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Manifestações contra demarcações de terras indígenas em SC

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A questão indígena está na pauta das preocupações da sociedade catarinense: a Funai quer criar ou ampliar 26 áreas para os povos primitivos, avançando sobre 40.000 hectares legalmente ocupados por 4.000 famílias rurais. Os municípios que concentram os maiores problemas são Saudades, Abelardo Luz, Ipuaçu, Cunha Porã,  Chapecó, Seara, Araçá, Paial, Araquari, Palhoça e Vitor Meirelles.
Para denunciar essa situação, milhares de famílias rurais tomaram rodovias federais e estaduais em Santa Catarina, nessa sexta-feira pela manhã e parte da tarde, em manifestações contra a condução da política indigenista no Brasil e pela suspensão de demarcações de terras indígenas.
As maiores manifestações ocorreram no oeste catarinense: na BR-282, intersecção com a BR-158, no município de Cunha Porã, nas proximidades de Maravilha; na rodovia SC-283, no trecho Chapecó-Seara, junto ao trevo de acesso a Arvoredo, e em Abelardo Luz, na rodovia SC-467 (atual rodovia SC-155), próximo da Coamo e do Posto Colpani. 
Duros ataques à atuação da Fundação Nacional do Índio (Funai) e a omissão do Ministério da Justiça constituíram o núcleo dos atos públicos que tiveram coordenação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), com apoio, na esfera estadual, da Faesc, Ocesc, Fiesc, Fetaesc, Coopercentral Aurora Alimentos, cooperativas, sindicatos, prefeituras, entidades do setor produtivo e associações de agricultores.
O coordenador da FPA, deputado Valdir Colatto, assinalou que os produtores rurais estão sendo expropriados de suas propriedades por ação ideológica da Funai que, unilateralmente, cria áreas indígenas em áreas legalmente ocupadas e tituladas há mais de cem anos. “A Funai está fabricando áreas indígenas e falsificando índios para ocupá-las”.
O parlamentar lamenta que o Ministério da Justiça tenha perdido o controle da Funai e asseverou que a única solução é retirar da Funai o poder de criar novas reservas e transferir a questão para o Congresso Nacional. Isso é o que prevê a proposta de emenda constitucional 511  que tramita no legislativo federal, apoiada por todas as entidades nacionais da agricultura e do agronegócio.
Recrudescimento
Na mesma direção, manifestaram-se os representantes da Faesc, lembrando que a CPI da Funai na Câmara dos Deputados levantou uma série de irregularidades no processo de demarcação das reservas indígenas no Brasil, provocado por uma legislação inadequada, cuja interpretação errônea vem acirrando confrontos, em vez de regular e solucionar eventuais conflitos de interesses. Uma das constatações é que a concentração de poder no órgão de assistência ao índio elimina a participação dos demais segmentos da sociedade na discussão das decisões administrativas da Funai. Embora o Decreto nº 1.775/96 abra a possibilidade de contestação aos proprietários das áreas atingidas pelos estudos desenvolvidos pela Funai, ainda na fase da identificação do território a ser demarcado, essa oportunidade foi considerada inútil já que a própria Funai é quem aprecia e dá parecer sobre a contestação de seu próprio ato. 
Em todas as manifestações dessa sexta-feira, produtores rurais e autoridades reclamaram que o governo está sendo nefastamente influenciado por grupos patrocinados por ong´s internacionais e instalado nos ministérios do Desenvolvimento Agrário, Meio Ambiente e Justiça e em órgãos como Funai, Incra e Ibama. “Esse grupo é uma ameaça à democracia e está levando o governo a cometer uma série de equívocos, fingindo-se inspirar-se em motivações históricas e sociológicas para atuar na esfera dos indígenas, dos quilombolas, etc”, asseguram os dirigentes.
Em Abelardo Luz, no ato convocado contra as demarcações, o vice-presidente da Faesc, Enori Barbieri, manifestou temer pelo  recrudescimento dos conflitos indígenas em território catarinense. Mencionou que atualmente existem áreas reconhecidas e demarcadas em Xanxerê (Reserva Xapecó), em Chapecó (Toldo Ximbangue), Seara (Toldo Pinhal)  e em Ibirama (Reserva Xocleng), mas há 26 novos pedidos para novas demarcações em Abelardo Luz, Cunha Porã, Cunhataí, Saudades, Seara, Chapecó, Doutor Pedrinho, Itaiópolis, José Boiteux e Vítor Meireles. O conjunto das reivindicações soma 50.000 hectares e a menor área teria pelo menos 2.000 hectares. Se todas forem criadas, será necessário desalojar cerca de 2.500 famílias de produtores rurais em Santa Catarina e “isso é impensável” .
Barbieri alertou que a criação de novas áreas indígenas e a ampliação de outras já existentes  geraram uma situação explosiva no oeste catarinense.
Expulsão
Na região de Seara e Arvoredo, a Funai criou em 1997 o Toldo Pinhal com 980 hectares para 15 famílias de descendentes de índios caingangues, mediante a retirada de centenas de famílias de produtores rurais. Para essas mesmas 15 famílias, a Funai reivindica desde 2007 a ampliação da área para mais 3.800 hectares, o que levará a expropriar mais 330 famílias rurais  ou 1.500 pessoas. Os dois caciques que a Funai “importou” para comandar o Toldo estão presos por atos criminais, de acordo com o presidente do Sindicato Rural de Seara, Waldemar Zanluchi Se a ampliação for demarcada, Zanluchi perderá uma propriedade-modelo de 100 hectares, localizada em linha Brasília (Seara) que gera empregos e produz leite, grãos e carne.
Dezenas de situações se repetem nessa linha de injustiça. Laudir Bizollo, 39 anos, casado, três filhos, cultiva ao lado dos pais e dos irmãos uma propriedade de duas colônias altamente produtiva, em linha Chapada, município de Arvoredo. São três famílias que produzem leite, suínos, milho, gado bovino de leite e de corte, citricultura e reflorestamento. Se o Toldo Pinhal for ampliado, o estabelecimento rural será dividido ao meio e perderá sua viabilidade.
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, resume o cenário de indignação do setor produtivo: o Brasil tem 12,7% do território com áreas indígenas para um universo de apenas 817 mil índios, enquanto os 5,2 milhões de estabelecimentos rurais do País ocupam 38,8% do Brasil. Os índios representam 0,43% da população e a Funai pretende a criação de mais 611 reservas, aumentando ainda mais a área pertencente aos índios, chegando a 25% das terras brasileiras. Enfatiza que o setor agropecuário tem peso extraordinário na economia do País. Acumula recordes de produtividade, usando menos terra e unindo produção com preservação. Cresceu, no último trimestre, 9,7%, enquanto o PIB, como um todo, avançou 0,6%. 

