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Mais de 3.500 produtores rurais serão beneficiados com cursos gratuitos do Senar/SC

Em janeiro, os produtores rurais terão acesso gratuito a 221 cursos

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Mensalmente o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc), oferece centenas de treinamentos totalmente gratuitos para os produtores rurais de todas as regiões do Estado. A cada mês novas turmas abrem por meio dos Sindicatos Rurais dos municípios. Em janeiro, os produtores rurais terão acesso gratuito a 221 cursos. Serão capacitados 3.536 empreendedores rurais em todo o território catarinense.

Treinamentos podem ser acessados no site do Senar/SC (www.senar.com.br) com as especificidades de carga horária, local e data de realização. Para participar, o produtor deve procurar o Sindicato Rural do município.

Entre os treinamentos oferecidos na região Norte está o de doma racional de equídeos de 16 a 20 de janeiro em Canoinhas. De 18 a 19 São Bento do Sul terá o curso de cultivo de plantas medicinais. Nos dias 23 e 24 os municípios de Campo Alegre e Monte Castelo terão, respectivamente, as qualificações de conservas de frutas, hortaliças e temperos e qualidade do leite. Dias 25 e 26 a capacitação em processamento de carne de frango será oferecida em Major Vieira. Encerrando o mês, o treinamento de confeitaria será promovido em Porto União nos dias 31 e 1º de fevereiro.

O Vale do Itajaí terá o curso de culinária de peixes e frutos do mar nos dias 16 e 17 em Itapema. De 23 a 26 ocorrerá o treinamento de artesanato com pintura em Leoberto Leal. A capacitação de produção caseira de pães e biscoitos será em Benedito Novo de 25 a 27 de janeiro. Nos dias 30 e 31 os municípios de Balneário Piçarras, Presidente Getúlio e Vidal Ramos terão, respectivamente, as qualificações de processamento de carne de frango, casqueamento e ferrageamento de equídeos e inclusão digital rural – informática básica 2.

A região Sul receberá nos dias 16 e 17 o curso de turismo rural – identificação e seleção de oportunidades de negócios em Imbituba. No dia 24 ocorrerá em Turvo a qualificação de emissão de Nota Fiscal Eletrônica do produtor rural. De 24 a 26 os municípios de Grão Pará e Sangão receberão, respectivamente, as capacitações de cestaria e objetos decorativos com fibra de bananeira e bordado com Patchcolagem. Dias 26 e 27 Balneário Arroio do Silva terá o curso de primeiros socorros. Nos dias 30 e 31 o treinamento de olericultura básica será em Braço do Norte.

No Leste a qualificação de empreendedorismo rural está marcada para os dias 18 e 19 em São Pedro de Alcântara. De 18 a 20 acontecerá em Tijucas a capacitação de operação e manutenção de tratores e implementos agrícolas. De 20 a 23 o treinamento de boas práticas de manipulação de alimentos para agroindústrias será promovido em São José. Nos dias 26 e 27 Governador Celso Ramos terá o curso de operação e manutenção de roçadeiras. Nos dias 30 e 31 a qualificação de comercialização na propriedade rural acontecerá em Palhoça. No mesmo período a capacitação de produção de pólen apícola será em São Bonifácio.

Alguns dos cursos que serão oferecidos na Serra Catarinense são o de artesanato de costura em tecidos de 19 a 25 em Campo Belo do Sul. Bom Retiro terá de 23 a 25 o treinamento de produção caseira de pães e biscoitos. A capacitação de artesanato em tear com lã de ovelha será promovida de 24 a 27 em Frei Rogério. Nos dias 25 e 26 ocorrerá em Cerro Negro a qualificação de controle agroecológico de pragas e doenças. Alfredo Wagner terá nos dias 26 e 27 o curso de criação de abelha rainha e no mesmo período Curitibanos recebe o de produção caseira de massas para congelamento.

