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Notícias Grande centro logístico

Lideranças do Oeste apostam na Nova Ferroeste para incrementar o desenvolvimento da região

Os avanços do projeto, como a finalização dos estudos de viabilidade e de impacto ambiental, foram a empresários e em reunião na prefeitura. A região será o ponto estratégico do novo empreendimento.

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Divulgação/ACIC

A Nova Ferroeste, linha férrea que que será implantada pelo Governo do Paraná e que vai ligar Maracajú, no Mato Grosso do Sul, ao Porto de Paranaguá, vai tornar Cascavel  e as cidades vizinhas em um grande centro logístico. Com o empreendimento, a região receberá cargas do Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraguai e Argentina, com destino ao porto paranaense.

Na quinta-feira (17), o grupo de trabalho do Plano Estadual Ferroviário apresentou aos empresários da Associação Comercial e Industrial de Cascavel (ACIC) o resultado do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) e do Estudo de Impacto Ambiental (EIA), ambos já finalizados.

Para Genésio Pegoraro, presidente da ACIC, os estudos mostram a vocação natural do município como uma rota importante para a circulação de mercadorias vindas de outras regiões, além do volume produzido pelas indústrias do Oeste. “Estamos muito satisfeitos com o avanço do projeto, tínhamos uma previsão de ver a conclusão em quatro anos e em menos de dois os estudos estão finalizados e o projeto praticamente pronto”, disse ele.

Cascavel será uma das cidades mais beneficiadas entre as 49 abrangidas pelo traçado da Nova Ferroeste. É no município que está instalado o pátio da Ferroeste, linha já existente, de 248 quilômetros de trilhos entre Guarapuava e Cascavel.

O coordenador do Plano Estadual Ferroviário, Luiz Henrique Fagundes, destaca que este será o ponto de convergência das cargas vindas de Santa Catarina, do Mato Grosso do Sul, da Argentina e do Paraguai. “A cidade fica numa posição estratégica, esta região vai ser o hub logístico não só do Paraná, mas dos estados vizinhos, porque todas as cargas de grãos e de proteína animal vão circular ou embarcar por aqui”, explica.

Desempenho

Os empresários da ACIC destacaram a importância da estrutura logística para o bom desempenho da agroindústria regional. “Nossos índices crescem ano a ano. Essa é uma obra do Paraná, e Cascavel vai ser extremamente beneficiada. A Nova Ferroeste é uma bandeira da ACIC”, enfatizou Genésio Pegoraro.

A Nova Ferroeste prevê a ampliação e modernização da atual Ferroeste. Além da ligação entre Maracaju (MS) e o Porto de Paranaguá, também será construído um ramal de Foz do Iguaçu a Cascavel para captar carga do Paraguai e da Argentina. Outro ramal entre Cascavel e Chapecó, em Santa Catarina, foi autorizado recentemente pelo Ministério da Infraestrutura e ainda aguarda a realização de estudo.

O presidente da Copavel, Dilvo Grolli, disse que atualmente um contêiner que parte de Cascavel com destino ao porto, leva cinco dias para percorrer o trajeto. Com a Nova Ferroeste este tempo será reduzido para 20 horas.  “Não temos outra saída no Estado ou na região sul. Cabe-nos apoiar o governo na realização desse projeto”, disse ele.

A nova ligação com o porto, com um traçado capaz de superar a Serra do Mar vai promover um aumento da competitividade, segundo Alci Rotta Júnior, presidente da Codesc (Conselho de Desenvolvimento Econômico Sustentável de Cascavel). “Com essa ferrovia poderemos aproveitar o retorno das composições, trazendo fertilizantes, calcário e isso vai ajudar a reduzir o custo logístico”.

A cidade

Cascavel, com 336 mil habitantes, tem 45 mil empresas, a maioria de pequeno (95%). O município está no trajeto de três rodovias federais: BR 277, BR 369 e BR 367. Com o avanço do projeto da Nova Ferroeste, a prefeitura faz planos para organizar a cidade e gerenciar a instalação de negócios atraídos pela renovação e ampliação da malha ferroviária.

