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Lideranças veem a Expodireto como o motor do agronegócio

Com o parque tomado por estandes de expositores de máquinas, equipamentos, insumos, empresas públicas e entidades, a abertura foi feita ontem (07)

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Em clima de otimismo, foi aberta oficialmente nesta segunda-feira, 7, em Não-Me-Toque, a Expodireto Cotrijal 2016. Feira segue até sexta, 11.

Com o parque tomado por estandes de expositores de máquinas, equipamentos, insumos, empresas públicas e entidades, a abertura contou com a presença maciça de lideranças políticas e dos segmentos agroindustrial e da agricultura familiar.

"Estamos provando mais uma vez que a Expodireto é a feira da tecnologia, da inovação e da oportunidade de negócios. Aqui não tem crise, não tem lugar para ela", ressaltou Nei César Mânica, presidente da cooperativa e da feira que chega à sua 17ª edição. O dirigente destacou, em seu discurso, no auditório central, a presença de 70 países dos cinco continentes. "Estão aqui 26 embaixadores, o que mostra o tamanho e a natureza global de nosso evento", completou Mânica.

Na sua avaliação, a crise política que atinge o país não deverá interferir nos resultados da Expodireto, pois os interessados em inovar e desenvolver o Rio Grande do Sul estão presentes no parque. Ele disse que não há preocupação com o faturamento e com o estabelecimento de comparações com os resultados de anos anteriores.

Mânica também agradeceu a presença das principais montadoras de máquinas na feira. "Certamente teremos bons negócios aqui, pois é o agronegócio que mostra pujança em momentos de crise. Que tenhamos a maior e a melhor Expodireto de todos os tempos!", enfatizou.

O governador José Ivo Sartori, que chegou ao parque às 8h47min, visitou a administração da feira e sorveu um chimarrão, destacou na abertura as homenagens que a Cotrijal fez no dia anterior a produtores, políticos e dirigentes durante o Troféu Brasil Expodireto. "O mais sensível foi ver um jovem produtor e um produtor mais experiente serem reconhecidos. Se estamos colhendo hoje é por causa de nossos bisavós, nossos avós e nossos antepassados, que plantavam sem utilizar qualquer tecnologia", afirmou Sartori.

Para o governador, o cenário que observou ao chegar no parque foi de um segmento que exibe prosperidade, tecnologia e é capaz de fazer o país retomar seu desenvolvimento. "A Expodireto é gigante, foi crescendo, gerando debates, incentivando a pesquisa. É o atestado de que o agronegócio é o motor da economia do Rio Grande do Sul e atrai os olhares de todo o mundo", enfatizou.

Sabedor de que falava para um público que mesclava os setores público e privado, Sartori afirmou: "Nós precisamos de uma máquina pública mais ágil, menos voltada para si mesmo. Precisa ter políticas para atender a uma sociedade que precisa e que não atrapalhe quem faz."

Ele defendeu as medidas adotadas por seu governo para resolver a crise – "remédios são amargos em determinadas ocasiões e o tratamento deve ser sério e responsável" – e defendeu a união para que todos vençam as dificuldades. O governador destacou a importância de que os eventos programados por entidades sejam mantidos, pois a solução está nos municípios.

Oportunidade

Para a prefeita de Não-Me-Toque, Teodora Lütkmeyer, a Expodireto é uma oportunidade de mostrar que é possível inovar e oferecer oportunidade de negócio mesmo em um cenário de insegurança no país. "A nossa feira é uma vitrine e atesta porque Não-Me-Toque é conhecida como a Capital Nacional da Agricultura de Precisão", disse. Também a presidente da Assembleia Legislativa, Silvana Covatti, destacou que a Cotrijal é um exemplo do rigor, da inovação e da busca pela excelência.

Ilha que deu certo

Na avaliação do coordenador da bancada gaúcha na Câmara dos Deputados, Giovani Cherini, a Expodireto é "uma ilha que deu certo" e mostra que o País, o Estado e os municípios também podem seguir o exemplo. Ao seu ver, o setor cooperativo e outros setores que dão certo pagam pelos altos salários e aluguéis, pelas obras superfaturadas e pela corrupção. "Vamos lutar para defender o Rio Grande do Sul que dá certo", defendeu.

