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Londrina sedia simpósio nacional sobre pecuária intensiva

Temas como mercado, gestão de propriedades, manejo de pastagens, nutrição animal, reprodução e melhoramento genético serão abordados no evento, que comemora os 25 anos da Fazenda Figueira e da Estação Experimental.

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Foto: Divulgação/Fazenda Figueira

Os principais nomes da pecuária de corte do Brasil estarão reunidos entre quinta (24) e sexta-feira (25), em Londrina, no Noroeste do Paraná, para o Simpósio de Pecuária de Corte Intensiva, promovido pela Fazenda Figueira e a Estação Experimental Agrozootécnica Hildegard Georgina Von Pritzelwitz, em parceria com a Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq).

Temas como mercado, gestão de propriedades, manejo de pastagens, nutrição animal, reprodução e melhoramento genético serão abordados no evento, que contará com ciclo de palestras e mesa-redonda realizadas no Centro de Eventos Aurora Shopping na quinta-feira, e Dia de Campo com visitação à Fazenda Figueira na sexta-feira.

Foto: Gabriel Faria

O simpósio marca as comemorações de 25 anos da Fazenda Figueira e da Estação Experimental, que coincidem com o centenário de nascimento do doador da Fazenda à Fealq, o engenheiro agrônomo Alexandre Von Pritzelwitz, que tinha como propósito dar continuidade ao seu trabalho de vida.

Administrada para ser financeiramente autossustentável, a Fazenda Figueira abriga a Estação Experimental Agrozootécnica Hildegard Georgina Von Pritzelwitz, que tem como foco validar pesquisas que aumentem a produtividade e a rentabilidade da pecuária de corte em bases sustentáveis.

O gerente da Fazenda Figueira, engenheiro agrônomo José Renato Silva Gonçalves, ressalta que desde 2000 são conduzidos no local trabalhos de produção e pesquisa, que somam mais de 80 projetos desenvolvidos em parceria com empresas e instituições de ensino nacionais e estrangeiras.

O resultado destes 25 anos de trabalho será apresentado no evento, dirigido a produtores rurais, técnicos do setor e estudantes de Ciências Agrárias. “Nosso objetivo com o simpósio é disseminar todo nosso referencial em pesquisa na criação e pecuária de corte, bem como unir teoria e prática ao fornecer diretrizes técnicas capazes de impactar positivamente os sistemas de produção”, destaca José Renato.

Para participar do simpósio é necessário fazer a inscrição no site da Fealq, acesse clicando aqui.

Toda a renda das inscrições será doada ao Hospital do Câncer de Londrina, instituição de referência nacional no tratamento oncológico.

Programação completa do Simpósio de Pecuária de Corte Intensiva:

Quinta-feira (24), das 07h às 17h45

Local – Centro de Eventos Aurora Shopping|Piso 4 (Av. Ayrton Senna da Silva, 400 – Palhano 1)
07h às 08h: Credenciamento
08h às 08h30: Abertura evento
08h30 às 09h15: Palestra “Histórico e Gestão Fazenda Figueira”, com José Renato Silva Gonçalves
09h15 às 10h: Palestra “Manejo de Pastagens”, com o professor doutor Moacyr Corsi
10h às 10h30: Coffee break
10h30 às 11h15: Palestra “Mercado”, com Alcides Torres da Scot Consultoria
11h15 às 12h: Mesa redonda
12h às 14h: Pausa para almoço
14h às 15h: Palestra “Nutrição”, com professor doutor Flavio Augusto Portela Santos
15h às 15h45: Palestra “Reprodução”, com professor doutor Roberto Sartori
15h45 às 16h15: Coffee break
16h15 às 17h: Palestra “Melhoramento Genético”, com Marcelo Almeida da CIA de Melhoramento
17h às 17h45: Mesa redonda e encerramento

Sexta-feira (25), das 08h às 13h

Local – Fazenda Figueira (Bairro: Zona Rural Distrito Paiquere, Londrina-PR, Complemento: CXPST 8003)
08h30 às 09h: Recepção na Fazenda Figueira
09h às 09h45: Apresentação Fazenda Figueira por José Renato Silva Gonçalves
10h às 10h45: Estação Manejo Pastagem por Prof. Dr. Moacyr Corsi
11h às 11h45: Estação Melhoramento Genético por Marcelo Almeida – CIA de Melhoramento
12h às 13h: Almoço e encerramento

*Programação e palestrantes sujeitos à alteração.

Fonte: Assessoria Fealq

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Armazenamento correto garante qualidade e previne perdas de produtos pecuários

Boas práticas são essenciais para a produtividade da fazenda e envolvem higiene, controle de temperatura e organização física do espaço.

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Grãos e rações devem ficar sobre paletes com distanciamento da parede para evitar surgimento de roedores – Foto: Divulgação/Connan

Na pecuária, o bom desempenho do rebanho está ligado a fatores como alimentação, controle de doenças e parasitas, cuidado com o bem-estar animal e monitoramento constante do gado. Além desses critérios, as boas práticas no armazenamento de produtos destinados aos animais também devem ser consideradas essenciais, uma vez que previnem perdas e garantem a produtividade da fazenda.

