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Manejo biológico da soja garante qualidade da safra e atende demanda global por produtos mais sustentáveis

Área semeada com a oleaginosa é estimada em 46 milhões de hectares, o que vem impulsionando a geração de empregos, o desenvolvimento de tecnologias agrícolas e a expansão de áreas cultivadas, um verdadeiro pilar do agronegócio brasileiro.

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Foto: André Ebone

Desde 2013, o Brasil é o maior exportador mundial da soja, que passou a desempenhar um papel central na economia do país. Hoje, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a cultura da soja representa cerca de 50% de toda a produção de grãos, superando outras culturas importantes como milho, trigo e arroz.

A área semeada com a oleaginosa é estimada em 46 milhões de hectares, o que vem impulsionando a geração de empregos, o desenvolvimento de tecnologias agrícolas e a expansão de áreas cultivadas, um verdadeiro pilar do agronegócio brasileiro.

Diante de tamanha importância, agricultores investem cada vez mais em tecnologia, ciência e técnicas de cultivo que preparam as plantas e o solo para enfrentar desafios futuros, como também posicionam os produtores à frente em um mercado cada vez mais exigente por inovação e responsabilidade ambiental. Uma destas práticas é o manejo biológico, uma alternativa mais sustentável ao uso de produtos químicos e pesticidas sintéticos para controlar doenças, pragas e melhorar a fertilidade do solo.

Dentre as várias práticas e técnicas utilizadas no manejo biológico estão a adição de matéria orgânica, a rotação de culturas, o plantio de culturas de cobertura, o controle biológico de pragas e a adição de microrganismos benéficos. Para ser eficiente, tal manejo deve envolver um diagnóstico adequado a cada tipo de solo, além da escolha adequada dos organismos benéficos, e, claro, incluir ainda um monitoramento constante da lavoura.

No caso da soja tem sido fundamental a utilização de bioinsumos como inoculantes e bioindutores para se obter uma lavoura mais rentável, com grãos produzidos de forma mais sustentável. E a escolha de um tratamento biológico de alta performance faz diferença na obtenção de bons resultados.

A lógica é simples, a água é um dos elementos mais importantes para garantir a produtividade. Ao contrário de outras culturas, a soja possui uma necessidade hídrica diferente ao longo do ciclo, sendo a fase reprodutiva a de maior demanda. Dependendo do estádio de desenvolvimento da planta, a falta de água pode causar danos irreversíveis.

Produtos como solubilizadores de fósforo e enraizadores estimulam a atividade microbiana benéfica, e aumentam a disponibilidade de nutrientes essenciais, o que torna as plantas mais fortes, com raízes maiores, ajudando na absorção da água.

A soja, o clima e o abastecimento global

Foto: Divulgação

Esses produtos e as técnicas de manejo ganham ainda maior relevância em tempos de eventos climáticos extremos, como estamos vivenciando. A seca com perspectiva de agravamento pelo La Niña na safra 24/25, especialmente nas regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste, podem afetar diretamente a produtividade, exigindo mais atenção dos produtores.

Uma situação de estresse hídrico extremo como essa requer a adoção de estratégias de manejo que reduzam os impactos da seca. A ação imediata é importante porque a adoção de manejos preventivos à seca podem garantir a melhor produtividade mediante a falta de água. Essas medidas podem garantir a produtividade, além do fato de que o efeito cumulativo desse estresse pode comprometer a saúde da lavoura e até mesmo a qualidade do solo a longo prazo.

E a atenção aos diferentes tratamentos e à qualidade da soja é relevante não apenas para impulsionar o agronegócio, mas porque a soja pode ajudar a combater um problema global: a necessidade de suprir a oferta de alimentos. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura apontam que a oferta mundial de alimentos precisa aumentar em cerca de 20% nos próximos dez anos.

Uma meta arrojada e que, para ser atingida, precisa contar com a contribuição brasileira na ordem de 40% deste crescimento. Promover, então, o manejo correto pode contribuir para esta meta, além de atender a uma demanda crescente por alimentos produzidos de forma mais sustentável

Cuidado com as raízes

Fotos: Jaelson Lucas

Além da seca, outra grave ameaça às lavouras de soja são os nematoides, que encontram nos produtos biológicos uma importante barreira. A principal forma de combate e prevenção de nematoides é o controle biológico. Segundo Embrapa o uso de bionematicidas representa mais de 94% do mercado de controle de nematoides da soja.

