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Lucro da JBS dispara no quarto trimestre e supera previsões

Desempenho foi apoiado por forte demanda da China, que ampliou importações de alimentos após a epidemia de peste suína africana

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A JBS, maior processadora de carne do mundo, publicou na quarta-feira (25) lucro líquido de 2,43 bilhões de reais para o quarto trimestre do ano passado, um salto sobre os cerca de 560 milhões obtidos um ano antes e acima do esperado por analistas.

O desempenho foi apoiado por forte demanda da China, que ampliou importações de alimentos após a epidemia de peste suína africana que atingiu seu rebanho.

A expectativa média de analistas para o lucro da JBS, dona de marcas como Seara e Swift, era de 2,19 bilhões de reais, segundo dados da Refinitiv.

Executivos da companhia afirmaram que a JBS tem a estrutura adequada para superar as incertezas geradas pela pandemia de coronavírus.

A JBS conseguiu reduzir dívida ao longo do ano passado e não tem necessidade de levantar capital adicional, afirmou o vice-presidente financeiro, Guilherme Cavalcanti, à Reuters. A companhia espera economizar em 2020 cerca de 100 milhões de reais em pagamento de juros, disse o executivo.

“Foi muito feliz de ter alongado a dívida no momento certo”, disse Cavalcanti.

A JBS encerrou 2019 com queda na alavancagem. A relação dívida líquida sobre Ebitda fechou o ano em 2,16 vezes em reais ante 3,18 vezes em 2018. Em dólares, a alavancagem caiu de 3,01 vezes para 2,13 vezes.

O presidente-executivo, Gilberto Tomazoni, afirmou que a demanda chinesa vai continuar elevada uma vez que os impactos gerados pela peste suína persistem na cadeia de alimentos do país.

Além disso, o executivo citou que as cidades chinesas estão reduzindo restrições à circulação relacionadas ao coronavírus, o que deve ser positivo para a demanda.

Tomazoni afirmou que a JBS está pronta para enfrentar os impactos da pandemia por causa de sua base de produção diversificada. “Dependendo do tamanho do navio, as ondas vão balançar mais ou menos”, disse o executivo.

Os planos para a listagem das ações dos negócios internacionais do grupo nos Estados Unidos continuam uma prioridade para a JBS, mas o momento para isso é incerto dadas as turbulências geradas pelo Covid-19 no mercado financeiro, disse Tomazoni.

Resultado 

A JBS teve lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização de 5,67 bilhões de reais nos três últimos meses do ano passado, ante expectativa média de analistas compilada pela Refinitiv de 5,53 bilhões.

A companhia teve alta de quase 21% na receita líquida do período, para 57 bilhões de reais.

Na divisão de bovinos no Brasil, a JBS registrou crescimento de quase 100% nas vendas à China, com os volumes avançando 61% e os preços médios crescendo 23%, com reflexo da forte demanda do país asiático.

A divisão Seara, de alimentos processados, teve receita líquida de 5,7 bilhões de reais, alta de quase 24% sobre o quarto trimestre de 2018, graças a uma demanda ainda aquecida no Brasil e em mercados no exterior.

Em 2019, os volumes de embarques de suínos da JBS para a China a partir dos Estados Unidos subiram 10%. Já a Pilgrim´s Pride, companhia norte-americana controlada pelo grupo brasileiro e que vende produtos de carne de frango, teve alta de cerca de 25% na receita líquida do quarto trimestre, totalizando 12,6 bilhões de reais.

Fonte: Reuters
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Preços do boi dispararam em junho com oferta curta e Fator China

Preços do boi gordo dispararam no mercado físico em junho, e continuaram subindo nos primeiros dias de julho

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Arquivo/OP Rural

Os preços do boi gordo dispararam no mercado físico em junho, e continuaram subindo nos primeiros dias de julho. ” Há dois motivos que explicam toda essa situação, o primeiro deles e mais relevante é do acentuado apetite chinês no mercado internacional, comprando volumes bastante substanciais de proteína animal”, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

A China continua com um significativo déficit no mercado local de proteínas animais, provocado pelo surto de Peste Suína Africana (PSA) que dizimou o rebanho suíno doméstico.

Ao mesmo tempo, no Brasil a oferta de animais terminados, prontos para o abate, avaliando a ausência de incentivos para o pecuarista confinar as boiadas no primeiro giro (a decisão de confinamento no primeiro giro começa em março, período em que o mercado atingiu seu ponto de mínima no ano).

Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade à prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 02 de julho:

  • São Paulo (Capital) – R$ 220,00 a arroba, contra R$ 193,00 a arroba em 30 de abril, subindo 14%.
  • Goiás (Goiânia) – R$ 211,00 a arroba, ante R$ 185,00 a arroba (14%).
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 214,00 a arroba, contra R$ 187,00 a arroba (14,4%).
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 212,00 a arroba, ante R$ 178,00 a arroba (19%).
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 200,00 a arroba, contra R$ 174,00 a arroba (+15%).

Exportação

As exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada do Brasil renderam US$ 655,475 milhões em junho (21 dias úteis), com média diária de US$ 31,213 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 152,476 mil toneladas, com média diária de 7,260 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.298,90.

Na comparação com junho de 2019, houve ganho de 34,14% no valor médio diário, alta de 20,47% na quantidade média diária e avanço de 11,35% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado

Plantio de trigo teve bom avanço no Brasil e na Argentina em junho

Comercialização neste primeiro semestre foi lenta no mercado interno

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Cleverson Beje

O foco do mercado brasileiro de trigo no mês de junho permaneceu sobre os trabalhos de plantio e o clima para as lavouras. Para este final de semana, há possibilidade de geadas em algumas regiões que, dependendo da intensidade, podem prejudicar o desenvolvimento e afetar a produtividade.

A comercialização neste primeiro semestre foi lenta no mercado interno. A oferta foi reduzida e o câmbio elevou os preços de importação do grão. A indústria está bem abastecida e não deve voltar às compras até a entrada da safra nova. Com o início da colheita, os preços devem começar a cair.

Paraná

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, que o plantio da safra 2020 de trigo do estado atinge 94% da área estimada de 1,13 milhão de hectares, contra 1,028 milhão de hectares em 2019, alta de 10%. Segundo o Deral, 89% das lavouras estão em boas condições 9% em situação média e 2% em condições ruins. As lavouras se dividem entre as fases de germinação (7%), crescimento vegetativo (84%), floração (8%) e frutificação (1%).

A produção deve ficar em 3,672 milhões de toneladas, 72% acima das 2,141 milhões de toneladas colhidas na temporada 2019. A produtividade média é estimada em 3.250 quilos por hectare, acima dos 2.205 quilos por hectare registrados na temporada 2019.

Rio Grande do Sul

O plantio de trigo atinge 87% da área, estimada em 915.712 hectares. Na semana passada, os trabalhos atingiam 74%. Em igual período do ano passado, o implante cobria 84% da área. A média para os últimos cinco anos é de 83%. Todas as lavouras estão em fase de germinação ou desenvolvimento vegetativo.

Argentina

O plantio de trigo atinge 79,1% da área na Argentina. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, os trabalhos avançaram 7,8 pontos percentuais na semana e estão 5,3 pontos adiantados em relação ao ano passado. A projeção de área foi cortada para 6,5 milhões de hectares. Até o momento, os trabalhos cobrem 5,142 milhões de hectares.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Segundo Safras

Comercialização de soja perde ritmo, mas segue bem acima da média

Comercialização da safra 2019/20 de soja do Brasil envolve 92,9% da produção projetada

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Divulgação/MAPA

A comercialização da safra 2019/20 de soja do Brasil envolve 92,9% da produção projetada, conforme relatório de SAFRAS & Mercado, com dados recolhidos até 3 de julho. No relatório anterior, com dados de 5 de junho, o número era de 88,7%.

Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 71,1% e a média para o período é de 74,8%. Levando-se em conta uma safra estimada em 124,609 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 115,806 milhões de toneladas.

A venda antecipada para 2020/21 pulou de 35,6% no início de junho para 39,8%. Como SAFRAS ainda não tem projeção de safra para a próxima temporada, a base para cálculo foi a de uma produção igual a desse ano. Ou seja, cerca de 49,6 milhões de toneladas já foram comprometidas.

A comercialização da safra futura está bem acelerada na comparação com o ano anterior, quando o índice era de 14,7%, e também supera a média normal para o período, de 12,4%.

O analista de SAFRAS, Luiz Fernando Roque, ressalva que a perda no ritmo dos negócios no período é reflexo dos grandes volumes já comercializados, tanto para a safra disponível como para a safra nova.

Fonte: Agência SAFRAS
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