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Manter o crescimento da raça em âmbito nacional é o principal desafio apontado pelo novo presidente da Associação Brasileira de Angus, José Roberto Pires Weber

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O agropecuarista e advogado José Roberto Pires Weber, é o novo diretor-presidente da Associação Brasileira de Angus. Atual presidente do Sindicato Rural de Dom Pedrito (RS), o gaúcho de Porto Alegre (RS) foi empossado pelo atual mandatário da entidade, Paulo de Castro Marques, em cerimônia realizada na noite de ontem, na capital do Rio Grande do Sul. O mandato terá início a partir da primeira quinzena de janeiro de 2015 e estende-se até 31 de dezembro de 2016.

Weber, que é diretor da Santa Thereza Agricultura e Pecuária, voltada à genética Angus e Corriedale e a lavouras de arroz e soja, herda a Associação em um momento de elevação dos índices obtidos pela entidade, que conta com 401 associados. Em franca expansão nos últimos anos, o Programa Carne Angus Certificada deve ultrapassar a marca de 300 mil cabeças abatidas em 2014, ante 245 mil no ano anterior, e contou com ações de divulgação em importantes eventos internacionais de alimentação, como a Anuga, na Alemanha, e SIAL, na França. A raça tornou-se também líder no mercado de inseminação artificial em 2013, com 3,4 milhões de doses de sêmen comercializadas, segundo a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia).

“O nosso desafio com certeza será maior nesta gestão com relação à anterior, pois estamos pegando a entidade em seu auge e nosso trabalho será árduo para mantê-la em seu crescimento, com atenção às ações de promoção de nossa genética e nossa carne. Vamos expandir o volume de gado abatido pelo Programa Carne Angus Certificada e continuar no trabalho para incentivar o uso da genética Angus nos principais estados produtores em todo o País. Somos hoje uma raça cada vez mais nacional e mirando também o mercado externo”, enfatiza o novo presidente, que também coloca a reforma estatutária da Associação como uma das principais metas para sua gestão.

Esta é a segunda passagem de Weber pela presidência da Associação Brasileira de Angus – foi presidente da entidade entre 1998 e 2002. A nova diretoria administrativa da Angus é composta pelos seguintes nomes e cargos: Diretor 1º Vice-Presidente – Joaquim Francisco Bordagorry de Assumpção Melo; Diretor Vice-Presidente – Wilson Brochman; Diretor Vice-Presidente – Nelson Serpa; Diretor Vice-Presidente – Rogério Stein; Diretor Administrativo – Maurício Lampert Weiand; Diretor Financeiro – João Francisco Bade Wolf; Diretor de Marketing – Ronaldo Zechlinski de Oliveira; Diretor de Núcleos – Carlos Augusto de Souza; Diretor do Programa Carne Angus Certificada – Reynaldo Titoff Salvador.

“Deixo o cargo satisfeito e sabedor que entregamos a administração da Associação em um momento muito propício para a raça, que cresce exponencialmente na pecuária nacional. Porém, uma boa orquestra não é feita apenas por um bom maestro, e sim por bons músicos. E eu pude contar em meus dois mandatos à frente da Angus com diretores e conselheiros de primeiro nível, que tiveram papel fundamental para o bom desenvolvimento do nosso trabalho”, diz Paulo de Castro Marques, que deixa a presidência da Associação Brasileira de Angus, para se dedicar às suas empresas dos ramos farmacêutico e de pecuária e aos seus cargos diretivos em outras entidades do agronegócio brasileiro. Como ex-presidente, ele ainda atuará na entidade como Membro Nato do Conselho de Administração.

Fonte: Ass. Impr. da Angus

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ASBRAM debate a proteção de margens diante das guerras e do câmbio, a solidez da pecuária e o avanço do DDG

Empresas de suplementação mineral comemoram o panorama positivo para a carne bovina, apontam que o DDG vai mudar a alimentação dos rebanhos e reforçam a necessidade de lutar contra a volatilidade.

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Foto: Divulgação

É um mercado francamente positivo para a produção de carne bovina brasileira. Preço do bezerro subindo, produção de carne estimada em onze milhões de toneladas, 42,7 milhões de cabeças abatidas em um ano, confinamento em alta, exportação para 140 países e 1,5 milhão de cabeças de gado vivo embarcadas ao exterior. Mas no meio do caminho apareceu uma guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O que coloca em risco embarques brasileiros de carnes e grãos, alta do dólar, as importações de fertilizantes e óleo diesel, e a inflação de preços causada pela logística do petróleo internacional.