Os produtores contam ainda com bioestimulantes para tornar as plantas mais resistentes nas situações de estresse hídrico, aumentando a absorção de nutrientes e proporcionando uma melhor solubilização de fósforo.

Escolha pela sustentabilidade

São variadas as alternativas para o manejo biológico da cultura da soja, da adição de matéria orgânica, passando pela rotação de culturas, e pelo controle biológico de pragas e a adição de microrganismos benéficos, o produtor tem em mãos o poder de escolha para aliar sustentabilidade e alta produtividade, utilizando soluções que protegem as plantas desde o início de seu ciclo de vida até a colheita.

O manejo biológico prepara o solo e as plantas para enfrentar melhor os desafios futuros, como novas pragas e doenças, e mudanças climáticas. Um passo importante para a inovação no setor agrícola, posicionando os produtores em um patamar global de responsabilidade ambiental.

Fonte: Por Reinaldo Bonnecarrere, engenheiro agrônomo, mestre em Nutrição de Plantas e doutor em Fisiologia Vegetal

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Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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China muda regras, impõe cota à carne bovina e ameaça fluxo comercial do Brasil

Tarifa extra de 55% sobre volumes excedentes pode provocar forte ajuste na produção e nos investimentos da cadeia pecuária.

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Foto: Shutterstock

A China decidiu estabelecer uma cota anual de importação de carne bovina para seus fornecedores internacionais, incluindo o Brasil, como parte de uma política de proteção aos produtores locais. Pelo modelo anunciado, volumes que ultrapassarem o limite definido estarão sujeitos a uma tarifa adicional de 55%, medida que deverá vigorar por um período inicial de três anos. Trata-se de uma mudança relevante nas regras do comércio internacional de carnes, com impactos diretos sobre os principais exportadores.

Dentro desse novo desenho, o que mais preocupa o setor brasileiro é a forma como a China pretende contabilizar essa cota. As autoridades chinesas deixaram claro que o volume será apurado com base nas entradas efetivas no país a partir de 1º de janeiro de 2026, independentemente de contratos firmados anteriormente, cargas em trânsito ou produtos já embarcados.

Artigo escrito por Paulo Bellicanta, presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo).

Se essa interpretação se confirmar sem qualquer revisão, o Brasil terá de descontar da cota aproximadamente 350 mil toneladas que hoje já estão comprometidas, seja em cargas paradas em portos chineses aguardando desembaraço, em navios em trânsito ou em estoques formados nos portos brasileiros. Na prática, isso reduz de forma significativa o espaço disponível para novas produções ao longo de 2026.

Feitas as contas, restariam cerca de 750 mil toneladas disponíveis para produção destinada ao mercado chinês durante todo o ano. Dividido pelos 12 meses, esse volume se traduz em aproximadamente 62,5 mil toneladas mensais, um patamar totalmente desconectado da realidade atual do setor.

Para efeito de comparação, o Brasil vinha exportando, nos últimos meses, volumes superiores a 160 mil toneladas mensais para a China. A discrepância entre esses números evidencia, por si só, a urgência de uma ação diplomática coordenada, baseada em diálogo direto entre governos, para buscar um entendimento que leve em consideração os fluxos comerciais já estabelecidos.

O impacto dessa restrição é difícil de dimensionar com precisão, mas certamente será profundo. Considerando uma projeção anual próxima de 1,7 milhão de toneladas, a redução potencial, que inicialmente se estimava em torno de 35%, torna-se extraordinariamente preocupante quando aplicadas as novas regras de contabilização.

A pecuária brasileira avançou de forma consistente nos últimos anos, com investimentos expressivos em genética, manejo, processos produtivos e ganhos de eficiência. A indústria, por sua vez, modernizou plantas, ampliou capacidade e se estruturou para atender uma demanda crescente e estável. Uma mudança abrupta dessa magnitude obriga toda a cadeia a revisar expectativas, projeções e investimentos, tanto no curto quanto no médio prazo.

Não há culpados evidentes nem soluções simples. O único caminho possível é o diálogo institucional com as autoridades chinesas, em busca de um entendimento equilibrado, construído de governo para governo.

