Notícias Pecuária
Maior parte dos produtores ainda desconhece acordo sobre taxa do frio
Especialista apresentou em painel do Instituto Desenvolve Pecuária vantagens de comercialização na modalidade de carcaça quente

A partir de março do ano que vem, conforme acordo celebrado entre pecuaristas e indústria frigorífica, será extinto o desconto da taxa do frio para a venda de carcaças para os frigoríficos. Depois de anos de discussão, finalmente se chegou a um consenso sobre esta cobrança. Entretanto, os produtores podem vender sua produção pela modalidade da carcaça quente, mas a grande maioria ainda não tem essa informação. O tema foi discutido na terceira edição do Prosa de Pecuária, realizado na terça-feira (17) pelo Instituto Desenvolve Pecuária.
O painelista foi o médico veterinário Rafael Moraes Renner, da Doble Erre Assessoria & RMR Consultoria. Ele explicou que se o produtor lutou por anos por essa retirada da taxa do frio, é momento de fazer a opção pela venda da carcaça quente, mas ainda muitos desconhecem esta possibilidade. “De cada 10 abates, apenas um procura negociar pela carcaça quente. Muitos seguem na carcaça fria, muito por desinformação, que nem sabiam da questão do desconto da taxa do frio”, ressalta, acrescentando ainda que isso ocorre, por vezes, pela própria falta de informação do frigorífico.
Atualmente, segundo Renner, os frigoríficos estão trabalhando com valores de compensação para não perder o desconto até o mês de março do ano que vem, já que está em vigor desde este mês de agosto uma transição de modelo. O especialista exemplificou que em uma comercialização no valor de R$22,00 com a taxa de frio, uma carcaça de 250 quilos perderá 2%, ficando com 245 quilos chegando ao valor final de R$ 5.390,00. Está mesma carcaça comercializada no peso quente não terá o desconto dos 2% no seu peso e sim no valor pago, portanto o valor pago em vez de R$22,00 será de R$21,56, sendo os R$22,00 menos os 2%, e o valor final desta carcaça será os mesmos R$ 5.390,00 da carcaça fria. “Por todo o empenho que o produtor rural teve, o ideal é optar pela carcaça quente e deixar a carcaça fria de vez”, opina.
Outro problema enfrentado, conforme o especialista, é a definição de carcaça. Renner explica que antigamente não existiam normas e cada frigorífico apresentava a sua, mas a Instrução Normativa de 1988 apresentou a definição de carcaça, mas atualmente as indústrias voltaram a ter suas próprias avaliações. “Houve melhoramento em genética, de conformação, com nutrição e alimentação, consigo acabar animais melhores e mais jovens do que há 20 anos e essa conta não bate. Em 1994 tinham animais com 60% de rendimento e hoje ele é menor?, questiona.
O vice-presidente do Instituto Desenvolve Pecuária, Paulo Ebbesen, ressaltou que este foi um dos assuntos mais pedidos pelos associados para trazer para debate. “Se ilustrou as dificuldades que os produtores estão enfrentando com o frio, balança e toalete e isto temos que colocar na mesa para tratarmos com mais vigor e mais insistência pois os valores são muito elevados”, afirmou.

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Crédito rural da agricultura empresarial soma R$ 477,2 bilhões na safra 2025/2026
CPR liderou as modalidades de financiamento, enquanto a Região Sul concentrou o maior volume de recursos contratados.
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Curitiba recebe 22ª Reunião da Relare sobre inoculantes microbianos para a agricultura
Evento promovido pela Embrapa vai reunir cerca de 300 especialistas e recebe resumos científicos até 10 de agosto.

A cidade de Curitiba (PR) vai sediar, nos dias 19 e 20 de agosto, a 22ª Reunião da Rede de Laboratórios para Recomendação, Padronização e Difusão de Tecnologias de Inoculantes Microbianos de Interesse Agrícola (Relare). O encontro será realizado no Centro de Eventos Sistema Fiep e deve reunir aproximadamente 300 participantes, entre pesquisadores, estudantes, representantes da indústria, consultores e órgãos de fiscalização.
Promovida pela Embrapa, em parceria com a CropLife Brasil e a Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPiiBio), a reunião conta ainda com o apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Microrganismos Promotores de Crescimento de Plantas para Sustentabilidade Agrícola e Ambiental (INCT Microagro) e da Fundação Araucária.
A programação será dedicada às discussões técnicas sobre o uso de microrganismos benéficos na agricultura, com foco em protocolos para análise da qualidade de inoculantes, padronização de metodologias e validação de novos produtos biológicos. O objetivo é promover o intercâmbio de informações técnico-científicas relacionadas ao desenvolvimento e à adoção de tecnologias que contribuam para a sustentabilidade da produção agropecuária.
A comissão organizadora também está recebendo trabalhos científicos na modalidade de resumo. O prazo para submissão termina em 10 de agosto, por meio do sistema de inscrição do evento. Os trabalhos aprovados serão apresentados em sessão de pôsteres e publicados nos anais da 22º Relare.
Para submeter o resumo, o participante deve realizar previamente a inscrição no evento, clicando aqui.
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Expansão dos insumos orgânicos pauta simpósio inédito no Rio Grande do Sul
Evento vai reunir pesquisadores, autoridades e representantes da indústria para discutir mercado, regulação e o aproveitamento de resíduos na produção agrícola.

