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Manejo nutricional na cultura do trigo

Atenção ao momento de aplicação de Nitrogênio no trigo. O manejo nutricional adequado e equilibrado, além de grande incremento em produtividade e qualidade de grãos de trigo, também pode tornar a planta mais resiliente

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Ser assertivo com a fertilização permite que a planta acesse os nutrientes os quais ela necessita em cada estádio do desenvolvimento. - Foto: Divulgação Biotrigo/Diogo Zanatta

O melhoramento genético possibilitou ao longo dos anos, a seleção de cultivares de trigo com maiores tetos produtivos, em consequência elevou também a necessidade de incremento nutricional nas plantas. A cultura do trigo vem passando por transformações intensas nos últimos 20 anos, as quais alteraram o tipo de planta para portes mais baixos, menos propensos ao acamamento, redução de ciclo, sistema radicular mais eficiente, intensidade, número e homogeneidade de perfilhos, resistência a doenças de difícil controle e principalmente na produtividade e qualidade nutricional dos grãos produzidos.

Alterações nos aspectos voltados a morfologia de plantas auxiliaram a compor o potencial produtivo e os patamares alcançados atualmente revelam toda essa mudança. A qualidade do trigo brasileiro confirma esse fato e evoluiu ao ponto de os moinhos nacionais cada vez mais optarem pelo produto interno em razão da evolução principalmente em relação as características qualitativas como, cor de farinha, força de glúten, peso de hectolitro e estabilidade. Desta forma os derivados de trigo atendem o gosto do mercado consumidor e esse cenário promove uma maior liquidez de comercialização aos grãos produzidos pelo produtor.

Para que essa qualidade e produtividade seja expressa de forma plena para ser absorvido pelo sistema radicular, a nutrição de plantas precisa estar cada vez mais ajustada com a necessidade requerida, em quantidades necessárias e formas disponíveis na solução do solo. Assim, o conhecimento da marcha e o acúmulo de nutrientes para as cultivares de trigo de alta performance se faz necessário para planejamento e condução da fertilização aplicada a campo, evitando não somente a falta de nutrientes como o excesso, que pode ser tão prejudicial quanto.

 

Etapas: manejo nutricional adequado e equilibrado

O Nitrogênio (N) é o nutriente necessário em maior quantidade pelas gramíneas. Na cultura do trigo, de maneira geral é necessário 33 kg de N por tonelada de grãos produzidos. No caso das cultivares de ciclo precoce, que tem menos tempo do plantio a colheita para compor a sua produtividade e absorver os nutrientes necessários, é indicado um maior aporte inicial de N. Esse volume maior pode fazer a diferença na produtividade, e o fracionamento em pós emergência garante essa disponibilidade. Para os ciclos tardios, o período de absorção e assimilação é maior, tendo assim mais tempo para absorver nutrientes e compor a sua produtividade. Nesses casos, o fracionamento do N em pós emergência (2 ou 3 vezes) evita a falta do mesmo ao longo do ciclo.

 

Nutrientes e volumes diferentes para cultivares

Cultivares de ciclo precoce, que tem menos tempo do plantio a colheita para compor a sua produtividade e absorver os nutrientes necessários, é indicado um maior aporte inicial de Nitrogênio. Foto: Divulgação Biotrigo/Diogo Zanatta

Mas a produção não depende exclusivamente de Nitrogênio. Cultivares que possuem maior qualidade nutricional nos grãos, também carecem de quantidades ligeiramente maiores de outros nutrientes que são interligados aos componentes de qualidade e produtividade. Isso demonstra que para a cultura existe variabilidade na demanda nutricional entre cultivares de trigo. Os macronutrientes necessários em maior quantidade para compor a produtividade são respectivamente: Nitrogênio, Potássio e Fósforo, seguidos de Cálcio, Magnésio e Enxofre. O volume necessário é calculado kg/ha, o que os difere dos micronutrientes os quais são necessários em gramas/ha, porém não são menos importantes.

 

Nitrogênio

Necessário em maior quantidade e com dinâmica de solo que possibilita perdas por intempéries climáticas, o Nitrogênio é dividido e aplicado em pelo menos três momentos distintos: semeadura, duplo anel e espigueta terminal. Essas fases antecedem momentos de alto requerimento do nutriente pela planta. Mais importante que os percentuais aplicados em cada fase, é entender o quanto é necessário realizar a aplicação, quanto o solo pode fornecer, o fracionamento conforme o ciclo do cultivar, a condição de clima e a fonte de Nitrogênio aplicado.

