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Suínos

Farelo mais barato e suíno valorizado ampliam margem da suinocultura brasileira

Relação de troca entre suíno vivo e farelo de soja chega ao melhor patamar desde 2004, impulsionando a rentabilidade dos produtores.

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Foto: Shutterstock

A suinocultura no Brasil vive um momento favorável, com o poder de compra do farelo de soja atingindo o maior nível registrado nos últimos 20 anos. Dados do Cepea indicam que, em setembro, cada quilo de suíno vivo vendido permitiu a aquisição de 5,57 quilos de farelo de soja – patamar superior à média histórica, que é de 3,62 quilos. O valor representa o maior poder de compra desde dezembro de 2004, quando a relação de troca havia atingido 6,49 quilos.

Foto: Claudio Neves

O cenário é resultado da combinação entre preços firmes do suíno vivo e forte desvalorização do farelo de soja. Em setembro, a tonelada do insumo foi negociada a R$ 1.660,53 na região de Campinas, 25,2% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado e nos menores níveis nominais desde 2020.

O excedente de farelo está ligado à intensa moagem de soja no país, estimulada pela alta demanda por óleo para biodiesel, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. A produção nacional de farelo de soja na safra 2025/26 foi estimada em volume recorde de 45,93 milhões de toneladas pela Conab e 44,77 milhões pelo USDA, com 20 milhões destinados ao consumo interno e 24,8 milhões às exportações. O estoque final está projetado em 6,59 milhões de toneladas, acima das 5,46 milhões da safra anterior.

Com maior acesso ao principal insumo da atividade, os produtores brasileiros fortalecem sua margem de rentabilidade e aumentam a competitividade do setor, mesmo diante de outros custos historicamente elevados.

Fonte: Assessoria Boletim do Suíno Cepea

Suínos

Suíno vivo segue estável no fim de novembro

Mercado ajustado, oferta controlada e demanda pré-festas garantem sustentação aos preços, que avançam de forma moderada no mês.

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O mercado do suíno vivo mantém certa estabilidade nos preços nesta reta final de novembro, segundo os indicadores do Cepea/Esalq. Na comparação diária, praticamente não houve mudanças relevantes nas praças acompanhadas, mas o acumulado do mês mostra avanços moderados e generalizados.

Em Minas Gerais, o animal posto foi negociado a R$ 8,46/kg na quinta-feira (27), sem variação no dia, mas com a maior alta mensal entre os estados, de 2,79%. No Paraná, o suíno a retirar fechou a R$ 8,41/kg, recuando 0,12% no dia, porém acumulando 0,72% de valorização em novembro.

No Rio Grande do Sul, o preço permanece estável em R$ 8,38/kg, com avanço mensal de 1,21%. Já em Santa Catarina, a cotação também não registrou variação diária, ficando em R$ 8,28/kg, leve alta de 0,36% no mês.

Entre as principais praças, São Paulo segue na liderança dos valores, com o suíno posto negociado a R$ 8,78/kg, estável no dia e com discreto ganho mensal de 0,11%.

Os números refletem um mercado ajustado, com oferta controlada e demanda alinhada ao período pré-festas, mantendo sustentação nos preços mesmo sem movimentos bruscos no curto prazo.

Fonte: O Presente Rural com informações Cepea
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Suínos

Programa de ideias da Coopavel impulsiona inovação e engaja colaboradores no frigorífico de suínos

Segunda edição registra 159 sugestões, 62 aprovadas e dez já implantadas, reforçando competitividade, participação interna e cultura de melhoria contínua.

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Fotos: Coopavel

O Programa de Ideias realizado pelo Frigorífico de Suínos da Coopavel encerrou sua segunda edição com resultados importantes e forte engajamento dos colaboradores. Em 45 dias, foram registradas 159 ideias, das quais 62 foram aprovadas e dez já implementadas. No total, 66 colaboradores participaram ativamente do processo. O evento de encerramento, com 40 pessoas, contou com a presença do presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, que destacou a importância da contribuição, do compartilhamento de experiências e da participação dos funcionários no contínuo crescimento da cooperativa.

Conforme Dilvo, iniciativas como essa fortalecem a competitividade da Coopavel, transformam boas sugestões em melhorias reais e ampliam o sentimento de pertencimento entre as equipes. O programa segue o conceito de inovação definido pelo Comitê de Inovação da cooperativa, que considera inovador todo produto, serviço ou processo novo ou melhorado e capaz de gerar benefícios diretos ou indiretos para a Coopavel. O projeto foi realizado pelo frigorífico de suínos em conjunto com o setor de inovação da cooperativa, a Universidade Coopavel (Unicoop) e o Itaipu Parquetec.