“A ureia e o fosfato não subiram tanto, mas estão subindo. Assim como o dólar, que avançou lentamente. Entretanto, o Real resiste bravamente, o Brasil vende muito petróleo, há muito óleo no mercado e ele já esteve mais caro no passado. Não estamos tão mal na fita. Por enquanto. É que os preços gerais dependem da recuperação de vários bombardeios a estações de produção e refinarias em países do Oriente Médio”, analisa Felippe Cauê Serigati, Professor da área de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGVAgro) e responsável pelo Painel de Comercialização da Associação Brasileira das Indústrias de Suplementação Mineral (ASBRAM). “Efetivamente, o Brasil está mais preparado para enfrentar essa crise. Temos mais lastro do que antigamente”, reitera Rodrigo Miguel, Presidente da entidade.

Os dois participaram da reunião mensal da Associação realizada em março, que também examinou a crescimento vertiginoso da produção de etanol do milho e da consequente oferta de DDG (Dried Distillers Grains – Grãos Secos de Destilaria), um derivado de alto valor proteico e importante na mistura da alimentação oferecida aos rebanhos. “É um novo mercado que surgiu. Os Estados Unidos produziram 400 milhões de toneladas de milho e hoje usam 37% para produzir etanol. E ainda exportam para vários países, como México e Coreia do Sul. No Brasil, a corrida iniciou em 2017 e atualmente esmagamos 22,2 milhões de toneladas de milho. Em quatro anos, chegaremos a 54 milhões de toneladas”, informa Alcides Torres, da Scot Consultoria.

O especialista ainda diz que metade da produção nacional de etanol virá do milho. Hoje, são 26 usinas operando, quinze em construção e 14 em planejamento. Que já exportaram oitocentas mil toneladas de DDG no ano passado, para países como Turquia, Vietnam, Nova Zelândia e Espanha. “Mas boa parte de 16 milhões de toneladas do resíduo vai para as dietas de animais como os bovinos. Assim, contribuímos ainda mais com a sustentabilidade da pecuária, usando dejetos como alimentos de qualidade”, destaca.

“O DDG pode mesmo alterar o panorama da suplementação mineral na pecuária brasileira. O que, hoje, alteraria as dietas de mais de 65 milhões de cabeças. Com possibilidades de aumentar o número de animais que utilizam efetivamente a suplementação mineral como investimento na produção de uma carcaça de qualidade”, adiciona Felippe Serigati.

É um impacto importante para uma cadeia que vem avançando significativamente. A estabilização da moeda e o ‘Boi China’ profissionalizaram a produção, com animais precoces e mais pesados. Exportamos 40% da nossa produção em 2025. E o mundo está pagando mais em dólar e comprando mais. “E aqui dentro do nosso país, o consumo vem crescendo. Já são 32 quilos por habitante na média. Isso com o preço da carne subindo. O que significa que tem gente comprando. Pagando tão bem quanto a carne vendida lá fora. Carne é chamariz para o nosso supermercado”.

Mas os atores da cadeia produtiva precisam ficar atentos às turbulências provocadas pela guerra e ainda o ano de eleições para governos estaduais e Presidência da República. “Devemos ter um mercado instável dentro e fora do país. E o agro tem uma exposição cambial estrutural para fertilizantes, preços das commodity e máquinas, com impacto na margem das empresas. “O principal defeito das empresas é a ausência de política cambial definida. Não é para serem reativas e tentar prever o dólar. E, sim, gerir uma possível exposição. E a proteção precisa estar alinhada à estratégia da empresa. Diagnosticar, estruturar a proteção e monitorar. É uma luta contra a volatilidade”, explica Álvaro Rochefeller sócio fundador da VMB invest, credenciada à XP. “Assim, a empresa consegue prever melhor a margem, formar preços mais atraentes e ter menos imprevisibilidade nos resultados. As empresas têm que comprar muito e vender muito. E ter foco nos serviços, na política de câmbio. Margem não pode depender do mercado. Uma falha pode significar um prejuízo de R$ 30 mil em uma operação de US$ 1 milhão. No mundo gigantesco do agro, é muito dinheiro”, reforçou Enzo Pereira, Especialista em Câmbio da VMB invest.

