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Suínos Infraestrutura deficitária

Logística brasileira vive “tempestade perfeita”, avalia ABPA

A logística ineficiente eleva o custo Brasil, reduz a competitividade dos produtos nacionais e ajuda a frear o crescimento desse setor tão importante para a economia brasileira. Isso quase todo mundo já sabe. O que não se esperava é que o cenário poderia piorar. E piorou. A pandemia colocou a logística mundial de cabeça para baixo. Faltam navios, faltam contêineres e faltam rotas marítimas.

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Arquivo/OP Rural

Estradas mal conservadas, uso excessivo de caminhões para o transporte de mercadorias, falta de investimentos em modais ferroviários e aquaviários, portos com infraestrutura deficitária e mais recentemente a alta imparável no preço dos combustíveis são problemas bem conhecidos enfrentados pelas agroindústrias brasileiras. A logística ineficiente eleva o custo Brasil, reduz a competitividade dos produtos nacionais e ajuda a frear o crescimento desse setor tão importante para a economia brasileira. Isso quase todo mundo já sabe.

O que não se esperava é que o cenário poderia piorar. E piorou. A pandemia colocou a logística mundial de cabeça para baixo. Faltam navios, faltam contêineres e faltam rotas marítimas. As poucas companhias detentoras do transporte internacional de cargas estão otimizando suas operações, deixando em segundo plano, por exemplo, o Brasil, em detrimento de economias que movimentam mais, como as rotas entre Europa, Estados Unidos e Ásia.

O jornal O Presente Rural ouviu lideranças do agronegócio brasileiro para entender o impacto real que a logística tem no setor, entender como está o cenário atual na logística ao redor do mundo e encontrar soluções para esses gargalos. Ele avalia que atualmente a logística brasileira vive em uma “tempestade perfeita”.

Para o coordenador do Grupo de Logística da ABPA (associação Brasileira de Proteína Animal), José Perboyre, o Brasil não dá a devida importância ao sistema de transporte de cargas, tem um modelo obsoleto, caro e pouco eficiente. Ele defende soluções a curto e médio prazos, mas adverte que um plano de contingência deve ser elaborado o quanto antes, entre governo, embarcadores e entidades do setor para executar soluções que reduzam os gargalos que tornam a logística brasileira pouco eficiente.

Cenário

Para Perboyre, o problema começa na matriz modal que o Brasil priorizou há muitos anos: o rodoviário. “Mais de 60% da nossa matriz é rodoviária. Nós torcemos e trabalhamos para o Brasil diversificar essa matriz, usar o transporte ferroviário, por exemplo. O uso excessivo de caminhões para transporte dos produtos agropecuários gera mais custos em relação a outros modelos, além de gerar desperdícios durante o trajeto”, disse, exemplificando sobre a porcentagem de grãos que são transportados a granel e caem das carretas durante o trajeto nas rodovias brasileiras. “Gera custos elevados, além do desperdício nas estradas”, menciona.

Para ele, é preciso atacar em duas frentes: investimento e diversificação. “A nossa infraestrutura rodoviária precisa de investimentos, mas precisamos diversificar essa matriz, usando o ferroviário e o aquaviário também”, menciona o coordenador de Logística da ABPA.

De acordo com o profissional, vale lembrar que aproximadamente 70% de tudo que é produzido pelo agronegócio brasileiro tem como destino o consumo do mercado interno. Entretanto, organizações como A FAO (A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) já admitem que o Brasil terá que exportar cada vez mais produtos para atender a crescente demanda mundial por alimentos. E a infraestrutura em todos os elos da logística, opina Perboyre, precisa acompanhar esse crescimento da produção, oferecendo estradas, portos, aeroportos e hidrovias como alternativas mais seguras e baratas para esse e outros setores da economia brasileira. “O Brasil precisa ter diferentes modais. Temos dimensões e naturalmente somos fornecedores de proteína para o mundo. Exige a necessidade de olhar essas necessidades (da logística). Isso depende de governos, iniciativa privada e mudanças em algumas legislações. São investimentos de médio e longo prazos, mas tem que precisam começar agora”, aponta, mencionando a maior movimentação de cargas do agro prevista para os próximos anos, com o crescimento do setor de aves e suínos, por exemplo.