O Meio Oeste terá nos dias 16 e 17 as capacitações de operação e manutenção de ordenhadeiras em Campos Novos e de floricultura em Joaçaba. De 16 a 18 o curso de artesanato em couro será promovido em Herval D’Oeste. O treinamento de rédeas acontecerá de 16 a 20 em Catanduvas. O município de Brunópolis terá de 19 a 23 a qualificação de operação e manutenção de colheitadeiras automotrizes. Nos dias 30 e 31 acontecerá em Erval Velho o curso de instalação e manutenção de rédeas elétricas.

Entre as capacitações oferecidas na região Oeste estão a de ensilagem no dia 16 em Ipumirim. No dia 17 acontecerá em Irani o curso de emissão de Guia de Trânsito Animal (e-GTA). Quilombo terá nos dias 18 e 19 o treinamento de derivados do leite. No dia 24 acontecerá em Seara a qualificação de fluxo de caixa da atividade rural. Nos dias 26 e 27 a capacitação de bordados em chinelos será oferecida no município de Abelardo Luz. O treinamento no programa 5S será no dia 30 em Coronel Freitas.

A região Extremo Oeste receberá de 17 a 20 o curso de artesanato de bordado em São José do Cedro. Nos dias 18 e 19 ocorrerá em Romelândia a capacitação de inclusão digital rural – iniciação à informática. Jupiá terá nos dias 19 e 20 a qualificação de confeitaria. O treinamento de derivados de leite será promovida em Galvão nos dias 25 e 26. Campo Êre terá de 25 a 27 o curso de operação e manutenção de colheitadeiras automotrizes. O município de Dionísio Cerqueira receberá no dia 31 a capacitação de emissão de Nota Fiscal Eletrônica do produtor rural.  

Fonte: Assessoria

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Sistema Faep alerta para dificuldades de acesso ao crédito no Plano Safra 2026/27

Entidade afirma que os R$ 525,1 bilhões anunciados para a agricultura empresarial podem não chegar ao produtor diante dos juros elevados e das restrições nas linhas de financiamento.

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Fotos: Gilson Abreu

O Plano Safra 2026/27, anunciado pelo governo federal nesta terça-feira (30), preocupa em função das condições previstas de acesso ao crédito rural, alerta o Sistema Faep. Na avaliação da entidade, o valor de R$ 525,1 bilhões para o financiamento da agricultura empresarial, aumento de 1,7% em relação aos R$ 516,2 bilhões da safra anterior, precisa estar acessível aos produtores rurais, em condições compatíveis com a realidade do campo. Somados aos R$ 85 bilhões destinados à agricultura familiar, os recursos totalizam R$ 610 bilhões. Apesar de recorde, o montante ficou abaixo dos R$ 670 bilhões defendidos pelo Sistema Faep e outras entidades representativas do Paraná.

Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema Faep: “De nada adianta divulgar um Plano Safra com valor recorde se não há mecanismos para que isso se transforme em investimentos no campo”

“De nada adianta divulgar um Plano Safra com valor recorde se não há mecanismos para que isso se transforme em investimentos no campo. Não passa de pura ilusão, de um número no papel. Precisamos de juros, condições, linhas e ferramentas de acordo com a realidade dos nossos produtores rurais, para que a agropecuária continue crescendo e colaborando para a economia do país”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossa preocupação envolve os juros ainda altos e as dificuldades que os nossos produtores rurais estão tendo para acessar as linhas, além dos consecutivos cortes no orçamento, principalmente do seguro rural”, complementa.

Ainda em fevereiro, Sistema Faep, Sistema Ocepar, Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep) encaminharam ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) uma série de propostas defendendo mais recursos, juros menores, fortalecimento do Seguro Rural e mecanismos para a renegociação das dívidas dos produtores.

Foto: Sistema Faep

No plano anunciado, nas linhas de custeio, os juros para grandes produtores são 12,5% ao ano. Para os médios produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), a taxa ficou em 9% ao ano. O Sistema Faep havia defendido juros máximos de 10,5% nas linhas de crédito e de 7% para o Pronamp.

