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Lucro Social da Embrapa é de R$ 37,18 bilhões em 2017

Para cada real aplicado na Embrapa em 2017, foram devolvidos R$ 11,06 para a sociedade

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Para cada real aplicado na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em 2017 foram devolvidos R$ 11,06 para a sociedade. Os dados são do Balanço Social 2017 da Empresa, que apontou um lucro social de R$ 37,18 bilhões, gerado a partir da adoção, pelo setor agropecuário, de 113 tecnologias e de cerca de 200 cultivares avaliadas na publicação.

"O lucro social, no caso da Embrapa, é derivado dos benefícios econômicos gerados em função dos lucros líquidos obtidos por aqueles que adotam as tecnologias disponibilizadas pela Empresa. Quando relacionamos esses benefícios econômicos com a receita operacional líquida anual, temos o que chamamos de retorno social ou lucro social", explica Antonio Flavio Dias Avila, pesquisador e supervisor de Avaliação de Desempenho Institucional da Secretaria de Desenvolvimento Institucional (SDI) e líder dos estudos de avaliação de impacto na Embrapa. Se considerarmos o fluxo de benefícios econômicos e de custos das tecnologias que estão no Balanço Social a taxa interna de retorno média é de 36,2%. 

Para chegar ao resultado de R$ 11,06 devolvidos à sociedade, o Balanço Social da Embrapa relaciona os Indicadores Laborais, Sociais e as Tecnologias Desenvolvidas e Transferidas à Sociedade que geraram benefícios de R$ 37,18 bilhões em 2017 com a Receita Operacional Líquida de R$ 3,36 bilhões, recursos que a Empresa obteve no ano a partir de receitas geradas com vendas e serviços e os subvenções para custeio, convênios e doações.

Destacam-se no conjunto de tecnologias e cultivares do Balanço Social de 2017 a contribuição da Empresa na tropicalização do trigo, com o desenvolvimento do cultivar BRS 404, específica para cultivo em sequeiro nos cerrados do Brasil. A cultivar de soja BRS 7380RR resistente aos principais nematoides de solos do País – vermes microscópicos que levam os agricultores a abandonarem áreas inteiras infestadas por eles – posiciona a Empresa na liderança numa área que havia sido dominada pela genética importada.

No âmbito da produção animal, uma parceria com a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) e a Olimpo Informática, permitiu a criação da Plataforma de Qualidade – Carne Bonificada, ferramenta que integra todos os elos da cadeia da qualidade da carne nacional e simplifica a adesão dos produtores aos diversos protocolos de raças e às exigências dos diferentes mercados importadores. Ao atender os requisitos estabelecidos nos Programas de Certificação de Raças Bovinas, os bois abatidos recebem selos de qualidade que proporcionam ao produtor o pagamento de uma bonificação.

Na agricultura familiar, o Balanço Social de 2017 destaca o desenvolvimento da BRS Zamir, cultivar que já ocupa 10% da área plantada com tomate-cereja, mais produtiva, tolerante ao principal fungo que ataca o tomateiro e com alto teor de licopeno.

Na busca pelo fortalecimento de ações e iniciativas para a popularização da ciência e tecnologias nacionais, o Balanço Social destaca a Base de Dados da Pesquisa Agropecuária (BDPA) e o Programa de Rádio Prosa Rural. A Embrapa disponibiliza sua produção técnico-científica em repositórios diretamente na internet. Só em 2017, o total de downloads dos conteúdos alcançou 24,5 milhões. Já o Programa Prosa Rural ganhou diversas versões na Web, inclusive um aplicativo para celular.

Um novo olhar sobre a sustentabilidade da agricultura brasileira

O maior destaque do Balanço Social de 2017 é a análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) pela Embrapa Territorial de cerca de 4 milhões de propriedades rurais. Foi constatado que um total de 176.806.937 hectares estava destinado à preservação e à manutenção da vegetação nativa. Isso equivale a 20,5% do território nacional, a contribuição da agricultura brasileira na preservação do meio ambiente.

