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Livre de brucelose e tuberculose: Região Oeste do Paraná tem primeira propriedade certificada

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LINHA DE APOIO
No fim de agosto, o bovinocultor Evaldo Kliemann, associado da Copagril, recebeu uma ótima notícia. A sua propriedade, localizada na Linha São José, em Quatro Pontes, recebeu certificação de livre de brucelose e tuberculose bovina. Esta é a primeira certificação do escritório regional da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) de Marechal Cândido Rondon. A certificação é concedida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Certificação

Segundo o chefe local da Adapar, o médico veterinário Nilson de Freitas Gouveia, a certificação faz parte do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT) e para recebê-la é necessário cumprir normas específicas. “São feitos três exames nos animais, com intervalos de três meses do primeiro para o segundo exame e de seis meses do segundo para o terceiro. Se todos derem negativo, obtém-se o certificado”, explicou. 
Os testes de brucelose são realizados em fêmeas com mais de 24 meses que foram vacinadas entre três e oito meses e em machos com mais de oito meses. Para a tuberculose, todos os animais com mais de seis semanas são examinados. Também é necessário controlar o trânsito de animais na propriedade; só podem entrar os vindos de outra propriedade certificada ou que tenha, pelo menos, dois exames negativos para brucelose e tuberculose. A certificação tem validade de um ano e anualmente são feitas revalidações.
Todo o processo de certificação é acompanhado por um médico veterinário, que fica responsável pelo manejo sanitário da propriedade. No caso de Kliemann, foi Alexandre Herzog, veterinário terceirizado da Copagril, que fez o acompanhamento. 
 

Vantagens

Gouveia explica que os animais procedentes de propriedades certificadas são dispensados de testes para estas doenças no momento da comercialização. “Isso facilita a comercialização dos animais, é seguro para quem vende e para quem compra. Quanto mais propriedades adquiram a certificação, mais segurança teremos, para a nossa saúde e dos animais”, ressalta. 
A certificação de livre de brucelose e tuberculose é voluntária, explica o chefe da Adapar. Todos os interessados podem requerê-la. É preciso, primeiro, ter um médico veterinário habilitado junto ao Mapa, que se responsabilizará pela propriedade, e informar a Adapar sobre o interesse. O próximo passo é realizar os procedimentos e a documentação necessária, enquanto o produtor e o veterinário iniciam os exames. Assim que saírem os três resultados negativos para cada doença, a propriedade será certificada como livre de brucelose e tuberculose.
 

Satisfação

A família Kliemann iniciou na atividade leiteira nos anos 80, com apenas quatro vacas uruguaias, compradas da Copagril. De lá para cá o plantel foi aumentando e chegou a 110 cabeças, todos animais gerados na propriedade. “Eu sei que é um gado bom e saudável, pois nós que criamos, não vem nada de fora”, afirma Evaldo. E este é um dos fatores que colaborou na conquista da certificação.
O quatro-pontense analisa que, tendo a bovinocultura leiteira como principal atividade pecuária, garantir a qualidade do produto e a sanidade dos animais é um benefício a mais. “Quando a área técnica da Copagril e a Adapar sugeriram que eu buscasse a certificação, fiquei indeciso, mas depois nós concluímos que só nos traria benefícios”, destaca. Hoje em dia, Kliemann tem certeza da medida: “Tenho a satisfação e a certeza do que tenho na propriedade animais bons, livres destas duas doenças (brucelose e tuberculose). Isto me traz mais segurança de ter um leite de qualidade e também animais saudáveis na hora da venda”, comenta orgulhoso, certo de que a certificação é uma forma de garantir a qualidade do plantel e baixo risco sanitário.
 

Fonte: O Presente Rural

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Novo marco do trabalho rural propõe mudanças nas regras do campo

Projeto atualiza legislação, unifica normas e traz novas formas de contratação no setor.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, na quarta-feira (25), o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) ao Projeto de Lei 4.812/2025, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que estabelece um novo marco legal para o trabalho rural no país.

Ambos os parlamentares integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que tem atuado em pautas relacionadas à modernização do setor.

A proposta, entre outros pontos, revoga a legislação vigente desde 1973 e consolida, em um único texto, normas hoje dispersas sobre as relações de trabalho no campo. O projeto tem 221 artigos e trata de temas como contratos, jornada, saúde e segurança, negociação coletiva e fiscalização.

Autora da proposta, Buzetti afirma que o objetivo é atualizar a legislação. “A ideia é adequar as regras à realidade atual do campo, que hoje envolve tecnologia, novos modelos de produção e outras formas de contratação”, disse.

O texto também cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com previsão de ações de capacitação e incentivo à adoção de tecnologias no setor.

Zequinha Marinho: “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”

Relator da matéria, Zequinha Marinho destacou que o seu parecer aperfeiçoa a proposta para garantir sua aplicação prática no campo. “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”, afirmou.

Entre as mudanças, o parecer retira ou modifica dispositivos considerados de difícil execução no campo, como regras sobre teletrabalho e exigências administrativas em ambientes com limitações logísticas. Zequinha também questiona a previsão de indenização ao fim de contratos de safra, por considerá-la incompatível com a natureza temporária desse tipo de vínculo.