Faltam rotas para América Latina

As rotas dos navios, que já eram cada vez mais otimizadas pelas poucas companhias que detém esse tipo de serviço no mundo, ficaram ainda mais escassas durante a pandemia. Com menos navios circulando, essas companhias acabaram priorizando mercados de grande consumo, como Estados Unidos e Ásia. O resultado. Navios esperando para descarregar nos portos de Europa, Ásia e América do Norte e falta de contêineres e navios para outras regiões, como África e América do Sul.

“Antes da pandemia de Covid-19 já havia um processo de otimização das rotas, feito pelas empresas marítimas. Elas simplificam rotas, existia um processo de aumento do tamanho dos navios e diminuição das rotas. Isso já existia desde quando as empresas marítimas começaram a concentrar o mercado. Naturalmente elas começam a racionalizar as rotas. A pandemia potencializou essa racionalização. Entre as causas estão lentidão nos protos, a quase zerada produção de contêineres em todo o mundo e a paralização de alguns portos, além do problema com o travamento do Canal de Suez”, frisa.

E os portos brasileiros

Os navios aumentaram o calado, levam 35% a mais de carga”, destaca. Os navios transportam 14 mil TEUs (contêineres) ou mais, mas o Porto de Paranaguá (PR), por exemplo, um dos mais importantes para o agronegócio brasileiro, suporta navios que carregam no máximo 12 mil TEUs. “E nossos problemas não são somente com profundidade, é preciso também investimento em áreas de manobra, entre outras situações”.

Custos dispararam

De acordo com Perboyre, a falta de contêineres fez disparar o preço para locar contêineres com a pandemia, prejudicando ainda mais a competitividade dos produtos brasileiros, como as carnes, que são exportadas em contêineres refrigerados, os chamados reefers. A retomada da economia tem acontecido de forma muito rápida no mundo e isso demandou mais contêineres. Com mais procura e pouca oferta, os preços subiram muito. E o setor de aves e suínos não suporta muito essas oscilações porque são produtos de baixo valor agregado se comparado a outros mercados, como o de eletroeletrônicos, por exemplo.

O custo para levar um contêiner dos portos do Brasil para a Ásia estava entre US$ 4 mil, US$ 5 mil há pouco tempo atrás. Hoje estamos falando algo em torno de R$ 20 mil. Infelizmente é a lei da oferta e da procura”, revela o coordenador de Logística da ABPA. “O aumento expressivo do frente vai aumentar nossa competitividade. Nosso produto não tem alto valor agregado, suporta menos aumentos”, reforça Perboyre.

Lentidão

A produção agropecuária destinada à exportação não parou durante a pandemia. Mas com menos rotas marítimas, menos contêineres e problemas nos portos, os produtos estão demorando para chegar ao exterior. Ficam estocados em indústrias e nos portos a espera de um embarque.

“Há cargas que estão levando até 85 dias para chegar na Ásia, quando o ideal seria algo em torno de 40 dias. Hoje algo entre 30 e 40% das cargas de aves e suínos estão agurdando para serem exportadas”, revelou o profissional. De acordo com ele, isso significa a paralização de cargas no valor de US$ 260 milhões. “São divisas que deixam de entrar no país”, menciona.

Em busca de soluções 

Perboyre explica que a ABPA, armadores resposáveis pelos portos e autoridades do governo federal alinham estratégias para agir e resolver problemas que incluem até legislações obsoletas. Por exemplo, a cabotagem, que é a movimentação de um navio entre portos do mesmo país, ainda é engessada no Brasil. Uma lei específica está em tramitação no congresso para facilitar esse tipo de navegação. Com isso, por exemplo, navios estrangeiros poderiam para em mais de um porto brasileiro, reduzindo custos.