“Nossa economia é baseada no agronegócio, por isso, o município precisa se preparar para receber esse empreendimento. Vamos concentrar toda a produção que vai circular pela Nova Ferroeste”, disse o prefeito Leonaldo  Paranhos.

Segundo ele, a prefeitura prevê a contratar um estudo para dimensionar e direcionar o crescimento a partir do desenvolvimento impulsionado pela estrada de ferro. “Pela complexidade que esse assunto requer, vamos encomendar um estudo indicando onde vão passar os ramais, como é o entorno, quais as áreas públicas que podemos destinar para futuros pátios, e quais os investimentos necessários”, concluiu.

Próximas etapas

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) vai abrir o prazo de 44 dias para os municípios abrangidos pelo traçado pedirem a realização das audiências sobre a Nova Ferroeste. Depois disso o Ibama  definirá os locais e as datas das audiências. Em seguida serão feitas as visitas técnicas a pontos chave do projeto antes da emissão da Licença Prévia Ambiental.

O projeto da Nova Ferroeste vai a leilão na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) no segundo trimestre desse ano. O vencedor vai executar a obra e explorar a estrada de ferro por 70 anos. O investimento estimado é de R$ 29,4 bilhões.

Projeto é tema de encontro na C.Vale

O Grupo de Trabalho do Plano Estadual Ferroviário se reuniu, também nesta quinta-feira, com a diretoria da cooperativa C.Vale, em Palotina. A cooperativa, fundada em 1963, tem 24 mil associados e 179 unidades no Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Paraguai. Com 12.500 funcionários, a C.Vale se destaca na produção de frango, peixe, suíno, soja, milho, mandioca e leite.

O presidente Alfredo Lang, disse que considera o avanço do projeto da Nova Ferroeste como a realização de um sonho. “Teremos um salto no ganho logístico. Soja, milho e de proteína animal sairão daqui e os volumes que pretendemos destinar para o modal ferroviário são bastante expressivos”, explicou Lang.

O mercado chinês e europeu são os principais clientes da empresa no exterior. No ano passado a C.Vale enviou 22 mil toneladas de carne de frango processado para o Reino Unido.

Na última semana, no Show Rural, em Cascavel, a C.Vale assinou com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) um contrato de financiamento para implantação de uma nova unidade esmagadora de soja, com capacidade para processamento de 2.500 ton/dia e gerar 600 empregos diretos.

Fonte: AEN Paraná

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MBRF integra Índice Carbono Eficiente da B3

Empresa passa a integrar o ICO2 após fusão entre Marfrig e BRF, com reconhecimento à gestão das emissões de gases de efeito estufa.

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Foto: MBRF

A MBRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, integra a carteira 2026 do Índice Carbono Eficiente da B3 (ICO2 B3), que reconhece empresas com desempenho consistente na gestão e na transparência das emissões de gases de efeito estufa (GEE), contribuindo para o avanço da transição para uma economia de baixo carbono. No processo de avaliação, 94 companhias foram analisadas, das quais 65 foram selecionadas para compor a nova carteira.

Esta é a primeira avaliação da companhia como MBRF, após a fusão entre Marfrig e BRF, concluída em 2025. No ciclo anterior, a Marfrig integrou o ICO2 B3 pelo quinto ano consecutivo, enquanto a BRF participou da carteira pela 14ª vez.

“A inclusão da MBRF na carteira do ICO2 B3 evidencia a robustez das práticas para mitigação e adaptação climáticas da companhia e reflete a consolidação de uma trajetória construída por Marfrig e BRF, já reconhecidas individualmente pela eficiência na gestão das emissões. Agora, ampliamos esse legado, com uma atuação integrada, em maior escala e com compromisso permanente com a agenda climática”, afirma Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da MBRF.

