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Mapa anuncia adesão de São Paulo ao sistema brasileiro de inspeção

Com a conquista, agroindústria do pescado e da carne que tiver produtos registrados e inspecionados pelo SISP poderá ser autorizada a vender para todo o país.

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Divulgação/Mapa

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, anunciou na sexta-feira (18) a adesão do Serviço de Inspeção Estadual da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SISP) ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA). Com a medida, estabelecimentos que manipulam carnes e pescado inspecionados pelo serviço estadual poderão ampliar seus mercados, comercializando para todo o país. O Brasil passa agora a ter 23 Estados com equivalência reconhecida ao sistema brasileiro.

O anúncio foi feito na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), durante homenagem que Tereza Cristina recebeu do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag). Esta foi a 11ª adesão ao Sisbi desde 2019.

Até o momento, dois estabelecimentos foram indicados para realizar o comércio interestadual em São Paulo: a FA Defumados, localizada em Cotia, e a Mar Direto, em São Paulo. Os estabelecimentos de abates do estado ainda não foram incluídos no sistema brasileiro porque demandam inspeção permanente, isto é, a presença de médico veterinário acompanhando o processo de forma contínua. Para os outros processos de beneficiamento do produto animal e seus derivados, a inspeção é periódica.

De acordo com a Superintendência Federal de Agricultura de São Paulo (SFA-SP), assim como ocorre com os municípios que já conseguiram a equivalência de seus Serviços de Inspeção Municipal (SIMs) ao sistema brasileiro, o estado também será submetido a auditorias de manutenção regulares feitas pelo Ministério da Agricultura (Mapa). A superintendente Andréa Moura explicou que, com o tempo, o governo paulista poderá requisitar a ampliação do escopo do serviço de inspeção estadual para outras categorias, como leite e derivados, ovos, mel e produtos apícolas, além dos abates.

A adesão do Estado ao Sisbi-POA não afeta os processos de adesão dos municípios ou consórcio intermunicipais paulistas. As agroindústrias que são registradas nos serviços municipais já aderidos ao sistema brasileiro poderão requerer sua inclusão no Sistema para ampliar mercado e vender sua produção em todo o território nacional. Até o momento, seis municípios paulistas obtiveram a adesão: Itu, Itapetininga, Joanópolis, Rio Claro, Fernandópolis e Ibiúna.

Vários municípios estão se mobilizando, estruturando seus serviços de inspeção e, quando necessário, alterando suas legislações em busca da adesão ao sistema brasileiro para expandir os negócios, gerar empregos e desenvolvimento em sua região.

Para saber se uma empresa registrada no Serviço de Inspeção Estadual está autorizada a vender seus produtos no território nacional, ou seja, se tem o selo Sisbi, basta checar no sistema do Mapa chamado e-Sisbi. Ele é de domínio público e pode ser acessado pelas vigilâncias sanitárias de todo país, empresários e população em geral.

Durante o evento na Fiesp, a ministra fez um balanço das ações no Ministério da Agricultura nos últimos três anos, destacando programas como o AgroNordeste, entrega de títulos de propriedade, regulamentação da aquicultura em águas da União e o aumento de recursos para a agricultura familiar.

Fonte: Mapa

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Eventual sanção dos EUA ao Irã não deve afetar o Brasil, avalia governo

Comércio restrito com o Irã e cenário internacional complexo sustentam avaliação de baixo impacto para a economia brasileira.

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Foto: Shutterstock

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (15) que uma eventual sanção dos Estados Unidos ao Irã, conforme anunciada pelo presidente norte-americano Donald Trump, não deve trazer impactos relevantes para o Brasil. “Os Estados Unidos colocaram que não querem que haja comércio com o Irã. Mas o Irã tem 100 milhões de pessoas. Países europeus exportam para o Irã, a maioria dos países tem algum tipo de exportação. No Brasil, nossa relação comercial com o Irã é pequena”, disse.

Foto: Jonathan Campos

Segundo Alckmin, a proposta de uma super tarifação enfrenta obstáculos práticos e políticos. “A questão da super tarifação é difícil de ser aplicada. Você teria que aplicar em mais de 70 países do mundo, inclusive países europeus”, afirmou.

O ministro destacou ainda que, até o momento, não houve a edição de uma ordem executiva pelo governo norte-americano que efetivamente imponha sanções ao Irã. “Esperamos que não seja aplicada. Porque imposto de exportação é imposto regulatório, é outra lógica. E isso valeria para o mundo inteiro”, ressalta.

Ao citar o comércio europeu com o país do Oriente Médio, Alckmin reforçou que a relação não é exclusiva de economias emergentes. “A Europa, por exemplo, também exporta para o Irã. A Alemanha, muitos países têm comércio exterior”, explicou, complementando: “Vamos torcer, trabalhar para que isso não ocorra”.

O vice-presidente também ressaltou o posicionamento histórico do Brasil no cenário internacional, afirmando que o país não mantém

Foto: Claudio Neves

litígios e tem tradição diplomática pacífica. “No Brasil, a última guerra tem mais de um século. O Brasil é um país de paz e, sempre que pode, atua promovendo a paz. O que nós queremos é paz. Guerra leva à morte, leva à pobreza. É a falência da boa política”, enfatizou.

