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Manejo com adubação foliar amplia produtividade das pastagens

Técnica garante rápida absorção de nutrientes e ajuda a manter forrageiras mais vigorosas mesmo em períodos de estresse.

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A adubação foliar tem se consolidado como uma estratégia eficiente no manejo nutricional das pastagens, especialmente por permitir a aplicação direta de nutrientes nas folhas das plantas, garantindo rápida absorção e correção de deficiências nutricionais específicas. A técnica vem ganhando espaço no campo por sua eficiência, sobretudo, em condições adversas ou em períodos de alta demanda nutricional, quando a absorção via solo pode estar limitada.

“A adubação foliar complementa as práticas convencionais e se destaca por otimizar o fornecimento de nutrientes essenciais, o que reflete diretamente no aumento da produtividade das pastagens”, afirma o técnico em Agricultura Robson Luiz Slivinski Dantas.

Em momentos críticos, como fases de crescimento intenso, rebrota, estresse hídrico ou em áreas com solos compactados e de baixa fertilidade, a adubação foliar atua como uma solução rápida e direcionada. Ao compensar limitações no transporte de nutrientes pelas raízes, a técnica assegura a restituição imediata de elementos fundamentais para o desempenho contínuo da pastagem. “Quando a planta enfrenta dificuldades para absorver nutrientes do solo, a aplicação foliar garante que ela não interrompa seu desenvolvimento”, explica Dantas.

Entre os nutrientes mais utilizados nesse manejo estão o nitrogênio, que estimula o crescimento e a produção de biomassa; o fósforo, essencial para o desenvolvimento radicular, vigor e regeneração das plantas; e o potássio, que fortalece a resistência a pragas, doenças e condições de estresse. Micronutrientes como zinco, manganês e boro também exercem papel decisivo, contribuindo para a fotossíntese, o desenvolvimento inicial e a resistência das folhas. Aplicados de forma equilibrada, esses nutrientes aumentam o vigor das pastagens e elevam a qualidade da forragem.

Os efeitos positivos da adubação foliar se refletem diretamente no crescimento, na rebrota e na longevidade das pastagens. O fornecimento de nutrientes favorece o alongamento celular, acelera a recuperação após o pastejo e mantém as espécies forrageiras mais saudáveis e resistentes à degradação ao longo do tempo. Esse desempenho consistente permite ganhos produtivos ao longo do ano, inclusive em épocas críticas. “Pastagens bem nutridas impactam diretamente o desempenho do rebanho, pois proporcionam maior ganho de peso diário, aumento da taxa de lotação e melhor eficiência alimentar. A maior disponibilidade de nutrientes na forragem contribui para uma conversão mais eficiente do alimento em carne ou leite, reforçando a relação direta entre nutrição vegetal e produtividade animal. Um pasto bem manejado sustenta mais animais por hectare e entrega resultados mais consistentes ao produtor”, destaca o técnico.

A recomendação é que a adubação foliar seja integrada ao manejo do solo, atuando como complemento e não como substituição da adubação convencional. Essa integração fortalece o aporte nutricional em momentos estratégicos, maximiza o aproveitamento dos fertilizantes sólidos e reduz perdas. “Nessa integração, é importante trabalhar de forma sinérgica com práticas como correção de acidez e uso de fertilizantes orgânicos ou químicos”, explica Dantas. No entanto, o manejo também exige alguns cuidados, como diagnóstico prévio das necessidades da pastagem, escolha adequada dos produtos, atenção às condições climáticas e aplicação uniforme, evitando excessos que possam causar fitotoxicidade.

Do ponto de vista econômico e operacional, a adubação foliar se destaca pelo aproveitamento mais eficaz dos insumos, retorno rápido sobre o investimento e otimização da mão de obra, já que a aplicação pode ser integrada a outros manejos da propriedade. “A adubação foliar é uma ferramenta essencial para aumentar a produtividade e a qualidade da forragem, promovendo uma pecuária mais eficiente e sustentável”, ressalta Dantas.

