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Avicultura

Lideranças discutem Influenza aviária, Newcastle e impacto no consumo de ovos durante Avicultor Mais

Representantes da Asgav e Aves compartilham experiências com crises sanitárias e analisam mudanças no mercado avícola nacional.

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O Avicultor Mais 2025 – Frangos, Ovos & Peixes vai trazer a Belo Horizonte, em Minas Gerais, nos dias 25 e 26 de junho, dois importantes representantes de grandes associações de avicultores do país para palestrar no Expominas. O presidente executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos, e o diretor executivo da Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo (Aves), Nélio Hand, falarão, entre outros temas, sobre assuntos de grande interesse e preocupação dos avicultores: Influenza aviária, Doença de Newcastle e os impactos nos números do setor.

Presidente executivo da Asgav/Sipargs, José Eduardo dos Santos: “Será uma abordagem do acontecimento, dos passos e ações estratégicas da entidade para manter a comunicação e a gestão da crise” – Foto: Bruna Bueno

A experiência do Rio Grande do Sul com o caso ocorrido em julho do ano passado, quando foi identificado um foco da Doença de Newcastle em uma granja de criação comercial de aves de corte, no município de Anta Gorda, será apresentada para avicultores de todo o país, presentes no Avicultor Mais 2025, assim como, os recentes casos de Influenza Aviária, em aves silvestres, confirmados em algumas regiões do Brasil.

Na palestra intitulada “Vivência no enfrentamento da Doença de Newcastle e Influenza aviária de Alta Patogenicidade no Rio Grande do Sul”, Santos vai contar sobre as ações realizadas para conter a disseminação. “Será uma abordagem do acontecimento, dos passos e ações estratégicas da entidade para manter a comunicação e a gestão da crise, principalmente junto aos órgãos fiscalizadores, à imprensa, e a toda a sociedade. É muito importante que a entidade tenha ligações proativas com um serviço oficial, participe de um fundo de defesa sanitária privado, que possa dar suporte, tanto com suprimentos quanto logística, nesses casos de emergência sanitária, e que comunique suas ações em paralelo com a ABPA”, menciona.

Ele destaca que foi de extrema importância combater o problema, mas, ao mesmo tempo, manter as prioridades da avicultura regional, protegendo as indústrias e os produtores, “para que as soluções aconteçam dentro do regramento, mas que sejam realizadas de forma célere dinâmica”.

Diretor executivo da associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo (Aves), Nélio Hand – Fotos: Divulgação/Avimig

Já o diretor executivo da associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo (Aves) vai mostrar que as notícias sobre a Influenza aviária não causaram impactos no consumidor, já que os números se mantêm em alta. Na palestra “Tendências do mercado de ovos e a influência das preferências do consumidor”, Hand vai evidenciar que o consumo de ovos vem crescendo no país, e que a proteína está cada vez mais presente na mesa do brasileiro. “Esse crescimento é fruto do amplo trabalho realizado pelo setor através de suas representações, especialmente relacionado ao conceito de saudabilidade e proteína acessível”, expõe Nelio Hand.

Segundo ele, é crescente o número de adeptos aos produtos provenientes da produção alternativa, um nicho que o setor produtivo vem atendendo à medida que encontra oportunidades viáveis junto ao consumidor que possui essa preferência.

Sobre o evento

O Avicultor Mais 2025 irá reunir os maiores nomes da avicultura no país e no mundo, além de várias autoridades do setor, todos profissionais experientes, comprometidos com a avicultura. Isso, mais uma vez, reforça a importância de todos os profissionais das granjas de corte e postura estarem juntos com esse seleto grupo técnico para conhecer as últimas novidades e saber sobre os rumos da avicultura. As Palestras Técnicas, bem como a Feira de Produtos e Serviços, serão de grande importância para todos os congressistas, reforçando as ações da Avimig pela segurança e desenvolvimento de toda a cadeia produtiva.

O Avicultor Mais 2025 acontece de dois em dois anos, reunindo produtores da avicultura e aquicultura, indústrias alimentícias, fornecedores e prestadores de serviços da cadeia produtiva. Este ano, a área do evento será de 10 mil m², o dobro do espaço da última edição. A expectativa é que cerca de 120 marcas estejam presentes para um público visitante de cerca de 5 mil pessoas.

Venda de ingressos

A venda de convites está sendo feita pelo portal Sympla, no valor de 350,00. Os ingressos também poderão ser adquiridos durante o encontro, na portaria do evento. Estudantes e idosos pagam meia entrada, com a apresentação de documento com foto. O pagamento pode ser feito por meio de cartão de crédito, boleto bancário ou Pix.

Quem garantir a participação no Avicultor Mais 2025 encontrará as últimas novidades da avicultura de corte, postura e reprodução, mas, também, tudo sobre a cadeia da aquicultura mineira, que envolve criadores de tilápia, truta e peixes ornamentais; frigoríficos; fornecedores de serviços e produtos, entre outros.

O “Avicultor Mais 2025” é uma realização da Associação dos Avicultores de Minas Gerais (Avimig) e do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado de Minas Gerais (Sinpamig), com o apoio da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Instituto Ovos Brasil (IOB) e Associação dos Aquicultores e Empresas Especializadas de Minas Gerais (Peixe MG).

Fonte: Assessoria Avimig

Avicultura Editorial

O Nordeste avícola já não cabe no rodapé

Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.

Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.

O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.

A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.

Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
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Avicultura

Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura

Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

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A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock

A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.

Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock

A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.

A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.

Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock

que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.

Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura No Noroeste do Estado

Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência

Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

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Foto: Divulgação/Ilustração

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação

A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.

De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.

A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.

Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi

A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.

A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.

Fonte: O Presente Rural
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