Para Alckmin, o atual contexto internacional exige maior protagonismo brasileiro. Ele classificou o momento como delicado para o mundo, mas estratégico para o país. “Vamos promover a paz, fortalecer o multilateralismo, tratar de melhorar a vida do povo através do emprego e da melhora de renda. Esse é o bom caminho e é isso que o Brasil está trilhando”, reforçou.

Fonte: O Presente Rural com Agência Brasil
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Drones ganham escala no campo e desafiam a hegemonia dos aviões agrícolas

Equipamentos já entregam o mesmo desempenho, com mais segurança e menor custo operacional.

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Foto: Lucas Fermin/SEED

A evolução tecnológica dos drones profissionais é tão notória que não se questiona mais se os drones substituirão os aviões agrícolas. A questão que se coloca agora é quando isso acontecerá. E a resposta pode ser surpreendente: os drones já são capazes de fazer o mesmo trabalho que os aviões de pulverização e a um custo muito mais baixo e de forma mais segura para as pessoas.

A última fronteira para os drones de pulverização são mesmo os aviões. Isso porque eles se tornaram mais vantajosos do que os métodos tradicionais no campo para aplicação de defensivos agrícolas, fertilizantes e outros insumos, como pulverização costal, equipamento e produtos carregados nas costas pelos trabalhadores, pulverização de arrasto feita por tratores e pulverização de autopropelidos, grandes máquinas agrícolas.

Mais do que a capacidade, que cresceu consideravelmente nos últimos anos, saindo de reservatórios de 20 litros para atuais que superam os 100 litros, o que permite aos drones competir em igualdade com os aviões é o chamado ‘voo em enxame’, que é a operação de mais de um equipamento ao mesmo tempo a partir de uma única estação de pilotagem. Dessa maneira, os drones podem trabalhar sobre uma área maior que antes era alcançada somente por aviões agrícolas. “A possibilidade de vários drones operarem como enxame de forma automática monitoradas por um piloto remoto apenas e dos avanços tecnológicos permitirem a operação em áreas maiores para a aplicação de defensivos vão garantir a supremacia das aeronaves remotamente pilotadas na agricultura”, afirma o engenheiro cartógrafo, Emerson Granemann.

De acordo com um estudo da ResearchAndMarkets, o setor de drones agrícolas vai crescer exponencialmente nos próximos anos. De um mercado de US$ 2,68 bilhões em 2024, vai saltar para US$ 80,94 bilhões em 2034, com um crescimento anual de 40,6% no período entre 2025 e 2034. No Brasil, calcula-se que existam 35 mil drones de pulverização em operação, em 2021 a estimativa era de 3 mil drones.

Fonte: Assessoria MundoGEO
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Poder de compra do produtor recua com queda das commodities e pressão cambial

IPCF sobe para 1,31 em dezembro, refletindo desvalorização agrícola, dólar mais forte e ajuste nos preços dos fertilizantes.

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Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) encerrou dezembro em 1,31, acima dos 1,12 registrados em novembro, refletindo a combinação de fatores adversos no mercado agrícola e de insumos. O avanço do índice foi influenciado pela desvalorização das commodities agrícolas, pelas variações nos preços dos fertilizantes e pela valorização do dólar, que acumulou alta de 2% no período, impulsionada por incertezas políticas no cenário global e pelos indicadores econômicos mais recentes da economia doméstica.

Esse ambiente reforça a necessidade de monitoramento contínuo das variáveis internacionais, especialmente no que diz respeito ao enxofre, insumo estratégico para a cadeia de fosfatados, cujo equilíbrio entre oferta e demanda ainda não sinaliza uma normalização no curto prazo.

No mercado de commodities, os preços recuaram, em média, 0,8% em dezembro, movimento puxado principalmente pela soja, que caiu 2,3%, e pelo algodão, com retração de 2%. A desvalorização esteve associada à expectativa de uma safra elevada e ao avanço da colheita nos estados do Paraná e de Mato Grosso. Cana-de-açúcar e milho apresentaram estabilidade no período, embora o milho continue sob pressão diante da perspectiva de uma safrinha robusta no Brasil.

Os fertilizantes, por sua vez, registraram recuo médio de 0,3%, em um cenário marcado por baixa liquidez e pressão de inventários, com destaque para a queda de 2% nos preços da ureia. Em sentido oposto, o superfosfato simples apresentou valorização de 3,8% e o cloreto de potássio avançou 2,6%, sustentados pela maior demanda associada aos requerimentos de safra e pelo aumento dos custos de produção.

No mercado interno, o foco permanece concentrado na colheita da soja e no início do plantio da safrinha, fatores que devem seguir influenciando a dinâmica de preços nos próximos meses. Já no cenário internacional, as cadeias de fosfatados continuam operando em um ambiente ajustado, impactado pela redução temporária das exportações chinesas. Ao mesmo tempo, os preços globais do enxofre seguem firmes, sustentados pela maior demanda de outros segmentos industriais, como o de baterias. Esse contexto adiciona pressão gradual aos custos de produção dos fertilizantes fosfatados, ainda que de forma administrada pelo mercado.

Ao longo de 2025, o IPCF registrou média anual de 1,18, refletindo um ano marcado por elevada volatilidade nos mercados agrícolas e de insumos. Apesar desse ambiente desafiador, o índice demonstrou resiliência, evidenciando a capacidade de adaptação do setor às condições internacionais e a manutenção de um ambiente competitivo para o produtor brasileiro.

Fonte: O Presente Rural com Mosaic
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