O relatório também apresenta várias contribuições da Empresa ao desenvolvimento agrícola do Brasil, como os dez anos da Rede de Nanotecnologia Aplicada ao Agronegócio (Rede AgroNano), e para a redução das emissões de gases de efeito estufa e o cumprimento pelo País dos compromissos da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (ONU-COP15) com as tecnologias de fixação biológica de nitrogênio (FBN) na cultura da soja e os sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Estima-se que essas duas tecnologias juntas contribuíram para a redução das emissões de carbono na safra 2016/2017 na ordem de 65 milhões de toneladas de carbono.

A função social da pesquisa pública

Para o pesquisador Antonio Flavio Dias Avila, os dados do Balanço Social demonstram o impacto da contribuição da Embrapa e da pesquisa pública para atender às prioridades nacionais e apoiar a implementação de políticas públicas. "A Embrapa possui um custo para a sociedade, na medida em que gera basicamente bens públicos, produtos que, na sua maioria, não são vendidos, o que impacta negativamente em seus resultados, se analisarmos pela ótica estritamente financeira e contábil", afirma. 

Por isso, esses resultados presentes no Balanço Social vão além das três centenas de tecnologias e cultivares monitoradas ao longo desses 21 anos, cujos impactos foram avaliados neste Balanço Social. Os bens públicos produzidos pelos centros de pesquisa da Embrapa não se restringem aos impactos positivos na geração de renda no meio rural. Esses centros contribuem, sobretudo, para o aumento da oferta e qualidade dos alimentos, que chegam à mesa dos consumidores brasileiros nas áreas urbanas, contribuindo para a redução dos preços da cesta básica.

E a esses impactos ainda possível agregar outros benefícios à economia brasileira, como a geração de saldo na balança comercial, o aumento na arrecadação de impostos e aos empregos adicionais gerados ao longo das cadeias produtivas envolvidas na sua agenda de pesquisa. 

Fonte: Embrapa

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Reforma tributária passa a taxar insumos do agro e pressiona custos no campo

Tributação de até 10% sobre fertilizantes, sementes e defensivos preocupa setor produtivo.

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Desde 1º de abril, insumos essenciais à produção agropecuária, como fertilizantes, sementes e defensivos agrícolas, deixaram de contar com a isenção dos impostos Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). A mudança faz parte da reforma tributária, em vigor desde o início do ano. Diante do início da tributação, o Sistema Faep pede que o governo federal prorrogue o prazo para cobrança.

“O momento de iniciar a cobrança é totalmente descabido. Há diversos fatores geopolíticos que estão influenciando negativamente o fornecimento dos insumos, gerando transtornos no meio rural e alta dos custos ao produtor rural. Por isso, é necessária a revisão dessa medida e a prorrogação do prazo para a tributação”, diz o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Com o fim da isenção, esses insumos passaram a ser tributados em 0,925%, podendo chegar a até 10%, dependendo do regime tributário adotado pelo produtor. Na prática, a medida encarece diretamente o custo de produção, especialmente em culturas intensivas em tecnologia, como soja, milho e algodão.

Esse aumento do imposto sobre fertilizantes ocorre em um momento em que Rússia e China, maiores fornecedores do produto no mundo, estão restringindo as exportações. O Brasil é diretamente impactado por esse cenário global. Atualmente, 85% dos fertilizantes utilizados no país são importados, o que torna o setor vulnerável a oscilações de preços e restrições de oferta causadas por fatores geopolíticos, como conflitos internacionais.

Meneguette atenta para o fato de que, do ponto de vista econômico, tributar insumos estratégicos equivale a tributar a produção antes mesmo do plantio. Além disso, o resultado é um aumento do custo marginal da produção agrícola, que tende a se propagar ao longo de toda a cadeia, resultando em inflação e alta dos alimentos a população.