Critérios

A iniciativa busca identificar oportunidades em diferentes áreas, promover o intraempreendedorismo e incentivar melhorias industriais, operacionais, administrativas e gerenciais. As ideias foram avaliadas por critérios como impacto, viabilidade, relação custo-benefício, nível tecnológico e contribuição para a competitividade da cooperativa. As sugestões foram divididas em quatro categorias.

Vencedores

Na categoria Administração, Comercial, Contabilidade, Expedição/Estocagem e Industrializado, os vencedores foram Fábio Julio Cansi (1º), Álvaro José Rodriguez Cordero (2º), e Sirlene Maciel Vigano e Adenilda Gomes da Silva (3º). Na categoria Fomento, Recebimento, SIF, Abate/Salas Anexas, Higienização e Subproduto, a vencedora foi Ada Rubia Wandscher. Na categoria Qualidade, P&D, Desossa, Resfriamento de Carcaça e Manutenção, os destaques foram Izaias de Oliveira Antunes (1º), Leandro Victor Schwambach (2º), e Sirlene Maciel Vigano e Leonildo Callegari (3º).

Já na categoria PCP, RH, Almoxarifado, Paletização, Túneis e Secundária, os premiados foram Ana Lúcia Tadioto, Eloir da Silva Ortiz e Cezimundo Ferreira Bento Biazin (1º), Ritamara Bertucci (2º), e Marcelo Huk Soares (3º). A primeira edição do Programa de Ideias foi realizada no frigorífico de aves em 2023, e a edição recém-concluída no frigorífico de suínos consolida o projeto como uma ferramenta de inovação interna e valorização dos colaboradores, comenta o gerente do Frisuínos, Mauro Turchetto.

A etapa final contou também com palestra do gerente do Centro de Empreendedorismo do Itaipu Parquetec, Eduardo Montenegro Bortoleto. Ele falou sobre Intraempreendedorismo. Todo programa teve apoio do Itaipu Parquetec, que contou com Alexandre Pastre, Analista de Inovação do Parque, que participou da banca de avaliação das ideias. Uma das premiações de reconhecimento aos que tiveram ideias aprovadas será uma visita à Usina Hidrelétrica de Itaipu.

Fonte: Assessoria Coopavel
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Suínos

Produção, exportações e consumo avançam e consolidam força da suinocultura nacional

Com custos competitivos e demanda asiática aquecida, setor projeta crescimento firme em 2025 e reforça planejamento para manter resiliência frente a oscilações externas.

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Fotos: Shutterstock

Impulsionada por custos de produção mais baixos e por uma demanda internacional aquecida, a suinocultura brasileira caminha para encerrar 2025 como um dos melhores anos de sua história. A combinação de milho e farelo de soja em patamares favoráveis garantiu ao setor margens robustas, estimulando a expansão da produção e o avanço dos abates ao longo do ano.

De acordo com análises da Consultoria Agro do Itaú BBA, o ambiente de custos controlados tem sido decisivo para acelerar o ciclo de crescimento da atividade e ampliar a competitividade da proteína no mercado global.

O cenário externo seguiu igualmente favorável. A demanda asiática, que responde por cerca de 65% das exportações brasileiras, manteve o ritmo acelerado e foi determinante para mais um recorde anual. Filipinas, Japão e Vietnã ampliaram expressivamente suas compras, compensando a retração observada na China. Nas Américas, mercados como Chile, México, Argentina e Uruguai também reforçaram o desempenho brasileiro e despontam como destinos estratégicos para 2026.

As projeções indicam que a produção nacional deve crescer 5% em 2025, enquanto as exportações devem avançar 15%. Mesmo com o aumento dos embarques, o consumo interno também deverá alcançar um novo patamar histórico, mantendo o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado doméstico.

A expectativa para a próxima safra é de custos de ração equilibrados, apesar de eventuais ajustes no milho, o que deve sustentar a competitividade da proteína e prolongar o ciclo de margens favoráveis que já dura três anos. Esse ambiente estimulante já se reflete no ritmo de produção, superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Apesar do cenário positivo, especialistas alertam que o momento é oportuno para o setor reforçar sua resiliência frente a possíveis oscilações, especialmente no mercado externo. Avaliação criteriosa de investimentos e manutenção de liquidez serão essenciais para enfrentar a tradicional volatilidade da suinocultura e preservar a estabilidade conquistada nos últimos anos.

Fonte: O Presente Rural com informações Consultoria Agro do Itaú BBA
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