Fonte: MB Comunicação

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Lavras sediará a 59ª Reunião da Sociedade Brasileira de Zootecnia

Programação inclui palestras, workshops e apresentação de pesquisas com foco em eficiência e inovação.

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Foto: Ilustrativa/Divulgação

A Universidade Federal de Lavras (UFLA) será palco da 59ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Zootecnia (SBZ), um dos mais tradicionais e relevantes encontros da ciência da produção animal no Brasil. O evento acontecerá em 2026, reunindo pesquisadores, estudantes, produtores e representantes de empresas do setor em Lavras, Minas Gerais.

Com mais de 70 anos de história, a SBZ se consolidou como o principal espaço de articulação científica da Zootecnia nacional. Desde sua fundação, em 1951, a Sociedade atua de forma decisiva na integração entre ensino, pesquisa e aplicação prática, promovendo avanços que impactam diretamente a pecuária brasileira. Suas reuniões anuais e a Revista Brasileira de Zootecnia (RBZ) são referências incontornáveis para quem atua na área.

A escolha da UFLA como sede da 59ª edição não foi por acaso. Em 2025, a Universidade celebra 50 anos do curso de Zootecnia, trajetória marcada por tradição, inovação e reconhecimento acadêmico. O programa de pós-graduação na área possui conceito 6 da CAPES, evidenciando sua excelência e projeção nacional e internacional. Soma-se a isso um corpo docente altamente qualificado, com forte atuação científica e conexão direta com os desafios do campo.

A infraestrutura também é um diferencial. A UFLA conta com um centro de eventos recém-inaugurado, totalmente climatizado, com capacidade para até 3 mil pessoas, salas modulares adaptáveis a diferentes formatos de atividades, espaço externo para feiras tecnológicas e sessões de pôsteres, além de estrutura para programação social e espaço kids sob demanda. A cidade de Lavras complementa o cenário com hospitalidade, boa gastronomia, opções de lazer e fácil acesso, incluindo a possibilidade de translado coletivo a partir dos principais aeroportos.

A expectativa é de que o evento reúna mais de mil participantes, entre pesquisadores, estudantes, produtores rurais, profissionais do setor público e privado e empresas ligadas à produção animal. A programação contará com palestras, mesas-redondas, cursos, workshops e apresentação de trabalhos científicos, abordando temas centrais para o desenvolvimento sustentável, eficiente e inovador da pecuária brasileira.

Mais do que um evento científico, a Reunião da SBZ é reconhecida como um ambiente estratégico de formação, troca de experiências e construção de soluções. É nesse espaço que dados se transformam em decisões, pesquisas ganham escala e ideias se convertem em impacto real no campo e nas políticas públicas.

Ao sediar a 59ª Reunião da SBZ, a UFLA reafirma seu papel como protagonista na formação de profissionais, na geração de conhecimento e na condução dos debates que moldam o futuro da produção animal no Brasil. Em 2026, Lavras será novamente o ponto de encontro de quem faz, pensa e transforma a Zootecnia.