Segundo ele, adotar essa prática é investir em um sistema que entrega resultados no curto e no longo prazo, garantindo rebanhos saudáveis, produtivos e alinhados às exigências do mercado por eficiência e sustentabilidade.

Fonte: Assessoria Nossa Lavoura

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Embrapa realiza pesquisa sobre controle do carrapato na pecuária de corte

Levantamento busca entender práticas adotadas por produtores e técnicos e ampliar estratégias sustentáveis de manejo do parasito.

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A Embrapa Pecuária Sul está conduzindo uma pesquisa para compreender como produtores rurais e profissionais da assistência técnica percebem e aplicam estratégias de controle do carrapato bovino na pecuária de corte. A iniciativa integra ações da Embrapa voltadas ao aprimoramento de soluções sustentáveis e eficazes para o setor.

O objetivo é levantar informações sobre práticas adotadas no campo, nível de conhecimento sobre métodos não químicos e a utilização do chamado manejo integrado do carrapato, estratégia que combina o uso de carrapaticidas com outras práticas de controle, como manejo de pastagens, seleção genética de animais mais resistentes e medidas sanitárias complementares.

A pesquisa é composta por dois questionários distintos: um direcionado a produtores rurais que atuam na bovinocultura de corte e outro voltado a técnicos que prestam assistência a essas propriedades. Ambos buscam identificar percepções, recomendações técnicas e os principais desafios enfrentados no controle do parasito.
O diagnóstico permitirá identificar lacunas de conhecimento, barreiras à adoção de práticas integradas e oportunidades para o desenvolvimento de tecnologias mais aplicáveis à realidade produtiva.

As respostas são anônimas, confidenciais e destinadas exclusivamente a fins científicos. O tempo estimado para participação é de aproximadamente 10 minutos. A participação de produtores e técnicos é considerada essencial para planejar estratégias de controle mais sustentáveis, e promover sistemas de produção mais eficientes na pecuária de corte.

Clique aqui e acesse a pequisa para produtores rurais.

Clique aqui e acesse a pequisa para técnicos.

Fonte: Assessoria Embrapa Pecuária Sul
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Preços do leite voltam a subir no Brasil após queda ao longo de 2025

Alta no leite spot, no UHT e na muçarela indica reação do mercado no início de 2026, enquanto leite em pó mantém estabilidade.

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Os preços do leite e de derivados voltaram a mostrar reação no início de 2026, com alta em diferentes segmentos do mercado lácteo ao longo de fevereiro. O movimento ocorre após um período de retração registrado durante boa parte de 2025 e reflete mudanças no equilíbrio entre oferta e demanda, além da aproximação da entressafra.

Foto: Carolina Jardine

De acordo com o Boletim de Preços do Centro de Inteligência do Leite (CILeite), da Embrapa Gado de Leite, o mercado de leite spot apresentou forte valorização nas duas quinzenas de fevereiro, impulsionado principalmente pela menor oferta de leite cru. “O mercado de leite spot registrou forte alta nas duas quinzenas do mês, refletindo menor oferta de leite cru e a aproximação da entressafra”, aponta o CILeite.

Em Minas Gerais, principal referência para o mercado spot, a reação foi expressiva. O preço do leite negociado entre indústrias avançou 33,6% em fevereiro frente a janeiro. Apesar da forte alta no curto prazo, o valor ainda permanece cerca de 22% abaixo do registrado em fevereiro de 2025. No ano passado, o mercado spot iniciou próximo de R$ 3,00 por litro, mas passou por queda quase contínua ao longo dos meses, atingindo o ponto mais baixo no início de 2026.

No mercado atacadista paulista, o

Foto: Isabele Kleim

também apresentou recuperação relevante. Em fevereiro, os preços do produto subiram 11,1% em comparação com janeiro. Mesmo assim, o valor ainda está 16,5% abaixo do observado no mesmo período do ano passado. Ao longo de 2025, os preços permaneceram relativamente estáveis no primeiro semestre, mas recuaram de forma mais acentuada na segunda metade do ano, alcançando os menores níveis no início de 2026.

