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Maior diálogo entre os elos da cadeia produtiva da carne é o foco da programação da InterCorte São Paulo
Palestras e debates na Bienal de São Paulo nos dias 16 e 17 de junho mostram a importância da integração dos envolvidos na produção e no consumo de carne bovina
Nos dias 16 e 17 de junho, a Bienal do Ibirapuera, em São Paulo (SP) sedia a InterCorte – InterCorte – Exposição Tecnológica da Cadeia Produtiva da Carne, o evento mais consistente do setor, com uma série de iniciativas e atrações que valorizam a carne.
A programação do workshop na InterCorte São Paulo foi pensada para começar as reflexões pela ponta da cadeia produtiva: o consumidor, passando pelo varejo, sustentabilidade e comunicação. Em seguida, tratará de tecnologia, questões jurídicas e ambientais, genética, pastagens, gestão, nutrição, sanidade, indústria e políticas públicas. Tudo isso propondo uma visão inovadora da cadeia produtiva da carne ao integrá-la de ponta a ponta e posicionar a carne e seu mercado como a principal estrela.
“Desde os anos 90, São Paulo ofereceu conhecimentos de ponta sobre novas tecnologias, modelos de gestão e estratégias de comercialização aos pecuaristas que vinham para a capital. Os Congressos Internacionais da Feicorte providenciaram encontros anuais entre pesquisa, indústrias, autoridades, dirigentes de entidades, imprensa e os empresários. Num próximo passo, esse conhecimento foi levado aos produtores nas principais regiões da bovinocultura. Nesses Circuitos colhemos importantes experiências que agora, novamente, serão compartilhadas com o público em São Paulo, em um novo patamar de diálogo da cadeia produtiva”, ressalta o coordenador de conteúdo da InterCorte, Francisco Vila.
“A proposta da programação da InterCorte em São Paulo é abordar de cadeia de uma forma mais completa, dando espaço a alguns atores que normalmente não costumam participar de forma tão ativa nos eventos pecuários. A InterCorte em São Paulo será um divisor de águas na cadeia produtiva da carne”, afirma Carla Tuccilio, diretora da Verum Eventos, empresa que organiza a InterCorte.
Congresso do GTPS
O primeiro dia da InterCorte (16 de junho) é dedicado ao Congresso do GTPS – Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável. A abertura será feita pelo presidente do GTPS Fernando Sampaio, da ABIEC – Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne, que apresentará o Grupo e seus objetivos.
“Levaremos ao público da InterCorte discussões que envolvem as principais tendências mundiais em originação sustentável, compartilhar iniciativas bem sucedidas de pecuária sustentável e integração da cadeia, e debater como comunicar de forma eficiente aos consumidores como a pecuária é uma aliada ao desenvolvimento sustentável”, destaca Fernando Sampaio.
Em seguida, haverá a participação em vídeo de Ignacio Gavilan, Diretor de Sustentabilidade do Consumer Goods Forum (CGF), principal organização de bens de consumo do mundo, que reúne fabricantes de bens de consumo e varejistas em prol de práticas empresariais que visem à eficiência e às mudanças positivas para beneficiar clientes, consumidores e o mundo. Ele mostrará ao público da InterCorte as metas específicas para cadeias sustentáveis até 2020. A próxima apresentação será “Sustainable Living (Vida Sustentável)” por Daniel Boer, da Mc Donald’s Corporation.
Será realizado um painel com representantes dos maiores grupos varejistas que atuam no Brasil, os quais apresentarão cases com parceiros: Confraria, do Pão de Açúcar, Garantia de Origem/Novilho Precoce/Orgânico, do Carrefour e SFX/TNC, do Walmart. A mediação será feita por Alcides Torres, da Scot Consultoria.
Antes do almoço haverá o lançamento de dois materiais ligados à sustentabilidade: o Manual de Práticas para Pecuária Sustentável, da Associação dos Profissionais da Pecuária Sustentável (APPS) e o Guia de Indicadores da Pecuária Sustentável – GIPS, elaborado pelo GTPS para encorajar todos os elos da cadeia de valor da pecuária bovina a usarem indicadores como uma ferramenta de busca da sustentabilidade.
