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Lideranças selam união por nova agenda ferroviária no Sul do Brasil
Movimento Pró-Ferrovias divulga carta aberta destacando a necessidade de ampliar a malha ferroviária para reduzir custos, fortalecer a competitividade e sustentar o crescimento econômico.

O Movimento Pró-Ferrovias, iniciado em 2019 é integrado por oito entidades com um único interesse de transformar o fluxo logístico por meio do modal ferroviário. A iniciativa ganhou força, pois o gargalo é um desafio nacional do comércio, da indústria, da agricultura.
A Associação Comercial, Industrial, Agronegócio e Serviços de Chapecó (ACIC), a Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Centro Empresarial de Chapecó (CEC), a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), a Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc) e o Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado de Santa Catarina (Sindicarne) buscam o engajamento do setor privado e público como estratégia urgente para reduzir custos, aumentar a competitividade na produtividade e garantir sustentabilidade no crescimento dos setores.
Durante o 2° Simpósio de Simpósio da Integração Logística do Sul, realizado nesta sexta-feira (14), na Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó) em paralelo com a Fetranslog, a carta foi assinada pelas autoridades e participantes do evento.
A seguir, confira a íntegra da carta apresentada no evento:
Carta movimento Pró-Ferrovia

A carta foi assinada pelas autoridades e participantes do evento – Fotos: Sara Bellaver/ MB Comunicação
Aos senhores e senhoras representantes dos poderes públicos e das entidades empresariais e de classe dos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
As entidades participantes do Movimento Pró-ferrovias de Santa Catarina, em conjunto com suas congêneres dos Estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul, reafirmam seu compromisso com o desenvolvimento econômico e social do país, por meio do fortalecimento do setor produtivo e da modernização da infraestrutura nacional.
A competitividade empresarial e a eficiência logística são hoje temas estratégicos e urgentes para sustentar o crescimento dos Estados do Sul e suas interrelações com o centro-oeste brasileiro, especialmente nas cadeias do agronegócio, indústria e exportação. Essas regiões, reconhecidas por sua integração cultural, social e territorial, e por seu desenvolvimento econômico, enfrentam, contudo, uma deficiência estrutural histórica: a limitação dos modais de transporte e a dependência excessiva do modal rodoviário.
Ampliar e integrar os modais logísticos brasileiros com visão de longo prazo, sustentabilidade e sinergia regional é o propósito das entidades catarinenses que compõem o Movimento Pró-Ferrovias. O movimento defende a retomada e a ampliação do transporte ferroviário como eixo estruturante da logística nacional, garantindo a competitividade de setores estratégicos, como o agronegócio, a indústria e o comércio exterior, que enfrentam crescentes desafios frente aos custos e limitações de transporte.
Em 2025, o Movimento Pró-Ferrovias consolidou avanços significativos no cenário estadual e nacional. Ganhou força política consolidando-se como referência no debate sobre infraestrutura logística e desenvolvimento regional. Destaca-se, a participação na construção da lei estadual de ferrovias, instituída em junho de 2025 , e a iniciativa do governo estadual em reunir-se com as demais lideranças do estado do Parané e Rio Grande do Sul para criação de um grupo de trabalho com objetivo de construir a ligação da malha ferroviária entre os estados.

