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Manejo de leitões recém-desmamados – um olhar prático com utilização de sonda gástrica para recuperar leitões que não se adaptaram

Para alcançar um bom resultado de lote em creche, o produtor deve minimizar os desperdícios e as perdas em mortalidade. Para isso, dispomos de uma série de manejos e etapas durante a condução do lote que determinam o sucesso da fase e o êxito em resultado. As fases de creche, embora pareçam simples de se trabalhar, possuem vários gargalos de manejo complexos, e por esse motivo nos faz repensar se realmente os manejos habitualmente adotados estão apropriados para leitões desmamados. Isso porque dentro de um mesmo lote encontramos leitões em diversas condições corporais, ou seja, percebemos que na sua grande maioria os leitões aos primeiros dias são estimulados a consumir ração, se adaptam e começam a ganhar peso com boa performance, no entanto há leitões que se não estimulados rotineiramente começam a entrar em processo de catabolismo e perda de peso corporal que os leva a mudar de categoria, assim nós os chamamos de refugos. O objetivo desse artigo não é adentrar nos motivos os quais possam colaborar para o aparecimento desses leitões retardatários e sim uma indicação prática de manejo que pode auxiliar o produtor a recuperar esses leitões através do manejo de sonda gástrica.
Não temos dados publicados em relação ao manejo, o que apresentamos aqui é um experiencia prática de campo, cujo objetivo foi de diminuir as perdas em mortalidade dos leitões de creche os quais não se adaptaram ao ambiente, ao estresse do desmame e à alimentação seca. Além do que, de uma forma mais prática, o manejo proporciona ao produtor uma forma mais rápida de alimentar esses animais e com melhor resultado frente a outros métodos e ferramentas disponíveis para esse fim.
Os leitões eleitos a receber esse manejo, são aqueles que após o alojamento em creche, começam a apresentar sinais de emagrecimento e falta de apetite (sem consumo voluntário de ração). Para a recuperação desse leitão, temos que entender que a adaptação em creche não é igual para todos os leitões, sendo necessário um cuidado diário na identificação dos animais que apresentam sinais de baixo consumo ou início de enfermidade, para realizar a catação desses leitões e o alojamento desses em baias específicas para essa categoria de “leitões de catação”. Mesmo realizando a catação diária e a formação de grupos para recuperação, nem todos os leitões precisam da sonda para se alimentar, pois só pelo fato da retirada desses animais das baias convencionais e o estímulo mais correto com uso de cocho auxiliar já proporciona melhores condições a esse leitão e o consumo voluntário volta a acontecer naturalmente. O que chama atenção é que dentro desses grupos de leitões menores separados, temos leitões que não voltam ao consumo voluntário e então mais uma intervenção é necessária para a recuperação desses animais. Um novo grupo de leitões é criado com a separação desses leitões refugos para o manejo da sonda, cujo objetivo é injetar alimento diretamente no estômago, fazendo com que ocorra digestão e desencadeie o início da procura do alimento voluntariamente.
Para melhor entendimento, a seguir uma imagem ilustrando o manejo com a sonda gástrica:

Nas imagens acima, utiliza-se uma seringa com bico cateter de 60 ml e uma sonda gástrica n° 16 para injetar o alimento sólido tipo papinha diretamente no estômago do leitão.
Em nossa experiência de campo, percebemos que os leitões respondem bem com duas aplicações de sonda por dia, ao primeiro dia de intervenção. A partir do segundo dia em diante uma única aplicação de alimento é suficiente. No entanto pode se adaptar o manejo de acordo com a realidade de cada granja, em alguns casos em que se tem mão de obra suficiente pode se manter duas aplicações diárias ou mais. O que vale é a experiência para ter o discernimento em identificar o leitão ainda em fase de recuperação e o leitão que já iniciou o consumo de ração voluntário e o retorno ao ganho de peso. Assim, o produtor passa diariamente dando alta aos leitões que apresentarem condições de se alimentar sozinhos, sem a necessidade de aplicar o alimento com a sonda.
Vale ressaltar que, apenas com a adoção desse manejo não é suficiente para recuperar todos os leitões na condição de refugos, é necessário dar espaço de comedouro, água à vontade, temperatura e boa ventilação para acertar melhor o ambiente. Além de que esses leitões chegaram nessa condição por algum motivo específico e já sofrem por algumas deficiências nutricionais, enfermidades e má adaptação, então são sensíveis e resistentes ao retorno da homeostasia.
Quanto a alimentação desses leitões, é indicado a utilização de comedouros de apoio anexos as baias dos leitões catados. Nesses comedouros o produtor passa durante o dia estimulando o consumo intercalando com ração seca e ração úmida (tipo papinha). O segredo é passar várias vezes ao dia, abastecendo os comedouros de apoio em pouca quantidade, no entanto com alta intensidade e com isso despertando o interesse dos leitões pela ração. A ração indicada para essa finalidade é a mesma fornecida na maternidade, preferencialmente farelada para seu uso em sonda, no entanto pode utilizar a mesma ração fornecida na primeira semana de creche, se essa for peletizada então a adição de água e descanso por alguns minutos são importantes para a formação da papinha.
Não há um manejo milagroso, para recuperar leitões mal adaptados o produtor precisa estar determinado e disciplinado a realizar os manejos todos os dias com a mesma qualidade, com o objetivo de adaptar o leitão rapidamente diminuindo as chances de ocorrer problemas de transição e adaptação em creche. O melhor a se fazer é buscar orientação técnica e identificar quais os pontos de melhoria que possam colaborar para o sucesso do lote e corrigir o mais rápido possível.
Roberto Hilgert – Médico Veterinário – Assessor Técnico Vaccinar

