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Mais de 70 lideranças catarinenses participam do Encontro Nacional do Agro em Brasília
Evento contou com a presença de mais de 3,5 mil pessoas dos 26 Estados e do Distrito Federal, do presidente da República Jair Bolsonaro, de ministros de Estado, parlamentares e lideranças do setor produtivo. A extensa programação oportunizou apresentar os pontos preliminares do documento “O que esperamos dos próximos governantes”.

Uma comitiva formada por 72 líderes do agronegócio catarinense esteve presente no Encontro Nacional do Agro promovido, nesta semana, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), federações estaduais, sindicatos e associações. O evento contou com a presença de mais de 3,5 mil pessoas dos 26 Estados e do Distrito Federal, do presidente da República Jair Bolsonaro, de ministros de Estado, parlamentares e lideranças do setor produtivo.

Comitiva catarinense participou do evento promovido pela CNA, federações estaduais, sindicatos e associações
A extensa programação oportunizou apresentar os pontos preliminares do documento “O que esperamos dos próximos governantes”. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Sistema Faesc/Senar-SC) e vice-presidente de finanças da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), José Zeferino Pedrozo, destacou que o encontro foi fundamental para discutir as reivindicações que o agro encaminhará aos futuros mandatários da nação. “Tivemos a oportunidade de dialogar com o presidente da República, que é candidato à reeleição, e acreditamos que o momento em que vive a comunidade mundial requer um tratamento especial para o agronegócio”, declarou.
De acordo com Pedrozo, o Brasil é pródigo na produção de alimentos. “As exportações brasileiras alimentam cerca de 1,5 bilhão de habitantes. Nosso protagonismo no mundo será gradativamente ampliado porque somos reconhecidos como a grande potência alimentar do Planeta. Se dependesse somente dos produtores rurais, a população brasileira teria a alimentação mais barata do globo. A agricultura é uma atividade exposta a muitos fatores imprevisíveis e, portanto, é fundamental que sejam pensadas estratégias para garantir produtividade, mesmo em momentos críticos”, expôs.
Durante o evento, o presidente CNA, João Martins, afirmou o Brasil tem que se posicionar como líder mundial, que não há mais espaço para corruptos e incompetentes na política e que está em “nossas mãos o destino do país”. Destacou que, pela primeira vez na história, a CNA conseguiu fazer um evento em Brasília com representantes do agro de todo o país, reunindo produtores, federações e sindicatos rurais de “Roraima ao Rio Grande do Sul”.
Segundo ele, o mundo inteiro vive a expectativa de o Brasil ser o primeiro e o mais seguro celeiro do mundo e que é necessário o país assumir seu protagonismo global. “O Brasil não pode mais ficar à revelia e tem que se posicionar como líder do mundo. Temos consciência do nosso papel, mas podemos fazer muito mais pelo país, além de produzir”, afirmou.
Contudo, o mais importante, prosseguiu o presidente da CNA, é a disposição dos produtores em sinalizar o desejo de mudar o país. “Vocês deixaram bem claro que não tem mais espaço, nesse país, para uma equipe corrupta e incompetente e, muito menos, o retorno de um candidato que foi processado e preso como ladrão”, disse Martins, sendo aplaudido de pé.
Ainda de acordo com João Martins, é preciso “coragem e determinação para eleger um Congresso responsável e comprometido e um presidente que dê continuidade ao que estamos vendo hoje”, acrescentou.
Neste contexto, ele concluiu falando sobre a importância do setor para o crescimento do Brasil. “Vamos voltar para casa sabendo que está em nossas mãos o destino do nosso país e que podemos contribuir para fazer um país melhor”.
O presidente da República, Jair Bolsonaro, discursou por uma hora e enumerou as ações de seu governo nesses três anos e meio de sua gestão, incluindo iniciativas em favor do agro.
Ele também frisou que a agricultura familiar e o agronegócio “são uma só família” e lembrou, ainda, que os produtores não pararam na pandemia e que 1 bilhão de pessoas no mundo dependem da produção brasileira. Reafirmou, ainda, que os produtores brasileiros são os que mais preservam no mundo.
No início da cerimônia, o diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, apresentou alguns pontos preliminares do documento “O que esperamos dos próximos governantes”, que trará contribuições do setor agropecuário aos candidatos à Presidência da República e aos parlamentares.
Já o ministro da Agricultura, Marcos Montes, avaliou o Encontro Nacional do Agro como um fato marcante diante da necessidade de mudar os rumos do país e entrar “na estrada da esperança e do progresso”. “Precisamos continuar produzindo para o mundo não passar fome. A sociedade está entendendo que somos um país não só do presente, mas do futuro”.