O projeto prevê ainda a criação de instrumentos como um programa de gerenciamento de riscos no trabalho rural e comissões internas de prevenção de acidentes e assédio, além de regulamentar modalidades de contratação, como trabalho intermitente, temporário e por safra.

A proposta segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa, onde terá decisão terminativa. Se aprovada, poderá ser encaminhada diretamente à Câmara dos Deputados.

Fonte: Assessoria FPA
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Meio-Oeste catarinense registra produtividade média de 204 sacas de milho por hectare

Levantamento preliminar aponta município de Irani como destaque da região, com 234 sacas por hectare, enquanto Epagri reforça acompanhamento técnico em 63 lavouras para orientar manejo e políticas públicas.

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Fotos: Epagri

O Meio-Oeste catarinense caminha para uma safra de milho com produtividade elevada. Levantamento preliminar do Giro da Safra 2025/26 aponta rendimento médio de 204,1 sacas por hectare, com destaque para o município de Irani, que registrou a maior produtividade da região, com 234 sacas por hectare. Até o momento, foram avaliadas 63 lavouras, de um total previsto de 82 propriedades rurais na região.

Os números foram apresentados na última etapa da 3ª edição do Giro da Safra, realizada em Campos Novos na última quarta-feira (25). Durante o evento, foram apresentados os resultados parciais das coletas realizadas na região. Na sequência, o público acompanhou a palestra do pesquisador Joanei Cechin, da Estação Experimental da Epagri de Campos Novos, que falou sobre a cultura do milho e o manejo de plantas resistentes.

A iniciativa é conduzida pela Epagri/Cepa, em parceria com o Sicoob, e tem como objetivo reunir informações técnicas de campo sobre a condução das lavouras e a produtividade. Esses dados servem de base para a tomada de decisão dos produtores e para o planejamento de ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio em Santa Catarina.

Além de Irani, outros municípios apresentaram desempenho acima da média regional. Joaçaba alcançou 220 sc/ha, Concórdia ficou com 218 sc/ha, Campos Novos atingiu 215 sc/ha, Luzerna somou 214 sc/ha e Ibicaré registrou 213 sc/ha. Entre os demais municípios avaliados, as produtividades médias foram de 203 sc/ha em Jaborá, 201 sc/ha em Fraiburgo, 199 sc/ha em Tangará, 196 sc/ha em Ouro, 190 sc/ha em Abdon Batista, 187 sc/ha em Lacerdópolis, 182 sc/ha em Caçador, e 177 sc/ha em Seara e Erval Velho.

A Epagri mantém atuação próxima ao produtor rural e reforça o papel do conhecimento técnico no fortalecimento da agricultura do Meio-Oeste catarinense. “Esses dados refletem o acompanhamento técnico em campo, com avaliação direta das lavouras, o que garante uma leitura mais realista da safra. O Giro da Safra cumpre papel estratégico ao transformar informação técnica em decisão, auxiliando o produtor no ajuste de manejo, orientando o crédito rural e subsidiando políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio regional”, enfatiza o presidente da Epagri, Dirceu Leite.

Acompanhamento técnico do milho

Foto: Epagri

O Giro da Safra é uma das principais ferramentas de acompanhamento técnico da produção de milho em Santa Catarina. A primeira etapa ocorreu em fevereiro, em São Miguel do Oeste, e já indicou que a produtividade média regional deve superar 200 sacas por hectare, com resultados expressivos também em municípios do Extremo-Oeste.

Durante as visitas, as equipes técnicas da Epagri avaliaram as lavouras in loco e encaminharam as amostras para a Estação Experimental de Campos Novos, onde ocorreu o processamento e análises detalhadas. O levantamento incluiu indicadores como umidade e quantidade de grãos, além de informações sobre condução das lavouras, manejo do solo, compactação, plantabilidade e cultivares utilizadas.

Ao longo da 3ª edição do Giro da Safra, as equipes percorreram 169 propriedades rurais em 26 municípios do Extremo-Oeste e Meio-Oeste catarinense. Foram coletados dados precisos diretamente no campo, em mais de 160 propriedades em 26 municípios, avaliando produtividade, condução das lavouras e fatores que impactam o rendimento. Essas informações permitem ter um retrato confiável da safra, orientar produtores, apoiar decisões de mercado e subsidiar políticas públicas.

Fonte: Assessoria Epagri
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Frimesa apresenta rebranding e evolução da marca em coletiva de imprensa em Medianeira

Iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

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Foto: Divulgação/Frimesa

A Frimesa realiza nesta sexta-feira (27) uma coletiva de imprensa para apresentar seu projeto de rebranding e a evolução da marca institucional. O encontro ocorre às 15h45, na sede da cooperativa, em Medianeira.

A apresentação será conduzida pela diretoria da cooperativa, que detalhará as mudanças na identidade visual e os direcionamentos estratégicos associados ao reposicionamento da marca. A iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

Após a exposição técnica, o presidente executivo Elias José Zydek atenderá os veículos de imprensa para entrevistas individuais.

Fonte: O Presente Rural
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