Temos um grupo de entidades que pediu duas cosias ao governo federal. Primeiro, nos reunimos com o secretário nacional dos Portos para em breve ter uma reunião com o Ministério da Infraestrutura para discutir os problemas, chamar os armadores, ter diálogo, criar um plano de contingência. Sabemos que não vamos resolver nossos problemas de imediato, mas temos que começar a fazer. E para o imediato, o pouco que for feito já é alguma coisa. O segundo ponto que pedimos é a médio prazo, para embarcações maiores poderem atracar no Brasil. “Uma das nossas reclamações é que esses navios grandes não atracam. Isso representaria 35 a 40% a mais de carga em cada embarcação. Outra questão é a cabotagem, nossa navegação costeira”, pontua.

A cabotagem é a navegação entre portos ou pontos da mesma costa de um país. É um modo de transporte que tem crescido mais de 10% ao ano no Brasil, quando considerada a carga transportada em contêineres. A medida legislativa em tramitação tem como objetivo aumentar a oferta da cabotagem, incentivar a concorrência, criar novas rotas e reduzir custos. Entre outras metas, o Ministério da Infraestrutura pretende ampliar o volume de contêineres transportados, por ano, de 1,2 milhão de TEUs de 20 pés, em 2019, para 2 milhões de TEUs, em 2022, além de ampliar em 40% a capacidade da frota marítima dedicada à cabotagem nos próximos três anos, excluindo as embarcações dedicadas ao transporte de petróleo e derivados, de acordo com o governo federal. Mas Perboyre adverte que para isso “é preciso adequar a legislação e buscar outras alternativas”.

Otimismo

Perboyre é enfático ao mencionar ações concretas rápidas para não tornar esse problema cada vez pior, com crescimento da produção agropecuária e falta de investimentos em logística. “Temos portos não adequados, temos transporte rodoviário não adequado, temos pouco transporte ferroviário, mas as crises provocam soluções. Vamos buscar o dialogo com armadores para manter nossa competitividade, fazer a lição de casa, apagar o incêndio de hoje com um plano de contingência, mas também discutir medidas de longo prazo, como receber navios de maior calado e ter ferrovias.

A logística do Brasil vive “uma tempestade perfeita, mas ela nos abre os olhos para dialogar e tirar bons frutos desse aprendizado”, agir na resolução dos gargalos. E o coordenador de Logística da ABPA deixa um recado bastante claro, até óbvio, mas incrivelmente negligenciado até hoje: “Não basta produzir, tem que entregar”.

Suínos

Defesa sanitária da suinocultura amplia ações contra a Peste Suína Clássica

Plano nacional, reforço da biosseguridade e controle de suínos asselvajados estiveram entre os principais temas debatidos por MAPA, CNA e representantes do setor.

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Foto: Divulgação/Faep

Representantes da cadeia produtiva participaram da reunião da Câmara Nacional de Aves e Suínos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), realizada de forma remota. Na pauta, estiveram as ações conduzidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) para a erradicação da Peste Suína Clássica (PSC), além de medidas de biosseguridade, vigilância sanitária e estratégias para o controle de suínos asselvajados no país.

Para o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, a erradicação da Peste Suína Clássica e o fortalecimento da biosseguridade são prioridades para a suinocultura brasileira. “O trabalho integrado entre governo, setor produtivo e entidades representativas é essencial para proteger nosso patrimônio sanitário e ampliar a competitividade da cadeia, tanto no mercado interno quanto nas exportações”, destacou.

