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Mais colostro e imunidade para os leitões. Como?

Dentre as estratégias para aumentar a produção e melhorar a composição do colostro, os Beta-glucanos de algas, quando fornecido na fase final de gestação e durante a lactação, promoveu maior produção de colostro e maior consumo pelos leitões, promovendo maior ganho de peso nas primeiras horas após o nascimento.

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A produção e a ingestão de colostro se tornaram um desafio na produção de suínos. O grande número de leitões nascidos supera o número de tetos, e a necessidade de leitões mais saudáveis para melhor performance com menor uso de antibióticos nas fases seguintes fazem o tema ser fonte de atenção e investimento na busca de maior rentabilidade.

A produção do colostro se inicia momentos antes do parto e tem duração média de 12 a 24 horas, sendo a fonte primária de nutrientes, imunidade e fatores de desenvolvimento para o trato gastrointestinal. Como os leitões nascem com baixa reserva energética, é essencial garantir que todos os leitões tenham uma ingestão mínima de 250 gramas de colostro, reduzindo o risco de mortalidade por hipotermia e hipoglicemia e fornecendo a imunidade necessária. O baixo consumo de colostro está associado com as altas taxas de mortalidade nas primeiras 72 horas.

Existe grande variação na produção e composição do colostro (1 a 6 kg, sendo a média de 3,5 kg/matriz). A produção e composição tem fatores ligados à matriz como status endócrino, nutricional, imune e níveis de estresse e a características da leitegada. A produção não está associada com o número de leitões nascidos vivos, e sim, com a habilidade inicial dos leitões nas primeiras mamadas e a menor variabilidade de peso ao nascimento, pois os leitões que conseguem mamar colostro, têm acesso à fonte de nutriente e mais agilidade para continuar com a mamada, estimulando a matriz na produção. A ordem de parto é um fator que influencia a produção: matrizes de primeiro e segundo parto apresentam baixa produção tanto em quantidade como qualidade na questão de imunidade (imunoglobulinas).

Os suínos apresentam placenta epiteliocorial difusa, em que não há passagem de imunidade entre as matrizes e leitões via placenta, sendo o colostro fonte única de imunidade inata. A IgG é a principal imunoglobulina presente no colostro e é responsável pela imunidade sistêmica, sua concentração máxima no colostro ocorre 6 horas após o parto, e 12 horas após o parto já cai para 50%. A IgA, responsável pela proteção de mucosa, está presente no colostro e no leite e garantem proteção ao animal nas fases seguintes.

Maior produção de colostro: é possível?

Dentre as estratégias nutricionais desenvolvidas e avaliadas, o aumento na gordura e imunoglobulinas foram as que tiveram mais sucesso, por serem mais sensíveis às mudanças nutricionais. Na busca por aumento na quantidade, foram avaliados níveis e fontes de energia sendo verificado que a condição corporal da matriz na entrada da lactação tem mais impacto na produção que os níveis nutricionais avaliados na pré lactação. Tipos de fibras dietéticas mostraram sucesso no aumento de ingestão de colostro em leitões de baixo peso ao nascimento e podem estar associados à sua maior produção, entretanto os pesquisadores afirmam a necessidades de mais estudos para conhecer seu modo de ação. E entre os aditivos, quando fornecidos na fase final de gestação e lactação, os beta-glucanos apresentaram sucesso no aumento da produção de colostro.

Qual a fonte dos Beta-glucanos?

Beta-glucanos são polissacarídeos não amiláceos que compõe a estrutura das paredes celulares de bactérias, leveduras, algas e cereais e conforme a fonte, os Beta-glucanos têm diferentes estruturas. Os Beta-glucanos de leveduras apresentam cadeia lineares com ligações 1,3 e 1,6. Grãos como trigo, aveia e cevada contêm uma forma de Beta-glucano com ligações 1,3 e 1,4 alternadas e os Beta-glucanos de algas (BG ALGA), cadeias lineares com ligações 1,3. A diferença na estrutura, tamanho e grau de ramificação diferencia a solubilidade, ação e benefício na nutrição animal, principalmente sobre a regulação do sistema imune.

