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Manejo no inverno deve se concentrar na dieta

Para não ter prejuízos ou surpresas no inverno, é importante que produtor faça o planejamento da dieta ainda no verão

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Manejo, como todo produtor sabe, é parte essencial para que a produção dê bons lucros e não dor de cabeça. Para isso, é importante que o pecuarista siga alguns passos para que, durante todo o ano, seu rebanho seja saudável e obtenha os resultados esperados, seja na produção de leite ou carne. Porém, para muitos, o inverno pode ser um empecilho para este bom rendimento. A falta de planejamento e bom manejo fazem com que a estação mais fria do ano seja muito mais difícil para o pecuarista.

Quando se fala em manejo no inverno para bovinos, o que vem à mente é a dieta dos animais, que pode ser afetada pela falta de alimentos. A primeira questão em que o produtor deve pensar é em definir quais são os objetivos dele com a produção, além de respeitar as características da propriedade e os recursos que ele tem disponíveis. “Depois que tiver tudo isso bem definido, é preciso planejar o sistema de produção para atingir esse objetivo”, orienta o professor doutor da Universidade Estadual Oeste do Paraná (Unioeste), zootecnista Eriton Valente. Ele esclarece que os detalhes específicos devem ser definidos em função dos objetivos e recursos disponíveis pelo produtor.

Valente destaca que, quando o produtor pensa em fazer um bom manejo durante o inverno, é preciso que ele saiba as diferenças que existem entre a atividade no inverno e no verão. Isso porque as pastagens que estarão disponíveis para o rebanho durante as estações serão diferentes, já que cada uma conta com características distintas. “Os fatores climáticos que mais influenciam na produção de alimentos são a água, temperatura e a luminosidade”, conta o professor. Estas características, segundo ele, são diferentes no verão e inverno, sendo que algumas vão se acentuar bastante quando é pensada em produção animal. “Estes são fatores que vão afetar o crescimento da planta durante o inverno, que estarão reduzidas nesta estação do ano, então a planta vai crescer em uma velocidade menor”, destaca.

Valente afirma que estas características são bastante visíveis quando são pensadas nas plantas tropicais, que são as mais produzidas no verão. “Elas têm uma produção muito grande durante o verão, mas quando chega o inverno há uma velocidade de crescimento muito reduzida”, afirma. Ele acrescenta que normalmente essa redução no crescimento torna-se um fator limitante para a produção de alimentos dos ruminantes, isso porque não é possível manter o mesmo sistema nas mesmas condições de produção no verão e no inverno “porque os resultados vão ser distintos”, completa.

O professor explica que quando chega o inverno é preciso que o produtor utilize algumas estratégias para compensar essa redução da produção de alimentos. “E é aí que entra o planejamento, que é um dos maiores limitantes dentro da produção de bovinos, seja de leite ou corte”, diz. Valente explica que a estratégia que vai ser adotada durante o inverno já tem que ser definida durante o verão. “O planejamento já tem que ser definido antes. Isso para a fazenda não sofrer dificuldades durante o inverno para suprimento de alimentos, para compensar essa redução de crescimento (das plantas) no inverno. Ele tem que ter uma reserva ou alguma maneira diferente de produzir alimento no inverno”, conta.

O professor destaca algumas alternativas que podem ser utilizadas pelo produtor para a produção de alimentos no inverno, para compensar a queda do crescimento de plantas tropicais. “Podemos utilizar outras espécies de gramíneas ou mesmo leguminosas que têm um desenvolvimento bom durante este período do inverno”, comenta. Valente explica que as pastagens tropicais têm uma passagem de crescimento bastante reduzida durante o inverno, mas outras plantas podem ter um crescimento acelerado, e, dessa forma, ser utilizadas de forma estratégica.

