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Lucro líquido da BRF cresce 46% e atinge R$ 3,1 bilhões em 2015

Brasil e Oriente Médio seguem como os principais mercados atendidos pela empresa, respondendo por 50% e 22% do faturamento total, respectivamente

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Mesmo diante de um cenário econômico extremamente desafiador, o lucro líquido da BRF cresceu 46% em 2015, chegando aos R$ 3,1 bilhões. O EBITDA, por sua vez, atingiu R$ 5,7 bilhões no mesmo período, o que significa um crescimento de 21,9% em relação a 2014. A Receita Operacional Líquida (ROL) chegou a R$ 32,1 bilhões, cifra 11% maior ao registrado em 2014. O desempenho provém da expansão das operações globais da companhia, crescimento dos pontos de venda no Brasil e à maior qualidade no atendimento ao cliente.

Para garantir a execução de projetos de eficiência fabril e energética, automação e suporte, a companhia investiu mais de R$ 2 bilhões em 2015", afirma Pedro Faria, CEO Global da BRF. "Mantivemos o propósito de aumentar o nível de eficiência das nossas unidades produtivas, fazendo da BRF uma empresa cada vez mais simples e ágil", explica o executivo.

No Brasil, a venda de produtos de maior valor agregado avançou 7,4% em 2015, totalizando R$ 12,2 bilhões. No período, foram comercializadas 1,7 milhão de toneladas de itens processados na região, um avanço de 4,92% ante o resultado obtido em 2014. O retorno da marca Perdigão em categorias relevantes, Presunto e Linguiça Defumada, contribuiu com o desempenho. A execução da marca em ambas as categorias vem melhorando gradativamente.

Dados divulgados pela Nielsen também ressaltam a superioridade da BRF no mercado brasileiro. Em 2015, a companhia reforçou a liderança em categorias importantes. De acordo com o instituto, a companhia fechou o ano com 63,9% de market share do segmento de pratos prontos, 63,3% de participação do segmento de Frios, 67,3% do mercado margarinas e 41,3% do segmento de embutidos. Importante ressaltar que Sadia e Perdigão seguem como as marcas mais valiosas do setor de alimentos do Brasil, segundo estudo da BrandAnalytics.

E o sucesso da marca Sadia não se limita ao Brasil, transcende fronteiras. No Oriente Médio, por exemplo, segundo principal mercado atendido pela BRF no mundo, foram registradas vendas acima das expectativas, fato que levou a companhia a antecipar o projeto de expansão da capacidade produtiva da fábrica de Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, de 70 para 100 mil toneladas/ano. Além de atender a crescente demanda local, o incremento considera potenciais novos clientes na África do Norte, África Subsaariana e Ásia.

Ainda no Oriente Médio, a BRF avançou na distribuição direta de produtos, ajudando a minimizar a volatilidade dos preços praticados na região. "Em 2015, anunciamos a aquisição de parte do negócio de distribuição de congelados da Qatar National Import and Export. A transação está em linha com o plano estratégico de globalização da companhia, que visa acessar mercados locais e fortalecer as marcas da BRF, distribuindo e expandindo seu portfólio de produtos ao redor do globo", afirma Faria.

Na Ásia, o avanço mais significativo está no incremento do faturamento de produtos de maior valor agregado, que em 2015 cresceu 14,4%, quando comparado ao resultado obtido no ano anterior. Na região Europa/Eurásia, os destaques recaem sobre o avanço do faturamento nos itens de maior valor agregado, que cresceu 12,9%, e em aves in natura, que cresceu 76,7%, ambos no mesmo comparativo (2014/2015).

Na América Latina, a melhora no mix de produtos na Argentina, especialmente em itens de maior valor agregado, bem como o incremento de volumes oriundos de novos mercados, entre eles, o México, impulsionaram os resultados da região. As vendas de itens processados, por exemplo, avançaram 59,3%, no comparativo 2015/2014, totalizando R$ 1,3 bilhão.

Resultados 4T15

No 4T15, a BRF reportou crescimento em todas as suas regionais, totalizando uma ROL de R$ 9 bilhões, índice que supera em 11,3% o resultado obtido no mesmo período do ano passado. As regiões que mais se destacaram, foram Oriente Médio/África, Latam e Europa. Esse crescimento foi puxado por uma melhoria no mix de vendas e aumento dos preços médios em reais, compensando os volumes menores. O lucro líquido da companhia totalizou R$ 1,4 bilhão no 4T15, um crescimento de 42,8% no comparativo com igual período.

No Brasil, o volume de vendas dos itens comemorativos (peru, chester e cortes especiais suínos) avançaram 5%, quando comparado com o mesmo período do ano anterior, puxado principalmente pelos canais de autosserviço e atacado.

