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Lideranças do agronegócio catarinense participam da Abertura Oficial do 20º Itaipu Rural Show
Objetivo do evento é mostrar aos participantes as tecnologias e tendências do agronegócio, evento direcionado as empresas rurais e profissionais do setor
Passaram pelo parque do Itaipu Rural Show mais de 540 mil visitantes, ao longo dos 20 anos de história da feira. O evento já está consolidado como a maior feira do agronegócio de Santa Catarina e uma das maiores do setor no país.
A cada ano a exposição atrai um número maior de participantes oriundos de todas as regiões do Brasil e também de outros países. Em sua 20ª edição o Itaipu Rural Show é um renomado evento do setor que reúne mais de 350 expositores de todos as áreas do agronegócio. O objetivo do evento é mostrar aos participantes as tecnologias e tendências do agronegócio, evento direcionado as empresas rurais e profissionais do setor.
Tudo começou em 1998, quando a Cooperitaipu e empresas de sementes de milho se uniram para, juntas, mostrar aos agricultores a tecnologia que cada uma tinha para oferecer. Através de um dia de campo, possibilitavam que o agricultor comparasse o resultado dos materiais de cada uma das empresas participantes. O Itamilho Show, que reuniu cerca de 100 produtores, foi à semente da qual germinou o Itaipu Rural Show.
Hoje, dia 24, primeiro dia da 20ª edição, ficou marcada pela Abertura Oficial, momento que reuniu diversas autoridades que compuseram o palanque de honram, entre eles Arno Pandolfo – Presidente Da Cooperativa Regional Itaipu; Serafim Thiesem – Vice Presidente Da Cooperitaipu; Fernando Rohr E Marcelo Salvatori Coordenadores Do Evento; Moacir Sopelsa – Secretário De Agricultura E Pesca Do Estado De Santa Catarina, no ato representando o Governo Do Estado; Paulo Bauer – Senador; Mario Afonso Woitexen – Prefeito de Pinhalzinho; João Rodrigues – Deputado Federal; Valdir Colatto – Deputado Federal; Mauro De Nadal – Deputado Estadual; Marcos Vieira Deputado Estadual; Altair Silva – Deputado Estadual; Dirceu Dresch – Deputado Estadual; Jonas Dalagnol – Secretário da Agência De Desenvolvimento Regional de Maravilha; Ademir Hessmann – Presidente da Epagri; Enori Barbieri – Presidente da Cidasc, no ato também representando o Senar; Claudio Post – Presidente da Fecoagro; Mario Lanznaster – Presidente Da Aurora Alimentos; Marcos Zordan – Diretor Agropecuário Da Aurora Alimentos, Idealizador do Itaipu Rural Show.
Logo ao inicio da Abertura fez-se a assinatura dos termos de Convênio firmados entre a Secretaria de Agricultura e Pesca de Santa Catarina e a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado e SC – Fecoagro. Os convênios estabelecem a operação do Programa de Calcário, Programa de Sementes de Milho, Programa de Incentivo ao cultivo de Forrageiras e Programa de incentivo a Apicultura, para a safra 2018, nos projetos Terra Boa Troca-Troca.
O primeiro convênio visa subsidiar a distribuição de 300.000 toneladas de calcário para os agricultores de SC. O segundo convênio objetiva o subsidiamento dos custos de 220 mil sacos de semente de milho. O terceiro convênio visa o fornecimento de 1.100 kits de insumos para o cultivo de pastagem tecnificada, no valor unitário de até R$ 6 mil, sendo um hectare por agricultor. Ele devolverá o valor no próximo ano com rebate de 40% dos custos, ou pagará o valor integral em dois anos. O quarto convênio visa proporcionar incentivos aos apicultores de SC, oferencendo subsídios para até 500 kits de equipamentos, insumos e abelhas rainhas para o aprimoramento técnico e manejo nas propriedades, visando aumento da produtividade.
Ainda no ato ocorreu a assinatura de termo de cooperação técnica entre a Secretaria de Agricultura e Pesca do Estado de Santa Catarina e suas vinculadas; Epagri; Cidasc e Fecoagro/SC, o objetivo da Cooperação é o incentivo e estímulo à produção de horticultura e fruticultura aos associados das Cooperativas atendidas pelo programa SC Horticultura.
Em discurso o presidente da Fecoagro, Cláudio Post, agradeceu pela parceria e as assinaturas dos convênios que tem por objetivo amenizar custos aos produtores rurais.
