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Lucro líquido da BRF cresce 109,4% e chega aos R$2,2 bilhões em 2014

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O lucro líquido da BRF mais que dobrou no acumulado de 2014 e atingiu o montante de R$2,2 bilhões, incremento de 109,4% na comparação com o ano anterior. O EBITDA, por sua vez, chegou a R$4,9 bilhões, o que significa um crescimento de 56,4% em relação a 2013. A Receita Operacional Líquida (ROL) registrou o montante de R$31,7 bilhões, número 4,0% maior. O desempenho provém de resultados positivos no mercado internacional, crescimento dos pontos de venda no Brasil e à maior qualidade no atendimento.

A análise que se segue exclui os resultados das operações de lácteos, classificadas como descontinuadas no balanço, após a assinatura do contrato de venda deste segmento com a Lactalis. A ROL cresceu 4,4% em 2014, chegando a R$29,0 bilhões contra R$27,8 bilhões em 2013, favorecida pela melhoria de preços médios no Brasil e no mercado internacional, além do crescimento de volumes no Food Services. Nesse sentido, mostrou-se assertiva a estratégia global de posicionar o consumidor final no centro do negócio, identificando particularidades e tendências nos mercados atendidos pela BRF em mais de 110 países.

Em 2014, também houve queda do nível de endividamento da empresa, que encerrou o último trimestre com uma relação da dívida líquida sobre EBITDA (últimos doze meses) de 1,04 vez ante 2,17 vezes no 4T13.

A alienação do negócio de lácteos para a Lactalis (por R$ 1,8 bilhão) está em linha com a estratégia de focar nos negócios que são a vocação da companhia. Com o mesmo objetivo, foi realizada uma parceria estratégica com o Frigorífico Minerva, que absorveu as plantas de abate de bovinos da BRF em troca de uma participação acionária na empresa.

Também em linha com a estratégia de internacionalização da BRF, ao longo do ano foi finalizada a compra de três dos distribuidores da empresa no Oriente Médio: Federal Foods, nos Emirados Árabes Unidos; Al Khan Foods (AKF), em Omã; e Alyasra, no Estado do Kuwait. Além disso, foi inaugurada a fábrica de processados em Abu Dhabi, com capacidade de produzir até 70 mil toneladas/ano. Com isso, a empresa reforçou o portfólio para atuar em regiões como Sul e Sudeste asiáticos, Oriente Médio e África. Por fim, a empresa anunciou a criação de uma joint-venture com a PT Indofood, que irá explorar o negócio de aves e alimentos processados na Indonésia.

MERCADO BRASILEIRO

No acumulado de 2014, a ROL Brasil atingiu R$ 13,9 bilhões, aumento de 6,8% se comparada ao ano anterior. O EBIT Brasil atingiu R$ 1,8 bilhão, registrando um crescimento de 39,5% em relação a 2013.

O processo de Go-to-Market (GTM), consolidado em maio, facilitou a aproximação com o pequeno varejo e possibilitou crescimento gradual nos volumes, eliminação de redundâncias e melhoria na produtividade. Investimentos em sistemas, TI e treinamento de pessoal também permitiram incrementar as vendas e a eficiência da empresa. O índice OTIF (on time, in full), que mede o nível de serviço da companhia, apresentou melhora substancial ao longo de 2014. E a racionalização das operações, com eliminação de 35% dos itens (SKUs), resultou em redução de custos e ganhos em eficiência e agilidade.

MERCADO INTERNACIONAL

A ROL Internacional atingiu R$13,3 bilhões em 2014, crescimento de 1,5% na comparação com o ano anterior. No mercado internacional, visando priorizar a rentabilidade, a Companhia adotou a estratégia de reduzir volumes (queda de 12,3% em relação a 2013), ação compensada pela alta de preços médios, tanto em reais (+15,7%), quanto em dólares (+6,2%).

A sanção russa para aves e suínos imposta aos Estados Unidos, União Europeia, Canadá, Austrália e Noruega impactou diretamente o fluxo de comércio e o preço das proteínas no cenário internacional durante o segundo semestre.

