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Manejo adequado nas primeiras 24 horas é crucial para desenvolvimento das aves

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Por Alana Martins(O Presente Rural)

No segundo dia (29) do SIAVS (Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura), foi apresentada a palestra “Ações de manejo para melhorar o resultado de produção de frangos”, ministrada por André Marca, assessor técnico de sanidade de Copacol (Cafelândia-PR). A apresentação, que foi destinada principalmente aos produtores, objetivava mostrar como o uso de técnicas de manejo adequadas podem alavancar o desempenho das aves.

 

Marca elencou o manejo em diferentes áreas, como temperatura, sensação térmica, ventilação, qualidade da água, alimentação e comedouros. Todas essas esferas foram comparadas a um corrente, na qual todos os elos precisam estar fortalecidos para que o resultado reflita em melhor produtividade. Novamente, a questão tecnológica apareceu como fundamental para auxiliar os produtores, apesar de exigirem treinamentos. “Tecnologias assustam, mas vem para ajudar o manejo (…) Hoje, todo ambiente é controlado para melhor produção”. Para ele, com a sanidade, nutrição e genética evoluindo com rapidez, o diferencial limitador do desempenho das aves será o ambiente.

E toda essa tarefa começa já no recebimento dos animais. “O primeiro ato ao chegar ao galpão é a alimentação”. Isso porque, as primeiras 24 horas seriam fundamentais para o desempenho posterior dos frangos. Para que não haja problemas, os produtores precisam garantir que os pintos se alimentem e consumam água em grandes quantidades, bem como é preciso garantir que a temperatura esteja e acordo com as necessidades do filhote. Caso essas medidas não sejam adotadas, há uma grande possibilidade de que o frango não desenvolva direito sua mucosa intestinal e que não absorva a gema; fatores que culminariam em uma pior absorção de alimentos e maior suscetibilidade a doenças no futuro. “Se o produtor não conseguir (realizar esses cuidados) nessa (primeira) fase, as aves não vão atingir os resultados que poderiam”.

Além da alimentação, o manejo da temperatura também precisa estar na pauta dos produtores nas primeiras horas da ave. Segundo um estudo apresentado durante a palestra, a temperatura ideal para essa fase está entre 29,4 e 32,2 graus; caso ela fique entre três e seis graus abaixo dessa faixa, com 42 dias de idade, o frango pode ficar com 48g a menos e ter sua mortalidade aumentada em 2%. Se essa diferença for de seis a nove graus a menos, a perda de peso pode atingir 118g e a mortalidade chegar a 5% a mais do que se as condições fossem as adequadas.

Contudo, a estratégia de manejo adequada passa por uma compreensão correta do comportamento das aves e suas necessidades. Segundo o executivo, o melhor controlador da granja continua sendo o próprio granjeiro. 

Leia matéria completa na próxima edição do O Presente Rural

Fonte: O Presente Rural

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Notícias No Rio Grande do Sul

45ª Expointer é lançada com expectativa de público de mais de 600 mil pessoas

Exposição vai ocorrer entre os dias 27 de agosto e 04 de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).

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O Governo do Rio Grande do Sul deu a largada, na segunda-feira (15), para a 45ª Expointer, que vai ocorrer entre 27 de agosto e 04 de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O lançamento ocorreu no espaço Multiverso, no Cais Embarcadero, em Porto Alegre, com a presença do governador Ranolfo Vieira Júnior; do secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Domingos Velho Lopes; além de outros secretários estaduais, prefeitos, autoridades, convidados e imprensa.

No local, foram exibidas centenas de imagens do fotógrafo da Seapdr, Fernando Dias, que representam a diversidade produtiva do setor agropecuário gaúcho. “A Expointer é a feira onde demonstramos para o país e para o mundo a nossa principal vocação. Neste ano, temos uma expectativa altamente positiva, seja em relação ao número de circulação de pessoas ou de negócios, porque não haverá restrições para a presença de público. Por tudo isso, vamos transferir a sede do governo para o parque de exposições durante os nove dias da feira”, disse o governador.

Nos últimos dois anos, a feira ocorreu em meio a um cenário de restrições impostas pela pandemia – em 2020, foi fechada ao público; em 2021, contou com número de visitantes limitado para cumprimento dos protocolos de saúde.

