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Manuela Sallis explana sobre a importância da sucessão familiar no 11º SBSBL

Palestrante explanou sobre “Como preparar com eficiência a sucessão familiar”, no painel Gestão e Sucessão Familiar.

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Os desafios da sucessão nas empresas familiares e como planejar esse processo foram temas da palestra da advogada Manuela Sallis

Os desafios da sucessão nas empresas familiares e como planejar esse processo foram temas da palestra da advogada Manuela Sallis, sócia da Safras & Cifras, no 11º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL), que ocorre até esta quinta-feira (10), no formato presencial, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC). O evento é promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet).

Manuela Sallis palestrou sobre como preparar com eficiência a sucessão familiar – Fotos: MB Comunicação

Manuela explanou sobre “Como preparar com eficiência a sucessão familiar”, no painel Gestão e Sucessão Familiar. Ressaltou que a sucessão atualmente é diferente. “Antigamente, tínhamos a primeira e a segunda geração na propriedade. Agora, a maioria das famílias está na segunda para a terceira geração. É preciso pensar nos cuidados necessários e como dar espaço para o jovem dentro dos negócios, como articular as aspirações dos pais com as dos filhos”, frisou.

A palestrante realçou que a sucessão deve ser planejada e construída durante os anos e que algumas atitudes podem facilitar o processo. Entre eles, está a organização da governança, com definição de cargos e salários de quem trabalha e também do sucessor que não estará na propriedade no dia a dia. “Hoje é comum ter filhos que não atuam diretamente no negócio familiar, mas querem se manter unidos. Então tem que pensar em como organizar isso”.

Outro aspecto importante é fazer a análise contábil e tributária. Além disso, o inventário não deve ser deixado por último. “Os pais podem ir transferindo aos poucos tanto o patrimônio, quanto o negócio”, apontou Manuela.

A palestrante também sugeriu a criação de CNPJ. “Abrir empresas pode ajudar na organização da família, com regras, como administração, entradas e saídas de recursos, retirada de sócios, etc. Trabalhar para que a propriedade se torne realmente uma empresa familiar e uma família empresária, com reuniões frequentes e repasse de informações a todos os sócios. No agro, a manutenção dessa escala é muito importante, pois quanto mais unidos, mais fortes somos”, salientou.

Ter esse olhar para a sucessão também contribui para a permanência dos jovens no campo. “Hoje eles têm um mundo de possibilidades e vão sair da propriedade para buscar oportunidades, fazer graduação e muitas vezes cursam áreas relacionadas ao agro, como medicina veterinária, zootecnia, agronomia, e voltam porque vislumbram no negócio da família uma maneira de prosperar”, enfatizou Manuela.

Público acompanhou atento o Painel Gestão e Sucessão Familiar

A palestrante reforçou que trabalhar o processo de sucessão traz como resultados uma relação harmoniosa da família, permite continuidade do negócio familiar por mais de uma geração e o crescimento econômico e financeiro, estabelece uma relação profissional entre pais, filhos e netos, permite estabelecer formas de participação ou não dos cônjuges no negócio familiar e permite preparar a sucessão em vida, com custos e atritos muito menores.

Manuela deixou cinco sugestões para a condução do processo de sucessão: dedicar energia para organizar o processo quando o negócio e as relações familiares estão saudáveis; construir o processo de maneira aberta e democrática, com a participação de todos os familiares; ao fazer combinações, colocar no papel; lembrar de sempre proteger os pais; buscar passar às novas gerações o respeito pela história da família, os seus valores e a paixão pelo negócio.

6ª Brasil Sul Milk Fair

Mais de 20 empresas participam da 6ª Brasil Sul Milk Fair, evento que acontece concomitantemente ao 11º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite. A feira traz produtos, serviços e tecnologias que impulsionam a bovinocultura leiteira. Os expositores são empresas das áreas de aditivos nutricionais, tecnológicos, sensoriais e zootécnicos; insumos agrícolas, como fertilizantes e sementes; nutrição: alimentos balanceados, núcleos, premixes vitamínicos/minerais e ingredientes; saúde animal: vacinas, terapêuticos, profiláticos e melhores de desempenho; distribuidores do setor, além de instituições de ensino e imprensa especializada.

Para estimular a interação entre os participantes, nos intervalos da programação científica do SBSBL, há os “Milk breaks”, onde os congressistas podem degustar alimentos à base de lácteos.

Apoio

O 11º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite tem apoio da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), do Conselho Regional de Medicina Veterinária de SC (CRMV/SC), da Prefeitura de Chapecó e da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária (Somevesc).

Programação do 11º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite

Quarta-feira (09)

08h às 12h30: Painel – Produção eficiente de volumosos

08h às 08h50: Do plantio a colheita: aspectos agronômicos importantes para obtenção de silagem de milho de alta qualidade.

Palestrante: Mikael Neumann

08h50 às 09h40: Confecção e uso da silagem de milho: estratégias para reduzir perdas, melhorar o aproveitamento e potencializar o desempenho animal.

Palestrante: João Daniel

09h40 às 10h: Debate com painelistas.

