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Lideranças destacam força do agronegócio do Oeste do Paraná no Show Rural Coopavel

Autoridades ressaltam protagonismo regional, inovação tecnológica e impacto econômico do setor para o Paraná e o Brasil.

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Fotos: Divulgação/Coopavel

A 38ª edição do Show Rural Coopavel tem reunido diversas autoridades políticas e representantes de diferentes esferas do poder público, reforçando o evento como um dos principais espaços de diálogo e articulação do agronegócio brasileiro. A programação, que segue até sexta-feira (13), tem atraído lideranças nacionais, estaduais e internacionais, além de representantes do setor produtivo e do cooperativismo.

Senador Sérgio Moro: “É um ambiente muito agradável, no qual a gente revê amigos e cumprimenta as pessoas. Estar aqui é sempre muito bom”

Entre as presenças confirmadas está o senador Sérgio Moro, visitante frequente do evento desde o início de seu mandato. Durante a participação na feira, ele destacou a importância do agronegócio brasileiro, responsável por alimentar mais de um bilhão de pessoas no mundo, o equivalente a cerca de 12% da população global.

 

Moro participou da missa de abertura, prestigiou o encontro da Câmara Júnior Internacional e percorreu o parque visitando estandes. Segundo ele, o Show Rural também representa uma oportunidade de reconhecer a força do setor para a economia nacional e para o desenvolvimento do Paraná. O senador ainda ressaltou o ambiente de integração proporcionado pelo evento, que favorece o reencontro entre produtores, lideranças e visitantes.

Assessor especial do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, doutor Francisco Cabreira: “Parabéns a todos, à Coopavel, ao presidente Dilvo Grolli e que Cascavel continue crescendo e prosperando na região e no Paraná”

A abertura oficial do Show Rural contou também com a presença do assessor especial do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, doutor Francisco Cabreira, que representou o governo federal na cerimônia. Durante sua participação, ele destacou o papel do cooperativismo e da pesquisa agropecuária para o fortalecimento do setor produtivo brasileiro. Cabreira ressaltou que o desempenho do agronegócio e da indústria está diretamente ligado ao trabalho das cooperativas, à atuação da Embrapa e à união entre empresários e produtores rurais.

Participação de representantes do Paraná

Jornalista Cristina Graeml: “Podem contar comigo, porque eu sou agro”

Outro nome que participou da programação foi a jornalista Cristina Graeml, que tem ampliado sua atuação política no Paraná. Ela esteve no evento ao lado do senador Sérgio Moro, ambos filiados ao União Brasil, e destacou a importância do Show Rural como espaço de aproximação com lideranças do agronegócio.

Cristina afirmou que o contato com produtores, empresários e representantes do setor tem permitido compreender demandas regionais, como a necessidade de ampliação da capacidade energética em municípios do Oeste e Sudoeste do Estado. Segundo ela, algumas regiões enfrentam limitações de crescimento industrial devido à infraestrutura energética. Durante a visita, reforçou sua identificação com o setor agropecuário.

Governador do Paraná, Carlos Roberto Massa Junior (Ratinho Junior) – Foto: Jonathan Campos/AEN

A programação desta edição também conta com a presença do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, do governador do Paraná, Carlos Roberto Massa Junior (Ratinho Junior), do vice-governador Darci Piana e do diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Ênio Verri. A agenda inclui ainda deputados federais e estaduais, prefeitos, representantes de entidades de classe e delegações internacionais.

Inaugurações e debates estratégicos

Entre os compromissos oficiais estão a inauguração do novo pavilhão da Agricultura Familiar, resultado de parceria entre Coopavel e Itaipu Binacional, e a abertura da nova estrutura do Espaço Impulso, voltado à inovação no agronegócio. O evento também recebe debates estratégicos, incluindo discussões sobre o futuro do acordo entre Mercosul e outros mercados internacionais.

Lideranças históricas reforçam importância do agro

Ex-governador e ex-senador Álvaro Dias: “O evento nos permite aplaudir aqueles que participam desta evolução, desse progresso e dessa prosperidade, sustentando o país”

A presença política na abertura do Show Rural também contou com o ex-governador e ex-senador Álvaro Dias, que participou da missa inaugural e acompanhou a programação do domingo. Presença tradicional no evento, ele destacou o crescimento do agronegócio brasileiro, que, segundo ele, tem apresentado desempenho superior ao da economia nacional.

Álvaro Dias ressaltou ainda o protagonismo do Paraná, impulsionado principalmente pelo cooperativismo e pelo trabalho dos produtores rurais. Para ele, o Show Rural representa um espaço de reconhecimento e valorização do setor agropecuário.

Participação internacional amplia articulação

Além das autoridades brasileiras, o evento recebe comitivas internacionais, incluindo representantes da Alemanha, Índia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos, ampliando o intercâmbio tecnológico e institucional entre países e fortalecendo parcerias comerciais e estratégicas.

Com expectativa de público entre 360 mil e 400 mil visitantes, participação de 600 expositores e estimativa de geração de até R$ 6 bilhões em negócios, o Show Rural Coopavel reafirma sua posição como um dos principais eventos do agronegócio mundial, reunindo tecnologia, conhecimento e articulação política em torno do desenvolvimento do setor.

Fonte: Assessoria Coopavel

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Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo

Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

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Foto: Shutterstock

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação

A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.

“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.

Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Como acessar

O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.

“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.

Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.

“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.

A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras

Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

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Fotos: Claudio Neves

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.

“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.

Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay. 

Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.

“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.

Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.

O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.

Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.

Fonte: Agência Brasil
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EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil

Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

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Foto: Allan Santos/PR

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação

A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.

Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.

Brasil entre os países com maior alíquota proposta

Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.

A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação

dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.

Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.

Instrumento de pressão comercial

A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.

A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.

Consulta pública antes da decisão final

As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.

As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.

Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.

Fonte: O Presente Rural
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