Felippe Serigati ainda enfatizou que o Brasil cresceu 2,3% em 2025, puxado pelo agronegócio. E que não teremos crise em 2026, mas a economia vai puxar o freio. Assim como o segmento, perto de 0,85. Já a inflação seguirá caindo, com câmbio e grãos puxando para baixo. “A taxa de juros deve terminar o ano em dois dígitos, seja qual for o valor. Por causa do calor dos serviços e do desemprego em baixa. Mas não será nenhum ‘fim de mundo’. Já em 2027 o ajuste das contas terá que marcar presença forte”, analisa.

“Vamos acompanhar a aceleração da demanda pela nossa carne. Trabalhando bastante. Temos informações técnicas e materiais para auxiliar os pecuaristas. Falamos a língua deles”, aponta Leonardo Matsuda, Vice-Presidente da ASBRAM. “Tratamos de sustentabilidade, correta suplementação da pecuária e muitas campanhas. Evolução do agro, carne, leite, qualidade da nutrição e responsabilidade com a origem do alimento. Modernidade e dinamismo são nossos pilares”, finaliza Rodrigo Miguel.

Fonte: Assessoria ASBRAM
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Santa Catarina lança Coopera Agro SC e libera até R$ 1 bilhão em crédito para produtores

Programa oferece juros fixos, carência de dois anos e prazo de até oito anos para impulsionar investimentos em suínos e aves integrados a cooperativas e agroindústrias.

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Anúncio foi feito pelo governador Jorginho Mello durante a abertura da ExpoCampos 2026, em Campos Novos - Fotos: Leo Munhoz/Secom GOVSC

Mais crédito, menos custo e mais tempo para investir. É com essa lógica que o Governo de Santa Catarina lançou o Programa Coopera Agro SC, que vai fomentar até R$ 1 bilhão em financiamentos destinados para produtores rurais de suínos e aves integrados às cooperativas e agroindústrias. Esse é um dos maiores programas estaduais do país de financiamento para o agronegócio, no setor de proteína animal. O lançamento foi realizado pelo governador Jorginho Mello nesse sábado, 28, na abertura da 19ª ExpoCampos 2026, em Campos Novos.

O Coopera Agro SC tem potencial de gerar até R$ 26 bilhões em impacto econômico, criar cerca de 40 mil empregos diretos e indiretos e beneficiar mais de 120 mil produtores rurais em Santa Catarina. Os financiamentos terão taxa de juros fixa de 9% ao ano, dois anos de carência e oito anos para quitação.

“O Coopera Agro SC chegou para destravar investimentos, gerar oportunidades e fortalecer o agronegócio, que é um dos pilares da nossa economia. Vamos alavancar e estimular projetos que trarão retorno com mais renda e geração de empregos para esse setor tão importante, que leva a proteína animal para mais de 150 países”, destacou o governador Jorginho Mello.

Instituído pela Lei nº 19.666 e sancionado pelo governador Jorginho Mello em dezembro de 2025, o programa é coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) e operacionalizado pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), a construção teve participação efetiva da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) e Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan). O objetivo é ampliar a competitividade do campo, destravar investimentos e promover desenvolvimento sustentável em todas as regiões catarinenses.

Os financiamentos serão destinados prioritariamente a projetos de infraestrutura de produção, gestão hídrica e melhoria da eficiência produtiva; modernização tecnológica e automação; sustentabilidade ambiental e redução de emissões e produção de insumos estratégicos para o agronegócio catarinense.

“O programa oferece condições reais para que os produtores, cooperativas e agroindústrias possam investir e crescer. É resultado de um intenso estudo do Governo do Estado para atender na ponta as reais necessidades da cadeia de proteína animal”, afirma o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort.

Produtores

O Coopera Agro SC vai possibilitar a expansão pra muita gente. Sonhos vão poder sair do papel, como os do produtor rural Eduardo Elias Port, da cidade de Concórdia. Ele e a família criam suínos, na fase de terminação (próximo ao abate). O pensamento é usar o possível financiamento para aumentar a produção e trazer mais tecnologia nos equipamentos da granja. Mas, para ele, outro fator importante da iniciativa do Governo é possibilitar a sucessão familiar, afastando a necessidade do jovem abandonar o campo em busca de emprego nas grandes cidades.