O Prefeito de Pinhalzinho Mário Afonso Woitexem, agradeceu na oportunidade a Cooperitaipu por trazer mais recursos para Pinhalzinho e região e em sua área de atuação. Salientou o orgulho em ter no município um evento deste porte, porém lamentou as condições da BR 282, trecho por onde os visitantes passam para chegar até a feira.
O presidente da Cooperitaipu Arno Pandolfo agradeceu a presença de todos e enfatizou a importância de cada um na construção deste grande evento. Ainda apresentou dados sobre a dimensão da 20ª edição. Na oportunidade o presidente comentou sobre a importância da corrente do bem “falar e fazer o bem e ser o exemplo para os jovens, que fazem a sucessão familiar”. Panfolfo enfatiza que a exposição é uma escola a céu aberto e para um evento deste porte acontecer um investimento alto se faz necessário. Pandolfo se lembra ainda da importância em fazer leis para todos e assim termos um país bem melhor do que o atual. Finalizando o Presidente agradeceu e deu às boas vindas a todos os expositores e visitantes da Feira.
O Itaipu Rural Show é o maior evento do Agronegócio do Estado de Santa Catarina. A 20ª edição do evento acontece nos dias 24, 25, 26 e 27 de janeiro de 2018, no centro de difusão de tecnologias da Cooperitaipu, localizado no quilômetro 580 da rodovia federal BR-282, a um quilômetro do trevo Oeste da cidade de Pinhalzinho, SC.
Fonte: Assessoria

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ASEMG lança ASEMG TECH e aposta em inovação para fortalecer a suinocultura mineira

A Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (ASEMG) está lançando o novo projeto, o ASEMG Tech, voltado ao estímulo da inovação e ao fortalecimento da competitividade da suinocultura no estado.
A iniciativa surge com o objetivo de aproximar tecnologias já aplicadas e validadas da realidade das granjas, promovendo um espaço qualificado para apresentação, avaliação e debate de soluções com potencial de gerar ganhos concretos de produtividade, eficiência e gestão. O projeto também busca preencher uma lacuna no setor, ao propor um evento focado exclusivamente em inovação prática na suinocultura. As inscrições podem ser realizadas até o dia 11 de abril de 2026 através do site da entidade (clique aqui).
Podem participar empresas nacionais e internacionais, startups, scale-ups, universidades, centros de pesquisa, cooperativas e instituições tecnológicas que atuem com soluções aplicadas à produção suinícola. As áreas contempladas incluem genética, nutrição, sanidade, automação e equipamentos, gestão e monitoramento, inteligência de dados, sustentabilidade, eficiência produtiva e outras inovações voltadas ao setor.
Segundo o presidente da ASEMG, Donizetti Ferreira Couto, o ASEMG Tech representa um avanço estratégico para o setor. “O ASEMG Tech nasce com a proposta de conectar tecnologia e prática produtiva. Queremos criar um ambiente onde produtores possam conhecer, avaliar e discutir soluções que realmente tragam resultados para as granjas. É uma iniciativa que reforça o papel da ASEMG como promotora da inovação e do desenvolvimento da suinocultura em Minas Gerais”, afirma.
Para serem elegíveis, as tecnologias devem atender a critérios técnicos estabelecidos em edital, como aplicação comprovada em campo, resultados mensuráveis na produção e potencial de gerar ganhos de eficiência, produtividade ou gestão. Todo o processo de seleção será conduzido por uma Comissão Técnica formada por especialistas, garantindo rigor e credibilidade à iniciativa.
Ao todo, nove empresas serão selecionadas para apresentar suas soluções durante o ASEMG Tech, em painéis técnicos presenciais voltados exclusivamente a produtores associados da entidade. A proposta é promover um ambiente qualificado de troca, aproximando as demandas do campo das soluções tecnológicas disponíveis no mercado.
Além da oportunidade de apresentar diretamente ao público produtor, as empresas participantes terão a chance de posicionar suas marcas como referência em inovação no setor e fortalecer conexões estratégicas dentro da cadeia produtiva.
As inscrições para as empresas que têm interesse em apresentar as suas propostas já estão abertas. Acesse e faça já a sua inscrição.
Cronograma:
Encerramento das inscrições: 11 de abril de 2026
Divulgação das selecionadas: até 05 de maio de 2026
Realização do evento: 29 de maio de 2026
Local: Sede da ASEMG – Belo Horizonte (MG)
O ASEMG Tech se consolida como uma vitrine de inovação aplicada à suinocultura, promovendo a integração entre tecnologia, conhecimento e produção para o avanço do setor em Minas Gerais.
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Fenagra chega à 19ª edição e consolida liderança em feed & food na América Latina
Feira e congressos técnicos reunirão 14 mil participantes em São Paulo, com foco em nutrição animal, pet food e inovação tecnológica.