O período da tarde tem início com o lançamento em português do Position Paper, documento que foi apresentado na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática – COP 21, realizada em Paris, no final de 2015, mostrando os avanços do setor e posicionando a pecuária como aliada para o desenvolvimento sustentável.
O próximo debate é sobre como comunicar os avanços e benefícios ao consumidor de carne bovina, com a participação de Hélio Mattar, da ONG de consumo consciente Akatu, do vice-presidente da CDN Andrew Greenlees, de Cacau Guarnieri da empresa de monitoramento digital NetNexus, do pecuarista e cineasta Caio Penido Dalla Vecchia, Grupo Roncador e Encruzilhada Filmes, e do jornalista Roberto Smeraldi, da Oscip Amigos da Terra e Instituto ATÁ, instituição de Alex Atala. A mediação desse painel também é de Alcides Torres, da Scot Consultoria.
A conclusão do primeiro dia será com a entrega da 2ª edição do Prêmio GTPS de Jornalismo, seguida de um grande lançamento a ser feito pelo presidente da Embrapa, Maurício Lopes, sobre novas ferramentas para a pecuária de precisão. Em seguida, Lopes participa de um debate com o presidente da John Deere, Paulo Hermann, sobre as novidades apresentadas, mediado pelo coordenador de conteúdo da InterCorte, Francisco Vila.
Segundo dia de programação
O segundo dia da InterCorte (17 de junho) começa com a palestra “Regulação ambiental – Os próximos passos depois do CAR – Cadastro Ambiental Rural” por Reginaldo Ferreira Rocha, da consultoria Agrocen. Em seguida, José Vicente Ferraz, da IEG FNP aborda o preço das terras. Ambos protagonizam o primeiro debate do dia mediado pelo especialista em Direito Agrário, João Furlanetto.
“A pecuária focada no futuro” é o tema da próxima palestra proferida pelo coordenador de conteúdo da InterCorte, Francisco Vila, seguido pela apresentação “A base do lucro está no manejo do pasto”, ministrada por Felipe Daltro, da Dow AgroScienses e José Renato da Silva Gonçalves, da Fazenda Figueira.
Ainda na programação da manhã, o público confere a palestra “Como as opções genéticas contribuem para o resultado” com Daniel Carvalho, da CRI Genética; “Recria: Aqui dois erros não fazem um acerto!” com Rodrigo Goulart (Cargill – Nutron) e “O que a história de 60 anos ensina para o futuro” com Juliano Acedo (DSM – Tortuga).
A programação da tarde começa com o painel “Intensificação na Pecuária de Corte e seus efeitos sobre a Sustentabilidade” com a participação de Mauro Lúcio Castro Costa que apresenta o case Paragominas – Um projeto de vanguarda no Pará e Caio Penido, do Grupo Roncador para contar sobre a Liga do Araguaia.
Em seguida haverá a cerimônia de assinatura do protocolo do convênio de cooperação técnica entre o Grupo Roncador e a TNC (The Nature Conservancy)/ IDH (The Sustainable Trade Iniciatite) para o desenvolvimento do projeto de Apoio à Intensificação e Regularização Ambiental da Pecuária do Médio Araguaia, um projeto da Liga do Araguaia em implantação na região sob a liderança do Grupo Roncador. A parceria engloba ações de apoio e difusão técnica da intensificação sustentável na pecuária de corte da região, remoção de barreiras para intensificação (assistência técnica, crédito rural e adequação ambiental), interligação e restauração de fragmentos florestais e fortalecimento dos Programas de Regularização Ambiental (PRIs) e difusão de lições aprendidas. A assinatura terá a participação do gerente de Conservação do Programa Amazônia da TNC, Márcio Sztutman.
O próximo debate, intitulado “Estratégias para difusão de modelos sustentáveis”, terá a participação do Diretor Executivo da TNC, Antônio Werneck e do presidente do GTPS, Fernando Sampaio, mediado pelo consultor em sustentabilidade José Carlos Pedreira de Freitas.