“Embora tenha havido redução em relação ao ciclo anterior, as taxas permanecem altas. Em um cenário marcado por juros elevados, margens de lucro reduzidas, sucessivas perdas climáticas e aumento do endividamento no campo, a disponibilidade de recursos, mesmo sendo recorde, perde relevância caso as linhas de financiamento permaneçam pouco atrativas ou inacessíveis”, afirma Meneguette.

Para o Plano Safra 2026/27, o governo federal vai disponibilizar R$ 72,6 bilhões para o Pronamp, em linhas com taxas controladas. Os financiamentos do programa terão juros de 9% ao ano. O limite de enquadramento foi mantido em renda bruta anual de até R$ 3,5 milhões. Além disso, produtores enquadrados no programa poderão financiar a aquisição de matrizes reprodutoras, e as operações de comercialização passarão a contar com a mesma taxa aplicada ao custeio.

“O Plano Safra 2025/26 contratou menos de 80% do volume disponibilizado, demonstrando que não adianta muito recurso se o crédito não está sendo contratado. Hoje o produtor está endividado e, sem linhas de crédito atrativas e um Seguro Rural fortalecido, qualquer frustração de safra compromete a capacidade de quitar o financiamento”, diz o dirigente do Sistema Faep.

Outro ponto considerado essencial pelo Sistema Faep é a retomada de uma política estruturada para renegociação dos passivos acumulados pelos produtores rurais nos últimos anos. Embora o tema seja tratado como prioritário pelas entidades do setor, não foi contemplado no lançamento do Plano Safra anunciado pelo governo federal.

“O setor passou por sucessivas quebras de safra, acumula endividamento e precisa de fôlego para continuar produzindo, não de novos passivos que possam comprometer ainda mais sua capacidade de investimento”, destaca Meneguette.

Descaso com o seguro rural

Apesar da importância para agropecuária nacional, o seguro rural não fez parte do lançamento do Plano Safra 2026/27. Isso em um cenário de consecutivos cortes, nos últimos meses, no orçamento destinado à ferramenta de proteção das lavouras.

O Sistema Faep havia solicitado a destinação de R$ 4 bilhões ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Para a entidade, o fortalecimento do programa precisa ser prioridade da política agrícola brasileira, pois garante renda ao produtor em anos de perdas e reduz significativamente o risco de inadimplência, beneficiando também as instituições financeiras.

“O primeiro interessado em que o produtor tenha seguro rural é o banco, porque isso garante que o financiamento será pago. O produtor também ganha essa segurança. Quando o governo não investe no seguro rural, deixa os agricultores e pecuaristas desamparados e coloca em risco a agropecuária do país”, conclui Meneguette.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Ampliação de frigorífico da Aurora Coop elevará faturamento anual para R$ 2,4 bilhões

Investimento de R$ 350 milhões em São Gabriel do Oeste amplia produção, fortalece exportações e gera quase mil novos empregos.

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Fotos: Divulgação/Aurora Coop

Com investimentos da ordem de R$ 350 milhões e a geração de 950 novos empregos diretos, o Frigorífico Aurora São Gabriel do Oeste (FASGO) – pertencente à Aurora Coop – se tornará uma das maiores unidades industriais de processamento de suínos do centro-oeste brasileiro. A capacidade de abate será elevada em 60%, dos atuais 3.200 suínos/dia para 5.000 suínos/dia.

A solenidade de inauguração está programada para ocorrer às 14 horas do dia 2 de julho, nas dependências da unidade, em São Gabriel do Oeste, Mato Grosso do Sul, reunindo autoridades, produtores rurais, cooperativistas, fornecedores e imprensa.

O presidente da Aurora Coop, terceiro maior grupo brasileiro da proteína animal, Neivor Canton expõe que a prioridade é aumentar a oferta de produtos processados para o mercado interno, como cozidos, defumados, frescais, presuntaria e hambúrgueres, entre outros. A unidade também está habilitada para a exportação de cortes e miúdos de suínos para Vietnã, Uruguai, Singapura, Paraguai, Moldávia, Hong Kong, Emirados Árabes e lista geral.

