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Avicultura

Mais de 70 empresas apresentaram tecnologias para biosseguridade, nutrição e automação na Poultry Fair

Feira paralela ao 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura reuniu soluções em saúde intestinal, manejo de cama, dosagem automatizada e controle sanitário em Chapecó (SC).

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Foto: Suellen Santin/MB Comunicação
Inovação, negócios e conexões marcaram a 17ª Brasil Sul Poultry Fair, que reuniu mais de 70 empresas nacionais e multinacionais em Chapecó (SC), até quinta-feira (09). Realizada paralelamente ao 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, a feira é considerada um dos principais ambientes de relacionamento e geração de oportunidades para a cadeia produtiva avícola.
Promovidos pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), os eventos demonstram o papel estratégico de Chapecó no cenário nacional da avicultura.

Foto: Suellen Santin/MB Comunicação

Entre as empresas expositoras estava a Sanvet, uma empresa global que apresenta tecnologias voltadas à prevenção de enfermidades avícolas e apoio à biosseguridade. Segundo o diretor técnico, Paulo Eduardo Bennemann, a participação no evento já faz parte da trajetória. Durante a feira, a empresa apresentou dois produtos, um deles é o Stalosan F, voltado à higienização a seco, que elimina a necessidade de água no processo e proporciona uma série de benefícios operacionais e sanitários.

O outro é o Celtz GH, um aditivo modulador de microbiota, com atuação no controle de desafios sanitários e foco na saúde intestinal das aves, contribuindo para ganhos em desempenho e sanidade. “O Nucleovet sempre promove eventos que fazem muito sentido para as empresas, justamente pela aplicabilidade prática. Essa possibilidade de contato direto com produtores, técnicos e fornecedores, além da troca de informações e benchmark, gera melhorias reais para o setor”, avaliou.

Foto: Suellen Santin/MB Comunicação

Lançamento

Outra empresa expositora foi a Kemin Compelled by Curiosity, multinacional com sede em Valinhos (SP). Segundo a gerente de negócios, Gisele Neri, a empresa participa ativamente das edições do simpósio e, neste ano, oferece soluções voltadas à saúde animal, nutrição e biosseguridade.
Nesta edição, foram apresentados dois destaques. O primeiro, o Enterosure, um probiótico multicepas com ação comprovada contra Clostridium, Salmonella e E. coli. O segundo, o Formaxol, um blend de ácidos orgânicos que atua no suporte ao controle desses patógenos. “Com esses produtos, conseguimos trabalhar junto aos clientes estratégias mais eficientes para reduzir desafios sanitários e melhorar o desempenho produtivo”, ressaltou.
A Kemin também participou com a unidade Kemin Biologics, responsável pelo desenvolvimento de vacinas. Durante a feira, a empresa apresentou ao mercado brasileiro a nova vacina Mevac IB Var 2 voltada ao controle da bronquite infecciosa. “É uma nova ferramenta que chega para apoiar o setor em um desafio sanitário que impacta diretamente a produtividade e os resultados da avicultura”, afirmou Gisele.
Saúde

A DSM-Firmenich também marcou presença na 17ª Brasil Sul Poultry Fair. De acordo com o Business Development Manager, Rogério

Foto: Suellen Santin/MB Comunicação

Balestrin, a empresa tem uma trajetória sólida nos simpósios. Multinacional atuante nos segmentos de monogástricos e ruminantes, no Brasil também atuando com a marca Tortuga, a DSM-Firmenich utiliza o evento como plataforma estratégica, estruturada em três pilares: posicionamento de marca, relacionamento e lançamento de soluções.

Nesta edição, a empresa apresenta tecnologias voltadas à saúde intestinal das aves, com destaque para soluções eubióticas e uma nova categoria de aditivo. Entre os produtos apresentados estão o PoultryStar, já conhecido no mercado, e o Symphiome, classificado como um probiótico de precisão. O Symphiome representa uma novidade em aditivos, com foco em microbioma e saúde intestinal. “A gente entende que a saúde começa pela nutrição, e essas tecnologias ajudam a preparar melhor as aves para o bom desempenho produtivo e para toda a cadeia de proteína animal”, explicou.
Balestrin também destacou que o ambiente do evento favorece o lançamento de inovações, estratégia adotada por diversas empresas do setor. “O simpósio se tornou uma vitrine importante. Muitas empresas aproveitam esse espaço para apresentar novas tecnologias, o que gera movimento, troca de conhecimento e evolução para toda a cadeia produtiva”, pontuou.