As boas práticas visam garantir a qualidade, segurança e valor dos produtos, prevenindo contaminações e perdas. Os procedimentos envolvem higiene, controle de temperatura e organização física do espaço, e variam conforme o tipo de produto (ração, suplementos, medicamentos). “Esses princípios mantêm a boa qualidade desses itens, evitando, além das perdas ligadas ao seu valor financeiro, chance de contaminar outros artigos ou provocar doenças no rebanho”, explica o zootecnista Bruno Marson.

Antes de armazenar os produtos, é importante observar qual tipo de espaço ele deve ser guardado. Rações e suplementos precisam ser armazenados em locais secos e arejados, preferencialmente em suas embalagens originais ou em recipientes herméticos, sobre paletes e afastados das paredes para evitar umidade e acesso de pragas. “No caso de medicamentos e vacinas veterinárias é preciso seguir rigorosamente as instruções do fabricante quanto à temperatura, uma vez que muitos desses produtos requerem refrigeração e condições de armazenamento em local seguro e separado de outros produtos químicos”, destaca Marson.

No caso de defensivos agrícolas e químicos, o armazenamento deve ser feito em local isolado, com ventilação adequada, piso impermeável e sinalização de perigo. A legislação brasileira dispõe sobre o sistema de armazenagem dos produtos agropecuários, e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fornece cartilhas de boas práticas para serviços de alimentação que são relevantes para produtos de origem animal.

Princípios fundamentais

Marson enfatiza que a higiene rigorosa é essencial, por isso é necessário manter as instalações, equipamentos e utensílios sempre limpos e sanitizados, e que a higiene pessoal dos colaboradores também é crucial. Os locais de armazenamento devem ser limpos, organizados, bem ventilados e protegidos da luz solar direta, umidade, insetos, roedores e outros animais.

No caso da temperatura, seu controle é vital, especialmente para insumos como vacinas e medicamentos. Câmaras frias e refrigeradores devem ser usados conforme as especificações do fabricante. “As embalagens devem proteger o produto da umidade e de contaminações externas. No caso de rações e grãos a granel, deve-se prevenir o ataque de pragas através de iscas, evitar acesso livre ao material e bloquear possíveis abrigos”, orienta.

Outra dica de Marson é organizar os produtos de forma a permitir a fácil inspeção e limpeza e implementar a rotação de estoque (primeiro a entrar, primeiro a sair – PEPS) para garantir que os produtos mais antigos sejam usados antes de vencerem. Além disso, implementar um plano eficaz para a gestão de resíduos e controle de pragas para evitar a infestação das instalações. “Seguindo essas orientações, os produtos ficarão bem armazenados, garantindo assim a produtividade do rebanho e a rentabilidade da fazenda”, menciona Marson.

Fonte: Assessoria Connan
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Sobretaxas dos Estados Unidos derrubam exportações brasileiras em vários setores

Estudo mostra que apenas seis dos 21 segmentos conseguiram compensar, em outros mercados, a queda nas vendas ao mercado americano.

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Foto: Gilson Abreu/AEN

As sobretaxas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros tiveram impacto amplo e negativo sobre as exportações do país. Um estudo da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) mostra que apenas seis dos 21 setores exportadores conseguiram compensar, em outros mercados, as perdas registradas nas vendas ao mercado americano.

Entre agosto e novembro de 2025, todos os setores analisados venderam menos para os Estados Unidos na comparação com o mesmo período de 2024. A queda somada alcançou US$ 1,5 bilhão. Em praticamente todos os segmentos, a retração das exportações para os EUA foi mais intensa do que a variação das vendas globais, o que evidencia o peso do mercado americano para a pauta exportadora brasileira.

Foto: Vosmar Rosa/MPOR

A tentativa de redirecionar exportações para outros países não foi suficiente para a maioria dos setores. Em 15 dos 21 segmentos avaliados, o crescimento das vendas ao restante do mundo não conseguiu compensar as perdas nos Estados Unidos. Juntas, essas áreas acumularam redução de US$ 1,2 bilhão.

Os impactos mais expressivos foram registrados nos setores de alimentos, como mel e pescados, além de plástico e borracha, madeira, metais e material de transporte. Apenas seis setores conseguiram equilibrar as perdas com vendas em outros mercados: produtos vegetais; gorduras e óleos; químicos; pedras preciosas; máquinas e aparelhos elétricos; e máquinas e instrumentos mecânicos.

Mesmo nesses casos, a compensação foi limitada. O estudo aponta que, muitas vezes, os produtos exportados para outros destinos não são os mesmos que tradicionalmente têm os Estados Unidos como principal mercado. Isso indica que a substituição do mercado americano ocorre de forma incompleta, tanto em valor quanto em perfil de produtos.