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Coopavel terá estande para apresentar o melhor de suas marcas e agroindústrias no Show Rural 2026
Espaço será dedicado a demonstrar soluções que atendem às diferentes realidades dos produtores rurais. Feira acontece de 09 a 13 de fevereiro.

A gerência de Filiais da Coopavel garante presença no 38º Show Rural, que acontece de 09 a 13 de fevereiro, levando ao público um estande voltado à apresentação de suas principais marcas de insumos, com foco em tecnologia, qualidade e resultados no campo.
Segundo o agrônomo Anderson Granville, o espaço será dedicado a demonstrar soluções que atendem às diferentes realidades dos produtores rurais. Entre os destaques está a Biocoop, marca de insumos biológicos da cooperativa, que apresentará as tecnologias empregadas na fabricação de seus produtos e os rigorosos padrões de qualidade que asseguram eficiência e segurança na aplicação dos bioinsumos.

Foto: Albari Rosa
Outra presença confirmada é a da Nutriago, marca já consolidada da Coopavel na área de nutrição foliar. No estande, serão apresentados os diferenciais dos produtos e os resultados obtidos em produtividade nas últimas safras, reforçando a confiabilidade das soluções desenvolvidas pela cooperativa.
Equipe técnica destacará também a importância do uso de matéria-prima de alta qualidade na produção de fertilizantes sólidos, com boa solubilidade e micronutrientes quelatizados, características que proporcionam melhor absorção e respostas mais eficientes pelas plantas. Complementando o portfólio, ainda serão apresentadas sementes de alta qualidade, com foco na qualidade fisiológica, nos processos de produção e nas cultivares multiplicadas, todas com alto teto produtivo e adaptadas à região de atuação da Coopavel.
Durante todo o evento, a equipe técnica da cooperativa estará à disposição para receber associados e clientes, esclarecer dúvidas e orientar sobre as melhores soluções para cada sistema de produção, destaca Anderson. Além disso, o estande contará com uma campanha especial de vendas de insumos, voltada às próximas safras.
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Sicoob traz o Invest Feira para o Show Rural
Crédito rural orientado a investimento ganha protagonismo no agro em 2026

