Notícias EXPOINTER 2021
Live Conexão Suinocultura leva informação diretamente a casa do suinocultor
Evento fez parte da programação da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul – ACSURS na 44ª Expointer

Realizada na última quarta-feira (8), a live Conexão Suinocultura levou até a casa dos suinocultores gaúchos, através de um bate-papo descontraído direto da Casa da ACSURS na Expointer, diversas informações sobre o setor suinícola. O evento, transmitido pelo YouTube, foi promovido em parceria com o portal de informações Suíno.com e marcou a programação da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul – ACSURS na 44ª Expointer.
Apresentado por Eliana Panty Schwarz, a programação da live contou com a participação presencial e on-line de diferentes lideranças nacionais e estaduais que debateram temas importantes para a suinocultura.
O presidente da ACSURS, Valdecir Luis Folador, realizou a abertura do evento. Ele destacou o novo cenário e as adaptações da entidade frente ao momento pandêmico. “Já que o produtor não pôde vir até nós, a entidade foi até a casa do suinocultor para falar sobre temas relacionados ao setor da suinocultura”, disse.
Entre os convidados esteve o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, que falou sobre as perspectivas do setor apesar da suinocultura estar em um momento em que os custos de produção estão elevados. “Estamos observando a demanda crescente em cima do consumo da carne suína. Acho que a população já está conseguindo enxergar a qualidade da carne suína. O consumo vem aumentando. Se conseguirmos alcançar parâmetros de 17.8kg ou 18kg, tenho certeza que iremos diminuir as nossas dependências do mercado chinês”, observou.
O primeiro vice-presidente da ACSURS, Mauro Antonio Gobbi, falou sobre questões de mercado. Entre as preocupações, Gobbi reafirmou o posicionamento de Lopes ao mencionar os altos custos de produção, além do preço baixo pago pelo quilo do suíno vivo no Rio Grande do Sul. Para ele, no entanto, a expectativa para o segundo semestre é positiva. “Esse cenário deve mudar. Não podemos esquecer que nosso consumo de carne suína aumenta no segundo semestre por conta das festas de final de ano. Porém, nada comparado a 2020”, explicou o
vice-presidente.
O presidente do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do RS (FundesaRS), Rogério Kerber, destacou que manter a sanidade do rebanho, seja qual for, é zelar pelo maior patrimônio do produtor. “Sem saúde animal, não tem produção. Não tem acesso ao mercado”, frisou.
A programação também contou com a apresentação de diferentes pratos preparados pela consultora gastronômica Rejane Lorenzon, onde a carne suína foi, certamente, a protagonista. Além disso, contou com a participação do enólogo Juliano Carraro, diretor comercial da vinícola Lídio Carraro, que falou sobre a harmonização de vinhos com a proteína mais consumida do mundo.
CPS
Entre os diferentes temas tratados na live Conexão Suinocultura, o melhoramento genético através do trabalho desenvolvido pela Central de Produção de Sêmen – CPS da ACSURS ganhou destaque. Gerente Técnico e Comercial da CPS, o médico-veterinário Luciano Bianco do Amaral afirmou que é impossível não citar o trabalho da entidade quando é falado em sêmen suíno resfriado e melhoramento genético do rebanho suíno. “A CPS é pioneira. Começou suas atividades em 1976 e, naquela época, foi uma revolução total na suinocultura”, enfatizou.
Amaral ainda complementou dizendo que, desde o início das atividades da CPS, se vem melhorando a qualidade dos processos da produção sêmen suíno e deixando à disposição do suinocultor animais de alta genética para manter a qualidade dentro das granjas.
A CPS trabalha com todos os programas genéticos e com diferentes raças de suíno.
Não conseguiu acompanhar a live?
Confira aqui: https://www.youtube.com/watch?v=J1U4Ux_CUk4

Notícias
Captação via CPR responde por quase metade do crédito rural no início da safra de grãos
Instrumento soma R$ 121 bilhões entre julho e dezembro de 2025 e ganha espaço diante de retração nas linhas tradicionais.