Canton destaca que a diversificação do portfólio fortalece a posição da Aurora Coop no mercado brasileiro e, também, como player global. “É fundamental investir na produção e lançar linhas de produtos inovadores, gerando valor para os nossos produtores rurais cooperados, colaboradores, clientes e consumidores, sem esquecer da gestão sustentável da cadeia produtiva”, assinalou.

Reflexo regional

A ampliação da indústria de suínos permitirá aumentar a receita operacional bruta da unidade em R$ 733 milhões, de forma que totalizará R$ 2,399 bilhões ao ano. Esse crescimento de 45%  repercutirá positivamente no centro-norte de Mato Grosso do Sul com o incremento do movimento econômico regional em mais R$ 237,5 milhões.

Obras

Presidente da Aurora Coop, Neivor Canton: “É fundamental investir na produção e lançar linhas de produtos inovadores, gerando valor para os nossos produtores rurais cooperados, colaboradores, clientes e consumidores, sem esquecer da gestão sustentável da cadeia produtiva”

Os serviços preliminares no FASGO iniciaram em dezembro de 2022 e as obras de construção em julho de 2023. A previsão de conclusão de todas as obras da unidade é setembro de 2026. No pico da ampliação atuaram mais de 15 empresas e 250 operários.

A unidade industrial tinha uma área construída de 38.614,10 m², os quais foram  ampliados em mais 9.543,24m². Os atuais 2.650 empregos diretos aumentarão para 3.600 postos de trabalho.

As ampliações consistiram na construção dos prédios para casa de motoristas, Serviço de Inspeção Federal (SIF), ambulatório SESMT, restaurante industrial, vestiários, sanitários, lavanderia, salas de treinamento, casa de máquinas e estação de tratamento de efluentes. Além disso, as obras contemplaram o frigorífico/indústria, com o aumento do abate e anexos, construção de novas câmaras de equalização, expansão da sala de cortes, ampliação dos industrializados, além de reformas e adequações internas.

Com o abate de 5.000 suínos/dia, à produção de industrializados e de produção in natura de carnes suínas serão acrescidas de mais 20,0 toneladas/dia de produtos de presuntaria; 36,3 toneladas/dia de produtos cozidos e defumados; 44,0 toneladas/dia de produtos frescais e 6,9 toneladas/dia de produtos de banha resultante da refinaria. Assim, a capacidade total de industrializados passa a 432 toneladas diárias.

Tecnologia avançada

O plano de ampliação absorveu R$ 350 milhões investidos em três áreas: em máquinas e equipamentos (aproximadamente R$ 125 milhões), em construção civil (em torno de R$ 130 milhões) e em instalações industriais (montante de R$ 95 milhões). Além de recursos próprios, para suportar o desembolso, a Aurora Coop tomou financiamento via Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste.

Estão presentes na indústria da Aurora Coop os últimos avanços tecnológicos com a adoção de elevado nível de automação/automatização/robotização da unidade. A linha de abate foi totalmente substituída para atender em velocidade a nova capacidade de abate. A nova linha proporcionará atividades ergonomicamente adequadas e operações precisas. Assim, possibilitará no futuro a instalação de robôs para atividades específicas.

Expressivos diferenciais tecnológicos estão presentes nos equipamentos de ponta que garantem segurança, performance e qualidade ao processo produtivo. A automação em etapas específicas da produção proporcionará agilidade e reduzirá mão de obra em atividades críticas.

Por outro lado, representa um grande diferencial de sustentabilidade a migração do sistema atual de tratamento de efluentes composto por lagoas de estabilização para o novo sistema de lodos ativados. Essa mudança resultará em melhor qualidade dos efluentes a serem lançados no corpo hídrico e na diminuição expressiva nas emissões de CO2 (gases do efeito estufa).