Avanços no plano de erradicação da PSC

Presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes: “O trabalho integrado entre governo, setor produtivo e entidades representativas é essencial para proteger nosso patrimônio sanitário e ampliar a competitividade da cadeia, tanto no mercado interno quanto nas exportações”

Durante a reunião, o MAPA apresentou os avanços do Plano Nacional de Erradicação da Peste Suína Clássica. Entre os principais destaques, foram apresentados os resultados da primeira etapa do inquérito soroepidemiológico, realizada entre maio e junho nos estados do Amazonas, Pará e Roraima. Essa fase é considerada fundamental para subsidiar o pleito de reconhecimento internacional de uma nova zona livre da doença.

A expectativa é que, até 2027, o pleito seja encaminhado à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), com o objetivo de obter o reconhecimento oficial da região como nova zona livre de PSC em maio de 2028.

O Ministério também informou que a vigilância clínica nas Regiões I e II avançará para a segunda fase, com o acompanhamento dos rebanhos, a atualização dos cadastros de produtores e propriedades rurais e o fortalecimento das ações de vigilância sanitária.

Outro tema abordado foi a estratégia de vacinação contra a PSC nas áreas onde ainda há circulação do vírus, com prioridade para os estados do Piauí e Ceará. A ação dá continuidade ao projeto-piloto iniciado em 2020 no estado de Alagoas e representa mais um avanço rumo à erradicação da doença em todo o território nacional.

Biosseguridade ganha reforço

Na área de biosseguridade, o Ministério reforçou que está em vigor a Portaria SDA/MAPA nº 1.358, que estabelece novos critérios para a certificação das Granjas de Reprodutores Suínos Certificadas (GRSC), baseados em requisitos de biosseguridade. Também foi informado que está em elaboração uma norma federal destinada às granjas comerciais, definindo padrões mínimos de biosseguridade para todo o país.

Suínos asselvajados entram na pauta sanitária

Foto: Giuliano De Luca/O Presente Rural/ChatGPT

O monitoramento dos suínos asselvajados também esteve entre os principais temas da reunião. O MAPA apresentou os avanços do Programa Nacional de Sanidade Suídea, que reúne informações por meio de questionários respondidos por produtores rurais, serviços veterinários oficiais e controladores populacionais. No entanto, o Ministério alertou para a baixa adesão dos produtores ao levantamento e solicitou o apoio das entidades representativas para ampliar a participação, uma vez que os dados obtidos servirão de base científica para a formulação de políticas públicas voltadas ao controle dessas populações.

Durante o encontro, foi informado que o IBAMA passou recentemente por uma reestruturação institucional e conta agora com uma equipe dedicada à questão dos javalis. De acordo com representantes do MAPA, o órgão elabora, em conjunto com o Ministério e a CNA, um plano nacional para o controle populacional dos suínos asselvajados, cujas primeiras propostas deverão ser apresentadas ainda em 2026.

Os participantes ressaltaram que a principal preocupação sanitária está relacionada ao risco de introdução da Peste Suína Africana (PSA) por meio desses animais. Embora os suínos asselvajados presentes no Brasil sejam, em sua maioria, híbridos e não javalis puros, característica que facilita seu controle, foi reforçada a necessidade de intensificar as medidas de biosseguridade nas granjas comerciais, especialmente por meio do cercamento adequado das propriedades.

Atuação integrada fortalece a defesa sanitária

Ao longo da reunião, representantes das federações estaduais também defenderam o fortalecimento da assistência técnica aos produtores, a ampliação do cadastramento das propriedades, melhorias na gestão ambiental dos resíduos da produção e o reforço das ações de conscientização sobre biosseguridade. O MAPA destacou que a atuação conjunta entre os serviços oficiais e as entidades representativas será fundamental para consolidar a erradicação da Peste Suína Clássica e fortalecer a defesa sanitária da suinocultura brasileira.

Fonte: Assessoria ABCS
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Suínos

Embarques de carne suína superam 785 mil toneladas no semestre

Pela primeira vez, todos os meses do primeiro semestre registraram exportações acima de 110 mil toneladas, segundo dados da Secex.