A próxima palestra será “Os 10 mandamentos da sanidade bovina”, proferida por Marcus Rezende (Ourofino Saúde Animal), seguida por “Como construir o diálogo com o produtor” com Fabiano Tito Rosa (Minerva Foods), “Experiência com os programas de fidelidade” por Maurício Manduca (Marfrig), “Ferramentas de acompanhamento e avaliação do abate” com Fabio Dias (JBS). Os palestrantes desse bloco participam do debate “O novo relacionamento do produtor com a indústria”.
No final da tarde será a vez do painel “Políticas Públicas para a Agropecuária” com a participação do Presidente do IMAC – Instituto Matogrosense da Carne Luciano Vacari, do Presidente da FAMASUL – Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul Maurício Saito, do Secretário da Agricultura do Estado de São Paulo Arnaldo Jardim e do presidente da ABCZ – Associação Brasileira dos Criadores de Zebu Claudio Paranhos.
A penúltima atração da InterCorte é a premiação “Personalidade Pecuária InterCorte – 2016”, finalizando com a realização do Leilão Pecuária Solidária, iniciativa de responsabilidade social do setor que arrecada recursos que são repassados a entidades comprovadamente com prestação de serviços a pessoas carentes.
ShowCorte
Nos intervalos da programação, o público poderá apreciar o ShowCorte, uma iniciativa inédita focada na demonstração, ao vivo, na Bienal, de diferentes cortes de carne, dos mais clássicos aos mais inusitados, e seus diferentes modos de preparo e aproveitamento. Mais do que um show gastronômico, o projeto é uma integração entre a importância da produção pecuária adequada com foco na produção de carnes de qualidade.
No dia 16 de junho, Jimmy McManis, chef parceiro da plataforma on-line Academia da Carne Friboi, conhecido como “Ogro” em sua atuação no programa Mais Você, da Rede Globo, ministrará uma aula no ShowCorte, das 11h30 às 12h30 sobre cortes de traseiro.
Na sexta, dia 17, das 15h30 às 16h30, Jimmy “Ogro” e o gerente de originação da JBS, Fábio Dias farão uma aula bate-papo sobre o corte contrafilé com osso, visto sob a ótica do chef e da indústria.
Fonte: Ass. de Imprensa

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Temporais após onda de frio aumentam preocupação de produtores no Sul; veja vídeo
Inmet prevê chuva acima da média em parte da região, solo encharcado e maior risco de doenças fúngicas nas culturas de inverno.

As imagens registradas pelo agricultor Geraldo Hardi Weisheimer mostram a intensidade da chuva de granizo que atingiu a Linha Sanga Guarani, próximo ao distrito de Bom Princípio, no interior de Toledo (PR), no fim da tarde de domingo (28). Em poucos minutos, o gelo cobriu o solo da propriedade rural, acompanhado de chuva intensa e ventos associados à frente fria que voltou a provocar instabilidades no Sul do Brasil.

Foto: Geraldo Hardi Weisheimer
Até o momento, não há levantamento oficial dos prejuízos. Produtores da região avaliam possíveis danos em lavouras e estruturas rurais.
Em publicação nas redes sociais, Weisheimer descreveu o impacto do temporal. “Ver o chão da nossa Linha Sanga Guarani coberto de gelo hoje dói no coração de quem entende o suor de cada dia. A natureza tem sua força, e a gente, como agricultor, aprende a respeitá-la e a se reerguer, mesmo com o prejuízo batendo à porta”, ressaltou
O episódio ocorre após uma sequência de dias de frio intenso e tempo seco. A formação de um ciclone extratropical na costa do Uruguai, associada ao avanço de uma frente fria, voltou a provocar chuva forte, rajadas de vento e queda localizada de granizo no Paraná. Nesta segunda-feira (30), os maiores acumulados são esperados entre o Oeste, Sudoeste e Centro-Sul do Estado, onde os volumes podem se aproximar de 100 milímetros.
O cenário reforça a previsão agroclimática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o

Foto: Geraldo Hardi Weisheimer
trimestre de junho a agosto. Embora o Paraná deva registrar volumes de chuva próximos da média, o Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina tendem a receber precipitações acima do normal, mantendo os solos com elevada umidade em praticamente toda a Região Sul.