“Eu acredito que é fundamental, até pelo fato do jovem hoje não estar querendo ficar muito no campo, né? Então, o governo colocando novas linhas, eu acredito que ajudaria muito ao jovem ficar na propriedade também”, avalia o jovem produtor.

Ainda em Concórdia, o produtor rural Anselmo Antônio Ludea tem criação de aves e porcos. Depois de quarenta anos de trabalho, ele produz hoje 90 mil frangos, 7,5 mil suínos, além do milho que planta em cerca de 30 hectares. Tudo conquistado com muito suor e financiamentos diversos, mas que hoje em dia cobram juros altos e adiaram o sonho da expansão. Com a chegada do Coopera Agro SC, a intenção é voltar a expandir o negócio.

“Eu acho que vem em boa hora porque assim eu tinha um projeto para cinco aviários, era para ser feito ano passado, 2025. Não viabilizou por causa do juro muito alto, não dá viabilidade, então a gente deu um passo para trás e parou. Agora com essa nova modalidade, eu acho que a gente vai refazer as contas e acredito que seja viável. Isso aumentaria duas vezes ou mais do que eu tenho, porque seria 250 mil aves que iriam nesses cinco aviários”, comemora Anselmo.

Operacionalização

A operacionalização financeira será conduzida em parceria entre o Governo do Estado e BRDE, por meio da aquisição de Letras Financeiras com prazo de 10 anos. Os recursos serão viabilizados por meio de subprogramas de crédito operados pelo BRDE, com aporte de até R$ 200 milhões do Estado e até R$ 800 milhões do setor privado, inclusive com a possibilidade de utilização de créditos acumulados de ICMS.

O programa é constituído por um Comitê Gestor do Programa Coopera Agro SC, com representantes da Sape, da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) e do BRDE, responsável por acompanhar a execução do programa, monitorar resultados e propor aperfeiçoamentos. Para acessar o programa, os produtores devem entrar em contato com as cooperativas ou agroindústrias às quais estão integrados.

Trabalho integrado

O Programa contou com a Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), que teve papel central na concepção, coordenação e estruturação da iniciativa. Por meio do Escritório de Projetos de Santa Catarina (Eproj), contribuiu diretamente na elaboração do projeto, na modelagem da solução e também na construção dos instrumentos legais necessários à sua viabilização, incluindo a minuta da Lei e do Decreto que darão sustentação normativa à ação. O resultado é um programa robusto, com elevada segurança jurídica, modelo operacional simplificado e forte capacidade de replicação, posicionando Santa Catarina como referência nacional em políticas públicas inovadoras voltadas ao agronegócio.

Fonte: Assessoria Secom GOVSC
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Produção de ração animal deve atingir 97 milhões de toneladas em 2026

Após crescimento superior a 3% em 2025, o setor acompanha a recuperação das cadeias de proteína animal e o aumento da demanda nacional e internacional.

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Foto: Shutterstock

O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) confirma o crescimento do setor em 2025, acompanhando a recuperação das cadeias de proteína animal e a melhora nas condições de custo dos principais insumos. A produção nacional de rações e suplementos atingiu cerca de 94 milhões de toneladas, avanço superior a 3% em relação às 91 milhões de toneladas registradas em 2024.

Para 2026, a projeção do setor aponta para 97 milhões de toneladas, consolidando um ciclo de expansão moderada, sustentado pela intensificação da produção pecuária e pelo aumento da demanda por proteína animal no Brasil e no exterior.

Foto: Divulgação/Arquivo OP Rural

“Após um período de maior volatilidade, especialmente associado aos custos de grãos e ao ambiente macroeconômico, o setor voltou a apresentar crescimento consistente. A cadeia de alimentação animal segue o desempenho da produção pecuária e aquícola no país”, afirma Ariovaldo Zani, CEO do Sindirações.

Entre os segmentos que mais consomem ração, a avicultura de corte manteve crescimento consistente. A produção passou de 36,9 milhões de toneladas em 2024 para 37,85 milhões em 2025, alta de 2,5%. O desempenho acompanha o aumento do abate de frangos, que cresceu 3,1% no ano, segundo dados preliminares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para 2026, a expectativa é de que o consumo de ração no segmento chegue a 39,1 milhões de toneladas, impulsionado principalmente pelas exportações.