FOOD SERVICES

No ano de 2014, a ROL de Food Services cresceu 8,8%, para R$ 1,7 bilhão. Os volumes cresceram 9,7% no ano, enquanto os preços médios se mantiveram praticamente estáveis (-0,8%). O período ficou marcado pelo aumento de vendas para as redes de fast food, cozinhas industriais e pequenos negócios espalhados pelo país. O mercado passa por um movimento de regulamentação de negócios informais e surgimento de redes de restaurantes mais estruturadas, gerando mais uma oportunidade de expansão para esse segmento em 2015.

RESULTADOS 4T14

No trimestre, a ROL consolidada atingiu R$ 8,0 bilhões, alta de 6,8% em relação ao 4T13, com contribuição positiva de todas as unidades de negócio da companhia. Os destaques foram o crescimento de volumes no Brasil e em Food Services e a melhoria de preços médios no mercado internacional. O lucro líquido registrado no fechamento do 4T14 foi de R$ 991,0 milhões, montante 334,9% maior que o registrado no 4T13.  O EBITDA atingiu R$ 1,8 bilhão no trimestre, 125,6% superior ao do 4T13.

LÁCTEOS

Considerada isoladamente, a operação descontinuada de lácteos apresentou ROL de R$ 2,7 bilhões, praticamente estável em relação a 2013 (-0,5%). O aumento dos preços médios em 11,2% compensou a queda de 10,5% em volumes no período. Já o EBIT deste segmento atingiu R$ 120,6 milhões, crescimento de 90,4% na comparação com 2013 (R$ 63,3 milhões). O resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento dos preços médios no período, além de ganhos de eficiência e maior diluição de despesas.

Fonte: Ass. Impr. da BRF

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Novo marco do trabalho rural propõe mudanças nas regras do campo

Projeto atualiza legislação, unifica normas e traz novas formas de contratação no setor.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, na quarta-feira (25), o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) ao Projeto de Lei 4.812/2025, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que estabelece um novo marco legal para o trabalho rural no país.

Ambos os parlamentares integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que tem atuado em pautas relacionadas à modernização do setor.

A proposta, entre outros pontos, revoga a legislação vigente desde 1973 e consolida, em um único texto, normas hoje dispersas sobre as relações de trabalho no campo. O projeto tem 221 artigos e trata de temas como contratos, jornada, saúde e segurança, negociação coletiva e fiscalização.

Autora da proposta, Buzetti afirma que o objetivo é atualizar a legislação. “A ideia é adequar as regras à realidade atual do campo, que hoje envolve tecnologia, novos modelos de produção e outras formas de contratação”, disse.

O texto também cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com previsão de ações de capacitação e incentivo à adoção de tecnologias no setor.

Zequinha Marinho: “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”

Relator da matéria, Zequinha Marinho destacou que o seu parecer aperfeiçoa a proposta para garantir sua aplicação prática no campo. “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”, afirmou.

Entre as mudanças, o parecer retira ou modifica dispositivos considerados de difícil execução no campo, como regras sobre teletrabalho e exigências administrativas em ambientes com limitações logísticas. Zequinha também questiona a previsão de indenização ao fim de contratos de safra, por considerá-la incompatível com a natureza temporária desse tipo de vínculo.

O projeto prevê ainda a criação de instrumentos como um programa de gerenciamento de riscos no trabalho rural e comissões internas de prevenção de acidentes e assédio, além de regulamentar modalidades de contratação, como trabalho intermitente, temporário e por safra.

A proposta segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa, onde terá decisão terminativa. Se aprovada, poderá ser encaminhada diretamente à Câmara dos Deputados.

Fonte: Assessoria FPA
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Meio-Oeste catarinense registra produtividade média de 204 sacas de milho por hectare

Levantamento preliminar aponta município de Irani como destaque da região, com 234 sacas por hectare, enquanto Epagri reforça acompanhamento técnico em 63 lavouras para orientar manejo e políticas públicas.

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Fotos: Epagri

O Meio-Oeste catarinense caminha para uma safra de milho com produtividade elevada. Levantamento preliminar do Giro da Safra 2025/26 aponta rendimento médio de 204,1 sacas por hectare, com destaque para o município de Irani, que registrou a maior produtividade da região, com 234 sacas por hectare. Até o momento, foram avaliadas 63 lavouras, de um total previsto de 82 propriedades rurais na região.