No setor de máquinas e aparelhos elétricos, por exemplo, as exportações para os Estados Unidos recuaram US$ 104,5 milhões no período analisado. Já as vendas para outros mercados cresceram US$ 650 milhões. Apesar do saldo positivo, itens específicos de maior valor agregado, como transformadores e geradores, também tiveram desempenho fraco fora dos EUA. As exportações de transformadores caíram tanto para o mercado americano quanto para o restante do mundo, enquanto os geradores registraram queda acentuada nos EUA e avanço modesto nos demais destinos.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

O levantamento reforça que o mercado dos Estados Unidos segue difícil de substituir. Além do volume, o país importa produtos mais diversificados e com maior valor agregado, o que limita a capacidade de redirecionamento das exportações brasileiras no curto prazo.

Para a Amcham, os dados mostram que a diversificação de mercados ajuda, mas não resolve. A entidade avalia que, para grande parte da indústria brasileira, as perdas provocadas pelas sobretaxas não podem ser plenamente revertidas sem avanços nas negociações comerciais com os Estados Unidos.

Fonte: O Presente Rural com informações Amcham
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Preços dos grãos terminam 2025 sob pressão e incerteza no mercado

Soja, milho e trigo enfrentaram um ano de ajustes ao longo da cadeia global.

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Foto: Shutterstock

O mercado global de commodities encerrou 2025 marcado por preços pressionados, oferta elevada em várias cadeias e forte influência de fatores externos. Para 2026, o cenário segue condicionado a decisões políticas, tensões comerciais, clima e ajustes entre oferta e demanda, aponta a análise da Hedgepoint Global Markets.

No plano internacional, as políticas tarifárias dos Estados Unidos continuam no radar, com potencial para alterar fluxos comerciais, especialmente na relação com a China. A disputa entre as duas potências segue como um dos principais focos de atenção dos mercados. Em países emergentes, eleições também devem influenciar o ambiente econômico. No Brasil, o processo eleitoral previsto para outubro tende a aumentar a volatilidade ao longo do ano.

Na política monetária, a expectativa é de um período de maior equilíbrio. Após cortes de juros em 2025, bancos centrais como o Federal Reserve e o Banco Central Europeu se aproximam de uma fase de estabilização. No Brasil, há espaço para redução da taxa Selic ao longo de 2026, desde que as expectativas de inflação permaneçam controladas, com projeção de encerrar o ano em torno de 12%.

Esse pano de fundo macroeconômico e geopolítico se soma aos desafios específicos de cada mercado agrícola, especialmente ligados ao clima, à produção e ao consumo.

Complexo soja

O mercado de soja viveu em 2025 um cenário de forças opostas. A safra recorde da América do Sul contrastou com a redução de área nos Estados Unidos. A guerra comercial reduziu a demanda pela soja americana, ao mesmo tempo em que o crescimento do esmagamento e a perspectiva de maior uso de biocombustíveis ajudaram a sustentar o mercado. Uma trégua nas tensões entre EUA e China deu algum fôlego aos preços no fim do ano.

Em 2026, quatro pontos concentram as atenções. O primeiro é o volume de compras da China de soja norte-americana, após o compromisso de aquisição de pelo menos 25 milhões de toneladas. O segundo envolve o biodiesel nos Estados Unidos, cujas definições adiadas em 2025 devem impactar óleos vegetais e farelo no próximo ano. O terceiro fator é o clima na América do Sul, com incertezas sobre o potencial produtivo de Brasil e Argentina. Por fim, a decisão sobre a área de plantio nos EUA para a safra 26/27 dependerá do comportamento dos preços, com possibilidade de migração de área do milho para a soja.

Milho e trigo

No milho, 2025 foi marcado por produção recorde nos Estados Unidos, resultado da combinação entre aumento de área e condições climáticas favoráveis. As exportações surpreenderam positivamente, sustentadas pela competitividade dos preços. No trigo, grandes produtores também ampliaram a oferta, levando a produção global a níveis elevados.

Para 2026, o clima na América do Sul será determinante. Brasil e Argentina podem elevar a produção se as condições forem favoráveis, embora o fenômeno La Niña traga riscos, especialmente para a safra argentina. No Brasil, atrasos no plantio da soja podem comprometer o calendário do milho safrinha, elevando a exposição a riscos climáticos. Ainda assim, há tendência de aumento de área, impulsionada pela demanda crescente por etanol de milho, com novas plantas previstas para entrar em operação.

Nos Estados Unidos, a definição da área entre milho e soja dependerá da relação de preços no primeiro trimestre de 2026. Apesar da possibilidade de redução de área do milho, a demanda aquecida pode limitar cortes mais significativos. No trigo, as atenções se voltam ao clima no desenvolvimento da safra de inverno do Hemisfério Norte, em um contexto de transição do La Niña para condições neutras ao longo do primeiro semestre.

Fonte: O Presente Rural
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