Suínos
Losivanio Lorenzi é reeleito presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos
Nova diretoria da ACCS terá pluralidade regional e renovação de lideranças, reforçando compromisso com biosseguridade, sustentabilidade e competitividade do setor.

A Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) realizou, nesta sexta-feira (10), a Assembleia Geral Ordinária (AGO) que definiu a nova diretoria da entidade para o próximo mandato. O atual presidente, Losivanio Luiz de Lorenzi, foi reeleito por aclamação e unanimidade, após não haver inscrição de outras chapas concorrentes.
De acordo com Losivanio, o resultado reflete a confiança dos produtores e lideranças do setor no trabalho desenvolvido pela ACCS ao longo dos últimos anos. “Colocamos os cargos à disposição, mas não houve manifestação de outras chapas. Fomos eleitos por aclamação, com representantes de todas as regiões do estado. Isso mostra a união da nossa classe e a força da suinocultura catarinense”, afirmou.
A nova diretoria, que assume oficialmente a partir de 2026, contempla representantes de diferentes regiões e perfis da atividade, incluindo produtores integrados, independentes e lideranças de cooperativas. Segundo o presidente, essa composição plural fortalece a entidade. “Temos uma diretoria completa, com pessoas que vivem a suinocultura no dia a dia. Isso é essencial para continuar defendendo os interesses dos produtores, sem esquecer das demandas das indústrias, cooperativas e do diálogo constante com o governo”, destacou.
Losivanio também ressaltou a importância da renovação parcial da diretoria, que incorporou novas lideranças, como
Vinícius Pozzo, secretário de Agricultura de Concórdia, e os empresários Vinícius Marin e Ivan Pinzetta. “São pessoas que conhecem a atividade, têm energia e vontade de contribuir. Essa mescla entre experiência e renovação garante continuidade com inovação”, afirmou.
Entre as principais mudanças, está a eleição de Adir Engel, de Braço do Norte, como novo vice-presidente. A região Sul passa a ocupar o cargo, em cumprimento a um acordo firmado anteriormente entre as lideranças regionais. Engel, que já foi secretário de Agricultura do município, representa uma das áreas com maior número de produtores independentes do estado.
Ao comentar os desafios para o próximo ciclo, Losivanio reforçou o compromisso da ACCS com a biosseguridade nas propriedades rurais, a sustentabilidade ambiental e a manutenção da competitividade da suinocultura catarinense.
“Seguimos firmes, atentos às questões políticas e ambientais, para garantir que Santa Catarina continue sendo referência em qualidade e produtividade. Nosso foco é sempre o produtor e a continuidade da pujança do agronegócio catarinense”, concluiu.
Diretoria 2026/2031
Presidente: Losivanio Luiz de Lorenzi
Vice-presidente: Adir Engel
Conselho Fiscal Efetivo: Daniel Michels, Ivan Carlos Pinzetta e Valdir José Moraes
Conselho Fiscal Suplente: Marcos Antonio Spricigo, Vinícius Marin e Vinícius Cavalli Pozzo

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.