A 19ª edição da Feira Internacional da Agroindústria Feed & Food, Tecnologia e Processamento (Fenagra) reafirma seu protagonismo na América Latina ao reunir os principais players de Pet Food, Nutrição Animal, Graxarias, Biodiesel e Óleos e Gorduras. O evento será realizado de 12 a 14 de maio, das 11 às 19 horas, no Distrito Anhembi, em São Paulo.
Em paralelo à feira, acontecerão os congressos técnicos promovidos pelo Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA). Entre eles estão a 36ª Reunião Anual CBNA – Aves, Suínos e Bovinos, o 9º Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos e o 25º Congresso CBNA PET. A expectativa é reunir cerca de 14 mil visitantes e congressistas ao longo dos três dias.

Presidente do CBNA, Godofredo Miltenburg: “Reuniremos especialistas nacionais e internacionais, criando um ambiente promissor para troca de conhecimento, networking e desenvolvimento de soluções que impulsionem o mercado de nutrição animal” – Foto: Divulgação
Daniel Geraldes, diretor da Fenagra, destaca a parceria de longa data com o CBNA e reforça o papel do evento no fortalecimento da agroindústria. “Essa integração reforça o compromisso com o fortalecimento da agroindústria, promovendo a conexão entre ciência, tecnologia e mercado, além de impulsionar a inovação e o desenvolvimento sustentável da indústria de alimentação animal”, afirma.
Para Godofredo Miltenburg, presidente do CBNA, o sucesso do evento está ligado à qualidade técnica e à presença de empresas líderes. “Reuniremos especialistas nacionais e internacionais, criando um ambiente promissor para troca de conhecimento, networking e desenvolvimento de soluções que impulsionem o mercado de nutrição animal”, enfatiza.
Programação técnica detalhada
A 36ª Reunião Anual CBNA – Aves, Suínos e Bovinos terá como tema central Nutrição além da nutrição e contará com mais de 20 palestras distribuídas em cinco painéis. Especialistas da academia, da agroindústria e de empresas do setor discutirão tendências, tecnologias e inovações na nutrição de aves, suínos e bovinos.

Foto: Divulgação
O 9º Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos, organizado pela SBNutriPet em parceria com o CBNA, abordará os desafios da nutrologia felina, estratégias nutricionais, melhores práticas clínicas e apresentação de trabalhos científicos. Palestrantes virão de universidades do Brasil, Estados Unidos e Canadá.
O 25º Congresso CBNA PET terá como tema Desafios na alimentação de felinos e dividirá sua programação em quatro painéis: Nutrição, Processo e Segurança, Mercado e Comunicação ética em nutrição de cães e gatos. Serão debatidos nutrientes na formulação de dietas, processamento de ração, aditivos e ingredientes potencialmente tóxicos, indicadores de desempenho em fábricas de ração e perspectivas de mercado.
Expositores e volume de negócios
A Fenagra reunirá 250 expositores nacionais e internacionais vindos de Estados Unidos, Rússia, Austrália, Europa, Ásia, América do Sul e Arábia Saudita. A feira ocupará dois pavilhões do Distrito Anhembi, com 26 mil m² de área de exposição.
A maior parte dos expositores pertence aos segmentos de Pet Food e Nutrição Animal, seguida por Frigoríficos e Graxarias, Biodiesel e Óleos e Gorduras Vegetais, destinados à nutrição humana e à produção de biocombustíveis. O volume de negócios durante a feira deve superar R$ 1 bilhão, consolidando a Fenagra como principal plataforma de negócios do setor na América Latina.
Colunistas
Produtividade recorde do agro brasileiro ameaça ser sufocada por gastos públicos improdutivos
Enquanto soja, milho e pecuária impulsionam até 27% do PIB e elevam o IDH em municípios produtores, ineficiência fiscal e juros altos pressionam crédito e aumentam pedidos de recuperação judicial no setor.

Enquanto a produtividade floresce nos campos do agronegócio, a gestão pública brasileira parece estagnada em modelos que privilegiam o gasto improdutivo em detrimento do investimento estruturante. Não há inclusão social sem uma economia saudável! Hoje, a “galinha dos ovos de ouro” brasileira – o agronegócio – enfrenta uma ameaça que não vem do clima ou do solo, mas da ideologia e da insensatez de Brasília.
Há anos, o agronegócio é o principal responsável pela expansão econômica brasileira. Segundo dados do Cepea (USP) em parceria com a CNA, o setor responde por aproximadamente 24% a 27% do PIB nacional. Em 2023, enquanto outros setores patinavam, o PIB da agropecuária saltou 15,1%, sendo o fiel da balança para evitar uma recessão técnica e garantir o superávit comercial.
