foto: Roberto Dziura Jr

comparação com o mesmo mês de 2025, impulsionadas pelo avanço da colheita e pela valorização dos preços. Na sequência aparece o minério de cobre, que acrescentou US$ 617,9 milhões ao valor exportado pelo país no período.

No caso do petróleo bruto, as exportações recuaram US$ 390,8 milhões, com o volume recuando 42,1%, apesar da alta de 56,7% no preço médio, provocada pela guerra no Oriente Médio. A queda no volume está parcialmente relacionada à alíquota temporária de 12% de Imposto de Exportação de petróleo, imposta em meados de março como medida para segurar a alta dos combustíveis após o início do conflito.

Apesar do crescimento das exportações agropecuárias, as vendas de café despencaram em maio. No mês passado, o Brasil vendeu US$ 297,6 milhões a menos do que em maio de 2025 (-24,5%). A queda deveu-se à redução de 8,6% no volume e de 13,4% no preço médio.

Importações

Pelo lado das importações, o crescimento foi impulsionado principalmente pelas compras de veículos no exterior. Em maio, as importações desse segmento aumentaram US$ 833,5 milhões em relação ao mesmo mês de 2025, configurando a principal contribuição para a expansão das compras externas no período.

Foto: Claudio Neves

Na agropecuária, os destaques ficaram por conta dos pescados, cujas importações cresceram 38,1%, dos produtos hortícolas, com alta de 26,6%, e da soja, que registrou avanço de 24,4%.

Na indústria extrativa, houve forte aumento nas compras de fertilizantes brutos, exceto adubos, com crescimento de 68,4%. Também apresentaram expansão as importações de carvão não aglomerado, que avançaram 59,8%, e de linhita e turfa, com alta de 115,1%.

Já na indústria de transformação, destacaram-se as importações de automóveis de passageiros, que cresceram 80,1%, de combustíveis, com avanço de 45,2%, e de válvulas e tubos termiônicos, cujas compras externas aumentaram 49% em comparação com maio do ano passado.

Projeções

Para 2026, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) projeta um superávit comercial de US$ 72,1 bilhões, valor 5,9% superior ao saldo positivo de US$ 68,1 bilhões registrado em 2025. A estimativa considera crescimento tanto das exportações quanto das importações ao longo do ano.

Segundo as projeções da pasta, as exportações brasileiras deverão atingir US$ 364,2 bilhões em 2026, avanço de 4,6% em relação ao ano anterior. As importações, por sua vez, devem somar US$

Foto: Claudio Neves

280,2 bilhões, aumento de 4,2% na mesma base de comparação.

O Mdic atualiza suas projeções para a balança comercial a cada trimestre e informou que divulgará, em julho, novas estimativas detalhadas para exportações, importações e saldo comercial deste ano. O maior superávit da série histórica foi registrado em 2023, quando a balança comercial brasileira encerrou o ano com resultado positivo de US$ 98,9 bilhões.

As previsões do governo são mais conservadoras do que as do mercado financeiro. De acordo com o boletim Focus, levantamento semanal realizado pelo Banco Central junto a instituições financeiras, a expectativa é de que o superávit comercial brasileiro alcance US$ 76,2 bilhões em 2026. A projeção foi revisada para cima após o início do conflito no Oriente Médio.

Fonte: O Presente Rural ocm Agência Brasil
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Exportações para os EUA caem 14% e China amplia liderança nas compras do Brasil

Vendas brasileiras ao mercado norte-americano seguem em retração desde a adoção das tarifas do governo Trump, enquanto a China aumenta participação na pauta exportadora e reforça sua posição como principal parceiro comercial do país.

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Foto: Shutterstock

As exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 14% em maio na comparação com o mesmo mês de 2025, divulgou na última quarta-feira (03) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Desde agosto do ano passado, quando começaram a vigorar as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump, as vendas para o mercado estadunidense vêm recuando.