Os Beta-glucanos das algas, com cadeia linear e menores, são mais facilmente fagocitados pelos macrófagos e células dendríticas. Pois estes apresentam receptores que se ligam especificamente na posição 1,3 do Beta-glucanos, ou seja, os Beta-glucanos 1,3 têm mais ação por apenas possuir essa cadeia, que os Beta-glucanos 1,3 e 1,6. Ao comparar o efeito dos Beta-glucanos de diferentes fontes sobre a ativação de células imunes de suínos, foi verificado que os beta-glucanos de algas foram os que tiveram ação mais consistente, pois tinham maior ação conforme a concentração aumentava, enquanto os Beta glucanos de levedura em baixa concentração não apresentavam efeito, e em concentrações mais alta tiveram efeito citotóxico, segundo os autores do trabalho.

Beta-glucanos de algas e seus benefícios na produção de colostro

Os Beta-glucanos de algas apresentam maior ação imune, com maior produção de macrófagos e células dendríticas, porém, com maior produção de citocinas anti-inflamatórias, que permite o animal estar melhor preparado imunologicamente para o desafio e/ou estresse com menor gasto energético.

Ao avaliar o efeito dos Beta-glucanos de algas em matrizes nas fases de pré lactação e lactação, não foi observado diferença (p>0.05) no número de leitões nascidos, nascidos vivos e peso no nascimento. Contudo, foi verificado efeito sobre a produção de colostro, com maior produção nas matrizes que receberam os Beta-glucanos de algas (p<0.05), possibilitando maior ingestão de colostro pelos leitões (p<0.06), e consequentemente maior ganho de peso em leitões 18 horas após o parto (p<0.05) demonstrados nos Gráficos 1 e 2.

 

Os Beta-glucanos de algas tiveram ação também sobre a concentração de imunoglobulinas no colostro, promovendo maior produção de IgG, IgA e IgM com 18 horas após o parto, e consequentemente, aumento da concentração sérica dessas imunoglobulinas nos leitões das matrizes avaliadas aos 4 dias de idade (Gráfico 3 e 4).

A fase de creche é uma fase de alto desafio, o consumo do colostro tem grande reflexo sobre a performance e suporte ao desafio nesta fase.

Observou-se menor concentração de hepatoglobina em leitões de 42 dias de matrizes suplementadas com Beta-glucanos de algas durante a pré-lactação e a lactação, indicando menor inflamação com menor custo energético para o animal e maior contração de IgA, indicando maior proteção de mucosa, já que este é um marcador para verificar a saúde intestinal em leitões.

Conclusão

O consumo de colostro é essencial para os leitões como fonte de nutrientes e imunidade. A produção tem relação com fatores ligados a matriz e com peso da leitegada ao nascimento e sua viabilidade. O período de maior desafio da vida dos leitões é a fase de creche, e assim como o peso ao desmame, o status imune é crucial para a performance futura e sobrevivência. Dentre as estratégias para aumentar a produção e melhorar a composição do colostro, os Beta-glucanos de algas, quando fornecido na fase final de gestação e durante a lactação, promoveu maior produção de colostro e maior consumo pelos leitões, promovendo maior ganho de peso nas primeiras horas após o nascimento. O uso de Beta-glucanos de algas nas matrizes também promove melhor saúde intestinal e imunidade na fase de creche.

As referências bibliográficas estão com a autora. Contato via: gisele.neri@kemin.com.

Fonte: Por Mara Costa, DSc, gerente de Serviços Técnicos - Suínos da Kemin Nutrição e Saúde Animal na América do Sul.

Colunistas

A reconquista do território: como frigoríficos regionais desafiam gigantes e remodelam o varejo da carne no Brasil

Com agilidade logística, conhecimento do consumidor local e foco em qualidade, players de menor porte ganham preferência nas gôndolas e forçam uma nova dinâmica na indústria.