Aquisições

Também no 4T15, a BRF anunciou uma série de aquisições – distribuidores, empresas e marcas – conectadas à estratégia da companhia de ampliar a agilidade local e dominância nos canais de venda. Na Argentina, a empresa adquiriu marcas consagradas de salsichas e margarina, e anunciou a compra da Campo Austral, que marca o ingresso da BRF no mercado argentino de carne suína.

Na Ásia, houve o anúncio do acordo de aquisição da tailandesa Golden Foods Siam (GFS), terceira maior exportadora de derivados de frango, com acesso a mercados importantes, entre eles, União Europeia, Japão e países do Sudeste Asiático. Na Europa, a companhia anunciou a aquisição da distribuidora britânica de alimentos Universal Meats, como meio de ampliar a atual carteira de clientes europeus do segmento de food service.

Fonte: Assessoria

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Departamento de Agricultura dos Estados Unidos destaca investimentos de SC para ampliar produção de grãos

O documento destaca o investimento de R$ 24 milhões da Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural.

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Julio Cavalheiro/Arquivo Secom

Novo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que orienta lideranças e monitora as safras do mundo todo, ressalta os esforços de Santa Catarina para aumentar a produção de grãos. O documento destaca o investimento de R$ 24 milhões da Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural a fim de incentivar o cultivo de milho e cereais de inverno.

“Santa Catarina é um estado com vocação para o agronegócio, 30% do nosso Produto Interno Bruto vem do setor produtivo e 70% das nossas exportações têm origem no agro. E o milho é um insumo fundamental para que essa engrenagem continue girando. Estamos reforçando os investimentos para que os produtores tenham acesso à tecnologia e possam ampliar a produção de grãos, investindo também na produção de cereais de inverno”, afirma o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva.

O relatório cita os esforços da Secretaria da Agricultura para reduzir o deficit de grãos, que neste ano deve chegar a 5 milhões de toneladas devido à quebra na safra catarinense. Os investimentos do Governo do Estado estão concentrados em duas frentes: apoio para aquisição de sementes de milho e pesquisa para ampliar a produção de cereais de inverno.

Com o Programa Terra Boa, o Exceutivo estadual irá incentivar a aquisição de 200 mil sacas de semente de milho em todo o estado. Serão R$ 23 milhões em recursos para disponibilizar sementes de médio a altíssimo valor genético, que geram um rendimento maior por hectare plantado.

Santa Catarina irá investir ainda R$ 1 milhão em pesquisas para ampliar a área plantada com grãos de inverno (trigo, triticale, aveia e cevada), em uma parceria entre Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) e Epagri. As estimativas são de que o estado tenha 600 mil hectares de área potencial para a produção desses cultivares.

O relatório do USDA está disponível neste link.

https://apps.fas.usda.gov/newgainapi/api/Report/DownloadReportByFileName?fileName=Grain%20and%20Feed%20Annual_Brasilia_Brazil_04-01-2021

Safra de milho em Santa Catarina

A cigarrinha-do-milho e a estiagem causaram estragos nas lavouras de Santa Catarina. O estado, que esperava colher 2,9 milhões de toneladas, terá uma redução de 20% na produção esperada. Segundo o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), os produtores catarinenses deixarão de colher mais de 800 mil toneladas de milho, principalmente nas regiões de Chapecó e São Miguel do Oeste.

Fonte: Assessoria
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Setor de biogás cresceu 27% em 2020 com incentivo de cooperativas agropecuárias e empresas

A expectativa da associação é que o mercado siga em expansão pelos próximos anos

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Divulgação / Créditos: Pixabay

O setor de biogás encerrou 2020 com 69 novas usinas de geração de energia elétrica em operação no país e um crescimento de 27%, segundo a gerente executiva da Associação Brasileira de Biogás (Abiogás), Tamar Roitman. A informação foi prestada em entrevista ao site BiomassaBR.

A expectativa da associação é que o mercado siga em expansão pelos próximos anos diante do cenário favorável à diversificação da matriz elétrica nacional, o que inclui a realização de investimentos para o fomento da atividade.

As novas usinas foram instaladas, em sua maioria, por empresas e cooperativas agropecuárias que perceberam a oportunidade de diversificar a produção e aumentar a renda a partir da reutilização de resíduos. Os empreendimentos representam incremento de 50 megawatts (MW) da capacidade instalada, o que elevou a potência total do sistema para 200 megawatts (MW).

Na avaliação do vice-presidente da Abiogás, Gabriel Kropsch, o crescimento em meio aos desafios impostos pela realidade da Covid-19 consolidou a força do setor no Brasil. “A pandemia causou uma redução muito forte no consumo de energia. Então, o apetite por novos projetos, não apenas de biogás, mas de todas as fontes, foi postergado”, analisa, em entrevista para o site da associação. “Mas, curiosamente, apesar da postergação, vimos alguns projetos, inclusive de grande porte, que já estavam empenhados, saindo do papel e entrando em operação.”