Criado pela B3 em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o ICO2 avalia indicadores como metas de mudanças climáticas  atreladas a remuneração variável dos executivos, reporte público de emissões de gases de efeito estufa, estudo de identificação de riscos e/ou oportunidades relacionados ao clima, plano de transição alinhado à ambição de limitar o aquecimento global a 1,5°C (conforme preconizado pelo Acordo de Paris), metas de descarbonização da cadeia de valor, entre outros.

Mudança do clima

Para mitigar os efeitos da mudança do clima e contribuir para o fortalecimento de uma economia de baixo carbono, a MBRF estabeleceu compromissos e metas de redução das emissões de gases de efeito estufa. Os desafios climáticos foram validados pela Science Based Targets initiative (SBTi) e estão alinhados com o objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5º C, conforme estabelecido no Acordo de Paris. O plano de ação está baseado em quatro frentes de ação: cadeia livre de desmatamento, agropecuária de baixo carbono, transição energética e eficiência operacional.

Entre as ações, destacam-se a geração de créditos de carbono certificados, com rentabilidade compartilhada ao longo da cadeia; o desenvolvimento de sistemas integrados de lavoura-pecuária-floresta (ILPF), certificados em parceria com a Embrapa; o uso de fontes renováveis, que já respondem por cerca de 50% da eletricidade consumida nas operações industriais, além da adoção de energia solar em aproximadamente 60% da criação de aves e suínos. A empresa também atua na intensificação e no manejo adequado de pastagens, evitando a supressão de vegetação nativa, investe no Programa de Produção Sustentável de Bezerros da IDH – The Sustainable Trade Initiative, e promove o melhoramento genético integrado que reduz o tempo de preparo dos animais para o abate, contribuindo para a diminuição das emissões.

Fonte: Assessoria MBRF
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Florescimento da soja define potencial produtivo da lavoura

Fatores climáticos, nutrição equilibrada e manejo adequado são decisivos para o pegamento de flores e a formação de vagens.

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Foto: Divulgação

O florescimento da soja marca uma das fases mais estratégicas do ciclo da cultura, pois é nesse período que se define grande parte dos componentes de produtividade. Aspectos fisiológicos, ambientais e de manejo atuam de forma integrada e podem favorecer ou limitar o pegamento de flores e a formação de vagens, refletindo no rendimento final da lavoura.

Entre os principais fatores que influenciam o florescimento estão o fotoperíodo, a temperatura, a disponibilidade hídrica e a nutrição da planta. Fotoperíodo e temperatura atuam conjuntamente sobre o desenvolvimento da soja, sendo que cada cultivar apresenta exigências específicas de soma térmica para completar seu ciclo.

Foto: Shutterstock

Já o déficit hídrico reduz a divisão e o alongamento celular, diminui a área foliar e o porte das plantas, resultando em menor formação de nós. Como consequência, ocorre redução no número de flores, vagens e grãos, afetando diretamente os componentes de produção.

A nutrição equilibrada também é determinante nessa fase. Todos os macro e micronutrientes são importantes, mas alguns se destacam durante o florescimento da soja, como fósforo, potássio, cálcio, boro, magnésio, cobalto e molibdênio. Esses nutrientes estão diretamente ligados à formação das flores, à polinização, ao transporte de carboidratos, à nodulação e ao enchimento de grãos. Deficiências nutricionais, especialmente de cálcio e boro, podem provocar baixa formação de flores e vagens.

Segundo o PhD em Agronomia em Ciência do Solo, Roni Fernandes Guareschi, além dos fatores abióticos, questões de manejo também interferem no florescimento e, por isso, requerem planejamento e correta execução das práticas agrícolas neste momento. “As análises de solo e foliar permitem identificar e corrigir desequilíbrios nutricionais que comprometem o desenvolvimento da planta e aumentam o risco de abortamento. A escolha de sementes de alta qualidade, de variedades adaptadas à região, o respeito à janela de plantio e um manejo eficiente de pragas e doenças são fundamentais para garantir um florescimento uniforme e dentro do potencial de cada cultivar”, afirma.