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Foto: Shutterstock

As exportações brasileiras de carne suína registraram o maior volume da história para um primeiro semestre. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho foi favorecido pelo aumento dos embarques em um período de enfraquecimento do mercado interno, o que contribuiu para reduzir a sobreoferta da proteína no país.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o Brasil exportou 785,4 mil toneladas de carne suína entre janeiro e junho de 2026. O volume é o maior da série histórica da Secretaria, iniciada em 1997, para os seis primeiros meses do ano.

Outro destaque do período foi o desempenho mensal das exportações. Pela primeira vez, todos os meses do primeiro semestre registraram embarques superiores a 110 mil toneladas, conforme os dados da Secex.

De acordo com o Cepea, embora o primeiro semestre tradicionalmente apresente um ritmo mais lento de exportações em comparação com a segunda metade do ano, o desempenho registrado em 2026 reforça a possibilidade de novos avanços nos embarques brasileiros ao longo do segundo semestre.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos

Workshop abre programação do SBSS com foco em sanidade na suinocultura

Evento pré-simpósio reunirá especialistas para debater prevenção, diagnóstico, uso racional de antimicrobianos e monitoramento sanitário em Chapecó.

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No dia 11 de agosto, a partir das 9 horas, o Nucleovet promoverá o pré-simpósio "Gestão de Programas Sanitários na Suinocultura – Da Prevenção ao Tratamento Otimizando o Uso de Antimicrobianos"

A programação do 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS) começa antes mesmo da abertura oficial do evento. No dia 11 de agosto, a partir das 9 horas, o Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) promoverá o pré-simpósio “Gestão de Programas Sanitários na Suinocultura – Da Prevenção ao Tratamento: Otimizando o Uso de Antimicrobianos”, um workshop que reunirá especialistas para discutir estratégias de prevenção, diagnóstico, uso racional de antimicrobianos e monitoramento sanitário. O evento será realizado no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC), e integra a programação do SBSS, considerado um dos principais fóruns técnicos da suinocultura na América Latina.

Presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin: “A sanidade é um dos pilares da suinocultura moderna e o uso consciente dos antimicrobianos é uma demanda crescente em todo o mundo” – Foto: Suellen Santin/MB Comunicação

A agenda foi estruturada para oferecer uma visão prática e integrada sobre os principais desafios enfrentados pelos profissionais na elaboração de programas sanitários. Ao longo da manhã, serão abordados temas que vão desde os fundamentos da farmacologia até ferramentas de diagnóstico, desenho de protocolos sanitários e análise econômica dos tratamentos, permitindo aos participantes aplicar conceitos técnicos na tomada de decisão dentro das granjas.

A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que o workshop será um momento de oferecer conteúdos alinhados aos desafios atuais da produção animal. “A sanidade é um dos pilares da suinocultura moderna e o uso consciente dos antimicrobianos é uma demanda crescente em todo o mundo. Reunimos especialistas com ampla experiência para discutir soluções práticas que contribuam para uma produção cada vez mais eficiente, sustentável e responsável”, afirma.

Para o presidente da comissão científica do SBSS, Lucas Piroca, o formato do workshop permite aprofundar temas que exigem maior detalhamento técnico. “O objetivo é proporcionar aos participantes uma imersão em um assunto de extrema relevância para o setor. O uso racional de antimicrobianos passa por diagnóstico, planejamento, monitoramento e avaliação constante dos resultados. É um conteúdo que dialoga diretamente com a rotina dos profissionais que atuam na sanidade suína”, ressalta.

Foto: Divulgação/SBSA

A coordenação científica do workshop ficará a cargo do médico-veterinário Paulo Eduardo Bennemann, que ressalta que a eficiência dos programas sanitários depende, de um diagnóstico preciso e de decisões técnicas bem fundamentadas. “A antibioticoterapia é uma prática que combina conhecimento técnico, análise estratégica e tomada de decisão precisa. Compreender quais agentes ou patógenos desafiam o sistema de produção, como eles se manifestam e em que momento ocorrem é fundamental para o sucesso de qualquer programa de controle sanitário. Sem essas informações, a condução das ações tende a se tornar uma prática empírica, baseada em tentativa e erro, geralmente menos eficaz e mais onerosa”, explica.