É preciso reconhecer que o governo brasileiro tem feito sua parte na ampliação e diversificação de mercados, com um trabalho consistente conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e pelo ministro Carlos Fávaro. Ainda assim, é fundamental ter clareza: os novos mercados não possuem, ao menos por ora, o mesmo potencial de absorção do mercado chinês e, além disso, já contam com fornecedores consolidados, o que demanda tempo e estratégia para sua efetiva ocupação.

Enquanto isso, a eventual redução de volumes incide sobre o setor com rapidez extrema, como uma guilhotina afiada. Não se trata do fim da atividade, mas de mais um momento em que será necessário acomodar-se, adaptar-se e reinventar-se.

Os volumes excedentes são grandes demais para uma absorção imediata. O desafio está posto e a solução não virá de uma lâmpada mágica esquecida em alguma caverna, mas de negociação, realismo e construção conjunta.

Fonte: Artigo escrito por Paulo Bellicanta, presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo).
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Eleições de 2026 exigem atenção especial ao papel do Legislativo

Em um cenário de incertezas e transformações sociais, o texto destaca a importância das eleições proporcionais e da escolha de parlamentares preparados para representar a sociedade, fiscalizar o Executivo e impulsionar mudanças estruturais no país.

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Foto: Sara Bellaver/MB Comunicação

A sociedade em geral e o sistema cooperativista em particular devem prestar atenção às eleições de 2026. Embora a imprensa e os cidadãos, por motivos óbvios, visualizam prioritariamente as eleições majoritárias – presidente, governador e senador – as eleições proporcionais são essenciais. A missão de exercer a representação popular nas Casas Legislativas é particularmente importante para a vida democrática brasileira e de Santa Catarina.

Ainda vivemos uma era de incertezas, com problemas crônicos de um país em crescimento com fortes contrastes regionais, lutando para reduzir desigualdades, criar uma infraestrutura de crescimento econômico de Norte a Sul e de Leste a Oeste, assistir aos fragilizados, amparar a velhice e pavimentar um futuro para as gerações que estão chegando.

Somos ora protagonistas, ora coadjuvantes de um cenário globalizado, onde as decisões, os fluxos e os influxos de qualquer parte do planeta impactam de imediato nossa realidade interna, fazendo com que decisões tomadas em Tóquio ou Washington afetem diretamente empresários, produtores ou consumidores do Brasil.

Essa realidade que nos envolve inexoravelmente e a cada dia com maior celeridade emoldura com tons de dramaticidade o papel do administrador público e do legislador. Todas as demandas sociais decorrentes do pulsar desse processo globalizante deságuam nas barras do Poder Público, exigindo ações e reações ágeis e acertadas. Não há mais espaço para titubeios.

O parlamentar, na esfera federal ou estadual, deve fazer a leitura permanente dos processos sociais em curso para que a ação parlamentar seja a grande impulsionadora das mudanças e transformações reclamadas pela sociedade. Análise da história recente da República revela que a sociedade brasileira vem reconhecendo gradativa importância e indisfarçável essencialidade ao legislador.

Ali, onde todas as ebulições e toda a efervescência desse nervoso século explodem, envoltas pelas cores do pluralismo político-partidário, é crucial defender os superiores interesses de nossa gente, fiscalizando o Poder Executivo, propondo leis, projetos e programas fulcrados em intervenções sociais capazes de levar um pouco de justiça e apoio a segmentos da multifacetada sociedade brasileira.

Diligente e aplicado, o parlamentar deve tentar compreender  toda a complexidade do nosso mundo por meio da sincera disposição para o diálogo, para o estudo e para a pesquisa. Por isso, é recomendável humildade para buscar, ouvir e aceitar – sempre que a prudência indicar – uma compreensão mais profunda que permita refocalizar uma visão sobre a sociedade. Por isso, é preciso não se deixar fascinar demasiadamente por gráficos, por relatos burocratizantes, por informações pasteurizadas. É recomendável deixar os gabinetes para uma convivência irmanal com as comunidades que representa para nunca perder a sensibilidade para interpretação dos eventos sociais que eclodem cotidianamente.

A reforma do Estado para pô-lo totalmente a serviço do cidadão ainda exige muito esforço legislativo. Daí a necessidade de elegermos mandatários e parlamentares estaduais e federais que cumpram com coragem e abnegação o sagrado dever que a sociedade delegou para construir um Estado democrático de direito, fundado na cidadania, na dignidade da pessoa humana, nos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e no pluralismo político.

Fonte: Artigo escrito por Vanir Zanatta, presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC).
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