Orgulho de Conhecer

Representando a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, o secretário de Política Agrícola do órgão, André Nassar, revelou orgulho em conhecer um lugar que gera tecnologia e incentiva a produção e a pesquisa. Ele reforçou que em um ano com PIB abaixo da expectativa e com o El Niño, o setor agropecuário ficou com um índice de 1,8%, o que mostra a sua pujança.

Nassar também lembrou que, em 2015, o valor liberado para comprar máquinas agrícolas foi de R$ 10 bilhões, "mas houve uma redução para R$ 5,2 bilhões neste ano em função da menor demanda". Por isso, o ministério optou por trabalhar mais no custeio da safra. Ele admitiu, no entanto, rever o volume inicial em função de uma eventual aumento na demanda.

Presenças

Também participaram da abertura o vice-governador José Paulo Cairoli; a primeira-dama e secretária estadual de Políticas Sociais, Maria Helena Sartorti; o embaixador do Vietnã, Nguyen Van Kie; o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), João Augusto Nardes; o vice-presidente da Cotrijal, Enio Schroeder; o presidente da Farsul, Carlos Sperotto; o presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius; os secretários estaduais da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Ernani Polo, do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Tarcísio Minetto, de Transportes e Mobilidade, Pedro Westphalen, do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Ana Pellini; e de Minas e Energia, Lucas Redecker; o presidente do Simers, Claudio Bier; o presidente da Fecoagro, Paulo César Pires; o presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva; o vice-presidente do BRDE, Odacir Klein, deputados federais e estaduais, além de representantes de autarquias e órgãos públicos.

Fonte: Assessoria

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Notícias Mercado

Preços do boi gordo seguem firmes apesar de avanço nos níveis de oferta

Mercado físico de boi gordo se manteve com preços firmes ao longo da semana nas principais praças de produção e comercialização do país

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Arquivo/OP Rural

O mercado físico de boi gordo se manteve com preços firmes ao longo da semana nas principais praças de produção e comercialização do país. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os preços do boi gordo se mantiveram firmes apesar da melhor fluidez dos negócios durante a semana. “Os frigoríficos até tentaram exercer pressão, mas não houve grande aderência dos pecuaristas em realizar negociações a patamares mais baixos. De qualquer maneira, o volume de animais ofertado não cresceu a ponto de mudar drasticamente a curva de preços”, disse ele.

A expectativa ainda é de maior disponibilidade de boiadas durante o mês de maio, pois as pastagens já apresentam sinais de desgaste em muitos estados, reduzindo a capacidade de retenção.

Do ponto de vista da demanda doméstica de carne bovina, o saldo foi bastante positivo ao longo da primeira quinzena do mês, com um movimento de alta consistente no atacado, com destaque para o corte dianteiro e para a ponta de agulha. “Somado a isso, precisa ser citado o bom desempenho das exportações, com o câmbio oferecendo elevada competitividade à carne bovina brasileira. A China segue como relevante diferencial, absorvendo bons volumes de carne brasileira”, assinalou Iglesias.

No mercado atacadista, os preços da carne bovina subiram na semana. “A nova rodada do auxílio emergencial cumpre um papel relevante, fomentando o consumo de produtos básicos. A principal concorrente para a carne bovina ainda é a carne de frango, a mais acessível dentre as proteínas de origem animal, que conta com a predileção do consumidor médio em um momento de dificuldades macroeconômicas“, assinalou Iglesias.

Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 15 de abril:

  • São Paulo (Capital) – R$ 318,00 a arroba, contra R$ 320,00 a arroba na comparação com 08 de abril (-0,62%).
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 313,00 a arroba, estável.
  • Goiânia (Goiás) – R$ 305,00 a arroba, contra R$ 300,00 (+1,67%).
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 307,00 a arroba, estável.
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 312,00 a arroba, contra R$ 310,00 a arroba (+0,65%).

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Suinocultura

Mercado suíno sinaliza demanda aquecida e preços sobem

Demanda doméstica avançou no decorrer da primeira quinzena de abril

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A suinocultura brasileira registrou mais uma semana de avanço nos preços, tanto no quilo vivo quanto nos cortes negociados no atacado. De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, a demanda doméstica avançou no decorrer da primeira quinzena de abril.

Segundo ele, além da entrada dos salários na economia, a nova rodada do auxílio emergencial motivou o consumo de produtos básicos. “Contudo, a pandemia ainda é um ponto de cautela, considerando que atividades demandantes seguem impactadas, funcionando com capacidades reduzidas em grande parte do país”, alerta.