Segundo Bennemann, o workshop foi estruturado para oferecer aos participantes uma visão integrada sobre o planejamento sanitário nas granjas. “Nosso objetivo é promover uma abordagem holística da sanidade, reunindo profissionais de reconhecida experiência para discutir conceitos e estratégias que apoiem uma tomada de decisão mais assertiva no planejamento e na utilização prudente dos antimicrobianos. Queremos contribuir para que médicos-veterinários e gestores tenham ferramentas para construir programas sanitários mais eficientes, sustentáveis e alinhados às demandas atuais da produção”, destaca.

O workshop será dividido em quatro módulos. A abertura ficará por conta do médico-veterinário Everson Zotti, que apresentará os fundamentos de qualquer programa sanitário, abordando conceitos como bactericidas, bacteriostáticos, farmacodinâmica, farmacocinética e associações entre antimicrobianos.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Na sequência, Edison Magalhães conduzirá o módulo Inteligência Sanitária e Diagnóstico, discutindo a importância da identificação correta dos desafios sanitários, da interpretação de exames laboratoriais, do uso de ferramentas como antibiogramas e testes de concentração inibitória mínima (MIC), além do aprendizado obtido a partir de falhas diagnósticas.

O terceiro módulo será ministrado por Augusto Heck, que abordará a construção de programas sanitários viáveis, promovendo uma reflexão sobre o uso indiscriminado de protocolos de amplo espectro, os impactos da utilização inadequada de antimicrobianos e os critérios técnicos para definição dos tratamentos mais adequados.

Encerrando a programação técnica, Luiz Carlos Giongo apresentará estratégias voltadas à farmacoeconomia e ao monitoramento dos tratamentos, demonstrando como avaliar o retorno sobre o investimento (ROI), acompanhar a eficácia dos protocolos sanitários e utilizar tecnologias para detectar precocemente possíveis falhas. O workshop será concluído com uma mesa-redonda reunindo todos os palestrantes para debater os principais desafios e responder às dúvidas dos participantes.

SBSS

As inscrições já estão disponíveis no site, acesse clicando aqui. O investimento do segundo lote, até o dia 30 de julho, é de R$ 750 para profissionais e R$ 450 para estudantes. O valor para participar somente da 17ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários terão condições diferenciadas.

Tecnologia e negócios

Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.

O espaço será destinado à apresentação de lançamentos, soluções inovadoras e fortalecimento do networking entre empresas, profissionais, pesquisadores e produtores, ampliando as oportunidades de negócios e troca de experiências durante o evento.

Programação geral

18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura

17ª Brasil Sul Pig Fair

Workshop: Gestão de programas sanitários na suinocultura

9h00 – Módulo 1: A base de qualquer programa

• Conceitos de Bactericida e Bacteriostático

• Por que pensar em Farmacodinâmica e Farmacocinética

• Interações e associações de drogas antimicrobianas

Palestrante: Everson Zotti

9h40 – Módulo 2: Inteligência Sanitária e Diagnóstico

• Entendimento do conceito e desafio sanitário: qual é o meu desafio?

• Diagnóstico de rotina e análise de dados (isolamento, antibiograma, MIC)

• Aprendizado com falhas diagnósticas

Palestrante: Edison Magalhães

10h20 – Módulo 3: Desenhando Programas Factíveis

• Crítica aos protocolos de “amplo espectro”

• Impactos do uso imprudente de antimicrobianos

• O que realmente é necessário para resolver o problema

Palestrante: Augusto Heck

11h00 – Módulo 4: Farmacoeconomia e Monitoramento

• O programa que cabe no bolso (Análise de ROI)