A captação de recursos por meio das Cédulas de Produto Rural (CPR) consolidou-se como um dos principais pilares do financiamento do agronegócio brasileiro na primeira metade da safra 2025/26. Entre julho e dezembro de 2025, o volume movimentado por esse instrumento alcançou R$ 121,9 bilhões, crescimento de cerca de 30% na comparação com o mesmo período da temporada anterior.
Os dados constam do boletim de desempenho do crédito rural divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, que aponta uma mudança relevante no perfil do financiamento agrícola. No acumulado do semestre, o crédito rural total contratado somou R$ 284,1 bilhões, alta de 3% em relação ao ano anterior, mas com avanço concentrado sobretudo nas operações via mercado de capitais.
A força da CPR ficou evidente na composição do custeio. Somados os recursos tradicionais e os captados por meio do título, o financiamento do custeio agropecuário chegou a R$ 214,4 bilhões, aumento de 6% em um ano. Já as linhas clássicas de custeio bancário, isoladamente, apresentaram retração, refletindo tanto o ambiente de juros elevados quanto a maior seletividade das instituições financeiras.
O boletim também mostra comportamento desigual entre as finalidades do crédito. Enquanto custeio e investimento encolheram nas modalidades tradicionais, os recursos destinados à industrialização registraram crescimento expressivo, com alta de 43% no período, sinalizando maior demanda por capital ao longo da cadeia produtiva.
Apesar do avanço nas contratações, o volume efetivamente concedido – recursos liberados após a formalização dos contratos – somou R$

Foto: Paulo Rossi
270,4 bilhões entre julho e dezembro, queda de aproximadamente 2% na comparação anual. O dado indica um ambiente ainda marcado por cautela, tanto por parte dos agentes financeiros quanto dos produtores.
Outro movimento destacado pelo ministério é a redução no número total de contratos, acompanhada de maior concentração financeira. A leitura é de que produtores com maior capacidade de emissão e acesso ao mercado de capitais ampliaram sua participação na captação, sobretudo por meio da CPR, enquanto pequenos e médios seguem mais dependentes das linhas oficiais.
Para o governo, o desempenho do crédito rural no início da safra confirma a tendência de fortalecimento dos instrumentos privados no financiamento do agro brasileiro. A CPR, criada para antecipar recursos com base na produção futura, tem ganhado protagonismo ao oferecer maior flexibilidade financeira em um cenário de restrição monetária e custos elevados de crédito.
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Acordo Mercosul-UE deve abrir mercado europeu para queijos e produtos da agricultura familiar
Ministro Paulo Teixeira afirma que a iniciativa amplia oportunidades para produtores familiares, com destaque para queijos mineiros, e pode elevar exportações de lácteos ao mercado europeu sem tarifas.

O acordo comercial de livre comércio firmado entre o Mercosul e a União Europeia (UE) beneficiará a agricultura familiar brasileira, com destaque para aqueles que produzem café e frutas, disse o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira. Ele acredita que há também potencial para os produtos lácteos, em especial para os queijos de Minas Gerais.
Nas palavras de Paulo Teixeira, “a agricultura familiar vai bombar” com o acordo firmado entre os dois blocos.
O ministro participou nesta terça-feira (20) do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). “A agricultura familiar vai ganhar muito com esse acordo”, ressaltou o ministro ao lembrar que a produção de café no país é predominantemente de agricultores familiares. “Eles, agora, poderão vender o café que tiver já processado sem taxas”, disse o ministro.

Foto: Gilson Abreu
Paulo Teixeira disse que a abertura de novos mercados acabou sendo estimulada pela imposição de tarifas pelos Estados Unidos. “Isso abriu o mercado consumidor europeu, que é um mercado rico. Os europeus são ricos e poderão comprar vários produtos da agricultura familiar”. “Além do café, tem as frutas. O açaí, por exemplo, está bombando no mundo inteiro. Temos também manga, uva, melão. Os agricultores familiares poderão vender os seus produtos na Europa sem taxas. A agricultura familiar vai bombar”, acrescentou o ministro.
Outro produto com grande potencial para conquistar o mercado europeu são os lácteos brasileiros, segundo Paulo Teixeira. “Precisaremos produzir mais lácteos para exportar. Temos um grande mercado de queijo. Inclusive de queijos mineiros, que são muito famosos no mercado interno e que poderão também ser vendidos para o mercado externo”. “Vamos ter de comprar queijo francês, mas poderemos exportar queijo mineiro para a França. Temos de pensar grande nesse novo tempo de acordo entre Mercosul e União Europeia”, disse.
Ele lembrou que a região mineira da Serra da Canastra tem queijos que são vendidos como especiarias no Brasil, com grande potencial para ser consumido também pelos europeus.
O ministro ressaltou que os investimentos do governo federal na agricultura familiar, via Plano Safra, têm batido recordes, o que tem

Foto: Jean Joaquim
resultado, também, no aumento das vendas de máquinas de pequeno porte para os agricultores. “Tenho a honra de dizer que o que puxa hoje a indústria de máquinas no Brasil são as máquinas pequenas dos agricultores familiares. O agricultor familiar está vendendo mais produtos porque melhorou a renda na sociedade brasileira. Com essa melhoria de renda, o primeiro investimento que a família faz é em alimentação”, argumentou Paulo Teixeira.
Segundo o ministro, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) pode ajudar os agricultores familiares na busca pelos novos mercados, inclusive com o auxílio dos adidos agrícolas dos ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
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O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar antecipou que, em breve, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciará políticas públicas voltadas à “transferência de saberes e conhecimentos da Embrapa” para a agricultura familiar, em especial para os jovens que se mantiverem no campo para produzir alimentos para o Brasil e o mundo. “Queremos estimular os jovens que já estão na agricultura a buscarem instituições científicas, como universidades e Embrapa, que cada dia mais disponibilizam seus conhecimentos para a agricultura familiar”, acrescentou o ministro.