A iniciativa ganhou força, pois o gargalo é um desafio nacional do comércio, da indústria, da agricultura
O trabalho iniciado em 2019, agora fortalecido por essa articulação interestadual, reflete o compromisso das entidades empresariais com um projeto de integração nacional que ultrapassa fronteiras estaduais e setoriais, mirando o desenvolvimento sustentável, a redução de custos logísticos e o fortalecimento da competitividade do Sul do Brasil.
Neste 14 de novembro de 2025, o Movimento Pró-Ferrovias — formado pela ABPA – Associação Brasileira de Proteína Animal; ACIC – Associação Comercial e Industrial de Chapecó; CEC – Centro Empresarial de Chapecó; FACISC – Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina; FAESC – Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina; FIESC – Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina; OCESC – Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina; e SINDICARNE – Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Estado de Santa Catarina reafirma sua disposição de contribuir com os governos estaduais e federal na consolidação de uma nova agenda ferroviária para o país.
Os Estados do Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul concentram milhões de empregos diretos e indiretos, e suas economias dinâmicas dependem de um sistema logístico eficiente e competitivo. Santa Catarina, por exemplo, registra atualmente a menor taxa de desemprego do país e um crescimento expressivo nas exportações, que avançaram mais de 5% em outubro de 2025. O setor produtivo catarinense, amplamente exportador e integrado internacionalmente, reforça a urgência de uma logística moderna e intermodal, capaz de sustentar o ritmo de expansão e de agregar valor às cadeias produtivas regionais.
O projeto logístico intermodal, com foco na integração ferroviária, rodoviária e marítima, permitirá o transporte mais eficiente e sustentável de insumos e produtos acabados, abrangendo setores como alimentos e bebidas, móveis, combustíveis e biocombustíveis, madeira e aço, grãos, construção civil, têxtil, metalmecânico, plástico, farmacêutico e cerâmico, entre outros.
É tempo de unir esforços políticos, empresariais e sociais para tornar a ferrovia uma realidade concreta conectando territórios, reduzindo custos logísticos e promovendo desenvolvimento econômico sustentável.
Somente com visão integrada, compromisso compartilhado e articulação permanente entre os Estados e o setor produtivo será possível assegurar o futuro logístico e econômico do Sul do Brasil.

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Capal abre 300 vagas de trabalho temporário no Paraná e em Santa Catarina
As oportunidades são para atuar em sete unidades de negócios da cooperativa nos meses de janeiro e fevereiro de 2026.

A Capal Cooperativa Agroindustrial anuncia a abertura de aproximadamente 300 vagas de emprego temporário para serviços gerais referentes à safra de verão. As oportunidades são para atuar em sete unidades de negócios da cooperativa nos meses de janeiro e fevereiro de 2026, em seis municípios do Paraná (Arapoti, Wenceslau Braz e Curiúva) e do estado de São Paulo (Itararé, Taquarituba e Taquarivaí).
As vagas disponíveis são para as seguintes funções: Auxiliar de Produção, Classificadores de Cereais e Balanceiros. Não é necessária experiência prévia. Todos os profissionais contratados passam por treinamentos de integração, trabalho em altura e operação de máquinas e equipamentos, entre outros temas.
Os candidatos com interesse na vaga podem entregar os currículos na Agência de Trabalho da cidade correspondente, na unidade da Capal ou enviar pelo e-mail recrutamento@capal.coop.br.
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Agroshow Copagril 2026 é lançado internamente com foco em tradição e inovação
Com o tema “Raízes do Progresso”, o evento reunirá produtores, especialistas e mais de 200 expositores, destacando tecnologia, negócios e soluções para o agronegócio regional.

A Copagril realizou, na tarde de terça-feira (09), na Associação Atlética Cultural Copagril (AACC), o lançamento interno do Agroshow Copagril 2026, encontro que reuniu diretoria, CEO, gerentes e colaboradores para apresentar oficialmente o tema, o conceito e as principais novidades da próxima edição do evento, que tradicionalmente marca o início do calendário de feiras agrícolas no Paraná.
Com o tema “Raízes do Progresso”, a edição de 2026 reforça a importância dos fundamentos que sustentam a agricultura regional ao mesmo tempo em que incorpora inovação, tecnologia e práticas que impulsionam o futuro do agronegócio. O objetivo do lançamento interno foi alinhar as equipes, fortalecer o engajamento institucional e preparar as equipes para atuarem como multiplicadores das informações que serão apresentadas ao público em janeiro.
Durante o encontro, o CEO da Copagril, Daniel Engels Rodrigues, destacou a relevância estratégica do Agroshow para a cooperativa e para os produtores rurais da região. “Estamos em um momento especial da nossa trajetória, em que unir tradição e inovação se torna essencial para gerar ainda mais valor aos nossos cooperados. O Agroshow Copagril 2026 traz um conceito forte e uma programação robusta, que reafirmam nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável e com a evolução contínua do agronegócio”, pontuou Engels.
O Agroshow Copagril reúne anualmente produtores, especialistas, empresas parceiras e lideranças para troca de conhecimento e apresentação das mais recentes soluções voltadas à produtividade, manejo e tecnologia. A edição de 2026 trará mais de 200 expositores, além de experiências aprimoradas, tecnologia, negócios e inovação.
Com o lançamento interno, a Copagril inicia oficialmente a contagem regressiva para o Agroshow 2026.
Colunistas
Por que cuidar dos animais significa cuidar das pessoas e garantir a sustentabilidade do agronegócio?
Além dos ganhos para os animais, o bem-estar impacta diretamente a qualidade do produto final. Animais menos estressados têm melhor imunidade e menos lesões, o que aumenta o aproveitamento das carcaças.