• Como monitorar a efetividade do tratamento

• Tecnologias para detecção precoce de falhas

Palestrante: Luiz Carlos Giongo

11h30 – Mesa Redonda

Terça-feira (11)

13h30 – Abertura da Programação Científica

Painel Produção – A BASE

13h40 às 14h10 – Primíparas: Gestão Estratégica e Longevidade

Palestrante: Rafael Ulguim

14h15 às 14h45 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Sanidade)

Palestrante: Paulo Eduardo Bennemann

14h50 às 15h20 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Nutrição)

Palestrante: Cesar Augusto Pospissil Garbossa

15h25 às 15h55 – Mesa Redonda

16h00 às 16h30 – Coffee break

16h30 às 17h10 – O Futuro da Proteína Suína

Palestrante: Luis Rua

17h10 às 17h30 – Perguntas

17h30 – Solenidade de Abertura Oficial do SBSS

18h30: Palestra de Abertura:

20h00: Coquetel de Abertura na PIG FAIR

Quarta-feira (12)

Painel Biovigilância – Gestão Integrada

08h00 às 8h40: Biomanagement e Defesa Sanitária: Estratégias de Mitigação

Palestrante: Jordi Baliellas Capdevila

08h45 às 09h15: Vigilância e controle de Vetores: Roedores e Insetos como disseminadores de Patógenos

Palestrante: Alisson Mezzalira

09h20 as 09h50 – Mesa Redonda

09h50 às 10h20: Coffee Break

Painel Alimentação – Desafios e Oportunidades

10h20 às 10h50 – Eixo Imuno-Nutricional: Programação Metabólica da Matriz ao leitão

Palestrante: Jose Soto

10h55 às 11h25 – Imunonutrição: Estratégias Não Farmacológicas para a Resiliência Sanitária

Palestrante: Andres Gomez

11h30 às 12h00: Vigilância Analítica e Gestão de Micotoxinas: Estratégias para Blindar a Performance e a Sanidade

Palestrante: Ricardo Rauber

12h00 às 12h30 – Mesa Redonda

12:30 às 14h00 – Intervalo para almoço

12h30 às 13h30 – Eventos Paralelos

Painel Sanidade – Saúde Respiratória

14h00 às 15h00 – Erradicação de M. hyopneumoniae: Protocolos de Exposição, Estabilização e Eliminação

Palestrantes: Gustavo Silva e Paul Yeske

15h00 às 15:30 – Sincronia Sanitária: O Impacto da Aclimatização de Leitoas na estabilidade do plantel

Palestrantes: Luciano Brandalise

15h30 às 16h00: Coffee Break

16h00 às 16h40 – Influenza em Foco: Impactos e alternativas de controle

Palestrante: Ricardo Yuti Nagae

16h45 às 17h25 – Ambiência 4.0: Conectividade, Bem-Estar e Eficiência Energética na Suinocultura

Palestrante: Lederson Trindade de Lima

17h35 às 18h00 – Mesa Redonda

18h30 às 19h30 – Evento Paralelo Exclusivo (MSD)

20h00: Happy Hour na PIG FAIR

Quinta-feira (13)

08h30 às 09h10 – Alimentação de Precisão: Sensores, Conectividade e Eficiência Nutricional

Palestrante: Bruno Silva

09h10 às 09h30 – Perguntas

9h30 às 10h00 – Coffee Break

Painel Pessoas – Gestão e Performance

10h00 às 10h30 – Percepção vs. Realidade: Comunicação Estratégica para Mitigar Erros e Maximizar Resultados

Palestrante: Creici Lamonato

10h35 às 11h05 – Capital Humano e Sucessão: Preparando a Próxima Geração e as Equipes de Alta Performance

Palestrante: Rogério Facin

11h10 às 11h40 – O Apagão de Mão de Obra e o Desafio da Qualificação

Palestrante: Anderson Queirós

11h45 às 12h15 – Mesa Redonda

12h15 – Sorteio de brindes e encerramento

Fonte: Assessoria Nucleovet
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