O evento contou com a presença de mais de 3,5 mil pessoas dos 26 Estados e do Distrito Federal, do presidente da República Jair Bolsonaro, de ministros de Estado, parlamentares e lideranças do setor produtivo
O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Sergio Souza, falou sobre a organização dos parlamentares ligados ao agro para obter avanços em pautas no Legislativo como defensivos, licenciamento ambiental e regularização fundiária para que o país continue gerando empregos e exportando para o mundo. “Isso aconteceu principalmente por conta da sintonia com o Poder Executivo”.
Já a deputada federal Tereza Cristina destacou o apoio integral do atual governo desde o início e que os produtores formaram “um exército que produziu na pandemia para abastecer as prateleiras dos supermercados”. Desta forma, completou, o setor precisará do apoio do governo para o país crescer e se modernizar, e do Congresso Nacional para promover as grandes reformas que o Brasil precisa.

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Governo atualiza regras de fiscalização de fertilizantes e cria nova faixa de infração
Decreto 12.858 regulamenta sanções previstas na Lei do Autocontrole, exige programas obrigatórios de autocontrole na cadeia de insumos e estabelece prazo de dois anos para adequação do setor.

O Governo Federal publicou, no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (25), o Decreto 12.858 que trata da alteração do Anexo do Decreto nº 4.954/2004, que regulamenta a Lei nº 6.894/80, que dispõe sobre a inspeção e fiscalização da produção e do comércio de fertilizantes, corretivos, inoculantes, ou biofertilizantes, remineralizadores e substratos para plantas destinados à agricultura.

Foto: Claudio Neves
A atualização tem como objetivo compatibilizar o regulamento com a Lei nº 14.515/22 (Lei do Autocontrole), além de promover adequações ao rito processual previstas no Decreto nº 12.502/2025.
A principal alteração refere-se à regulamentação das sanções administrativas aplicáveis no âmbito da fiscalização de insumos agrícolas conduzida pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (SDA/Mapa) como medidas cautelares, infrações e penalidades, conforme previsto na Lei nº 14.515/2022.
Entre as mudanças, destaca-se a inclusão da classificação de infração de natureza moderada, que se soma às já existentes naturezas leve, grave e gravíssima. As faixas de multas passam a seguir os valores estabelecidos no Anexo da Lei nº 14.515/2022, considerando a classificação do agente administrado de acordo com seu porte econômico.
No que se refere aos programas de autocontrole, estes deverão ser implementados e executados pelos agentes das cadeias produtivas

Foto: Divulgação/SAA SP
abrangidas pelo Decreto. Os programas deverão conter procedimentos e controles sistematizados que permitam monitorar, verificar e corrigir as etapas do processo produtivo, desde a aquisição das matérias primas até a distribuição dos produtos.
O Decreto também regulamenta o Programa de Incentivo à Conformidade em Defesa Agropecuária, conforme previsto na Lei do Autocontrole. Enquanto o programa de autocontrole é obrigatório, o programa de incentivo será de adesão voluntária e concederá benefícios aos participantes, como a possibilidade de regularização por notificação nos casos de infrações classificadas como de natureza leve ou moderada. O regulamento estabelece ainda os objetivos do programa, os critérios de adesão, as obrigações para permanência e as hipóteses de suspensão e exclusão.
Os agentes registrados, cadastrados ou credenciados antes da regulamentação dos programas de autocontrole terão prazo de dois anos para se adequar às novas exigências.
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Com nova tarifa dos EUA, 46% das exportações brasileiras ficam livres de sobretaxa
Ordem executiva substitui alíquotas de até 50% por taxa uniforme, beneficia pescados, mel, tabaco e café solúvel e preserva quase metade da pauta embarcada ao mercado americano.