Outra estratégia citada pelo professor é o produtor adotar o sistema de criação de animais confinados ou misto, onde o animal tem parte da dieta no pasto e parte no cocho. “Dessa forma o produtor deve ter toda a preparação do alimento conservado durante o verão, como por exemplo, silagem de milho, feno, entre outros tipos de silagem”, diz. O produtor ainda pode, de acordo com Valente, utilizar outras espécies, como gramíneas e aveia no inverno. “Elas podem ser cultivadas com estratégias diferentes ou em áreas que já são de pastagem”, sugere. Valente ainda conta que é possível também cultivar algumas áreas exclusivas de gramínea de inverno, que pode ser aveia. “Existem diversas variáveis disponíveis no mercado”, afirma.

O estudioso destaca que é possível definir o correto manejo no inverno buscando estratégias. “Primeiramente é necessário fazer o planejamento, que visa a utilização de estratégias para complementar a dieta, compensando a redução do crescimento da planta no inverno”, diz. Ele reitera ser imprescindível que este planejamento seja feito ainda no verão. “Porque esta é a época que deve acontecer o planejamento, até mesmo para o produtor não ter perdas durante o inverno, seja no peso dos animais ou na produção do leite”, afirma. Porém, o que mais acontece, segundo Valente, é que este planejamento não é feito de forma eficaz nas propriedades.

Outro equívoco comum do produtor, de acordo com o professor, é que durante esta fase em que a planta está crescendo menos, no inverno propriamente dito, às vezes o produtor vai ter dentro da propriedade uma quantidade insuficiente de pasto, e coloca uma quantidade muito grande de animais sobre a pastagem, fazendo assim a colheita excessiva. “Isso também vai reduzir a reserva de plantas para os animais”, afirma. Valente explica que durante o inverno a planta já está em uma situação de crescimento lento e quando passar esta estação a planta vai demorar ainda mais para se recuperar. “Ela vai ter um efeito negativo na primavera, que é também uma fase bastante crítica. Porque, as vezes pesamos tanto na questão do inverno, mas a transição que existe entre ele para o período do verão também é uma situação crítica, muito vezes até mais, porque o produtor que não se planeja bem, as reservas de alimentos acabarão no inverno, o que também é um problema”, comenta. O professor diz que essa transição do inverno para o período mais voraz do crescimento não é tão rápida, sendo que vai levar alguns meses para a planta voltar a ter um crescimento mais acelerado. “Isso também pode causar um prejuízo dentro da produção”, informa.

Valente explica que é interessante fazer um planejamento de reserva alimentar para o período de inverno, ainda mais porque não há como prever se o inverno vai ser mais ou menos rigoroso. “É sempre interessante manter uma reserva, uma margem de erro, porque se o inverno for mais rigoroso, ele já armazenou um pouco a mais de alimento. É favorável a questão do planejamento porque as vezes as condições climáticas em alguns anos são mais desfavoráveis do que em outros para a produção de alimentos”, conta.

Doenças

Muitos produtores associam ainda o inverno ao período em que o rebanho está mais suscetível a doenças. Mas, de acordo com Valente, os maiores problemas na estação mais fria do ano estão relacionados com a dieta. Ele afirma que outros problemas que surgem estão diretamente relacionados a dieta. “Essa questão de doenças, pensando num sistema de produção dentro de uma fazenda, grande parte destes problemas estão relacionados a deficiências nutricionais. A maneira mais eficiente de prevenirmos doenças dentro da propriedade, e também acaba sendo a forma mais barata, é manter a dieta dos animais”, comenta. Para ele, esta é uma das prevenções mais eficientes do ponto de vista produtivo. Isso porque os animais quando estão bem nutridos são menos suscetíveis a doenças. “O animal está malnutrido porque faltou alimento para ele. Dessa forma, animais perdem peso e ainda ficam mais vulneráveis para contrair alguma doença”, afirma. Valente destaca que se no inverno o animal estiver malnutrido, isso vai fazer com que ele fique estressado, fazendo com que o sistema imunológico fique deficitário.