Foto: Suellen Santin/MB Comunicação

Balanças inteligentes

A Sudoeste Balanças participou pela segunda vez da feira. Depois da experiência positiva na edição do ano passado, a equipe voltou este ano com grandes expectativas na geração de negócios. A empresa, que atua no Brasil e em diversos países da América do Sul, é especialista em automação agropecuária de pesagens e dosagens.
O leque de produtos inclui balanças inteligentes de plataformas e pesagem em movimento para caminhões, dosadores automáticos para ração, fertilizantes e outros insumos, além de integração de softwares que conectam sistemas aos processos de gestão. “Nosso foco é proporcionar automatização para facilitar processos do dia a dia, levando precisão e produtividade”, afirmou o consultor agropecuário Zaqueu Menza.
Manejo

Presente no mercado desde 2008, a Laza destaca as oportunidades de networking proporcionadas pela Poultry Fair. Referência em

Foto: Suellen Santin/MB Comunicação

inovação, a empresa escolheu a feira para lançar um produto voltado para o manejo e tratamento da cama de aviário.

A solução atua na redução do pH, diminuindo a liberação de amônia e promovendo a absorção de umidade, com o objetivo de melhorar as condições de ambiência e o desempenho produtivo. “Também destacamos aqui no evento o ALC 95, um desinfetante para reduzir a carga microbiana. De forma geral, todos os nossos produtos auxiliam desde a manutenção do bem-estar e saúde dos animais até os processos da indústria”, salientou o gerente comercial Fábio Bevilaqua.
Automatização
A Poultry Fair já entrou para o calendário fixo de eventos da Exatta, empresa que atua no desenvolvimento e fabricação de equipamentos de dosagem utilizados para automação e controle de tratamento de fluídos, tratamento de água e dosagem de reagentes químicos. “Nossa participação na feira tem sido muito assertiva, com muitos resultados positivos em prospecção de negócios que iniciaram no evento e se consolidaram depois”, ressaltou o gerente comercial Fábio Amaral Jr.

Foto: Suellen Santin/MB Comunicação

Com presença consolidada no Brasil, a Exatta tem expandido recentemente para países da América Latina. Entre as soluções apresentadas como destaque na feira estão miniestações de tratamento “plug and play”, que permitem instalação rápida e realizam processos como cloração, medicação e correção de pH de forma automatizada, além de bombas dosadoras inteligentes com monitoramento remoto. “Com o monitoramento remoto você consegue ver, por exemplo, em quais estações acabou o produto químico e quanto tempo demorou para fazer a reposição. É uma solução que está recebendo uma ótima aceitação do mercado”, reforçou Fábio.

Fonte: Assessoria Nucleovet

Avicultura

Asgav encerra segunda etapa de campanha de biosseguridade com ampla mobilização no Rio Grande do Sul

Ação combinou rádio e mídias digitais para levar orientações técnicas a produtores, trabalhadores e à população, fortalecendo a cultura de prevenção sanitária na avicultura.

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Foto: Shutterstock

A Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) concluiu a segunda etapa de sua campanha de conscientização sobre biosseguridade com ampla repercussão no Rio Grande do Sul. A iniciativa combinou ações em rádio e plataformas digitais para disseminar orientações técnicas e ampliar o conhecimento sobre a importância da prevenção sanitária na avicultura, alcançando milhões de pessoas em diferentes regiões do Estado.

Ao longo da campanha, foram veiculados 12 boletins comerciais em 260 emissoras de rádio gaúchas. Segundo a entidade, cada material registrou média de 3,1 milhões de reproduções, levando informações sobre biosseguridade e sobre a relevância econômica e social da atividade avícola para dezenas de municípios.

A ação teve como principal objetivo reforçar a adoção de medidas preventivas consideradas essenciais para a proteção dos plantéis e para a manutenção do status sanitário que sustenta a competitividade da avicultura brasileira nos mercados nacional e internacional.

Além de orientar produtores e trabalhadores do setor, a campanha buscou aproximar o tema da população em geral, destacando que a prevenção de enfermidades depende do comprometimento de todos os elos da cadeia produtiva.