10h às 10h30: Milk Break

10h30 às 11h20: Pré-secado: importância da fibra e estratégias para redução do custo de produção.

Palestrante: Igor Quirrenbach de Carvalho

11h20 às 12h10: O manejo do pastejo para produção animal intensiva em ambientes pastoris.

Palestrante: André Sbrissia

12h10 às 12h30: Debate com painelistas.

12h30 às 14h: Almoço

14h às 14h50: Principais doenças negligenciadas na bovinocultura leiteira: fatos e obstáculos.

Palestrante: Álvaro Menin

14h50 às 15h40: Manutenção do equipamento de ordenha e seus impactos na saúde da glândula mamária e na qualidade do leite.

Palestrante: Rafael Ortega

15h40 às 16h10: Milk Break

16h10 às 17h: Por que investir em alta tecnologia na criação de gado jovem.

Palestrante: Airton Vanderlinde

17h às 17h50: Produção sustentável de leite: alternativas e desafios para o balanço zero de carbono.

Palestrante: Patrícia Perondi Anchão Oliveira

19h: Happy Hour e visita à 6ª Brasil Sul Milk Fair

Quinta-feira (10)

08h às 12h: Painel Transição: maximizando saúde, produção e fertilidade

08h às 08h45: Gerenciando inflamação e lipólise na transição: parte I.

Palestrante: Andres Contreras

08h45 às 09h30: O ciclo da alta fertilidade e suas interações: parte I.

Palestrante: Richard Pursley

09h30 às 10h15: Gerenciando inflamação e lipólise na transição: parte II.

Palestrante: Andres Contreras

10h15 às 10h45: Milk Break

10h45 às 11h30: O ciclo da alta fertilidade e suas interações: parte II.

Palestrante: Richard Pursley

11h30 às 12h: Debate com painelistas.

12h às 12h30: Encerramento e sorteio de brindes.

Fonte: Ascom Nucleovet

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Arroba do boi gordo sobe para R$ 337,10 e reverte perdas de julho

Indicador Cepea/Esalq avançou 1,08% na segunda-feira (20) e voltou a registrar saldo positivo no acumulado do mês.

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Foto: Divulgação/Connan

O preço do boi gordo voltou a registrar alta no mercado brasileiro. Nesta segunda-feira (20), o Indicador Cepea/Esalq fechou cotado a R$ 337,10 por arroba, avanço de 1,08% em relação ao pregão anterior.

O resultado mantém o movimento de recuperação observado nos últimos dias. Na sexta-feira (17), o indicador havia encerrado o dia em R$ 333,50 por arroba. Antes disso, as cotações também apresentaram valorização, passando de R$ 328,10 na terça-feira (14) para R$ 329,20 na quarta-feira (15) e R$ 331,15 na quinta-feira (16).

Com a sequência de altas, o mercado praticamente eliminou as perdas registradas ao longo de julho. No acumulado do mês, a variação do indicador passou a ser positiva em 0,21%.

Em dólar, a arroba do boi gordo foi cotada a US$ 66,23, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq).

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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Banco de antígenos amplia proteção do rebanho brasileiro contra a febre aftosa

Estoque de 10 milhões de doses permitirá resposta imediata em caso de novos focos da doença e ajudará a preservar o status sanitário do país.

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Foto: Shutterstock

O Brasil deu mais um passo para fortalecer sua defesa sanitária animal com a inauguração, nesta sexta-feira (17), do 1º Banco Brasileiro de Antígenos para resposta emergencial à febre aftosa. Instalada em Buenos Aires, na Argentina, a estrutura manterá um estoque estratégico de antígenos para a fabricação de vacinas em caso de eventual reintrodução da doença no Brasil.

Resultado de uma parceria entre o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a empresa argentina Biogénesis Bagó, a iniciativa representa uma conquista inédita para o país.

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “O reconhecimento do Paraná e, posteriormente, do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para o setor, ampliando o acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes” – Foto: Divulgação/Sistema Faep

“O reconhecimento do Paraná e, posteriormente, do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para o setor, ampliando o acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes. Manter esse status exige vigilância permanente, planejamento e investimentos em prevenção. A criação desse banco representa uma camada adicional de proteção para o nosso rebanho e demonstra o compromisso com a sanidade”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

O Banco Nacional conta, inicialmente, com um estoque de 10 milhões de doses de antígenos correspondentes aos dois sorotipos do vírus da febre aftosa com maior circulação histórica no Brasil. O contrato prevê ainda a possibilidade de fornecimento de mais 10 milhões de doses ao longo dos próximos dez anos, em casos de eventuais surtos. O material armazenado na Argentina pode ser utilizado para a rápida produção de vacinas, caso seja identificado algum foco da enfermidade.

“A manutenção desse estoque é um requisito para que o Brasil preserve o reconhecimento internacional concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal. Os produtores rurais podem ficar mais confiantes de que, em surtos localizados da doença, haverá uma resposta rápida”, afirma o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon.