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Foto: Divulgação

Uma transformação silenciosa, mas de profundo impacto, está redesenhando o mapa do varejo de carnes no Brasil. Se por décadas o domínio pertenceu a grandes conglomerados frigoríficos e redes de supermercados nacionais, que ditavam as regras com produtos e estratégias padronizadas, hoje o cenário é outro. Uma nova força, pulverizada e potente, emerge com vigor: os players regionais. Eles não apenas estão competindo, mas estão ganhando espaço em seus próprios territórios, conquistando a preferência do consumidor e, crucialmente, do varejista.

Essa mudança de eixo força toda a cadeia produtiva a repensar suas estratégias. A análise dessa tendência revela um novo playbook para o sucesso, baseado não mais na escala continental, mas na excelência local.

Um Novo Mapa do Varejo

A mudança mais expressiva está nos números. Há cerca de uma década, as grandes redes nacionais detinham mais de 80% do faturamento do setor supermercadista. Hoje, a realidade é drasticamente diferente. Dados da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) revelam que, entre os 20 maiores grupos do país, as redes regionais já respondem por aproximadamente 70% do faturamento [1]. Essa inversão de poder demonstra uma nova configuração de mercado, onde múltiplos “campeões regionais” se fortalecem em suas respectivas áreas de atuação.

As Armas dos Campeões Locais

O que explica essa reviravolta? Os frigoríficos e supermercados regionais construíram um fosso competitivo baseado em vantagens claras e difíceis de replicar por conglomerados de escala continental.

A principal delas é a intimidade com o mercado. Um frigorífico regional entende as nuances do paladar local, os cortes de carne preferidos, os hábitos de consumo sazonais e até a forma como o churrasco é preparado na região. Essa compreensão permite a criação de um portfólio de produtos perfeitamente ajustado à demanda e uma comunicação direta com o consumidor, transformando a marca de um fornecedor genérico em parte da cultura local.

Em segundo lugar, a logística funciona como a principal arma competitiva, com impacto direto na rentabilidade do varejista. A agilidade dos frigoríficos regionais vai muito além da simples entrega rápida. Ela é a garantia de um produto que chega ao ponto de venda com o máximo de sua vida útil, o que se desdobra na vantagem mais cobiçada pelo varejo: maior tempo de exposição na gôndola sem perda de qualidade visual e sensorial.

Enquanto produtos de cadeias logísticas longas já chegam com dias a menos de validade e sinais de desgaste, a carne do frigorífico regional mantém sua cor, textura e frescor por mais tempo. Para o varejista, isso significa:

  • Maximização da Janela de Venda e Redução de Perdas: Cada dia a mais de prateleira com qualidade impecável é uma oportunidade extra de venda e uma redução direta no volume de produtos remarcados ou descartados.
  • Otimização do Capital de Giro: A confiança em um fornecedor que entrega um produto com maior durabilidade, padrão e regularidade permite ao varejista manter estoques mais enxutos e estratégicos, liberando capital de giro que estaria imobilizado.
  • Aumento do Giro e da Satisfação do Cliente: A reposição frequente com produtos de alta qualidade eleva o giro do estoque e garante que o consumidor final sempre encontre na gôndola um produto atraente, fresco e com padrão superior fortalecendo a fidelidade tanto à marca do frigorífico quanto ao próprio ponto de venda.

A Força da Origem e dos Valores

Além da agilidade e do conhecimento do mercado, as marcas regionais capitalizam sobre uma tendência de consumo crescente: a valorização da origem. O marketing de propósito e identidade territorial transforma um produto que poderia ser visto como commodity em uma especialidade com história e propósito. Comunicar que a carne vem “daqui”, produzida por pessoas “daqui”, cria uma conexão emocional que transcende a etiqueta de preço.

