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Maior evento de controle biológico da América Latina será sediado em Juazeiro

As inscrições com valor reduzido podem ser feitas até o dia 20 de abril e a submissão de trabalhos está aberta até 30 de abril.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A cidade de Juazeiro, na Bahia, será a sede do 17° Simpósio de Controle Biológico (Siconbiol) e 2° Latino-Americano de Controle Biológico (Slacb). O evento acontece entre os dias 23 e 27 de Julho de 2023, com realização da Embrapa Semiárido e Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). As inscrições com valor reduzido podem ser feitas até o dia 20 de abril e a submissão de trabalhos está aberta até 30 de abril.

O Siconbiol é o maior evento da área na América Latina, promovido a cada dois anos pela Sociedade Entomológica do Brasil (SEB). Desde a sua primeira edição, em 1988, esta é a segunda vez que o evento será realizado no Nordeste e a primeira vez no Semiárido. Já o Slacb é um evento da International Organisation for Biological Control (IOBC NTRS) e teve a sua primeira edição em 2019, realizada em Chillán, no Chile.

O controle biológico é uma área em grande crescimento no Brasil e no mundo. A aplicação dessa estratégia se dá com o uso de um organismo vivo benéfico para o controle de outro organismo que pode causar prejuízos à agricultura, pecuária ou mesmo a saúde humana. Esses agentes de controle biológico podem ser micro-organismos, como parasitoides ou predadores, ou microrganimos, como bactérias, fungos, vírus, nematoides e protozoários. “É um método de controle sustentável, inofensivo ao meio ambiente e à saúde da população e, diferentemente dos agroquímicos sintéticos, não deixa resíduos nos alimentos”, explica o pesquisador da Embrapa Tiago Costa Lima, presidente do 17° Siconbiol e 2º Slacb.

Como reflexo da ascensão do setor, o evento terá a participação de 18 empresas que irão expor suas tecnologias na área de bioinsumos, número recorde para o evento. Além do público acadêmico, o evento também passa a atrair consultores, produtores e demais profissionais interessados no uso do controle biológico ou na possibilidade de investimento no setor. “Acreditamos que será um evento marcado pela composição de um público plural, da academia aos usuários das tecnologias de insumos biológicos”, destaca Costa Lima.

Durante os cinco dias do evento, serão realizadas 17 palestras, 16 minipalestras e 27 mesas-redondas, com até cinco sessões simultâneas. Serão 125 palestrantes provenientes de quase todos os estados brasileiros e de países como Chile, México, Uruguai, Colômbia, Estados Unidos, França, Portugal, Espanha e Áustria.

A professora Rita de Cássia Gervásio, da Univasf, vice-presidente do evento e coordenadora da comissão científica, ressalta a diversidade da programação. “Buscamos abordar todas as áreas do controle biológico e com temas que sejam de interesse para os diferentes públicos”.

Para os profissionais que trabalham diretamente em áreas de produção agrícola, haverá uma programação composta principalmente de controle biológico aplicado. Também serão estimulados os novos empreendimentos do setor, em iniciativa que irá selecionar 10 startups para apresentarem suas ações para um público selecionado de empresários do setor agrícola e de grandes empresas de bioinsumos. O evento ainda terá concurso para estudantes de graduação e pós-graduação e concurso de fotografias e vídeos.

A realização de inscrições e submissão de trabalhos pode ser feitas aqui, canal onde também podem ser encontradas mais informações sobre a programação e o evento.

Fonte: Assessoria Embrapa Semiárido

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Notícias

Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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