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Mapa destaca uso de tecnologia e dados na agricultura durante conferência da FAO em Roma
Brasil apresentou avanços em agricultura inteligente e experiências com sistemas integrados de produção.

OMinistério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou, nesta quarta-feira (01º), da Conferência Global sobre Agricultura Inteligente (Global Conference on Smart Farming), promovida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. O Brasil foi representado pelo secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, que participou do segmento ministerial por meio de mensagem em vídeo, e pela embaixadora Carla Barroso Carneiro, representante permanente do Brasil junto à FAO.
Em sua participação, Cleber Soares destacou que a agricultura inteligente terá papel cada vez mais determinante para o desenvolvimento de sistemas agropecuários e agroalimentares mais resilientes, sustentáveis e eficientes. Segundo ele, o uso de dados, plataformas, sistemas e tecnologias digitais amplia a capacidade de otimizar a produção, promover adaptações, implementar medidas de mitigação e impulsionar o desenvolvimento da agricultura em escala global.
O secretário-executivo ressaltou a evolução da agropecuária brasileira nas últimas décadas, lembrando que o Brasil deixou de ser importador líquido de alimentos para se consolidar como um dos principais protagonistas da produção e exportação agrícola mundial. Também destacou que o país alia aumento da produção, sustentabilidade, descarbonização e uso crescente de dados e informações estratégicas para apoiar a tomada de decisão no campo.
Ao apresentar a experiência brasileira, Cleber Soares enfatizou o potencial das tecnologias digitais para reduzir os gargalos da agricultura, especialmente nos países tropicais. Entre as soluções citadas estão robótica, gêmeos digitais, conectividade, integração e análise de dados, aplicativos móveis e sensores, ferramentas que contribuem para aumentar a eficiência e modernizar a produção agropecuária.
O secretário-executivo também apresentou os sistemas integrados de produção desenvolvidos no Brasil, que permitem combinar agricultura, pecuária, florestas, piscicultura e aquicultura em uma mesma propriedade. Segundo ele, o avanço da computação, da transformação digital e da gestão de dados tende a ampliar ainda mais a produtividade, a sustentabilidade e a eficiência desses sistemas.
Ao encerrar sua participação, Cleber Soares colocou à disposição dos países membros da FAO a estrutura do Mapa, da Embrapa e das instituições brasileiras de pesquisa, ciência e tecnologia para fortalecer a cooperação internacional em agricultura inteligente e inovação.
A Conferência Global sobre Agricultura Inteligente reúne ministros, especialistas, representantes de organismos internacionais, instituições de pesquisa, setor privado e produtores rurais para discutir o papel da ciência, da inovação, da digitalização e da governança na transformação dos sistemas agroalimentares. A programação do primeiro dia incluiu a cerimônia de abertura, o segmento ministerial e mesas-redondas sobre inovação digital, ciência, dados e governança voltadas à construção de uma agricultura mais sustentável e inclusiva.
A programação completa do evento está disponível em Programa da Conferência Global sobre Agricultura Inteligente.
A transmissão da cerimônia de abertura e do segmento ministerial pode ser acessada em Webcast da Conferência Global sobre Agricultura Inteligente.

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BRDE contrata R$ 2,8 bilhões em crédito rural no Sul no ciclo do Plano Safra
Paraná lidera contratações com 46% do total e concentra R$ 1,3 bilhão em operações no período.

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) contratou R$ 2,8 bilhões em operações de crédito na Região Sul no âmbito do Plano Safra 2025/26. O Plano Safra 2026/27 começa em julho e terá duração de 12 meses, com novas condições de financiamento para custeio, investimento, comercialização e modernização da produção agropecuária.