Essa conexão é aprofundada quando a marca demonstra um compromisso genuíno com valores que o consumidor moderno preza. A preocupação com a sustentabilidade dos processos e o respeito ao bem-estar animal deixaram de ser um diferencial de nicho para se tornarem uma expectativa. Para os players regionais, que possuem maior controle sobre sua cadeia produtiva, comunicar essas práticas de forma transparente é uma oportunidade de ouro para fortalecer a confiança e justificar a preferência do consumidor [5].

O Futuro é uma Federação de Gigantes Regionais

A ascensão dos frigoríficos e supermercados regionais não é uma tendência passageira, mas a consolidação de um novo modelo de mercado no Brasil. A complexidade e a diversidade cultural de um país continental se provaram um desafio intransponível para a padronização excessiva. O futuro do varejo de carnes não pertencerá a um único gigante, mas a uma federação de players fortes, cada um dominando seu território com maestria.

Para os profissionais do agronegócio e do marketing, a lição é clara: o caminho para o crescimento não está em tentar ser tudo para todos, mas em ser o melhor e mais relevante para uma comunidade específica. A verdadeira força reside em conhecer profundamente o seu quintal e em adotar uma visão de futuro, demonstrando que é possível alimentar hoje, cuidando do amanhã. A força, no fim das contas, está em fazer o certo, do começo ao fim.

Fonte: Artigo escrito por Everton Gardezan, consultor de Marketing e Comunicação Agro e Gerente de Marketing do Better Group.
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Notícias

Rio Grande do Sul já colheu 50% do milho e define sede da Abertura Nacional de 2027

Reunião da Câmara Setorial avaliou o andamento da safra 2025/2026 e confirmou Santo Ângelo como palco do evento oficial do próximo ciclo.

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Foto: Fernando Dias/Ascom Seapi

Avaliação da safra, perspectivas e definição do município-sede da abertura oficial da colheita de 2027 estiveram na pauta da primeira reunião da Câmara Setorial do Milho de 2026, realizada de forma online na manhã desta quinta-feira (19).

Os dados do Informativo Conjuntural publicado pela Emater/RS-Ascar na última semana apontam que o Rio Grande do Sul já tem hoje cerca de 50% do milho colhido. Uma avaliação desta safra ainda é prematura, segundo as entidades que participaram da reunião.

De acordo com o assistente técnico da Emater/RS-Ascar, engenheiro agrônomo Alencar Rugeri, este foi um ano bastante peculiar, com áreas que tiveram boa produção e outras nem tanto. “As regiões que tiveram boa produtividade foram associadas a um bom manejo e a boas cultivares”, avaliou Rugeri. Segundo ele, a produtividade média deve chegar aos mesmos números do ano passado, em torno de 7 toneladas/hectare, em uma área total de 785 mil hectares. Uma nova projeção deve ser divulgada no início de março pela Emater.

O gerente de Desenvolvimento e Suporte Estratégico da Conab/RS, Matias José Fuhr, destacou como um dos pontos positivos desta safra o aumento de 9,31% da área cultivada, passando de 718 mil ha para 780 mil ha. “Estes números mostram o potencial que o milho tem para a economia do Rio Grande do Sul”, afirmou Fuhr. A Companhia, informou o gerente, faz estimativas mensais da safra, sendo a última publicada na semana passada.

Abertura da Colheita

A última cerimônia de Abertura da Colheita do Milho 2025/2026 ocorreu em janeiro deste ano, em São Borja, na propriedade da família Sallet. E na reunião de hoje, a Câmara aprovou pedido apresentado pelo município de Santo Ângelo e pelos dirigentes da Fenamilho Internacional, para que a Abertura Oficial da Safra de Milho 2026/2027 seja realizada na cidade e faça parte da programação da Feira. A Abertura será realizada nos meses de janeiro ou fevereiro, em data a ser definida.

Uma nova reunião da Câmara está prevista para o mês de maio, tendo como pauta o Plano Safra, uma avaliação da safra 2025/2026 e perspectivas para o plantio.