 

Outros nutrientes importantes

Ocupando a segunda e terceira colocação dos nutrientes mais demandados, a suplementação de Potássio (K) e Fósforo (P), tradicionalmente é realizada em linha de plantio no momento da semeadura e em casos específicos a lanço. Grande parte dos produtores realizam a correção do sistema produtivo com P e K no inverno pela distribuição em menor espaçamento entre linhas comparado aos cultivos de verão. Os nutrientes Ca, Mg e S, nem sempre recebem a atenção merecida, por vezes são repostas via fontes de calcário (Mg e Ca), gesso agrícola (Ca e S) ou então fonte pouco solúveis de S.

 

Você sabe qual nutriente limita a produtividade da sua lavoura?

Os macronutrientes atuam em funções estruturais, enzimáticas, constituintes de aminoácidos, proteínas, armazenamento de energia entre outras funções que os demandam em maior quantidade. Demandados em menor quantidade, porém constituintes de ácidos, enzimas, ou então desencadeadores de processos internos das plantas, os micronutrientes exercem papel primordial e nem sempre são comtemplados na análise de solo, ou então no programa de correções e fertilização. Para as cultivares em estudo, os mais demandados são respectivamente o Ferro, Manganês, Zinco, Boro e Cobre. Os nutrientes, independentemente de sua classificação, são exportados via grão ou então retornam ao solo via palha.

 

Marcha e acúmulo de macronutrientes

A genética das cultivares está cada vez mais eficiente para o uso dos nutrientes, porém o volume exportado (produzido) de grãos é cada vez maior, e estes devem ser repostos a fim de manter os níveis adequado para cultura sequente. Para que seja possível descrever a quantidade de cada nutriente necessário nos distintos estádios de desenvolvimento da cultura do trigo, são realizados na área de pesquisa da Biotrigo Genética em Passo Fundo (RS), ensaios de marcha e acúmulo de nutrientes. O objetivo desses testes é entender o comportamento, nos distintos estádios de desenvolvimento da cultura do trigo, da absorção e assimilação e acúmulo de nutrientes para cada cultivar. É através dessas análises, que se torna possível concluir qual são os mais demandados ao longo do ciclo e quais são exportados via grão em maior quantidade.

Gráfico 1 – Marcha e acúmulo de macronutrientes -TBIO Ponteiro e TBIO Trunfo – Créditos: Giovani Facco

O gráfico 1 demonstra valores médios de quanto é acumulado dos macronutrientes até o momento do espigamento, quanto é exportado via grão e o quanto retorna para o solo via palha. Os testes, considerando a base para cálculo da taxa de fertilização ou reposição dos macronutrientes, foram realizados nas cultivares TBIO Ponteiro e TBIO Trunfo, resultando em uma produtividade média de 4.198,5 kg/ha.

Conhecer a demanda nutricional da cultura do trigo permite o dimensionamento e posicionamento correto dos nutrientes dentro do ciclo da cultura, maior taxa de retorno do investimento e, sem dúvidas, permite que a planta possa expressar ao máximo sua genética e maior resiliência as adversidades.

 

O que a fertilidade representa em termos de produtividade?

Ser assertivo com a fertilização permite que a planta acesse os nutrientes os quais ela necessita em cada estádio do desenvolvimento, e ter a certeza de que ele não estará em falta ou então, seu excesso não estará prejudicando a disponibilidade de outro nutriente. Nutrida adequadamente, a planta expressará seu máximo potencial genético, e aliado a bom manejo fitossanitário, a planta vai expressar sua máxima produtividade em cada ambiente.

A espigueta terminal é uma dos três momentos na cultura d trigo onde é necessário realizar a aplicação de Nitrogênio. Na semeadura e duplo anel são outros dois momentos. – Foto: Divulgação Biotrigo/Ingrid Arns

 

Fonte: Biotrigo - Autores: Giovani Facco - Gerente de Experimentação Biotrigo Genética - Rafaela Muraro - Assistente de Experimentação
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Empresas Equipe Vetanco

Setor de Qualidade da Vetanco recebe reforço

Karina já atuou na área de qualidade em empresas de nutrição animal

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Karina Pereira da Silva / Divulgação

A Vetanco Brasil anuncia reforço no Setor de Qualidade com a contratação da analista de Qualidade Karina Pereira da Silva.

A profissional tem Ensino Técnico em Química pela Diocesano La Salle – São Carlos/SP e está cursando Tecnologia em Processos Gerenciais.

Já atuou na área de qualidade em empresas de nutrição animal e de produtos terapêuticos para uso veterinário, onde participou com a implantação e elaboração de manual de Boas Práticas de Fabricação (BPF); de indicadores de qualidade, controle e acompanhamento de programação de produção, treinamento e capacitação de colaboradores, desenvolveu e avaliou processos de trabalho, equipamentos e ferramentas com o objetivo de melhorar a produtividade e a qualidade, entre outras atividades.

Karina iniciou na Vetanco do Brasil no mês de abril.