O Paraná respondeu por 46% do volume de crédito contratado pelo BRDE na Região Sul, no ciclo encerrado, com R$ 1,3 bilhão. Na sequência aparecem Rio Grande do Sul, com R$ 888,7 milhões; e Santa Catarina, com R$ 624,5 milhões. Além desses valores, outros R$ 184 milhões foram destinados pelo banco a contratos no Mato Grosso do Sul, por meio do FCO Rural.
As contratações contemplaram linhas voltadas a investimentos produtivos, modernização de estruturas, aquisição de máquinas e equipamentos, armazenagem, inovação, irrigação, sustentabilidade e fortalecimento de cooperativas e agroindústrias. O objetivo é ampliar a capacidade de produção, melhorar a eficiência de propriedades e empresas rurais e apoiar projetos que contribuam para a competitividade do setor.

Foto: Shutterstock
Para o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Junior, o resultado confirma o papel do banco como parceiro de longo prazo do setor produtivo. “O Plano Safra é um instrumento essencial para transformar planejamento em investimento. O desempenho do BRDE mostra que o banco está presente onde o crédito tem impacto direto: na modernização das propriedades, no fortalecimento das cooperativas, na expansão das agroindústrias e na geração de desenvolvimento para os estados em que atuamos”, afirma.
Além das linhas específicas do Plano Safra, o BRDE mantém o programa Meu Agro, que reúne alternativas de financiamento para diferentes etapas da cadeia produtiva, do fornecimento de insumos à distribuição e comercialização. A atuação inclui crédito para armazenagem, irrigação, modernização, máquinas e equipamentos, cooperativas agroindustriais, produção sustentável e projetos empresariais ligados ao agronegócio.
Banco do agricultor
No Paraná, parte das operações do BRDE também pode contar com o apoio do Banco do Agricultor Paranaense, programa do Governo do Estado que concede subvenção econômica para reduzir o custo do financiamento em projetos do campo.

Na prática, a iniciativa permite equalizar parte dos juros em operações voltadas a produtores rurais, cooperativas, associações, agroindústrias familiares e projetos estratégicos, como irrigação, energia renovável, modernização produtiva e diversificação das atividades agropecuárias. A política também alcança atividades da pecuária, com destaque para a cadeia leiteira, incluindo investimentos em matrizes, instalações, equipamentos e implementos.
Combinado às condições do Plano Safra, o Banco do Agricultor Paranaense pode reduzir de forma expressiva o custo final do crédito. Em linhas específicas, a equalização estadual permite juro zero para produtores enquadrados no Pronaf, cooperativas da agricultura familiar e agroindústrias familiares, conforme o tipo de projeto e os limites definidos pelo programa. Nas demais linhas, o benefício pode representar redução substancial dos encargos, com abatimento de até cinco pontos percentuais para produtores rurais, cooperativas e associações produtivas, de acordo com o porte do beneficiário, a atividade financiada e as regras de enquadramento.
O diretor Administrativo do BRDE, Heraldo Neves, afirma que o programa amplia a efetividade do crédito rural no Estado. “O Plano Safra oferece a base nacional de financiamento, e o Banco do Agricultor Paranaense reforça essa política no Paraná ao melhorar as condições para quem investe no campo. Essa combinação permite que mais produtores, cooperativas e empresas avancem em projetos de modernização e aumento de produtividade”, afirma.
Novo ciclo

Foto: Jaelson Lucas/AEN
Em nível nacional, serão disponibilizados R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial no Plano Safra 2026/27. Além disso, cerca de R$ 83 bilhões estarão disponíveis por meio de linhas voltadas à agricultura familiar no país. As condições operacionais do novo ciclo, incluindo taxas, limites, programas e critérios de enquadramento, serão incorporadas pelo BRDE conforme a regulamentação das fontes de recursos e a disponibilidade das linhas para contratação, a serem definidas nas próximas semanas.
Mais informações sobre as linhas operadas pelo BRDE estão disponíveis no site www.brde.com.br.
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Copacol investe R$ 1,6 bilhão em modernização de estruturas de grãos no Paraná
Cooperativa amplia capacidade de estocagem e destaca avanços em unidades do Oeste e Sudoeste do estado.