Foto: Divulgação
Outra informação antecipada pelo ministro durante o programa é o pacote de desapropriações de terras, previsto para ser anunciado na sexta-feira (23) pelo presidente Lula durante encontro com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Salvador. “Teremos uma grande entrega agora na sexta-feira, durante esse encontro. Ali, Lula deve anunciar um grande pacote de desapropriações para a reforma agrária no Brasil. O que nós estamos procurando é a paz no campo, e a reforma agrária é a maneira de se conseguir paz no campo”, adiantou.
Segundo Teixeira, esse pacote inclui, além de terras, crédito, assistência técnica, orientações e a possibilidade de organização por cooperativas. “Terá também acesso aos programas de compras públicas”.
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Brasil destaca ciência e tecnologia no agro em evento que marca nova gestão do IICA
Posse do novo diretor-geral reuniu autoridades de mais de 30 países e abriu espaço para ampliar cooperação em inovação, sustentabilidade e pesquisa agropecuária nas Américas.

O Brasil participou da cerimônia de posse de Muhammad Ibrahim como novo diretor-geral do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), para o período 2026-2030. O evento reuniu ministros da agricultura e autoridades governamentais de mais de 30 países e marcou a transição conduzida pelo Diretor-Geral cessante, Manuel Otero.
Na condição de presidente da Junta Interamericana de Agricultura (JIA), órgão máximo de governança do Instituto, o Brasil teve papel central no ato. Representando o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, o secretário-executivo adjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária, Cleber Soares, oficializou a posse do novo dirigente.

Durante a missão no país, foi realizada reunião bilateral entre o novo diretor-geral do IICA e representantes do Mapa. No encontro, foram discutidas prioridades estratégicas do Brasil e diretrizes para cooperação com o organismo internacional. O Brasil reiterou apoio ao novo mandato, ressaltando a importância de aprofundar a colaboração em áreas como sustentabilidade, inovação agropecuária, pesquisa e fortalecimento tecnológico em toda a região.
A delegação brasileira contou com a participação da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, do secretário-adjunto da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), Marcel Moreira, da encarregada de negócios da Embaixada do Brasil em San José, Maria Aparecida Weiss, da adida agrícola do Mapa na Costa Rica, Priscila Rech Pinto Moser e da assessora da secretaria-executiva do Mapa, Sibelle Silva.
Em seu discurso de posse, Muhammad Ibrahim afirmou assumir o cargo com “gratidão, humildade e profundo senso de propósito” e destacou o compromisso de atuar de forma integrada com todos os países das Américas, respeitando as especificidades dos diferentes sistemas agroalimentares. O novo Diretor-Geral também ressaltou a intenção de fortalecer a excelência institucional do IICA e ampliar parcerias técnicas baseadas em ciência, transparência e cooperação.
O que é o IICA?
O Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) é o organismo especializado do Sistema Interamericano dedicado ao desenvolvimento agrícola e ao bem-estar rural. Presente nos 34 países das Américas, o Instituto apoia os governos na formulação e implementação de políticas públicas voltadas a um setor agropecuário mais produtivo, inovador, sustentável e resiliente.
Entre as principais áreas de atuação do IICA estão o aumento da produtividade agropecuária; inovação e transformação digital no campo; adaptação e mitigação às mudanças climáticas; fortalecimento da segurança alimentar; desenvolvimento rural inclusivo; e melhoria da competitividade e do comércio agrícola.
O que é a JIA?
A Junta Interamericana de Agricultura (JIA) é o órgão máximo de governança do IICA e reúne os países membros, representados por seus ministros da Agricultura. A JIA se reúne, em geral, a cada dois anos para definir prioridades políticas e estratégicas e orientar a atuação do Instituto nas Américas.
O ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil, Carlos Fávaro, assumiu a presidência da JIA em 4 de novembro de 2025, durante a Conferência de Ministros da Agricultura das Américas, passando a liderar as deliberações e a agenda hemisférica de cooperação agrícola no período subsequente.