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Apesar da queda, o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, diz que os números ainda não permitem concluir que houve uma mudança estrutural na relação comercial entre os dois países. “É cedo para falar de mudança estrutural. Fluxos no comércio exterior levam tempo para se adaptar, depende muito da composição da pauta, tem bens sob encomenda que sofrem choque maior, mas commodities e alimentos não, como é o caso de grande parte do perfil da pauta com Estados Unidos, com petróleo, celulose, combustível, carne, café. Tem um momento de aumento de custo, pode ser que cause retratação do fluxo, mas pode retomar rapidamente”, afirmou Brandão.

Ele ressaltou que o ritmo de redução das exportações para os Estados Unidos tem diminuído nos últimos meses. “Tivemos a maior queda em outubro, de 35%. Em janeiro houve redução de 26%, e essa redução vem se arrefecendo ao longo dos meses: 20% em fevereiro, 10% em março, 10% em abril e 14% em maio”, declarou.

Foto: Divulgação

Comércio com EUA

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), mostram uma desaceleração do comércio bilateral entre Brasil e Estados Unidos em maio. As exportações brasileiras para o mercado norte-americano somaram US$ 3,09 bilhões no mês, uma queda de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior. As importações de produtos norte-americanos totalizaram US$ 3,21 bilhões, recuo de 11%, resultando em um déficit comercial de US$ 121 milhões para o Brasil.

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras para os Estados Unidos alcançaram US$ 14,01 bilhões, redução de 16% na comparação anual. As importações somaram US$ 15,48 bilhões, queda de 12,6%, enquanto o déficit da balança comercial brasileira com os norte-americanos atingiu US$ 1,47 bilhão entre janeiro e maio.

A participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras também recuou, passando de 12% em maio de 2025 para 9,7% em maio deste ano.

China ganha espaço
Enquanto os embarques para os Estados Unidos diminuíram, a China ampliou sua presença como principal destino das exportações brasileiras. Em maio, as vendas para o país asiático cresceram

Foto: Beto Barata/Agência Brasil

9,5%, alcançando US$ 10,5 bilhões. As importações avançaram 24,2%, para US$ 6,8 bilhões. O resultado gerou superávit comercial de US$ 3,7 bilhões no mês.

Nos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras para a China somaram US$ 43,26 bilhões, crescimento de 21,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. As importações alcançaram US$ 30,76 bilhões, alta de 4,1%, resultando em um superávit comercial de US$ 15,5 bilhões para o Brasil. Com esse desempenho, a participação da China na pauta exportadora brasileira aumentou de 32,1% para 32,9% no período, reforçando a posição do país asiático como principal destino das exportações nacionais.

Petróleo em destaque
Brandão também atribuiu ao conflito no Oriente Médio o forte avanço das exportações de combustíveis derivados de petróleo pela indústria de transformação. Segundo ele, os choques de oferta provocados pela guerra elevaram os preços internacionais e impulsionaram o valor exportado pelo Brasil.

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Em maio, as exportações brasileiras de óleos combustíveis registraram forte crescimento, com avanço de 75,2% no volume embarcado e aumento de 49,8% no valor exportado em comparação com o mesmo mês do ano passado. Em sentido oposto, as vendas externas de petróleo bruto apresentaram retração, com queda de 9,3% no valor exportado e recuo de 42,1% no volume embarcado na mesma base de comparação.

De acordo com o diretor do Mdic, o movimento é pontual e não está relacionado ao imposto de exportação criado pelo governo para o produto. “O Brasil é muito competitivo. A questão do imposto de exportação não vai impactar a oferta brasileira para o exterior, ainda mais em um cenário de preços elevados. As empresas continuam produzindo petróleo e os investimentos seguem ocorrendo”, afirmou.

Como exemplo, Brandão citou a entrada em operação de uma nova plataforma de produção de petróleo em fevereiro deste ano.

Saldo comercial
Nos cinco primeiros meses de 2026, o Brasil acumulou superávit comercial de US$ 32,662 bilhões, acima dos US$ 24,33 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.

O resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento das exportações para a China e pelo desempenho de produtos ligados ao setor de energia e commodities (bens primários com cotação internacional).

Fonte: Agência Brasil
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