Fonte: Assessoria
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Empresas Quimtia

Descubra 3 estratégias para escolher o premix ideal para sua ração

Personalização, certificação e controle de qualidade são vitais para produto de alta qualidade

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Divulgação

As rações comerciais destinadas a animais de produção são compostas basicamente por milho e soja. Mas será que apenas esses dois ingredientes são suficientes para garantir uma boa nutrição? A resposta é não! Apesar de se tratarem de fontes essenciais e acessíveis de proteína e carboidrato, esses ingredientes precisam ser acrescidos de outros nutrientes complementares.

A mestre em zootecnista da Quimtia, Lidiane Domingues, explica que vitaminas e minerais são de suma importância para estruturar uma dieta balanceada. “Esses ingredientes farão com que o animal expresse todo seu potencial genético e ainda direcione os nutrientes para aumentar seu desempenho e produção, seja de ovos, carne ou leite”, explica.

A Instrução Normativa 15/2009 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) descreve o premix como a pré-mistura de aditivos e veículo ou excipiente que facilita a dispersão em grandes misturas e que não pode ser fornecida diretamente aos animais. Por ter uma porcentagem baixa de inclusão na ração animal – de 0,5 a 10kg/tonelada –, ainda é preciso manter alguns cuidados no momento da escolha do premix.

Lidiane conta que “o fornecimento do premix ideal vai garantir que o animal não apresente problemas metabólicos e evita quadros clínicos graves por deficiência ou excesso de alguns nutrientes”. Este cuidado aliado a escolha de um bom fornecedor, minimiza as chances de um produto chegar ao campo com problemas de mistura ou presença de contaminantes no processo. Conheça três dicas para escolher o premix ideal:

Personalização

Cada espécie exige um perfil e nível de nutrientes diferenciados. Por isso, é necessário dar preferência a premixes personalizados, especificados de acordo com cada fase da vida do animal. “Para uma ave em fase de produção de ovos, a exigência de Cálcio pode chegar a ser duas a quatro vezes maior do que para uma ave da mesma categoria em sua fase inicial. Esses pontos devem ser observados com atenção”, salienta a especialista

Certificação

Como o premix é basicamente uma pré-mistura de aditivos em baixas concentrações é imprescindível que o fabricante garanta que o processo de mistura seja eficiente, e esse controle acontece por meio da escolha de fornecedores com testes validados de mistura. Essa avaliação pode ser feita com base em testes de Microtracer e outros que buscam medir a qualidade da mistura durante o processo de produção. Uma boa mistura no premix evita que o animal tenha perdas por ingestão excessiva ou pela deficiência de algum componente essencial para seu desempenho.

Controle de qualidade

Um bom controle de qualidade no processo de fabricação dos premixes também é fundamental. A mestre expõe que “para o produto ter sucesso no campo é preciso se atentar a sua qualidade desde o recebimento das matérias-primas até a expedição do produto final”. Isso pode ser conferido pelas certificações de qualidade e processos de rastreabilidade que a fabricante oferece.

Fonte: Ass. de imprensa
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Empresas Avicultura

Aliado estratégico para a plataforma Nutron Poultry

Com mais de 30 anos de atuação profissional na área, Ishi é médico veterinário, formado pela Universidade Federal do Paraná

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Mark Ishi - Foto: Divulgação

A Cargill Nutrição Animal está em constante busca para proporcionar o melhor para os clientes e ajudá-los a desenvolver e prosperar em seus negócios. Com esse intuito, traz um importante reforço para o time da plataforma Nutron Poultry.

Mark Ishi, um profissional muito experiente, grande conhecedor do mercado e de toda cadeia de produção de frango, atuará como consultor com foco em nutrição, manejo e sanidade, sendo um aliado estratégico para dar suporte aos clientes no estado de São Paulo.

 

Alinhado aos valores da Nutron

Com mais de 30 anos de atuação profissional na área, Ishi é médico veterinário, formado pela Universidade Federal do Paraná. Já trabalhou como gerente técnico de frangos de corte na Frango Sertanejo, sendo responsável pelo planejamento de estratégias para produção com foco em rentabilidade.

Também foi gerente técnico na Granja Walkyria e, por 22 anos, médico veterinário na Fatec Indústria de Nutrição e Saúde Animal.

Atuou também por quase 7 anos como gerente da plataforma de tecnologia e inovação na Trouw Nutrition, elaborando e monitorando estratégias nutricionais e de manejo para melhorar o desempenho zootécnico e financeiro de empresas parceiras, além de desenvolver a plataforma Tecnologia & Inovação em frangos de corte.

Nosso novo consultor chega alinhado aos nossos valores, pois compartilha do mesmo objetivo da Nutron, que é estar sempre presente nos clientes.

Fonte: Assessoria
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CONBRASUL/ASGAV

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