A produção de ovos também segue em expansão e tem ampliado a demanda por nutrição animal. A produção de ração para poedeiras comerciais avançou de 7,18 milhões de toneladas em 2024 para 7,43 milhões em 2025, crescimento de 3,5%. No mesmo período, a produção nacional de ovos aumentou 5,6%, refletindo a ampliação do consumo doméstico. Para 2026, a projeção é de 7,73 milhões de toneladas.

Na suinocultura, a demanda por ração apresentou recuperação gradual após um período de maior volatilidade no setor. O consumo passou de 21,6 milhões de toneladas em 2024 para 22,5 milhões em 2025, alta de 4,2%. O abate de suínos cresceu 4,3% no ano, sinalizando retomada da produção. Para 2026, a previsão é de 23,1 milhões de toneladas de ração destinadas à atividade.

A bovinocultura de corte foi um dos destaques do ano, impulsionada pela expansão do confinamento no país. A produção de ração destinada ao segmento avançou de 7,22 milhões de toneladas em 2024 para 7,76 milhões em 2025, crescimento de 7,5%. O abate de bovinos aumentou 8,2%, segundo o IBGE.

Dados do Censo do Confinamento, elaborado pelo Cepea/Esalq/USP, indicam que o número de animais confinados saltou de 7,96 milhões de cabeças em 2024 para 9,25 milhões em 2025, expansão de 16%. Para 2026, o volume pode se aproximar de 10 milhões de cabeças, o que tende a ampliar ainda mais o consumo de ração no segmento.

“O avanço do confinamento é um dos fatores estruturais mais relevantes para o crescimento da indústria de alimentação animal. À medida que a pecuária brasileira se intensifica, a nutrição passa a desempenhar papel cada vez mais estratégico para ganhos de produtividade e eficiência”, destaca Zani.

Apesar do cenário positivo, o setor acompanha com cautela os desdobramentos do comércio internacional, especialmente após a aplicação de salvaguardas pela China às importações de carne bovina, com cota anual de cerca de 1,1 milhão de toneladas e tarifas adicionais para volumes excedentes.

Na pecuária leiteira, a demanda por ração também cresceu de forma expressiva. O consumo passou de 7,1 milhões de toneladas em 2024 para 7,66 milhões em 2025, alta de 7,9%. De acordo com dados preliminares do IBGE, a aquisição formal de leite aumentou 8% no período, indicando recuperação da produção. Para 2026, a expectativa é de 7,9 milhões de toneladas de ração.

O mercado de alimentos para cães e gatos manteve expansão mais moderada, porém consistente. A produção passou de 4,01 milhões de toneladas em 2024 para 4,04 milhões em 2025, com projeção de 4,15 milhões de toneladas em 2026. O crescimento tem sido impulsionado pela maior preocupação dos tutores com nutrição, saúde e bem-estar dos animais de estimação, além da expansão de canais digitais de venda.

“A humanização dos pets tem impulsionado a evolução do mercado, com maior demanda por produtos nutricionalmente mais completos, formulações especializadas e soluções voltadas à saúde e longevidade dos animais”, acrescenta o CEO do Sindirações.

Já a aquicultura segue entre os segmentos mais dinâmicos da cadeia. A produção de ração avançou de 1,79 milhão de toneladas em 2024 para 1,9 milhão em 2025, crescimento de 5,3%. A piscicultura brasileira já ultrapassa 1 milhão de toneladas de peixes cultivados, com predominância da tilápia.

Para 2026, a previsão é que a produção de ração para aquicultura se aproxime de 2 milhões de toneladas, impulsionada pelo aumento das exportações, pelo crescimento do consumo interno de pescado e pelos avanços tecnológicos na produção.

“O triênio 2024–2026 confirma uma trajetória de expansão gradual da indústria de alimentação animal, sustentada pela evolução simultânea das cadeias de proteína animal. No entanto, fatores geopolíticos e comerciais tendem a exercer influência crescente sobre o ambiente de negócios do setor”, conclui Zani.

Fonte: Assessoria Sindirações
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