A ordem executiva publicada pelo governo dos Estados Unidos na última sexta-feira (20) alterou de forma significativa o regime tarifário aplicado às importações, com efeitos diretos sobre a pauta brasileira. Segundo nota técnica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), 46% das exportações brasileiras ao mercado norte-americano, equivalentes a US$ 17,5 bilhões em 2025, deixam de estar sujeitas a qualquer sobretaxa adicional.

Foto: Divulgação
A medida revoga expressamente as ordens anteriores que impunham tarifas específicas de até 40% contra produtos brasileiros e também substitui as chamadas tarifas recíprocas por uma alíquota global de 10%, aplicável a todos os parceiros comerciais, com exceções pontuais. O governo norte-americano indicou a possibilidade de elevar esse percentual para 15%, mas o ato formal ainda não foi publicado.
Pelos cálculos do MDIC, cerca de 25% das exportações brasileiras para os EUA, o equivalente a US$ 9,3 bilhões,passam a estar sujeitas à nova tarifa uniforme de 10% (ou 15%, caso confirmada a elevação). Antes da mudança, aproximadamente 22% das vendas brasileiras enfrentavam sobretaxas que variavam de 40% a 50%.
Outros 29% das exportações, ou US$ 10,9 bilhões, permanecem submetidos às tarifas setoriais previstas na Seção 232 da legislação comercial norte-americana, instrumento aplicado com base em argumentos de segurança nacional e que incide de forma linear entre países, a depender do produto.
Ganho de competitividade
Na avaliação do ministério, o novo regime amplia a competitividade de segmentos industriais brasileiros no mercado norte-americano.

Foto: Allan Santos/PR
Entre os setores beneficiados estão máquinas e equipamentos, calçados, móveis, confecções, madeira, produtos químicos e rochas ornamentais, que deixam de enfrentar alíquotas de até 50% e passam a competir sob tarifa isonômica de 10%.
No agronegócio, pescados, mel, tabaco e café solúvel também passam da alíquota de 50% para 10%, reduzindo a desvantagem frente a outros fornecedores internacionais.
Uma das mudanças mais relevantes envolve o setor aeronáutico. As aeronaves foram excluídas da incidência das novas tarifas e passam a contar com alíquota zero para ingresso no mercado norte-americano, antes sujeitas a 10%. O MDIC ressalta que o produto foi o terceiro principal item da pauta exportadora brasileira para os EUA em 2024 e 2025, com elevado valor agregado e conteúdo tecnológico.
Relação comercial e ressalvas técnicas
Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos somou US$ 82,8 bilhões, alta de 2,2% em relação ao ano anterior. As exportações brasileiras totalizaram US$ 37,7 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 45,1 bilhões, resultando em déficit de US$ 7,5 bilhões para o Brasil.

Foto: Divulgação
O ministério observa que os números são estimativos, uma vez que os códigos tarifários foram divulgados na nomenclatura HTS (Harmonized Tariff Schedule) e posteriormente consolidados ao nível de seis díígitos do Sistema Harmonizado (SH6), o que pode gerar variações nos valores apurados. Além disso, a aplicação efetiva das tarifas nos EUA pode depender de critérios adicionais, como destinação específica ou uso final do produto.
Em manifestação recente, o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, afirmou que a redução das sobretaxas abre espaço para ampliar a parceria comercial com os Estados Unidos, destacando o peso do mercado norte-americano para produtos manufaturados brasileiros.
A nova configuração tarifária elimina o tarifaço direcionado ao Brasil, mas consolida um modelo de tributação uniforme que mantém parte relevante da pauta exportadora sob incidência adicional. Para o governo, o saldo é de recomposição de competitividade relativa, sobretudo na indústria de maior valor agregado.
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O que prevê o acordo Mercosul-União Europeia
Tratado cria área de livre comércio entre os blocos, estabelece cronograma de até 30 anos para cortes de impostos de importação e inclui capítulos sobre sustentabilidade, propriedade intelectual e solução de controvérsias.









