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Mapa discute com Reino Unido cooperação em sustentabilidade e busca junto à República Dominicana expansão de mercado
Um dos principais temas destacados na reunião com a embaixada britânica foi a necessidade de agregação de valor nas cadeias produtivas brasileiras, enquanto que com a embaixadora dominicana foi tratado sobre a abertura de mercado do país caribenho para a carne suína brasileira.

O desenvolvimento de uma parceria tripartite entre Brasil, África e Reino Unido, com ações para o desenvolvimento econômico e metas de sustentabilidade, foi um dos temas da reunião realizada entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Embaixada do Reino Unido na última sexta-feira (10). A secretária de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo, Renata Miranda, recebeu a delegação britânica, chefiada pela ministra-conselheira, Melaine Hopkins, e ressaltou que o intercâmbio de experiências entre os países possibilitou mostrar que o Brasil conta com tecnologias, inovações e pesquisas de ponta para o setor, como a fixação biológica do nitrogênio, recuperação de pastagens degradadas, plantio de florestas, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta e manejo sustentável da produção, entre outras.
Ocupando posição de vanguarda, a ciência tropical brasileira ainda não é amplamente considerada nas principais discussões e fóruns internacionais que influenciam diretrizes no contexto de mudanças climáticas, particularmente nos temas de carbono e fatores de emissão.
Para a ministra-conselheira, o Brasil é um ator global cuja voz sobre ciência tropical deve ser ouvida e o Reino Unido pode ser um canal com outros atores globais relevantes (Estados, organismos internacionais, indústria e investidores) para fazer reverberar as experiências de sustentabilidade ambiental brasileiras, muitas das quais contam com parceria do Reino Unido há mais de uma década.
Um dos principais temas destacados pela secretária do Mapa foi a necessidade de agregação de valor nas cadeias produtivas brasileiras, especialmente as que envolvem os pequenos produtores rurais e que privilegiam a participação feminina.
“A agricultura sustentável nacional é diferente e melhor em muitos aspectos. Mesmo no Brasil há muita heterogeneidade a se considerar e as soluções precisam se basear na realidade da produção, precisam ser customizadas e refletir resultados que impactem os territórios levando-se em conta todas as suas particularidades, desafios e oportunidades”, salienta Renata.
Outro ponto de interesse destacado pelo Mapa foi a discussão mais minuciosa da nova legislação britânica voltada para a repressão do desmatamento ilegal e proteção de florestas tropicais a fim de identificar não apenas possíveis entraves para o comércio agrícola brasileiro, mas também melhores oportunidades de mercado no Reino Unido para produtos que cumprem com os requisitos legais de sustentabilidade.
Também estiveram presentes no encontro a diretora do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação (DEPROS), Sibelle Silva, e da parte do Reino Unido, a chefe de Clima, Natureza e Energia, Bruna Cerqueira, e a gerente de Clima e Agricultura Sustentável, Ana Gutiérrez.
Expansão de mercado junto à República Dominicana
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, se reuniu na última quinta-feira (09) com a embaixadora da República Dominicana, Patrícia Villegas de Jorge, para tratar sobre a abertura de mercado do país caribenho para a carne suína brasileira.
Além de discutir os acordos comerciais para ampliar as exportações dos produtos, a cooperação técnica, por meio de uma representação da Embrapa na República Dominicana, foi um dos assuntos abordados. A proposta é utilizar o potencial da pesquisa brasileira para aprimorar a agricultura no país.

Colunistas
Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?
Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.
Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.
Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.
Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.
Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.
O sucesso desta ação teve três pontos centrais:
1) Análise
O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.
2) Integração
O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.
3) Correção
Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.
A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.
Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?
Notícias
Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações
Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.
O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.
Notícias
Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais
Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.
Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN
O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.
Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.