Segundo o CILeite, a alta recente indica um movimento de recomposição após esse período de retração. “A alta recente indica um movimento de recomposição após esse período de retração”, destaca o boletim.

Outro derivado que apresentou reação foi a muçarela no atacado paulista. Em fevereiro, o preço do produto avançou 2,8% frente a janeiro. Ainda assim, o valor permanece 13,4% abaixo do registrado em fevereiro de 2025. No início do ano passado, o queijo chegou a superar R$ 33 por quilo, mas passou a registrar quedas graduais a partir do segundo trimestre, movimento que se intensificou no segundo semestre e levou os preços para a faixa próxima de R$ 28 por quilo no início deste ano.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Já o leite em pó apresentou comportamento mais estável. O preço do produto no atacado paulista registrou leve recuo de 0,5% em fevereiro em relação a janeiro, mantendo-se praticamente no mesmo nível do mês anterior. Na comparação anual, entretanto, a queda chega a 9,2%.

Durante 2025, o produto chegou a atingir valores mais elevados no primeiro semestre, mas passou a recuar ao longo do ano, com estabilização nos meses mais recentes. “O desempenho distinto entre os derivados indica dinâmicas diferentes dentro do mercado lácteo. Enquanto o leite UHT começa a mostrar reação mais consistente no início do ano, o leite em pó segue em um cenário de maior estabilidade de preços, após ajustes registrados ao longo de 2025”, aponta o CILeite.

No cenário internacional, o índice de preços do Global Dairy Trade (GDT) manteve trajetória de alta ao longo de

Foto: Isabele Kleim

fevereiro, contribuindo para um ambiente externo mais favorável ao setor. Além disso, embora as importações de lácteos sigam elevadas, a redução em relação a fevereiro de 2025 tende a diminuir a pressão sobre o mercado interno.

Para o CILeite, o comportamento recente sugere um processo gradual de acomodação do mercado após as oscilações observadas no último ano. “O comportamento recente sugere um processo gradual de acomodação do mercado após as oscilações observadas no último ano”, afirma o boletim.

Fonte: O Presente Rural
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Alta nas exportações sustenta mercado do boi gordo no Brasil

Em fevereiro, embarques de carne bovina somaram 235,9 mil toneladas em 18 dias úteis, com a China e os Estados Unidos entre os principais destinos da proteína brasileira.

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Foto: Ana Maio

As exportações da carne bovina permanecem como o fator determinante para a sustentação dos preços domésticos da arroba do boi gordo.

O volume embarcado registra recordes há anos e o cenário não é diferente neste começo de 2026, evidenciando a competitividade da carne brasileira. Em fevereiro, em apenas 18 dias úteis, foram embarcadas 235,889 mil toneladas de carne bovina in natura, aumento de 23,9% em relação ao volume de fevereiro/25, conforme apontam dados da Secex.

Trata-se, inclusive, do melhor fevereiro da história. A média diária de exportação em fevereiro foi de 13,105 mil toneladas, 37,6% acima da registrada há um ano. A China continua sendo o principal destino da carne brasileira, recebendo quase metade de toda a proteína exportada.

Os Estados Unidos são o segundo maior destino da carne. No mercado interno, segundo pesquisadores do Cepea, o atual conflito no Oriente Médio tem gerado algumas especulações no mercado brasileiro e, apesar de a região não ser um destino importante da carne bovina, o fechamento de canais de escoamento estratégicos e o consequente aumento nos valores dos fretes e seguros marítimos têm gerado preocupações, especialmente entre exportadores.

Diante disso, o Cepea observa que compradores já se mostram mais cautelosos e começam a avaliar novas estratégias de mercado. Vendedores, por sua vez, não concordam com os preços ofertados e optam por aguardar novas ofertas. Com isso, o ritmo de negócios é lento.

Fonte: Assessoria Cepea
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