Para a agricultura, a disponibilidade de água favorece o desenvolvimento das culturas de inverno e contribui para a conclusão do ciclo das áreas mais tardias de milho segunda safra no Paraná. Por outro lado, o excesso de chuva aumenta o risco de doenças fúngicas em cereais como trigo, cevada e aveia, além de dificultar pulverizações, adubações e outras operações mecanizadas devido ao encharcamento do solo.
Segundo o Inmet, os excedentes hídricos devem persistir principalmente em junho e julho, com maior intensidade no Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná. Apesar do baixo risco de deficiência hídrica durante o inverno, o excesso de umidade exigirá atenção redobrada dos produtores no monitoramento fitossanitário e no planejamento das atividades de campo ao longo dos próximos meses.
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Seara reposiciona carne suína no Brasil e já captura mais da metade da receita com estratégia de marca
Programa Açougue Suínos Seara Reserva e inovação de portfólio sustentam avanço em categoria historicamente dominada
por produtos sem agregação de valor

A Seara, da JBS, está consolidando uma mudança estrutural no mercado brasileiro de carne suína ao avançar sobre um dos principais gargalos da categoria: a ausência de marca e padronização no ponto de venda. Combinando inovação de portfólio, inteligência de mercado e transformação do varejo, a companhia já captura mais da metade da receita do segmento com um modelo baseado em valor agregado.
O movimento ocorre em um momento de crescimento consistente do consumo. A carne suína deve atingir 19,5 kg per capita no Brasil, consolidando-se como uma das proteínas que mais avançam no país, presente hoje em 93% dos lares. Ainda assim, cerca de 80% do volume vendido em açougues segue sem identificação de marca ou procedência, espaço que a Seara tem ocupado com uma estratégia estruturada para descomoditizar a categoria.
João Campos, presidente da Seara, avalia que o crescimento recente do consumo abre espaço para uma nova fase, em que qualidade percebida, conveniência e confiança passam a orientar a decisão de compra. “O brasileiro redescobriu a carne suína, e o nosso objetivo é liderar essa nova fase. Investimos na inovação para oferecer soluções de consumo, aliando qualidade à praticidade exigida pelo dia a dia”, afirma.
No centro dessa estratégia está o Açougue Suínos Seara Reserva, programa estruturado para transformar o ponto de venda e profissionalizar o varejo. A iniciativa atua sobre gargalos históricos do setor, como falta de padronização, perdas operacionais e escassez de mão de obra qualificada, e combina capacitação, consultoria técnica e fornecimento de produtos certificados.
Presente em mais de 1.300 lojas e apoiado por uma rede de mais de 130 consultores, o programa registra 93% de retenção entre os clientes e vem sustentando ganhos de margem, redução de perdas e aumento de fluxo nas lojas. Na prática, funciona como uma alavanca de crescimento para o varejo e, ao mesmo tempo, como uma plataforma de inteligência para a indústria.
Além do impacto operacional, o Açougue Suínos Seara Reserva se consolidou como um ativo estratégico para a companhia, ampliando a previsibilidade de demanda, fortalecendo a fidelização do varejo e funcionando como canal de testes e inteligência de mercado.
“Nosso foco é liderar a evolução da carne suína no Brasil, saindo de um mercado pouco diferenciado para um modelo baseado em marca, padronização e valor agregado. O Açougue Suínos Seara Reserva é um ativo estratégico nesse movimento, porque conecta indústria e varejo, melhora a eficiência da cadeia e cria uma experiência de compra mais qualificada para o consumidor”, afirma João Victor Bobsin, diretor executivo comercial da Seara.
Em paralelo, a Seara acelera a inovação no portfólio para capturar novas ocasiões de consumo. Produtos diferenciados, como cortes porcionados, itens temperados e soluções prontas para preparo em forno ou air fryer, já representam 49% da receita da categoria, com meta de chegar a 60% até 2027.
A companhia também aposta na valorização de cortes premium, como prime rib suíno e medalhões de filé mignon suíno, além de linhas como Suculentíssimo e Seara Reserva, voltadas a conveniência e maior valor agregado.
Ao combinar marca, inovação e transformação do ponto de venda, a companhia avança para capturar o crescimento da categoria e consolidar sua posição em um dos mercados mais promissores do setor de alimentos no Brasil.