Em um ambiente de custos elevados, juros ainda pressionados e maior exigência por eficiência produtiva, o crédito rural vem sendo reposicionado como instrumento estratégico para a competitividade do agronegócio brasileiro. Em 2026, a lógica financeira do campo avança além do custeio da safra e passa a incorporar decisões estruturantes de investimento, modernização e expansão dos negócios rurais.
Esse movimento acompanha uma tendência já observada em dados oficiais e estudos internacionais. De acordo com o relatório Agricultural Policy Monitoring and Evaluation 2025, da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), mais de 90% do suporte público ao setor agrícola no Brasil é direcionado à pesquisa, desenvolvimento e extensão tecnológica, evidenciando que inovação, modernização da produção e investimento em infraestrutura são pilares para ganhos de produtividade e competitividade no agro. O mesmo levantamento aponta que, na safra 2024–2025, o crédito agrícola no País alcançou cerca de R$ 400,6 bilhões, aproximadamente R$ 107,3 bilhões destinados a investimentos em capital fixo, como máquinas, equipamentos e tecnologias produtivas.
Segundo Michel Shoiti Tamura, gerente de Agronegócios do Sicoob Central Unicoob, o crédito rural deixou de ser apenas um meio de financiamento e passou a ser um instrumento de transformação no campo. “O produtor rural é, hoje, um gestor completo do seu negócio. Nosso papel, como instituição financeira cooperativa, é estar ao lado dele nas decisões que constroem o futuro da propriedade, oferecendo crédito que viabilize investimentos, aumente a eficiência produtiva e traga segurança para crescer com sustentabilidade”, destaca.
Durante a 38ª edição do Show Rural Coopavel, de 9 a 13 de fevereiro, em Cascavel (PR), o Sicoob estará com o Invest Feira, linha de crédito com recursos próprios da instituição, voltada ao financiamento de investimentos produtivos no agronegócio. A solução se diferencia por oferecer flexibilidade de aplicação, agilidade na liberação, ampliando a capacidade de alocação de capital por parte do produtor.
“Nos anos anteriores, a feira iniciava com recursos insuficientes para atender o produtor rural. Por isso, o Sicoob criou o Invest Feira como alternativa à escassez de recursos subsidiados pelo governo federal”, explica Tamura. Destaca ainda que, além dessa linha, o Sicoob Unicoob oferece soluções específicas para a cadeia de integração, como suínos, frango, leite, peixes e outras atividades. “Nesses casos, disponibilizamos linhas com condições equivalentes ao BNDES Inovagro, utilizando recursos livres da cooperativa, com lastro em LCA, ampliando o acesso ao crédito para investimento produtivo no campo”, completa.
Entre os itens financiáveis, estão veículos utilitários, caminhonetes cabine dupla, caminhões e motocicletas, além de máquinas, equipamentos, drones e tecnologias aplicadas à produção, como sistemas de ordenha e irrigação. A linha também contempla a aquisição de animais para cria, recria, engorda, matrizes e serviço, sistemas sustentáveis como biodigestores e placas fotovoltaicas, insumos para custeio e comercialização e outros itens essenciais à atividade agropecuária.
“O Invest Feira foi estruturado para apoiar decisões estratégicas de investimento, oferecendo previsibilidade financeira e preservando o fluxo de caixa do produtor. É uma solução que conecta oportunidade e planejamento exatamente quando as decisões acontecem durante a feira”, destaca Michel. No mesmo período, as condições especiais do Invest Feira estarão válidas também nas agências Sicoob presentes em todas as cidades de atuação das cooperativas singulares que integram o Sicoob Central Unicoob.
A participação do Sicoob no Show Rural Coopavel, evento consolidado como um dos principais ambientes de negócios e inovação do agronegócio brasileiro, reforça o posicionamento da instituição como parceira financeira do agro, com foco em investimento produtivo, modernização e gestão eficiente do capital no campo.
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Copercampos apresenta portfólio de sementes no Inova Show em Londrina
Evento acontece nos dias 22 e 23 de janeiro e reúne produtores, técnicos e parceiros do setor.

A Copercampos, em parceria com a Dica Seeds, participa nos dias 22 e 23 de janeiro do Inova Show, realizado em Londrina (PR), levando ao público técnico, produtores rurais e parceiros do setor um portfólio de sementes que evidencia qualidade, tecnologia e alto desempenho no campo.
Durante o evento, a equipe da cooperativa apresenta os principais materiais do portfólio de sementes, além de trabalhos técnicos voltados à demonstração de vigor e germinação, reforçando o compromisso da Copercampos com a entrega de soluções que garantam segurança e produtividade desde o plantio. Os resultados obtidos na última safra comprovam esse cuidado: as sementes apresentaram germinação média de 93% e vigor médio de 88%, em uma produção superior a 1,8 milhão de sacos/40kg de sementes na safra, índices que refletem o rigor nos processos de produção, beneficiamento e controle de qualidade.
A participação no Inova Show conta ainda com a presença do Diretor Superintendente, Lucas de Almeida Chiocca, e do Gerente de Sementes, Marcos Juvenal Fiori, que acompanham de perto as atividades, fortalecendo o relacionamento com parceiros e destacando a estratégia da cooperativa de investir continuamente em inovação, tecnologia e melhoria dos processos.
“Com a participação em eventos técnicos, a Copercampos reafirma seu posicionamento como referência em sementes de alto padrão, compartilhando conhecimento técnico, resultados de campo e soluções que contribuem diretamente para o sucesso dos agricultores que adquirem Sementes Copercampos”, ressalta Lucas.