“É fundamental a suspensão temporária ou a prorrogação da cobrança de PIS e Cofins sobre fertilizantes e insumos estratégicos, enquanto persistirem condições adversas no mercado internacional. Isso é uma decisão estratégica para o setor continuar produzindo com qualidade e eficiência”, complementa o presidente do Sistema Faep.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Copel cria canal exclusivo para produtor rural após articulação do Sistema Faep

Agricultores e pecuaristas relatam atendimento mais ágil, que permite reduzir impactos das quedas de energia e prejuízos no campo.

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Desde 6 de abril, os produtores rurais do Paraná têm um canal exclusivo de comunicação com aCopel. O Copel Agro faz parte de um plano de ações da empresa voltado à redução dessas ocorrências no campo. A iniciativa atende a reivindicação do Sistema Faep, diante dos recorrentes episódios de queda de energia em áreas rurais do Paraná e dos prejuízos milionários dentro da porteira.

A expectativa é que, com o Copel Agro, as respostas aos produtores rurais sejam rápidas com atendimento das demandas com mais eficiência. O canal conta com 30 especialistas disponíveis 24 horas por dia para atender os agricultores. O contato pode ser feito pelo telefone 0800 643 76 76 ou pelo WhatsApp (41) 3013-8970. O atendimento é exclusivo para produtores rurais, especialmente aqueles que atuam com proteína animal, como frango, suíno, leite e peixe.

“Nos últimos meses, as quedas de energia causaram prejuízos enormes aos nossos produtores rurais. Diante dos relatos constantes desses problemas, o Sistema Faep buscou a Copel para a construção de um plano com ações que ajudem o agricultor e pecuarista no momento de queda de energia. Esse canal faz parte desse trabalho, com perspectiva de facilitar e dar agilidade no contato, principalmente na hora de notificar problemas”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Essa é uma conquista importante para os nossos produtores rurais, pois a energia é um insumo fundamental nas atividades dentro da porteira. Vamos continuar acompanhando o cenário, para garantir mais investimentos no meio rural”, complementa.

Max Alberto Cancian, produtor de tilápias de Marechal Cândido Rondon

Max Cancian aprovou o novo canal de comunicação da Copel, com resultados rápidos e atendimento humanizado

Apesar de estar disponível há poucos dias, o serviço já tem registrado resultados positivos. O produtor de tilápias Max Alberto Cancian, de Marechal Cândido Rondon, na região Oeste do Paraná, utilizou o novo canal e aprovou a iniciativa, principalmente o atendimento humanizado. “Um profissional entende melhor o que estamos passando. Conseguimos explicar a gravidade da situação. Na minha experiência, a resposta foi rápida”, conta.

Cancian relata que as quedas de energia ocorrem de duas a três vezes por semana na região, gerando prejuízos. “Já tive muitos equipamentos queimados por causa da oscilação. Esse tipo de perda até é ressarcido pela Copel, mas o gasto com diesel para manter o gerador ligado é alto e não é reembolsado, o que acaba sendo repassado ao consumidor final”, afirma. “Esse novo canal é uma ferramenta importante, mas o ideal é melhorar o serviço para que o produtor não precise acioná-la”, completa.

Rosimeri Draghetti, piscicultora de Santa Helena

Depois de acumular prejuízos, Rosimeri Draghetti identificou melhoras no atendimento da Copel com o novo canal

A piscicultora Rosimeri Draghetti, de Santa Helena, também percebeu melhora no atendimento. Antes de adquirir um gerador, ela acumulou prejuízos com a mortalidade de peixes causada pela falta de energia. “A comunicação antes era muito ruim. Na propriedade não temos sinal de telefone, só internet, e o atendimento pelo WhatsApp demorava bastante. Já ficamos até três dias sem energia. Agora, ao entrar em contato, fui direcionada para esse canal específico do produtor rural”, afirma.

Rosimeri lembra que as longas interrupções sempre geraram preocupação, mesmo com o uso de gerador. “A última queda foi às 22h30 e a energia só voltou às 7h43 do dia seguinte. Desta vez, voltou em duas horas. Isso é importante, pois o gerador é para emergência, não para sustentar a produção por mais de 24 horas”, relata.