Florescimento e o início do verão

A qualidade da semente utilizada na implantação da lavoura exerce forte influência no florescimento. Sementes com alto vigor, boa germinação e sanidade favorecem um estabelecimento mais rápido e uniforme, com sistema radicular mais desenvolvido e maior eficiência na absorção de água e nutrientes, resultando em maior número de flores, vagens e grãos.

Foto: Gilson Abreu

Nesse contexto, o suporte técnico especializado contribui para decisões mais assertivas ao longo do ciclo. “Além de auxiliar na escolha da variedade mais adequada para cada região e condição climática, o time de campo orienta o produtor durante toda a safra com análises de solo e foliar e na seleção correta dos insumos para promover estandes mais uniformes e maior segurança na floração e formação de vagens”, destaca Guareschi.

Com a lavoura em fase reprodutiva e sob condições típicas do início do verão, o produtor deve ter ainda mais atenção ao manejo. “Monitorar a nodulação da soja, acompanhar pragas e doenças de forma contínua e adotar estratégias para estimular o máximo potencial fisiológico da planta são cuidados essenciais para minimizar os efeitos dos estresses abióticos e preservar o desempenho da cultura”, reforça.

Fonte: Assessoria Grupo Conceito
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Dia de Campo da Copacol apresenta pesquisas e tecnologias para elevar a produtividade

Evento reúne cooperados no CPA, em Cafelândia (PR), e destaca manejo, cultivares e cenário do mercado de commodities.

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Cooperados de diversos municípios prestigiaram o primeiro dia do evento - Fotos: Divulgação/Copacol

Com o objetivo de potencializar a produção e preparar cada vez mais os cooperados, o 35° Dia de Campo de Verão Copacol apresentou estudos exclusivos realizados pelo Centro de Pesquisa Agrícola (CPA). “É muito bom receber nossos cooperados para compartilhar novidades e apresentar tecnologias que, se aplicadas nas propriedades, trarão uma melhor produtividade. Além de preparar nossos cooperados para bons resultados no campo, aqui também queremos trazer uma visão comercial, afinal, essas duas coisas precisam estar alinhadas na busca de melhores resultados”, afirma o diretor-presidente, Valter Pitol.

Cooperado Lucas visitou o CPA com o filho Gustavo: “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras”

Entre os temas abordados estiveram os resultados de pesquisa referente a compactação do solo e seus feitos sobre o sistema de produção; plantas daninhas: o custo oculto no sistema de produção; milho safrinha: os desafios para altas produtividades; manejo de doenças da soja: estratégias de aplicação para preservar o potencial produtivo e um painel de cultivares de soja recomendadas pelo CPA. A abertura do evento também contou com uma palestra especial sobre tendências do mercado de commodities com o palestrante Étore Baroni, da Stone-X Brasil.

Para o cooperado Lucas Antunes Jasper, de Cafelândia, essa é uma oportunidade imperdível para quem produz no campo. “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras. Conseguimos ver lado a lado todos os testes e tudo fica bem claro para nós. O CPA consegue nos orientar sobre os melhores manejos e isso faz com a que ganhemos tempo e estejamos sempre a frente com a nossa produtividade”, comenta o produtor que participou do evento no primeiro dia.

Além da presença dos cooperados e cooperadas, colaboradores e pesquisadores do CPA, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Márcio Nunes, também prestigiou o evento. “A Copacol é uma das cooperativas mais importantes do mundo com produtos exportados para muitos países. E ela faz um trabalho sensacional com os produtores, um exemplo é esse Dia de Campo. A Copacol treina, adapta e coloca o produtor em situações de competitividade, tudo isso visando a melhoria da qualidade de vida através do aumento da renda do produtor, estimulando que as famílias fiquem no campo”, completa o secretário.

Nesta sexta-feira (09) um novo grupo de produtores participa do Dia de Campo de Verão da Copacol. As atividades começam a partir das 08 horas no CPA, em Cafelândia (PR).

Fonte: Assessoria Copacol
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