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Após investir R$ 650 milhões, Porto de Paranaguá cobra avanço das ferrovias para evitar perda de competitividade
Presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, afirma que terminal está preparado para crescer, mas alerta que infraestrutura terrestre ainda limita a eficiência logística.

O modelo de gestão adotado pelo Porto de Paranaguá e os desafios da logística do agronegócio estiveram no centro dos debates do lançamento do Movimento Agroportos, realizado na quinta-feira (25), em Curitiba. Durante o evento, o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, apresentou medidas implementadas nos últimos anos para ampliar a eficiência operacional do terminal e defendeu investimentos em infraestrutura como caminho para reduzir o chamado “Custo Brasil”.

Diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia: “Somos o único porto do país com 100% das áreas arrendáveis regularizadas. Fizemos a concessão do canal de acesso e estamos prestes a entregar a maior obra de infraestrutura do setor portuário do Brasil, que é o Moegão” – Foto: Claudio Neves/GCOM Portos do Paraná
Garcia, que também preside a Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias (Abeph), participou do painel “Regulação, Segurança Jurídica e Eficiência Portuária nos Portos do Sul”, mediado pelo diretor-presidente do IBI, Mário Povia. Ele expôs medidas exitosas adotadas nos portos paranaenses ao longo dos últimos anos, que podem servir de exemplo para outros portos em todo o Brasil. O Porto de Paranaguá é o primeiro do país a ter 100% de suas áreas portuárias arrendadas, garantindo segurança jurídica aos operadores. “Com nossas concessões, somos o único porto do país com 100% das áreas arrendáveis regularizadas. Fizemos a concessão do canal de acesso e estamos prestes a entregar a maior obra de infraestrutura do setor portuário do Brasil, que é o Moegão. São mais de R$ 650 milhões em investimentos, em uma obra que está 95% concluída”, disse Garcia.
As regularizações das áreas arrendáveis promovidas pela Portos do Paraná a partir de 2019 trazem justamente a segurança jurídica discutida no painel. A partir de leilões públicos realizados na Bolsa de Valores do Brasil (B3), as empresas têm a garantia de que poderão investir, pois estão resguardadas por contratos robustos que protegem tanto o arrendante quanto a arrendatária.
Preparado
Ao mencionar a sustentabilidade, Luiz Fernando lembrou que o Porto de Paranaguá se tornou o primeiro porto público brasileiro a conquistar o selo internacional EcoPorts, a mais importante certificação mundial que reconhece as boas práticas de gestão ambiental portuária.
Com as obras mencionadas, o diretor-presidente assegura que o Porto de Paranaguá estará preparado para esse aumento de capacidade e produção no futuro. “O

Diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia: “As empresas precisam ter vantagem comercial e operacional. A partir do momento em que isso deixar de existir, elas vão para outros portos” – Foto: Claudio Neves/GCOM Portos do Paraná
Paraná fez as concessões rodoviárias e R$ 90 bilhões serão aplicados nos contratos vigentes. E o vencimento da concessão da Malha Sul, em 2027, é a oportunidade que temos para discutir com o setor ferroviário, importantíssimo para que o Moegão funcione com sua capacidade plena”, completou.
Indagado sobre os problemas observados para uma discussão mais ampla por parte do Movimento Agroportos, Garcia destacou o custo logístico das cargas até o porto. Para ele, é preciso enfrentar essas deficiências para ganhar mais eficiência. “As empresas precisam ter vantagem comercial e operacional. A partir do momento em que isso deixar de existir, elas vão para outros portos”, disse.
Alex Sandro de Ávila, secretário nacional de Portos do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e presidente do Conselho de Administração da Portos do Paraná (Consad), também foi um dos painelistas. Ele ressaltou a gestão da Portos do Paraná, destacando a requalificação de áreas e os leilões, que geraram maior capacidade de investimento no Porto de Paranaguá. “A Região Sul ainda tem protagonismo no escoamento de cereais, até porque conta com portos extremamente preparados e especializados para essa atividade. Então, buscamos uma sinergia e harmonização, que já deram muito certo aqui no Sul e servem de bom exemplo para desenvolvermos projetos de crescimento nas regiões Norte e Nordeste do país”, disse Ávila.