Como complemento às ações no rádio, a Asgav ampliou sua estratégia de comunicação digital. Em parceria com a médica-veterinária Caroline Freitas, foram produzidos nove vídeos técnicos com orientações práticas sobre procedimentos e dispositivos de biosseguridade utilizados nas granjas avícolas. Os conteúdos foram publicados semanalmente durante dois meses nas redes sociais da entidade e compartilhados por agroindústrias, instituições parceiras e grupos especializados do setor.

Para o presidente executivo da Asgav, José Eduardo dos Santos, a campanha já se consolida como uma referência para a avicultura nacional. “Esta foi a segunda edição desta campanha da Asgav

Presidente executivo da Organização Avícola do Estado do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos: “Esta foi a segunda edição desta campanha da Asgav sobre biosseguridade, que além de muito importante e necessária, é modelo, motivadora e fonte inspiradora para a realização de outras atividades” – Foto: Divulgação/Asgav

sobre biosseguridade, que além de muito importante e necessária, é modelo, motivadora e fonte inspiradora para a realização de outras atividades nesta mesma linha que ajudam muito o setor”, afirma.

Segundo Santos, o encerramento desta etapa não representa o fim das ações de conscientização. A entidade pretende manter o tema em evidência por meio de palestras, eventos, reuniões técnicas e iniciativas de mobilização junto a agroindústrias e produtores.

A Asgav também deverá atuar em conjunto com outras iniciativas voltadas à promoção da biosseguridade, entre elas a campanha lançada recentemente pela Associação Brasileira de Proteína Animal e pelo projeto Vida de Granja. As ações têm como foco ampliar a adoção de procedimentos preventivos nas propriedades avícolas por meio de uma comunicação acessível e direcionada ao público do campo.

Em um contexto de vigilância permanente sobre a sanidade animal, a entidade avalia que o investimento contínuo em informação e conscientização permanece entre as principais ferramentas para reduzir riscos sanitários, preservar mercados e fortalecer uma cadeia produtiva estratégica para a economia gaúcha. A avicultura está entre as atividades agropecuárias de maior relevância no Estado, gerando empregos, renda e movimentando diferentes segmentos econômicos ligados à produção de proteína animal.

Fonte: O Presente Rural com Asgav
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Avicultura

Programa Ovos RS certifica 16 empresas e reforça foco em biosseguridade após caso de Influenza aviária

Encontro da cadeia produtiva gaúcha debateu mercado, auditorias técnicas, desafios de competitividade e estratégias para fortalecer a produção de ovos no Estado.

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Foto: Divulgação/Asgav

A cadeia produtiva de ovos do Rio Grande do Sul reuniu-se no último dia 28 de maio, em Garibaldi (RS), para avaliar os resultados do Programa Ovos RS, discutir os desafios do mercado e reforçar medidas de biosseguridade em um momento de atenção redobrada para a sanidade avícola.

Foto: Divulgação/Asgav

Promovido pela Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), o encontro anual ocorreu no Vale dos Vinhedos e reuniu representantes de granjas, empresas apoiadoras, órgãos de fiscalização e autoridades sanitárias estaduais e federais.

Entre os principais temas debatidos estiveram o desempenho do setor em 2025, os resultados das auditorias realizadas nas propriedades participantes, o cenário econômico da atividade e as ações de prevenção sanitária após o registro de casos de influenza aviária no país neste ano.

Auditorias apontam evolução das granjas

Durante o encontro, o presidente executivo da Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs) e coordenador do Programa Ovos RS, José Eduardo dos Santos, apresentou um panorama do mercado de ovos no Estado e no Brasil, além do balanço das atividades desenvolvidas pelo programa ao longo do último ciclo.

A coordenadora técnica do Programa Ovos RS, Caroline Freitas, detalhou os resultados das auditorias realizadas nas

Coordenadora técnica do Programa Ovos RS, Caroline Freitas – Foto: Divulgação/Asgav

granjas participantes em 2025. Segundo ela, as avaliações permitiram acompanhar a evolução dos estabelecimentos e monitorar indicadores técnicos relacionados às boas práticas de produção.

Criado há mais de uma década, o Programa Ovos RS atua na orientação técnica das empresas, no incentivo à adoção de protocolos de qualidade e no fortalecimento da conformidade sanitária das granjas gaúchas.

Biosseguridade ganha protagonismo

A biosseguridade foi um dos temas centrais da programação. O assunto ganhou relevância diante do cenário sanitário enfrentado pela avicultura brasileira em 2025 e das medidas adotadas para preservar a condição sanitária do plantel nacional. “Este encontro é fundamental para alinharmos estratégias, prestarmos contas, apresentarmos relatório de atividades e reforçarmos o compromisso do setor com a qualidade, a biosseguridade e a evolução contínua da indústria e produção de ovos no Rio Grande do Sul”, afirmou Santos.