O crescimento do mercado de insumos agrícolas de base orgânica e os desafios para ampliar o uso desses produtos no campo estarão no centro dos debates do 1º Simpósio de Insumos Agrícolas com Base Orgânica, marcado para 06 de agosto, em Bento Gonçalves (RS). Promovido pela Associação das Indústrias de Fertilizantes Orgânicos do Rio Grande do Sul (Assiferto RS), o encontro reunirá pesquisadores, representantes do poder público e empresas para discutir aspectos técnicos, regulatórios e econômicos do setor.

Presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari: “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio” – Foto: Divulgação/Assiferto
Segundo a entidade, a expansão da demanda por alimentos produzidos com práticas sustentáveis, aliada ao avanço das exigências ambientais e das políticas de sustentabilidade no agronegócio, tem impulsionado o mercado de fertilizantes e condicionadores de solo produzidos a partir de resíduos orgânicos.
De acordo com o presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari, o simpósio foi criado para ampliar o debate sobre o papel desses insumos na agricultura brasileira. “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio. O objetivo é mostrarmos à sociedade, às entidades, ao setor público e ao setor agrícola que, no Rio Grande do Sul, existem empresas organizadas e com tecnologia capazes de converter subprodutos orgânicos em insumos agrícolas de qualidade, solucionando problemas ambientais e mitigando a dependência de nutrientes importados para uso na agricultura”, afirma.
Economia circular e aproveitamento de resíduos
As empresas associadas à Assiferto RS reciclam mais de um milhão de toneladas de subprodutos orgânicos por ano. Após o processamento, esses materiais retornam à cadeia produtiva na forma de fertilizantes sólidos e líquidos, condicionadores de solo e outros insumos utilizados na agricultura.
Segundo Ferrari, o reaproveitamento desses resíduos contribui para reduzir o desperdício de nutrientes e fortalecer modelos de economia circular. “A conexão do setor de insumos agrícolas com base orgânica com a sociedade se dá principalmente no entendimento de que o nosso planeta tem limites de recursos e que, para produzir alimentos, precisamos de nutrientes finitos. A recuperação destes nutrientes por meio do aproveitamento dos subprodutos é de fundamental importância para as futuras gerações”, diz.
Programação
A programação técnica prevê palestras e painéis sobre o mercado de insumos orgânicos, regulação ambiental, inovação tecnológica e perspectivas para o setor. O evento será realizado no Dall’Onder Grande Hotel, em Bento Gonçalves, das 08 horas às 17h30, com inscrições gratuitas.
O simpósio também vai reunir representantes de órgãos públicos, pesquisadores e profissionais ligados à produção de insumos agrícolas de base orgânica para discutir os desafios e oportunidades da atividade no Brasil.
Manhã
08h – Credenciamento/Recepção
08h30 – Abertura: Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Abertura oficial, com homenagem aos 100 anos de nascimento de José Antonio Lutzenberger
09h – Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Associação, Valdecir Ferrari – Presidente da Assiferto RS
09h30 – A importância dos insumos de matriz orgânica, para a sustentabilidade do agro moderno – com Clorialdo Roberto Levrero, presidente da Abisolo
10h15 – Políticas Públicas Ambientais e Legislação Estadual, com Marjorie Kauffmann – Secretária do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul/Fepam
11h – Mesa Redonda
12h – Almoço (por adesão)
Tarde
13h30 – Legislação sobre Insumos Agrícolas – MAPA RS, com Henrique Bley
14h15 – Eficiência no uso de Fertilizantes de Matriz Orgânica, com Fabiano Daniel de Bona – Pesquisador da Embrapa Trigo
15h – Aspectos de Fisiologia Vegetal no uso de Insumos com Base Orgânica – UFPR, com Átila Francisco Mógor
15h45 – Intervalo
16h – O Papel dos Insumos com base Orgânica no Desenvolvimento da Agricultura no RS, com Marcelo Biassusi da Emater
16h45 – Mesa Redonda
17h30 – Encerramento