De acordo com o estudioso, se é uma fazenda que ainda tem problemas sanitários, a questão de higiene não está muito boa, mais ainda que o local terá dificuldade com doenças de forma geral. “Quando pensamos em um manejo preventivo, os primeiros pontos a se destacar são a questão nutricional, porque o animal vai ter uma resistência imunológica maior”, conta. Ele acrescenta que obviamente é preciso ter um cuidado especial com a sanidade, já que é preciso fazer o manejo de parasitas e vacinações de rotina. “Do ponto de vista sanitário é basicamente isso, não existe uma muita diferença em relação ao verão, exceto se pensarmos que no inverno normalmente é a fase que os animais estão tendo mais problema de nutrição”, comenta. Ele diz que neste caso, indiretamente, se a fazenda está errando neste manejo, o produtor acaba tendo problemas sanitários em erros que vão se acumulando.

Para Valente, o maior problema é que de forma geral, muitas vezes o produtor não consegue perceber ou identificar alguns problemas na propriedade. “Ele não consegue visualizar os problemas que está tendo. Às vezes, quando o produtor vai fazer o desembolso para comprar algum alimento, consegue visualizar qual foi o custo para adquirir o alimento, mas não consegue ver o prejuízo, porque isso já exige um grau de administração maior, com a ajuda de algum técnico, para saber quando perderia, por exemplo, se ao invés de comprado o alimento tivesse feito a conservação para o período do inverno”, explica. Ou até mesmo o fato dos animais começarem a ficar doentes/debilitados, porque o manejo alimentar não foi adequado, causa prejuízo, às vezes, não vistos. “Essa questão o produtor não consegue visualizar. Às vezes, quando morre um animal ele consegue fazer a conta. Mas, se ele tem, por exemplo, dez animais e cada um está produzindo 10% menos do que poderia, é a mesma coisa como se tivesse perdido um animal”, exemplifica.

De acordo com Valente, em função das modificações de mercado que têm acontecido nos últimos anos, as produções agrícolas têm tornado este mercado mais competitivo. “O mercado tem sido mais exigente, as margens do ano do produtor têm se reduzido. Então, qualquer erro que o produtor faz, por mais que não seja grande, pode ser decisivo. A fazenda vai estar operando com lucro ou com prejuízo”, afirma.

O professor explica que por mais que muitas vezes o proprietário não consiga fazer a conta, ele vai sentindo que vai perdendo grau de investimento na propriedade, que não está conseguindo repor os materiais e as estruturas vão sucateando. “Aí vem a necessidade de aperfeiçoar a questão de manejo, a utilização de novas técnicas para atualizar a propriedade e deixar a atividade sempre rentável e viável”, comenta.

Mais informações você encontra na edição de Bovinos, Grãos e Máquinas de junho/julho de 2017 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Pecuária brasileira investe em rastreabilidade e práticas sustentáveis para modernizar o setor

Programa da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável orienta produtores sobre recuperação de pastagens, formalização e monitoramento da cadeia para aumentar eficiência e atender exigências ambientais e comerciais.

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Foto: Divulgação

Pressionada por novas exigências ambientais, regras comerciais mais rigorosas e pela necessidade de ampliar a produção sem expandir área, e ao mesmo tempo impulsionada pelos avanços produtivos que vêm transformando o setor, a pecuária brasileira atravessa um momento decisivo. Ao mesmo tempo em que enfrenta questionamentos sobre emissões e desmatamento, o setor reúne condições técnicas e práticas sustentáveis para liderar uma transição baseada em tecnologia, eficiência, recuperação de áreas já abertas e maior integração dos produtores à cadeia formal.

Nesse cenário, a Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável tem reforçado sua atuação como articuladora de propostas estruturantes e como referência técnica para o debate público. A entidade sustenta que a competitividade da carne brasileira dependerá da capacidade de transformar o momento atual em ativos estratégicos.

Presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, Ana Doralina Menezes: “O Brasil tem a oportunidade de demonstrar que é possível produzir mais utilizando melhor o que já existe” – Foto: Clever Freitas

Um dos pilares dessa agenda é a recuperação de pastagens degradadas, apontada como eixo central do Caminho Verde, política pública defendida pela instituição para impulsionar a intensificação sustentável da atividade. A estratégia parte de um diagnóstico claro: “o Brasil possui um volume importante de áreas consideradas de baixa produtividade. Requalificá-las, por meio de manejo adequado, melhoria do solo, tecnologias e integração de sistemas, permite elevar a produção por hectare, reduzir emissões relativas e otimizar a produção”, explica a presidente, Ana Doralina Menezes.