Fonte: Assessoria SBZ
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PIB do Paraná cresce 22% acima da média nacional em 2025

Em consequência desses avanços, o PIB do Paraná chegou em R$ 765 bilhões em 2025, considerando os valores correntes, o que sustentará a quarta posição no ranking das economias estaduais, além de um peso superior a 6% no PIB brasileiro.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

O Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná cresceu 2,8% em 2025, superando a taxa de 2,3% que foi registrada pela economia brasileira. O resultado é 22% acima do desempenho do País. Os dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) foram divulgados nesta segunda-feira (23).

A alta da economia do Paraná decorreu das taxas de crescimento da agropecuária e dos serviços. No caso do setor primário, a expansão chegou a 13,1%, acima do resultado contabilizado pela agropecuária nacional (11,7%). O Estado encerrou o ano passado com recorde na produção de frangos, suínos, peixes, leite e ovos, por exemplo.

Já em relação aos serviços, que englobam turismo e atendimentos direto às famílias, a ampliação alcançou 2,2% no âmbito do Estado, ante uma taxa de 1,8% registrada pelo setor do País.

Em consequência desses avanços, o PIB do Paraná chegou em R$ 765 bilhões em 2025, considerando os valores correntes, o que sustentará a quarta posição no ranking das economias estaduais, além de um peso superior a 6% no PIB brasileiro.

“O PIB do Paraná era de R$ 440 bilhões em 2018 e em 2025 ele fechou perto de R$ 765 bilhões. A expectativa é dobrar ele em oito anos, ultrapassando R$ 800 bilhões em 2026. Esse resultado é fruto de um esforço coletivo da sociedade nos últimos anos e mostra como investimentos em infraestrutura e expansão de negócios são indutores do crescimento”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Especificamente no último trimestre de 2025, o PIB do Estado somou R$ 181 bilhões, registrando taxa real de crescimento de 2,7%, no confronto com igual período de 2024. Nesse mesmo período, a agropecuária cresceu 19,4% e o setor de serviços, 1,7%.

Segundo Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, o desempenho positivo da economia paranaense foi alcançado apesar dos juros elevados, da alta carga tributária imposta pela União e do tarifaço norte-americano, entre outros fatores limitantes. “É a demonstração de que o apoio efetivo ao setor produtivo e uma gestão pública eficiente fazem a diferença, ajudando a explicar os melhores indicadores econômicos do Paraná”, analisa.

Fonte: AEN-PR
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Lar Credi realiza assembleias e projeta continuidade do crescimento em 2026

Cooperativa apresenta resultados positivos, amplia base de associados e fortalece atuação no agro.

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Foto: Divulgação

A Lar Credi realizou, na última sexta-feira (20), as Assembleias Gerais Ordinária (AGO) e Extraordinária (AGE), reunindo associados no Lar Centro de Eventos. O encontro apresentou os resultados de 2025, definiu o planejamento para 2026 e deliberou sobre mudanças no estatuto da cooperativa.

Durante a AGO, foram apresentadas as contas do exercício de 2025. Já na AGE, os associados analisaram e aprovaram a proposta de reforma estatutária, que inclui a alteração do endereço da sede administrativa, ampliação das áreas de atuação e ajustes em artigos regimentais. Todos os itens da pauta foram aprovados por unanimidade.

Segundo o diretor-presidente Irineo da Costa Rodrigues, a cooperativa tem apresentado crescimento acima das expectativas desde a sua criação. Ele destacou que a atuação da instituição está voltada ao atendimento personalizado e ao apoio financeiro dos associados, especialmente no agronegócio.

Os números de 2025 mostram avanço em diferentes indicadores. Os ativos totais chegaram a R$ 383,7 milhões, alta de 42% em relação ao ano anterior. Os depósitos à vista e a prazo somaram R$ 307,8 milhões, crescimento de 41%, enquanto a carteira de crédito ultrapassou R$ 205,5 milhões, com aumento de 32%.

O patrimônio líquido atingiu R$ 72 milhões, avanço de 50%, reforçando a estrutura financeira da cooperativa. Já o resultado líquido foi de R$ 7,5 milhões, crescimento de 25%, valor que inclui a correção do capital social e retorno aos cooperados.

A base de associados também cresceu, chegando a 11.263 cooperados, alta de 16%. Para atender essa demanda, a cooperativa conta com 37 postos de atendimento em 32 municípios nos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, além de uma equipe de 93 colaboradores.

Outro destaque foi o desempenho da Lar Coop Corretora de Seguros, que registrou crescimento de 56% no volume de operações em 2025. Entre as iniciativas, estão o Seguro Integração, voltado às cadeias de aves e suínos, e o Seguro Paramétrico para soja e milho, que amplia a proteção financeira do produtor rural.

Ao final do encontro, a diretoria reforçou a expectativa de continuidade no crescimento da cooperativa, com foco na segurança financeira e no atendimento aos associados.

Fonte: Assessoria Lar Cooperativa
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