O material armazenado na Argentina pode ser utilizado para a rápida produção de vacinas

Por questões de biossegurança, esse material permanece armazenado fora do território brasileiro. Países como Estados Unidos e Reino Unido também adotam esse modelo, mantendo estoques estratégicos na unidade da Biogénesis Bagó, na Argentina.

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Guarapuava e da Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Corte do Sistema Faep, Rodolpho Botelho, que acompanhou a cerimônia de inauguração, o Paraná tem histórico de protagonismo nas ações de defesa agropecuária e colhe os resultados desse trabalho por meio da abertura de mercados e da valorização da produção estadual.

“Sempre fomos referência em sanidade animal. Essa credibilidade abre mercados para a nossa produção e fortalece a competitividade da agropecuária no comércio internacional. Esse banco de antígenos é mais uma etapa no protocolo para o fortalecimento da sanidade”, reforça.

Para o diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Cesar Martins, o banco representa uma ferramenta estratégica para proteger o rebanho e também preservar o comércio internacional de proteína animal.

“Hoje, a Organização Mundial de Saúde Animal prevê protocolos que permitem isolar a área afetada, fazer a vacinação e controlar o foco sem comprometer o status sanitário do país. O banco de antígenos é uma ferramenta extremamente importante para garantir essa resposta”, esclarece.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Mercado futuro do leite ganha espaço entre produtores paranaenses

Sistema Faep destaca potencial da ferramenta para garantir maior segurança, transparência e previsibilidade na comercialização.

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Foto: Isabele Kleim

Desde o dia 13 de maio, a cadeia brasileira do leite conta com o chamado “mercado futuro”, pelo qual os contratos são negociados diretamente entre as partes, no mercado de balcão, sem listagem em bolsa, para uma data futura com preços já definidos. O instrumento financeiro (ferramenta hedge) garante mais proteção, previsibilidade, transparência e rentabilidade ao setor, que sofre com os riscos das oscilações do preço do leite. O avanço desta ferramenta entre os produtores foi tema da reunião da Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Leite do Sistema Faep, nesta quinta-feira (16).

“Essa ferramenta traz mais segurança para os nossos produtores de leite. O mercado futuro já é uma realidade para outras commodities agrícolas como soja, milho e boi gordo. É questão de tempo para os pecuaristas se familiarizarem e usufruírem dos benefícios”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Produtores presentes na reunião da CT de Bovinocultura de Leite representaram as principais bacias leiteiras do Paraná

Para auxiliar neste processo, a reunião contou com a participação de Marianne Tufani, gerente de riscos da StoneX Leite Brasil, que detalhou o funcionamento da ferramenta e tirou dúvidas sobre o mercado futuro de leite.

“Todas as demais cadeias, como a da soja, milho e boi gordo, aprenderam a usar. Nós também vamos nos beneficiar com isso”, comenta o presidente da CT de Bovinocultura de Leite e produtor de leite, Eduardo Lucacin. “É preciso conhecer bem o nosso negócio, os nossos custos, para saber o melhor momento de travar o preço”, complementa.

O desenvolvimento da ferramenta teve participação do Sistema Faep, StoneX Leite Brasil, Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea – Esalq/USP) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Marianne lembrou que, no mercado mundial de leite, 70% dos players já utilizam o mercado futuro.

“O primeiro passo para quem quer saber como funciona é abrir uma conta na corretora. O quanto antes, melhor, pois é um processo burocrático que exige documentação e análises extensas e minuciosas. Não tem custo essa abertura”, explica Marianne.

Temas prioritários

Ainda na reunião do CT de Bovinocultura de Leite do Sistema Faep, outros temas como a questão sanitária, preços e custo de produção, problemas no fornecimento de energia elétrica e oportunidades de capitalização estiveram em discursão. Os produtores relataram, mais uma vez, a preocupação com o custo da energia e a falta de qualidade do serviço da concessionária, que coloca em risco a produção.

O presidente da Comissão, Eduardo Lucacin, conduziu a reunião e mediou os debates sobre os temas prioritários para o setor

“Leite perdido, equipamento queimado. O que mais tem é produtor com situações como essas. O Sistema Faep tem atuado em Brasília e via Ministério Público Estadual, para cobrar da concessionária a qualidade do serviço. Porém, talvez tenhamos que, como comissão, pensar em soluções e outras alternativas para minimizar os danos”, afirma Lucacin.

Quanto à sanidade, o tema do combate à Brucelose apareceu no debate. “O controle da doença é pré-requisito básico para nos tornarmos competitivos em nível mundial”, diz o vice-presidente da CT, Roger van der Vinne, que também é médico veterinário e produtor em Carambeí, na região dos Campos Gerais. “Cada um em sua propriedade precisa dar o exemplo, gerindo a saúde do rebanho, realizando os testes e vacinação e buscando a certificação de livre da doença”, destaca.

Outro assunto que também foi discutido na reunião da comissão foi a possibilidade de aumento da rentabilidade com os derivados, em especial os sólidos, a proteína do soro (whey) e o concentrado proteico do leite. “A gente tem que preparar para todas essas tendências. Buscamos isso pela comissão e pelo Conseleite”, conclui o presidente da CT.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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