A mão de obra necessária para ocupar os 950 novos postos de trabalho que serão criados será recrutada em São Gabriel do Oeste e nos municípios do entorno.

Os suínos para atender ao aumento de quase 60% do abate serão provenientes de produtores rurais cooperados do sistema Suicooper III. As cooperativas filiadas com atuação na região já estão investindo em fábricas de rações, granjas de engorda e terminação, e principalmente em unidades produtoras de leitões, fazendo com que a maior parte dos suínos seja produzida localmente, restando apenas 10% do total de leitões para recria e engorda provenientes do sul do Brasil.

Plano de investimentos

No conjunto, a Aurora Coop investiu R$ 2,4 bilhões no último triênio, utilizados para a modernização e ampliação das unidades fabris e também para a aquisição de novas plantas industriais, visando manter a posição de terceiro maior grupo do setor. O plano de investimentos da Aurora Coop permitiu a alocação de R$ 939,1 milhões em 2023, R$ 580 milhões em 2024, R$ 885 milhões em 2025 e uma previsão de R$ 1,2 bilhões para 2026. Nesse período foram gerados mais de 10 mil empregos: a cooperativa saiu de quadro de colaboradores em 31/12/2022 de 40.398 para mais de 52 mil em 30/04/2026.

Fonte: Assessoria Aurora Coop
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Mercosul defende início de negociações comerciais com a China

Bloco também avança em tratativas com Japão, Canadá, Índia e Vietnã para ampliar o acesso a mercados internacionais.

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Imagem criada pelo ChatGPT/Emili Schneider/OP Rural

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta terça-feira (30), o início das negociações entre o Mercosul e a China para um acordo comercial. A proposta foi apresentada durante a Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, realizada em Assunção, no Paraguai.

Foto: Divulgação

Segundo Lula, o bloco já avança em tratativas com Canadá, Índia e Vietnã e, nesta edição da cúpula, deu início às negociações para uma parceria econômica com o Japão. “Em breve, queremos fazer o mesmo com a China e seguir nos aproximando dos mercados mais dinâmicos do planeta”, afirmou.

Durante o discurso, o presidente também defendeu o fortalecimento do Mercosul diante do cenário internacional e afirmou que o bloco deve ampliar sua atuação conjunta.

Lula destacou que o comércio entre os países do Mercosul passou de US$ 4,5 bilhões, em 1991, para US$ 50 bilhões em 2025. Segundo ele, as exportações do bloco cresceram 6% neste ano, alcançando US$ 770 bilhões.

A cúpula marcou o encerramento da presidência temporária do Paraguai no Mercosul e a transferência do comando do bloco para o Uruguai pelos próximos seis meses. Participaram do encontro chefes de Estado de Brasil, Paraguai, Uruguai, Chile, Bolívia e Equador. O presidente da Argentina, Javier Milei, não compareceu ao evento.

Fundo do Mercosul

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a reunião, Lula também anunciou que o Brasil pretende destinar US$ 100 milhões por ano ao novo Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), mecanismo que substituirá o modelo atual e tem como objetivo reduzir as desigualdades entre os países do bloco.

Segundo o presidente, a proposta prevê ainda a inclusão da Bolívia no fundo. Desde sua criação, em 2004, o Focem financiou mais de mil quilômetros de rodovias, 680 quilômetros de ferrovias, 750 quilômetros de linhas de transmissão de energia e 100 quilômetros de redes de saneamento básico.

Segurança e integração

Na área de segurança pública, o Brasil apresentou uma proposta de pacto regional de combate ao feminicídio e à violência contra as mulheres. O governo brasileiro também informou que financiará, durante um ano, a atuação de delegados dos 12 países da região no escritório regional da Interpol, em Buenos Aires, para reforçar o combate ao tráfico internacional de drogas e ao crime organizado.

Além das negociações comerciais com Japão, Canadá, Índia e Vietnã, o Mercosul avançou no reconhecimento da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) como documento válido para ingresso nos países do bloco e nos Estados associados.

Fonte: Agência Brasil
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