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Manejo de jejum e prevenção de doenças como estratégia no pré-abate
O médico veterinário Eder Barbon palestrou sobre os impactos que o jejum pode causar na planta de abate e nas carcaças, principalmente em relação às contaminações.

Garantir a qualidade da carcaça é uma preocupação constante da cadeia avícola. Diversos fatores de manejo têm sido analisados para evitar perdas e aperfeiçoar o rendimento da produção. Para discutir o assunto, o 23º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA) trouxe à programação científica desta quarta-feira (5) especialistas em doenças virais, vacinação, jejum e contaminações.

Médico veterinário Eder Barbon palestrou sobre os impactos do jejum na carcaça de aves
O médico veterinário Eder Barbon palestrou sobre os impactos que o jejum pode causar na planta de abate e nas carcaças, principalmente em relação às contaminações. Ele trouxe exemplos de erros cometidos em jejuns muito longos ou muito curtos, e ações práticas de como fazer um jejum pré-abate adequado.
“As perdas em carcaça em virtude das contaminações, sejam fecal, biliar ou até mesmo por ração, refletem diretamente no rendimento da planta, provocando, inclusive, perda de qualidade da carne. Então, o impacto não é só microbiológico, mas também de produtividade. Devemos estar atentos a um conjunto de fatores, pois a indústria paga um custo alto se fizermos um jejum impróprio”, ressaltou.
Compilado feito em 2020, apresentado por Barbon, mostra que o Brasil tem um percentual de condenas maior no comparativo a países como Estados Unidos, Argentina, Colômbia, Equador e da União Europeia, o que traz prejuízos significativos para a indústria e compromete a competitividade.
Assegurar ao máximo o bem-estar das aves, evitar e minimizar as contaminações fecais e biliares durante o abate e processamento, bem como as contaminações microbiológicas de carcaças, as perdas por condenações, as perdas de carcaça e miúdos e garantir a qualidade de carne são os principais propósitos de um jejum pré-abate correto.
O médico veterinário destacou que a hidratação da ave neste processo é de extrema importância, bem como a uniformização do jejum pré-abate e a conscientização de técnicos e integrados para esse objetivo. “A atenção ao consumo de água é fundamental, que deve ser estimulado, principalmente durante o inverno, quando as aves tendem a ingerir menos água. Outras estratégias são seguir com o cronograma de luz, de forma a garantir a limpeza intestinal das aves no transporte, hidratação durante o transporte, elasticidade intestinal, reduzir a adesão da membrana coilínea da moela e uniformizar a limpeza intestinal de todo o lote”, explicou.
Bronquite, vacinas e Apec

Virologista molecular Mark Jackwood palestrou sobre bronquite, vacinas e APEC
Já o virologista molecular Mark Jackwood, abordou no bloco Abatedouro a bronquite infecciosa (BI), uma doença viral disseminada em todo o mundo, que pode provocar perdas significativas nos plantéis de aves. Mark detalhou o histórico da doença, mutações do vírus infectante e a origem das perdas. Além de pontuar os principais sinais clínicos e lesões em aves infectadas, que são corrimento nasal, conjuntivite, muco nas narinas e traqueia, nefrite, infecções do trato reprodutivo e ovos de má qualidade.
Segundo Mark, para conter a disseminação da bronquite, a biosseguridade nas granjas não é suficiente, é preciso vacinar e que essa vacinação seja administrada de maneira correta. O especialista alertou que a causa mais comum de falha no efeito da vacinação é a aplicação técnica inadequada. “Para garantir a aplicação correta das vacinas é importante seguir passos como usar equipamentos adequados, com regulagem de tamanho de gota e garantia de cobertura vacinal, aplicando a dosagem completa e mantendo a vacina resfriada”, explicou. Para fornecer uma proteção mais ampla ao plantel, ainda é possível administrar dois ou mais tipos de cepas do vírus infectante na mesma vacinação.
O especialista também tratou sobre a E. coli patogênica aviária (APEC), uma das bactérias mais presentes nas granjas, encontrada nas fezes e até mesmo no organismo da ave, que é a principal causa de colibacilose, um complexo de infecções locais e sistêmicas que pode comprometer a produtividade da cadeia avícola. O virologista apresentou formas de diagnóstico, prevenção e controle da doença.
“A prevenção é a melhor estratégia para prevenir a APEC, atuando com biossegurança, boa gestão ambiental e saneamento eficaz para eliminar fatores predisponentes da doença, evitando as transmissões horizontal e vertical”, finalizou.
O simpósio
O SBSA é promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) até esta quinta-feira (6), no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC), em formato híbrido. Junto ao evento acontecem a 14ª Brasil Sul Poultry Fair e a Granja do Futuro.
Confira a programação Científica do 23º Simpósio Brasil Sul de Avicultura
Dia 6 de abril de 2023
Bloco Nutrição e manejo
8h: “A nutrição como ferramenta para otimizar o desempenho do frango de corte”
Palestrante: Emilio Eduardo Cura Castro
(15 minutos de debate)
9h: “Imunonutrição: interação entre nutrição e imunidade em aves”
Palestrante: Melina Bonato
(15 minutos de debate)
10h: Intervalo
10h30: “Saúde óssea – conceitos e aplicações para as novas demandas e desafios da avicultura”
Palestrante: Jovanir Ines Muller
(15 minutos de debate)
11h30: “Falhas de ambiência x problemas respiratórios”
Palestrante: Rafael Castro
(15 minutos de debate)
Sorteios de brindes

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental. Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pelas regionais do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais. Em Toledo, a condução está sob responsabilidade do engenheiro agrônomo Samuel Mokfa.
Segundo a coordenação, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma Bertonha.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, diz Bertonha.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
A abertura será transmitida de forma remota para permitir a participação de equipes de outras regiões do estado.
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos
Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.