Mais ações previstas

O plano elaborado pela Copel em parceria com o Sistema Faep e outras entidades do setor produtivo prevê um conjunto de ações voltadas à melhoria do atendimento e do fornecimento de energia no meio rural. Desde o início do ano, Sistema Faep, Ocepar e Fiep realizam reuniões semanais com a Copel para estruturar um plano alinhado às demandas.

De acordo com Luiz Eliezer, técnico do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estabelece limite médio de oito horas sem energia por ano no Paraná. No entanto, nas propriedades rurais, esse número pode chegar a 40 horas anuais.

“As principais reclamações dos sindicatos rurais envolvem quedas de energia, oscilações e demora no religamento. Levamos essas demandas para as reuniões para que o plano atenda, de fato, às necessidades do produtor. A energia é um insumo essencial ao agricultor, que representa cerca de 25% dos custos de produção”, destaca Eliezer.

As ações previstas serão implementadas a curto, médio e longo prazos e foram estruturadas com base em temas considerados prioritários: poda de vegetação, financiamento, reforço de equipe, comunicação, cadastro, capacitação técnica, tecnologia, geração distribuída, investimentos em subestações e cronograma.

Outro avanço envolve um projeto de lei que retira dos produtores rurais a responsabilidade pelo manejo da vegetação próxima às redes de energia elétrica. O projeto de Lei 189/2026, de autoria dos deputados estaduais Hussein Bakri, Alexandre Curi, Fábio Oliveira, Moacyr Fadel e Evandro Araújo, altera a Lei Estadual 20.081/2019 e estabelece que a poda, manejo e supressão de árvores, em um raio de até 15 metros das redes de distribuição passem a ser responsabilidade das concessionárias. O projeto já está em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e deve ser aprovado ainda neste mês.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Moatrigo 2026 debate efeitos das canetas emagrecedoras no mercado de alimentos

Engenheira de alimentos Cristina Leonhardt analisa como a difusão da semaglutida altera padrões de consumo, reduz ingestão de ultraprocessados e pressiona reformulações no setor de alimentos.

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Foto: Divulgação/Freepik

A popularização dos medicamentos agonistas de GLP 1, impulsionada pela recente expiração da patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, pode transformar o setor alimentício no Brasil, tanto nos padrões de consumo quanto nas estratégias das empresas. O tema integra a programação do Moatrigo 2026, que será realizado na segunda-feira (13), em Curitiba (PR), promovido pelo Sindicato da Indústria do Trigo do Paraná (Sinditrigo PR), reunindo lideranças e representantes da cadeia moageira do trigo.

Foto: Divulgação/Freepik

A palestra “O impacto dos medicamentos GLP 1 nos negócios de alimentos brasileiros” será conduzida por Cristina Leonhardt, engenheira de alimentos com mais de 20 anos de experiência em inovação. Cristina apresentará uma leitura técnica e atualizada sobre como esses medicamentos, originalmente indicados para diabetes, mas amplamente usados para emagrecimento, estão mexendo com padrões de consumo e desafiando empresas de alimentos no país.

Mudanças de consumo já aparecem nos dados
Estudos indicam redução consistente na ingestão entre usuários dos GLP 1 e uma alteração clara nas escolhas alimentares. As tendências mostram queda na procura por processados, maior interesse por alimentos frescos e ácidos e impacto direto em categorias como snacks salgados, uma das mais sensíveis ao novo padrão.

Segundo Cristina, parte dessas mudanças permanece mesmo após o fim do tratamento, o que sinaliza efeitos estruturais para o setor, e

Foto: Divulgação/Freepik

não apenas um ajuste momentâneo.

A palestra também discutirá como empresas de alimentos já começam a reagir ao movimento, com desenvolvimento de produtos mais alinhados a esse novo perfil de consumo, incluindo itens ricos em fibras e proteínas. A especialista apresentará ainda caminhos estratégicos e éticos para que as fabricantes brasileiras se adaptem a diferentes cenários futuros.

Fonte: Assessoria Sinditrigo PR
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