Infraestrutura avançada para recebimento e classificação de grãos garante à Copacol ampla capacidade para a estocagem em cada safra no Oeste e Sudoeste do Paraná. Ao todo, a Cooperativa investiu R$ 1,6 bilhão nos últimos seis anos na modernização das instalações proporcionando agilidade e melhor fluxo para a entrega de soja e milho. O balaço esteve em evidência em mais um ciclo de reuniões dos Comitês Educativos realizadas em Formosa do Oeste, Jesuítas, Nova Aurora e Cafelândia.
“Estamos instalados em uma área de atuação formada por um milhão de hectare e temos muitos projetos em andamento para avançarmos, tanto no desempenho produtivo das lavouras, quanto na estocagem dos grãos. Esse investimento realizado no decorrer dos anos reflete em segurança a cada safra para o recebimento das safras. Tivemos um crescimento significativo em produtividade, o que é fundamental para a produção de ração que mantém as nossas integrações”, explica o diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol.
Ao todo, a Cooperativa possui 41 Unidades de Grãos, Insumos e Sementes. Entre os recentes investimentos estão as estruturas de Brasilândia do Sul, Jesuítas, Corbélia e Nova Aurora. Em breve, uma nova instalação será inaugurada em Realeza. Só neste ano estão em andamento obras que totalizam R$ 228,3 milhões. Os projetos estão alinhados ao planejamento da Cooperativa, que estima o recebimento de 22,5 milhões de sacas de milho.
Orientações na colheita
Para garantir a segurança e prevenir acidentes durante o ciclo de recebimento da safra, medidas de segurança estão sendo reforçadas nas Unidades da Copacol. Para acessar as estruturas, o visitante deve seguir as recomendações de trânsito, ficar atento a movimentação de veículos, estar utilizando calçados fechados, usar corrimão ao subir/descer escadas e antes do tombamento da carga, o motorista deve descer do caminhão e ficar em local seguro. É proibido fumar nos ambientes da Cooperativa, tocar nas máquinas em movimento, bem como acessar os pátios acompanhado de visitantes e menores de idade.
Prevenção é essencial
Para evitar incêndios é fundamental a prevenção dos equipamentos e estruturas. Manter faixas limpas de três a dez metros ao redor dos cultivos é uma forma de prevenir grandes perdas. A vegetação seca, ventos fortes e baixa umidade do ar são agravantes neste período. É fundamental limpar as colheitadeiras, com retirada de palha e poeira perto do motor. É importante seguir recomendações, como armazenar combustíveis de forma adequada, verificar instalações elétricas de aviários e barracões, evitar queimadas sem autorização/controle, e utilizar EPIs (Equipamentos de Proteção Individual).
Os trabalhadores rurais devem ter atenção redobrada com animais peçonhentos, como cobras, escorpiões, aranhas e lagartas. “Esses animais costumam se esconder em locais com vegetação alta, pilhas de madeira, locais de armazenamento de rações, pedras, entulhos e depósitos. Para evitar acidentes, é importante usar botas, perneiras e luvas durante o trabalho, além de verificar roupas, calçados e equipamentos antes de utilizá-los. Em caso de picada ou ferroada, a vítima deve procurar atendimento médico imediatamente, evitando práticas caseiras”, afirma Lucas Pereira de Brito, bombeiro líder da Copacol.
Em caso de emergência, é preciso acionar o Corpo de Bombeiros (193), Samu (192), Polícia Militar (190) e Defesa Civil (199). A Copacol possui também a Brigada de Incêndio (45 3241-8000), que realiza serviços de apoio à comunidade.
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Copacol divulga Relatório de Sustentabilidade e detalha impactos de suas operações
Documento apresenta dados de desempenho, gestão de riscos e ações voltadas ao desenvolvimento econômico e social.

Comprometida com o futuro do meio ambiente e o desenvolvimento da econômico e social da comunidade, a Copacol acaba de lançar o Relatório de Sustentabilidade em conformidade com as normas Global Reporting Initiative (GRI).
A publicação contempla um panorama integral das atividades da primeira Cooperativa do Oeste do Paraná, os seus impactos e como eles são minimizados a curto e longo prazos, afim de garantir a continuidade dos negócios atendendo a padrões estabelecidos internacionalmente.