De acordo com a profissional, o programa representa uma solução pragmática e alinhada às demandas globais. “O Brasil tem a oportunidade de demonstrar que é possível produzir mais utilizando melhor o que já existe. Recuperar pastagens é aumentar eficiência, melhorar renda no campo e responder de forma concreta aos compromissos climáticos”, afirma.

A transformação, porém, não se limita à dimensão produtiva. Parte relevante do desafio está na reinserção de pecuaristas na cadeia formal. A informalidade restringe acesso a crédito, assistência técnica, mercados que exigem comprovação socioambiental, além de fragilizar a imagem do setor como um todo, por isso é imprescindível que o pecuarista esteja alinhado e de acordo com o Código Florestal vigente.

Foto: Breno Lobato

Para o vice-presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, Lisandro Inakake de Souza, a inclusão é condição para que a transição seja efetiva. “Quando o produtor está regularizado, ele tem acesso a financiamento, pode investir em tecnologia e atender às exigências de mercado. A formalização precisa ser vista como instrumento de fortalecimento econômico e não apenas como obrigação”, destaca.

A ampliação da rastreabilidade também integra esse movimento, uma vez que ela se apresenta como infraestrutura que conecta sanidade, ambiente e gestão. Em relação ao mercado, com compradores cada vez mais atentos à origem e à conformidade ambiental, sistemas consistentes de monitoramento tornam-se fator determinante para manutenção e novas aberturas. Por isso, como reforça a Mesa, transparência é elemento estruturante da competitividade. “Rastreabilidade é credibilidade. Ela protege quem produz corretamente e permite que o Brasil apresente dados sólidos sobre sua cadeia”, frisa Lisandro.

Ao articular recuperação de pastagens no âmbito do Caminho Verde, inclusão produtiva e avanço da rastreabilidade, a instituição busca incentivar o setor de forma propositiva diante das transformações regulatórias e comerciais em curso. “Mais do que reagir a pressões externas, a estratégia é demonstrar que produtividade, responsabilidade socioambiental e inserção competitiva podem avançar de forma integrada, incentivando o produtor a atuar como centro da solução”, complementa Ana Doralina.

Uma agenda conectada ao campo

Lisandro Inakake de Souza, vice-presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável: “Quando o produtor está regularizado, ele tem acesso a financiamento, pode investir em tecnologia e atender às exigências de mercado”  – Foto: Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável

Para apoiar o pecuarista nos temas estratégicos que vêm moldando o futuro da atividade, a Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável iniciou 2026 com uma programação propositiva de webinars voltados à qualificação e à disseminação de informação técnica.

No dia 29, foi realizado o segundo encontro dedicado à reinserção de produtores na cadeia formal. Em 26 de fevereiro, o foco esteve na rastreabilidade, aprofundando desafios e caminhos para ampliar transparência e conformidade. Um terceiro webinar sobre reinserção está previsto para maio, dando continuidade às discussões.

Todos os conteúdos já disponibilizados podem ser acessados no canal oficial da instituição no YouTube, ampliando o alcance das orientações e fortalecendo o diálogo com produtores, técnicos e demais elos da cadeia.

“Nosso compromisso é transformar temas complexos em orientação prática para quem está no campo. Quando promovemos debates sobre recuperação de pastagens, reinserção na cadeia formal e rastreabilidade, estamos oferecendo instrumentos concretos para que o produtor tome decisões mais seguras, amplie sua competitividade e participe de forma ativa dessa nova etapa da pecuária brasileira”, finaliza a presidente.

Fonte: Assessoria Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável
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Sistema Faep assume coordenação da Aliança Láctea Sul Brasileira no biênio 2026/27

Fórum reúne entidades e produtores para discutir estratégias de competitividade e desenvolvimento da cadeia do leite.