Os números foram apresentados na última etapa da 3ª edição do Giro da Safra, realizada em Campos Novos na última quarta-feira (25). Durante o evento, foram apresentados os resultados parciais das coletas realizadas na região. Na sequência, o público acompanhou a palestra do pesquisador Joanei Cechin, da Estação Experimental da Epagri de Campos Novos, que falou sobre a cultura do milho e o manejo de plantas resistentes.

A iniciativa é conduzida pela Epagri/Cepa, em parceria com o Sicoob, e tem como objetivo reunir informações técnicas de campo sobre a condução das lavouras e a produtividade. Esses dados servem de base para a tomada de decisão dos produtores e para o planejamento de ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio em Santa Catarina.

Além de Irani, outros municípios apresentaram desempenho acima da média regional. Joaçaba alcançou 220 sc/ha, Concórdia ficou com 218 sc/ha, Campos Novos atingiu 215 sc/ha, Luzerna somou 214 sc/ha e Ibicaré registrou 213 sc/ha. Entre os demais municípios avaliados, as produtividades médias foram de 203 sc/ha em Jaborá, 201 sc/ha em Fraiburgo, 199 sc/ha em Tangará, 196 sc/ha em Ouro, 190 sc/ha em Abdon Batista, 187 sc/ha em Lacerdópolis, 182 sc/ha em Caçador, e 177 sc/ha em Seara e Erval Velho.

A Epagri mantém atuação próxima ao produtor rural e reforça o papel do conhecimento técnico no fortalecimento da agricultura do Meio-Oeste catarinense. “Esses dados refletem o acompanhamento técnico em campo, com avaliação direta das lavouras, o que garante uma leitura mais realista da safra. O Giro da Safra cumpre papel estratégico ao transformar informação técnica em decisão, auxiliando o produtor no ajuste de manejo, orientando o crédito rural e subsidiando políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio regional”, enfatiza o presidente da Epagri, Dirceu Leite.

Acompanhamento técnico do milho

Foto: Epagri

O Giro da Safra é uma das principais ferramentas de acompanhamento técnico da produção de milho em Santa Catarina. A primeira etapa ocorreu em fevereiro, em São Miguel do Oeste, e já indicou que a produtividade média regional deve superar 200 sacas por hectare, com resultados expressivos também em municípios do Extremo-Oeste.

Durante as visitas, as equipes técnicas da Epagri avaliaram as lavouras in loco e encaminharam as amostras para a Estação Experimental de Campos Novos, onde ocorreu o processamento e análises detalhadas. O levantamento incluiu indicadores como umidade e quantidade de grãos, além de informações sobre condução das lavouras, manejo do solo, compactação, plantabilidade e cultivares utilizadas.

Ao longo da 3ª edição do Giro da Safra, as equipes percorreram 169 propriedades rurais em 26 municípios do Extremo-Oeste e Meio-Oeste catarinense. Foram coletados dados precisos diretamente no campo, em mais de 160 propriedades em 26 municípios, avaliando produtividade, condução das lavouras e fatores que impactam o rendimento. Essas informações permitem ter um retrato confiável da safra, orientar produtores, apoiar decisões de mercado e subsidiar políticas públicas.

Fonte: Assessoria Epagri
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Frimesa apresenta rebranding e evolução da marca em coletiva de imprensa em Medianeira

Iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

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Foto: Divulgação/Frimesa

A Frimesa realiza nesta sexta-feira (27) uma coletiva de imprensa para apresentar seu projeto de rebranding e a evolução da marca institucional. O encontro ocorre às 15h45, na sede da cooperativa, em Medianeira.

A apresentação será conduzida pela diretoria da cooperativa, que detalhará as mudanças na identidade visual e os direcionamentos estratégicos associados ao reposicionamento da marca. A iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

Após a exposição técnica, o presidente executivo Elias José Zydek atenderá os veículos de imprensa para entrevistas individuais.

Fonte: O Presente Rural
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