Maia avalia que o produtor segue preocupado com o custo de produção, que permanece em tendência de alta, mantendo as margens da atividade pressionadas apesar do avanço recente do quilo vivo. “O milho apresentou mais uma semana de firmeza no país diante da restrição de oferta, com produtores preocupados com o clima para a safrinha”, comenta.

Levantamento semanal de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil subiu 13,63%, de R$ 5,85 para R$ 6,65. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado avançou 4,21% ao longo da semana, de R$ 11,87 para R$ 12,37. A carcaça registrou um valor médio de R$ 10,44, avanço de 16,13% frente ao fechamento à semana anterior, quando era cotada a R$ 8,99.

Maia afirma que as exportações apresentam um ritmo forte, puxado pelas compras da China, o que ajuda a enxugar a oferta doméstica e contribui para a recuperação dos preços da carne suína.

As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 73,752 milhões em abril (6 dias úteis), com média diária de US$ 12,292 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 29,166 mil toneladas, com média diária de 4,861 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.528,70.

Em relação a abril de 2020, houve alta de 59,67% no valor médio diário da exportação, ganho de 54,56% na quantidade média diária exportada e valorização de 3,31% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

A análise semanal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo subiu de R$ 135,00 para R$ 153,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo seguiu em R$ 5,60. No interior do estado a cotação mudou de R$ 6,20 para R$ 7,40.

Em Santa Catarina o preço do quilo na integração seguiu em R$ 5,70. No interior catarinense, a cotação avançou de R$ 5,80 para R$ 7,30. No Paraná o quilo vivo teve alta de R$ 5,65 para R$ 6,80 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo caiu de R$ 5,70 para R$ 5,60.

No Mato Grosso do Sul a cotação em Campo Grande mudou de R$ 4,80 para R$ 5,90, enquanto na integração o preço seguiu em R$ 5,40. Em Goiânia, o preço passou de R$ 6,40 para R$ 7,50. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno subiu de R$ 7,00 para R$ 8,00. No mercado independente mineiro, o preço passou de R$ 7,10 para R$ 8,40. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis aumentou de R$ 4,80 para R$ 5,80. Já na integração do estado o quilo vivo seguiu em R$ 5,40.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado

Preços do trigo caem na Argentina, mas dólar segue encarecendo importações

Indústria brasileira de trigo começa a sentir maior necessidade de voltar às compras no curto prazo

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A indústria brasileira de trigo começa a sentir maior necessidade de voltar às compras no curto prazo. Com a baixa oferta do produto nacional, a saída é buscar trigo no mercado externo. Segundo o analista de SAFRAS & Mercados, Jonathan Pinheiro, ainda que os preços na Argentina venham caindo ao longo das últimas semanas, o dólar segue valorizado em relação ao real, o que aumenta os custos de importação.

Mercado internacional

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT, na sigla em inglês), referência na formação de preços no marcado internacional, os preços vão acumulando, na semana, valorização de aproximadamente 2%.

Os preços fecharam a segunda-feira em forte baixa, pressionados pela expectativa de safra cheia na Rússia. Na terça-feira, a previsão de clima adverso nos Estados Unidos e na Europa favoreceu ganhos. Na quarta-feira, a forte alta foi determinada por sinais de aquecimento da demanda global. Já na quinta-feira, o clima adverso nos Estados Unidos voltou a sustentar a valorização. A sessão desta sexta-feira já é marcada por volatilidade e, apesar da influência do clima sobre os preços, um movimento de correção deve pesar negativamente.

Taxas na Rússia

Alguns grandes exportadores da Rússia suspenderam as compras de trigo, devido à sua incapacidade de trabalharem com as altas tarifas de exportação. Segundo um jornal russo, a Louis Dreyfus, a KZP, a Bunge e a Sierentz Global Merchants deixaram o mercado. Além disso, já se fala que a Cargill e a Gemcorp também suspenderam as compras de trigo.

Segundo uma fonte do jornal, as empresas não querem se arriscar com as taxas. Outra fonte disse que ninguém quer comprar trigo sob as taxas atuais. Produtores e traders esperam o cancelamento das tarifas para voltarem a comercializar o grão. Especialistas acreditam que a movimentação deva voltar ao normal a partir de 2 de julho, quando entrar em vigor um novo mecanismo de taxação.

Fonte: Agência SAFRAS
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