Valter Pitol, diretor-presidente da Copacol: “A transparência e a responsabilidade na condução dos nossos negócios são princípios que orientam a atuação da Copacol”
“A transparência e a responsabilidade na condução dos nossos negócios são princípios que orientam a atuação da Copacol. Atuamos de forma integrada na produção de alimentos com presença relevante nas comunidades onde estamos inseridos. Essa atuação amplia nossa responsabilidade na gestão dos impactos, dos riscos e das oportunidades do negócio, especialmente no uso de recursos naturais, na relação com cooperados, no desenvolvimento das pessoas, na geração de trabalho e renda e no fortalecimento do desenvolvimento local”, afirma Valter Pitol, diretor-presidente da Copacol.
Com 10,5 mil cooperados, 16,8 mil colaboradores, 10,5 mil clientes nos mercados interno e externo, 6 mil fornecedores, o faturamento anual da Cooperativa é de R$ 11,1 bilhões, totalizando 479,6 milhões de dólares em exportações, R$ 453 milhões revertidos em ações à comunidade por meio de impostos e pagamento de R$ 224,9 milhões em sobras e complementações: desempenho privilegiado que põe a Copacol entre as maiores do setor no Brasil.
Desta forma, para que toda a complexa movimentação esteja documentada, o Relatório de Sustentabilidade da Copacol reúne a comprovação do desenvolvimento profissional dos colaboradores e cooperados, compromissos públicos com a sustentabilidade, conservação dos recursos naturais, fortalecimento do cooperativismo, energias renováveis, ações educacionais para a comunidade, ética e conduta. “A publicação do Relatório de Sustentabilidade fortalece a confiança e a credibilidade junto aos públicos de relacionamento, evidenciando a maturidade da governança, a solidez do modelo cooperativista e o compromisso da Copacol com a gestão responsável. O material também constitui uma fonte oficial de informações para clientes, fornecedores, instituições financeiras, certificadoras e demais partes interessadas, promovendo maior transparência, consistência e uniformidade na divulgação dos dados e resultados da Cooperativa”, explica o superintendente Administrativo Financeiro, Marcos Alessandro.
Futuro de gerações
Muito além de práticas ambientais, o Relatório de Sustentabilidade Copacol apresenta de maneira completa a atuação social, econômica e ecológica. Com uma infraestrutura referência no setor, essas preocupações sempre estiveram em sua rotina, como estabelece o Planejamento Estratégico Cooperar para Crescer 2024-2028, onde um dos objetivos é disseminar o modelo cooperativista como diferencial competitivo. “Por meio desse instrumento, definimos prioridades, metas e mecanismos de acompanhamento, assegurando alinhamento entre estratégia e execução. Nosso modelo cooperativista está no centro da geração de valor. A participação dos cooperados, a formação de lideranças, a sucessão familiar e o fortalecimento da governança contribuem para a continuidade das atividades produtivas e para a solidez do negócio”, afirma Pitol.
Sustentabilidade Copacol
O Relatório de Sustentabilidade disponível integralmente no Portal Copacol, aba Nosso Compromisso, tem como foco a transparência e a prestação de contas, em consonância com os compromissos estabelecidos no Planejamento Estratégico Cooperar para Crescer 2024-2028 e alinhado às Diretrizes GRI. A divulgação de informações de sustentabilidade qualifica o relacionamento com reguladores, clientes, mercados, instituições financeiras e demais públicos de relacionamento. Dados, evidências e rastreabilidade ampliam a capacidade de demonstrar como a organização gere seus impactos, riscos, oportunidades e resultados. Fundamentado pelo Programa ESG+Coop, o Relatório de Sustentabilidade da Copacol teve a elaboração apoiada pelo Sescoop (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo) e Ocepar (Organização das Cooperativas do Estado do Paraná) e consultoria da Gália Consultoria e Treinamento Empresarial.