Em 2021, a previsão para o setor de biogás segue positiva, tendo em vista que o debate energético tem ganhado força neste primeiro trimestre. Além de vislumbrar oportunidades na atividade industrial, o setor de transporte se apresenta como um potencial nicho a ser explorado. Os consecutivos reajustes no valor do diesel realizados pela Petrobras, um total de cinco desde janeiro, também podem favorecer o aumento da participação do biogás no mercado.

De acordo com Kropsch, o biometano tem potencial de substituir até 70% da demanda por diesel no Brasil. A substituição acarretaria em economia e impactos positivos ao meio ambiente.

Investimentos

A longo prazo, as perspectivas incluem os resultados de investimentos e medidas de fomento ao setor, como o recém-criado programa BNDES Gás, anunciado no final de fevereiro.

A iniciativa do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) prevê soluções financeiras para os interessados em investir em biogás e gás natural. Além de linhas de crédito, é oferecido apoio para o lançamento de debêntures de infraestrutura para financiamento de projetos.

Mas, afinal, o que é biogás?

O biogás é o gás bruto naturalmente produzido pela decomposição de resíduos de origem vegetal ou animal. Já o biometano, também chamado de gás natural renovável, é o resultado da purificação do biogás.

A produção pode ser realizada por meio de usinas sucroenergéticas, cadeia de proteína animal, produção agrícola, estações de tratamento de esgoto (ETE) e resíduos sólidos urbanos (RSU).

Na prática, um biodigestor realiza a digestão anaeróbia dos resíduos. A decomposição da energia química geradora do gás é transformada em energia mecânica, responsável por ativar um gerador que produz a energia elétrica.

Por ser uma fonte de energia limpa e renovável, o gás natural apresenta muitas vantagens para o meio ambiente, além de impactos econômicos positivos. Dentre os principais desafios para a ampliação da sua participação na matriz elétrica nacional estão a necessidade de um ambiente regulatório e o incentivo ao aproveitamento de coprodutos do setor agropecuário e de saneamento.

Fonte: Assessoria
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Corte orçamentário afeta prioridades da agropecuária, alerta a Faesp

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Arquivo / OP Rural

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) explica que a Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2021 – PLN nº 28/20, aprovada no final de março pelo Congresso Nacional, não foi bem recebida pelo setor. Houve corte de R$ 2,75 bilhões nos recursos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, afetando diversas linhas de crédito rural que têm juros menores do que os de mercado.

No projeto original do governo (PLOA 2021), a Pasta contaria com dotação orçamentária de R$ 11,9 bilhões. Após os cortes do relator-geral, o senador Marcio Bittar (MDB-AC), o texto-base aprovado destina apenas R$ 9,15 bilhões. Trata-se de redução de 23%, que atinge projetos muito importantes para a agropecuária: o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural contará com menos R$ 84,2 milhões (-8%); as operações de crédito da agricultura familiar uma perda de R$ 1,35 bilhões (-35%); as de investimento, custeio e alongamento de dívidas para os médios e grandes produtores com menos R$ 1,25 bilhões (-28%); e os programas de apoio à comercialização um volume menor de recursos de R$ 68,6 milhões (-7%).

A situação é muito preocupante, pois os cortes comprometem tanto a execução da etapa final do Plano Safra 2020/21, que vai até 30 de junho, quanto a sua próxima edição. A paralisação do que está em curso poderá resultar na interrupção imediata de linhas de financiamento rural. Isso vai na contramão das reais necessidades do setor, que já estima aumento da demanda por crédito subvencionado em 15%, como reflexo dos aumentos dos custos de produção, da taxa básica de juros e da área plantada, esta última estimulada pelos preços mais atrativos das commodities.

A Faesp está empenhada em sensibilizar as autoridades quanto à necessidade de recursos adicionais por ocasião do lançamento do Plano 2021/22. “Não se pode admitir retrocessos, principalmente para as ações estratégicas ligadas à agricultura familiar, seguro rural, defesa, assistência técnica e pesquisa agropecuária”, pondera o Presidente da entidade, Fábio Meirelles. Ele reitera a importância da rápida reconstituição do orçamento da agropecuária, visando garantir a execução da etapa final do Plano 2020/2021, bem como para permitir a elaboração de uma edição robusta para o próximo período.

“Nesta conjuntura de pandemia, a agropecuária brasileira tem respondido com aumento de produção para o abastecimento do Brasil e do mundo, gerando empregos e renda. A Federação acredita que este é um momento propício para apoiar o crescimento do setor, com a oferta adequada de instrumentos de crédito e seguro rural”.

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Dia Estadual do Porco – ACSURS

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