Representando o Ministério da Agricultura e Pecuária, Marcos Paulo Damaren Borges, chefe do 10º Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), destacou o papel do Programa Ovos RS no fortalecimento da cadeia produtiva e ressaltou a importância das atividades de fiscalização e inspeção para garantir a segurança dos alimentos de origem animal.

Chefe do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, Rosane Collares – Foto: Divulgação/Asgav

Já Rosane Collares, chefe do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, abordou a atuação da pasta durante o enfrentamento do foco de influenza aviária registrado no Estado neste ano e ressaltou a importância das ações preventivas adotadas pelo setor.

Mercado e competitividade

O encontro também abriu espaço para a discussão sobre o ambiente econômico da atividade. Representando o setor produtivo, Ivandro Pianegonda, gerente comercial da Granja Faria/Stragliotto, apresentou uma análise sobre o atual momento do mercado de ovos, abordando questões relacionadas à competitividade, custos de produção, consumo e perspectivas para as empresas.

Segundo ele, a coordenação entre os diferentes elos da cadeia será determinante para enfrentar os desafios do setor nos próximos anos.

Selo reconhece boas práticas

Ao final da programação, 16 estabelecimentos receberam certificação para utilizar o selo Ovos RS, reconhecimento concedido às empresas que atingiram índice superior a 80% de conformidade no checklist técnico de avaliação do programa.

Também foram homenageadas empresas apoiadoras que contribuem para a manutenção das atividades

Foto: Divulgação/Asgav

desenvolvidas pela iniciativa.

Com mais de dez anos de atuação, o Programa Ovos RS tornou-se uma das principais ferramentas de qualificação da cadeia produtiva de ovos do Estado, reunindo ações de assistência técnica, capacitação, promoção institucional e incentivo à adoção de boas práticas de produção.

Durante o encontro, a Asgav também informou que a capacitação técnica anual do Programa Ovos RS deverá ser incorporada à programação da Conbrasfran 2026, movimento que pode resultar, futuramente, na unificação dos dois eventos.

Fonte: O Presente Rural com Asgav
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Avicultura

Ovos registram novas valorizações e alcançam até R$ 183,97 por caixa

Grande Belo Horizonte apresenta o maior preço entre as praças acompanhadas pelo Cepea.

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Fotos: Rodrigo Felix Leal

Os preços dos ovos encerraram o mês de maio em alta na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O movimento foi mais intenso nas principais praças produtoras e consumidoras do país, com destaque para São Paulo, onde as cotações registraram os maiores avanços do período.

Em Bastos (SP), uma das principais referências da avicultura de postura nacional, o ovo branco foi comercializado a R$ 154,29 por caixa, alta diária de 4,95%. O ovo vermelho alcançou R$ 174,29 por caixa, com valorização de 2,99%.

Na Grande São Paulo, os preços também avançaram de forma expressiva. O ovo branco foi negociado a R$ 162,14 por caixa, aumento de 3,07%, enquanto o vermelho chegou a R$ 182,62 por caixa, com alta de 4,09%.

Em Minas Gerais, a região da Grande Belo Horizonte registrou valorização de 1,44% para o ovo branco, cotado a R$ 164,84 por caixa. O ovo vermelho teve aumento ainda maior, de 1,94%, alcançando R$ 183,97 por caixa, o maior valor entre as regiões monitoradas pelo Cepea.

No Espírito Santo, em Santa Maria de Jetibá, outro importante polo de produção, os preços também subiram. O ovo branco foi negociado a R$ 150,96 por caixa, avanço de 0,67%, enquanto o vermelho atingiu R$ 180,28 por caixa, alta de 1,58%.

A única exceção entre as praças analisadas foi Recife (PE). Na capital pernambucana, o ovo branco apresentou retração de 1,30%, sendo comercializado a R$ 151,72 por caixa. O ovo vermelho foi cotado a R$ 169,68 por caixa.

Os dados do Cepea mostram um cenário de valorização predominante no mercado de ovos ao final de maio, especialmente nas regiões do Sudeste, onde se concentram importantes polos de produção e consumo do produto.

Fonte: O Presente Rural com informações Cepea
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