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Foto: Isabele Kleim/Divulgação

O Sistema Faep está à frente da coordenação geral da Aliança Láctea Sul Brasileira para o biênio 2026/27. O comando é rotativo entre os Estados participantes e, neste novo ciclo, ficará sob responsabilidade do Paraná, representado pelo Sistema Faep. Mais recentemente, o Mato Grosso do Sul passou a integrar a iniciativa, ampliando a articulação regional em torno do fortalecimento da produção e da competitividade do leite brasileiro.

Ronei Volpi, coordenador geral da Aliança Láctea, em sua propriedade – Foto: Divulgação/Sistema Faep

“A Aliança contribui para a integração entre os Estados e a construção de estratégias conjuntas voltadas à cadeia do leite. O Sistema Faep seguirá trabalhando ao lado das entidades do setor para avançar em pautas que ampliem a competitividade e as oportunidades para a produção”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Criada em 2014, a Aliança Láctea Sul Brasileira é um fórum público-privado que reúne representantes do setor produtivo e de instituições dos estados da região Sul. O grupo discute ações voltadas à cadeia leiteira e busca alinhar iniciativas nas áreas de produção, indústria e comercialização de leite e derivados, com foco nos mercados interno e externo. No ciclo 2026/27, a coordenação será exercida pelo consultor do Sistema Faep, Ronei Volpi, produtor rural com atuação há décadas na cadeia leiteira e participação em discussões voltadas ao desenvolvimento do setor.

A agenda de trabalho da Aliança para 2026 começou recentemente. No início de março, o Sistema Faep foi anfitrião da primeira reunião do ano, quando foram apresentados o Plano de Incentivo à Exportação de Lácteos e o plano de trabalho voltado à sanidade na cadeia leiteira, iniciativas que buscam fortalecer a competitividade do setor e ampliar oportunidades de mercado para os produtores da região.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Demanda externa impulsiona exportações brasileiras de carne bovina

Volume embarcado supera 267 mil toneladas em fevereiro, com crescimento expressivo em mercados como Rússia, México e Chile.

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Fotos: Shutterstock

As exportações brasileiras de carne bovina totalizaram 267.319 mil toneladas em fevereiro de 2026, com receita de US$ 1,44 bilhão, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).

Na comparação com fevereiro de 2025, o resultado representa crescimento de 21,6% no volume embarcado e de 38,2% na receita, refletindo a ampliação da demanda internacional pela proteína brasileira. O desempenho também supera levemente o registrado em janeiro de 2026, quando as exportações somaram US$ 1,404 bilhão e 264 mil toneladas, consolidando o melhor resultado já registrado para um mês de fevereiro na série histórica.

No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 531.298 toneladas, com receita de US$ 2,84 bilhões, avanço de 23,8% em volume e 39,2% em valor em relação ao mesmo período do ano passado.

A carne bovina in natura segue como principal produto exportado, com 235.890 toneladas embarcadas em fevereiro, o equivalente a 88,2% do volume total exportado e 92,2% da receita obtida no mês.

Entre os destinos, a China permanece como principal mercado, com 106.702 toneladas importadas em fevereiro, seguida pelos Estados Unidos, com 39.440 toneladas, além de Rússia (15.762 t), Chile (13.857 t) e União Europeia (9.084 t) entre os principais compradores da carne bovina brasileira.

Foto: Divulgação/Porto de Santos

Entre os mercados relevantes, Rússia, México e Chile apresentaram crescimento expressivo nas compras em relação ao mês anterior, com altas de 111,6%, 132% e 37,6%, respectivamente, enquanto as exportações para a União Europeia avançaram 21,2% no período.

Para o presidente da ABIEC, Roberto Perosa, os números reforçam a presença da carne bovina brasileira no comércio internacional. “O Brasil segue ampliando sua presença nos mercados internacionais com regularidade de oferta, qualidade do produto e diversificação de destinos, fatores que sustentam o crescimento das exportações de carne bovina”, conclui.

Fonte: Assessoria ABIEC
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