Participaram da reunião: Emater/RS-Ascar, Apromilho, Famurs, Farsul, Sistema Ocergs, SIPS, Conab/RS, Sindilat e Seapi.

Fonte: Assessoria Ascom Seapi
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Adapar regulamenta cadastro de empresas para inspeção de animais de corte

Portaria estabelece regras para credenciamento e atuação de empresas nas inspeções ante e post-mortem no Paraná, mantendo a supervisão sanitária sob responsabilidade do Estado.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) emitiu nesta quinta-feira (19) a Portaria nº 077 que regulamenta o credenciamento de empresas para a inspeção ante e post-mortem de animais de produção para corte. A medida permite que profissionais cadastrados pela Adapar sejam contratados para realizar a fiscalização para empresas antes do abate, para atestar a sanidade da produção, e após, com o objetivo de verificar o estado das carcaças.

A medida está fundamentada na Lei Estadual nº 22.953, de 17 de dezembro de 2025, que alterou a legislação anterior, de 1994, e modernizou o marco legal da inspeção de produtos de origem animal no Paraná. A assinatura da portaria regulamentadora consolida o avanço normativo, dando efetividade prática à lei. O texto cria base legal para que o Estado possa credenciar pessoas jurídicas, públicas ou privadas, para executar atividades de inspeção sanitária e industrial de produtos de origem animal, incluindo as inspeções ante e post-mortem no abate.

O diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, explicou que a responsabilidade de credenciamento, fiscalização e descredenciamento das empresas continua sendo da autarquia, mas que a medida agiliza as atividades fiscalizatórias.

“O poder de fiscalização e de auditoria continua sendo do Estado, porque isso é indelegável, mas as empresas poderão contratar empresas credenciadas para fazer a inspeção, o que é um avanço”, afirma. “No Brasil há uma portaria publicada pelo Ministério da Agricultura que permite que isso aconteça, antes tudo era atribuído ao Estado”.

Critérios

As empresas credenciadas devem cumprir critérios técnicos, sanitários e legais rigorosos para poderem atuar nas inspeções. A atuação delas ocorre estritamente sob a supervisão e controle do poder público, preservando a autoridade sanitária do Estado, na figura da Adapar. O Poder Executivo está autorizado a regulamentar a lei por meio de portarias, detalhando procedimentos, requisitos, prazos e responsabilidades.

Os objetivos da medida são, além de regulamentar, de forma técnica e operacional, o credenciamento de empresas privadas para apoio às inspeções no Paraná, estabelecer critérios claros para habilitação, funcionamento, supervisão e fiscalização dessas empresas. Como resultado, garantir a segurança sanitária, a padronização de procedimentos e a transparência das atividades.

Outros motivos que dão base à regulamentação são a ampliação da capacidade operacional do Estado, diante do crescimento da produção e da agroindustrialização; a manutenção do controle sanitário sob responsabilidade do Estado, mas com o apoio técnico da iniciativa privada uma vez que devidamente credenciada.

Medida estratégica

O Paraná é um dos maiores produtores e exportadores de proteínas animais do Brasil, com cadeias altamente integradas aos mercados nacional e internacional. Por muitos anos, o Estado é o maior produtor de frangos do País. Mais de um terço de todo frango produzido no Brasil é paranaense. Além disso, as produções de proteína bovina e suína também vêm se destacando e alcançando mercados internacionais inéditos.

Com a medida, os processos de inspeção serão modernizados e ganharão agilidade, sem abrir mão do rigor sanitário, atendendo às demandas do setor produtivo, especialmente frigoríficos e agroindústrias. O resultado será o fortalecimento e a consolidação da competitividade do Paraná na produção e exportação de proteína animal. Além, disso, a medida contribui com o alinhamento com políticas nacionais de inspeção, o que garante coerência normativa, segurança jurídica e integração entre os sistemas de inspeção de diferentes esferas, seja municipal, estadual ou federal.

Fonte: AEN-PR
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