Além de eventos técnicos, oficinas, julgamento de animais e exposição e venda de produtos, a edição de 2022 terá atividades de entretenimento, leilões e shows artísticos e culturais. Também haverá discussão de temas relevantes para a agropecuária gaúcha e nacional: inovação, tecnologia, produção sustentável, reservação de água, agricultura de baixa emissão de carbono e desenvolvimento econômico aliado à preservação do ambiente.

Secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Domingos Antonio Velho Lopes: “Esperamos mais de 600 mil pessoas e movimentar cerca de R$ 4 bilhões em negócios” – Fotos: Itamar Aguiar/Palácio Piratini e Rodrigo Martins/Seapdr

“Esperamos mais de 600 mil pessoas e movimentar cerca de R$ 4 bilhões em negócios. Queremos que a feira represente a alma gaúcha, com toda a sua diversidade e pluralidade de culturas. É essa imagem que pretendemos passar, de um estado onde a harmonia e o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva são exemplos para o mundo”, disse o secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Domingos Antonio Velho Lopes.

Detalhes

Ao todo, 6.378 animais foram inscritos na feira (5.093 de argola e 1.285 rústicos). Haverá retorno de raças ausentes nos últimos anos e estreia de outras no evento. A admissão dos animais de argola no parque começará no dia 22, às 08 horas. O Pavilhão da Agricultura Familiar contará com 337 expositores, apresentando a variedade de produtos provenientes de agroindústrias familiares, setor de plantas e artesanato.

A área de máquinas e implementos agrícolas contará com a presença de mais de cem empresas, que apresentarão lançamentos, serviços e a tecnologia oferecida pelo segmento. Neste ano, a feira também terá um espaço de inovação que reunirá startups e tecnologias voltadas ao setor do agro.

Ingressos 

A venda de ingressos para visitação à feira será feita de forma on-line e presencial. A comercialização na plataforma virtual inicia-se nesta semana (informações no site da Expointer). A venda presencial ocorre apenas durante os dias do evento na bilheteria do parque (portão 3).

Os ingressos custarão R$ 16 (inteiro), R$ 8 (meia entrada), R$ 40 (estacionamento de visitantes) e R$ 400 (camping para expositores). Pedestres poderão ingressar no parque entre 08 horas e 20h30 pelos portões 2 e 6.

A Expointer é uma realização do governo do Estado e dos copromotores Febrac, Fetag, prefeitura de Esteio, Simers, Sistema Farsul e Sistema Ocergs-Sescoop/RS.

Fonte: Ascom
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Demanda por grão de soja e derivados dos Estados Unidos e do Brasil aumenta

Esse cenário está relacionado a incertezas quanto ao volume de derivados de soja a ser ofertado pela Argentina.

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Foto: Arquivo/Claudio Neves/Portos do Paraná

Os preços internacionais do complexo soja subiram na semana passada, devido à maior demanda externa por soja em grão dos Estados Unidos e a expectativas de aumento na procura global pelos derivados norte-americanos e também do Brasil.

Esse cenário, por sua vez, está relacionado a incertezas quanto ao volume de derivados de soja a ser ofertado pela Argentina – principal abastecedora global de farelo e de óleo de soja.

Além disso, o baixo volume de chuvas em importantes regiões produtoras do Hemisfério Norte também impulsionou os valores externos, já que isso pode reduzir a produtividade da safra 2022/23.

Fonte: Cepea
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Preços do milho têm comportamentos distintos dentre as praças

Em algumas regiões do Sul do país e nos portos, o forte ritmo das exportações e as altas externas elevam os preços do cereal. Já em outras praças, a colheita da segunda safra na reta final pressiona as cotações.

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Foto: Divulgação/Mapa

As cotações do milho vêm apresentando comportamentos distintos dentre as praças acompanhadas pelo Cepea.

Em algumas regiões do Sul do país e nos portos, o forte ritmo das exportações e as altas externas elevam os preços do cereal.

Já em outras praças, a colheita da segunda safra na reta final pressiona as cotações.

Quanto ao Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas/SP), caiu 0,44% de 5 a 12 de agosto, fechando a R$ 81,55/sc na sexta-feira (12).

No geral, compradores resistem em elevar os valores pagos no spot nacional, contexto que tem limitado a liquidez.

Exportações

Nos primeiros cinco dias úteis de agosto, o Brasil embarcou 1,7 milhão de toneladas de milho, segundo dados da Secex, com média diária de 338,4 mil toneladas.

Caso esse ritmo se mantenha até o final do mês, as exportações podem somar 7,4 milhões de toneladas em agosto.

Fonte: Cepea
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