O conceito de bem-estar na produção animal evoluiu. Não se trata apenas de garantir a qualidade de vida dos animais, mas de entender que o ambiente de trabalho é um fator determinante para que essas práticas aconteçam de forma consistente. Cuidar dos animais é, inevitavelmente, cuidar das pessoas que trabalham com eles.
Para que o manejo seja executado com precisão, calma e eficiência, é necessário proporcionar infraestrutura adequada e fluxos operacionais claros. Isso envolve melhorias estruturais, como pisos antiderrapantes, corredores bem dimensionados e sistemas de iluminação e ventilação pensados para reduzir o estresse.

Quando o ambiente é organizado e planejado, diminuem-se os riscos e evita-se o retrabalho, permitindo que o colaborador concentre sua energia nas manobras técnicas corretas, sem improvisações ou esforço físico excessivo. O resultado é um ciclo virtuoso: investir no bem-estar do colaborador cria as condições para que o bem-estar animal ocorra de forma natural.
Assim, a qualidade do manejo é reflexo direto de um ambiente mais seguro. Enquanto o manejo inadequado, caracterizado por uso excessivo de força, ruídos e agitação, aumenta as chances de acidentes, quedas e lesões, os protocolos bem estabelecidos tornam o trabalho previsível e fluído. Ou seja, o bem-estar animal só se consolida com colaboradores seguros e capacitados.
Os benefícios observados na prática incluem:
- Redução de acidentes e afastamentos: decorrente do manejo calmo e sem força excessiva.
- Diminuição do estresse ocupacional: rotinas bem definidas e animais com melhor comportamento reduzem a carga mental da equipe.
- Melhor clima e retenção de talentos: equipes treinadas em empatia colaboram mais e sentem maior satisfação e propósito, o que fortalece o vínculo com a empresa.
Para validar essa integração positiva entre animais, seres humanos e o meio ambiente, o mercado tem ao seu dispor as certificações. Um exemplo é a Certificação em Bem-Estar Único – Missão de Cuidar, que adota uma visão baseada nos princípios de One Welfare (Bem-estar Único), avaliando simultaneamente o ambiente, o manejo e os impactos sobre pessoas, animais e a sustentabilidade.
Monitorando indicadores integrados, como níveis de vocalização, acidentes ocupacionais, desempenho produtivo, uso adequado de equipamentos e tecnologias sustentáveis, capacitação e cultura de manejo ético e conformidade socioambiental, a certificação assegura que o bem-estar animal e humano caminhem juntos, fortalecendo a resiliência do negócio e gerando valor para a sociedade.
Reflexos na qualidade do alimento
Além dos benefícios humanos, o bem-estar animal possui relação direta e comprovada com a qualidade do produto final. Animais sob menor estresse apresentam melhor resposta imunológica e redução de lesões e hematomas, o que garante maior aproveitamento de carcaças.
Há também ganhos produtivos tangíveis, como a melhoria na aparência e uniformidade da casca de ovos, leite de maior qualidade e carne com parâmetros físico-químicos mais estáveis, o que significa um produto que mantém suas características de qualidade, segurança e frescor por um período de tempo mais longo, sofrendo alterações mínimas durante o armazenamento, transporte e processamento.
Com todas essas avaliações, é certo que as empresas que integram bem-estar único ao sistema de produção fortalecem seu compromisso com alimentos mais seguros, éticos e sustentáveis, bem como permitem um clima organizacional melhor e mais saudável.