Esse sucesso é fruto de um crescimento de produtividade sem precedentes. A Produtividade Total dos Fatores (PTF) no agro cresce, em média, 3,2% ao ano — um ritmo que humilha a média da indústria nacional e de muitos países desenvolvidos.
É sempre importantíssimo frisar que o Brasil não só planta, mas desenvolve tecnologia biológica de ponta!
É fundamental compreender que o agronegócio não se resume ao “dentro da porteira”. O termo “Agribusiness” foi cunhado em 1957 pelos professores de Harvard, John Davis e Ray Goldberg, justamente para descrever a soma total de todas as operações envolvidas na fabricação e distribuição de suprimentos agrícolas.
O agronegócio é, portanto, uma cadeia complexa que integra:
- O Agro “dentro da porteira”: a agricultura e pecuária propriamente ditas, onde o manejo do solo e a gestão biológica ocorrem.
- Indústria: fabricação de insumos, defensivos, fertilizantes e máquinas pesadas, além do processamento agroindustrial de alimentos e biocombustíveis.
- Serviços: logística de transporte, armazenamento, crédito agrícola sofisticado e tecnologia da informação (Agtechs).
Essa visão sistêmica revela, por exemplo, que o sucesso da colheita movimenta desde uma fábrica de tratores no interior de São Paulo, até o porto em Santos, sustentando milhões de empregos indiretos.
Nada disso seria possível sem o papel histórico da EMBRAPA. Criada na década de 70, a Embrapa foi a arquiteta da “revolução tropical”, transformando o Cerrado — antes considerado terra ácida e improdutiva — no celeiro do mundo através da ciência brasileira.
O ganho de eficiência do campo transborda diretamente para o capital humano. Municípios com forte presença do agro apresentam indicadores de qualidade de vida muito superiores à média nacional. Cidades como Sorriso (MT), Lucas do Rio Verde (MT), Rio Verde (GO) e Toledo (PR) são exemplos disso.
Essas localidades figuram constantemente no topo do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) regional porque a riqueza gerada pela produtividade se converte em:
- Infraestrutura urbana de qualidade;
- Melhores escolas e centros de capacitação técnica;
- Sistemas de saúde mais robustos e acessíveis.
A prosperidade agrícola é o maior vetor de descentralização do desenvolvimento que o Brasil já conheceu, criando polos de dignidade longe das metrópoles litorâneas.
Entretanto, esse vigor produtivo encontra um obstáculo na insustentabilidade fiscal. O Brasil gasta muito e gasta mal. Consumimos cerca de 33% do PIB em impostos, mas o retorno em investimento público em capital humano, ciência e inovação, além de infraestrutura, é irrisório, mal chegando a 2%.
O desperdício e a má gestão são flagrantes:
- Privilégios Estruturais: Gastos exorbitantes com pensões e aposentadorias de elite (como as de juízes e alta cúpula do funcionalismo), mantendo castas que consomem recursos que deveriam financiar laboratórios de biotecnologia ou ferrovias.
- Corrupção e Ineficiência: O dinheiro é drenado por desvios e por uma burocracia que “cria dificuldades para vender facilidades”, além do custo de manter estatais ineficientes e obras inacabadas que nunca se tornam ativos para o país.
Essa “gastança desordenada” eleva a dívida pública, forçando o Banco Central a manter a Taxa Selic elevada para conter a inflação. Juros altos significam financiamento inviável.
O produtor, que depende de crédito para comprar sementes e maquinário, está sendo asfixiado. Dados da Serasa Experian mostram um aumento alarmante de mais de 500% nos pedidos de Recuperação Judicial no setor agropecuário entre 2023 e 2024.
Não podemos permitir que a ineficiência do Estado destrua a engrenagem que sustenta o país. A justiça e a inclusão social exigem um governo que respeite quem produz. É urgente:
- Melhorar a qualidade do gasto: cortar privilégios e priorizar investimentos em ciência, tecnologia e educação.
- Responsabilidade fiscal: tornar a dívida sustentável para baixar os juros de forma estrutural, fomentando o agro.
- Incentivo à inovação: reduzir a burocracia para que o empreendedorismo inclusivo no campo possa prosperar.
O agronegócio é a prova de que o Brasil pode ser uma potência. Mas, para que a colheita continue farta, é preciso parar de consumir as sementes do amanhã com os gastos perdulários de hoje.
Gestão ética e compromisso com a realidade são os únicos caminhos para o Brasil que queremos.
