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Lideranças defendem diversificação, sustentabilidade, bem-estar animal e biosseguridade entre pilares da produção de ovos na 4ª Conbrasul

Evento se consolida entre os mais importantes do calendário pelo elevado nível de participantes, debates e debatedores.

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Fotos: Rafael Cavalli/Conbrasul

Diversificação de mercado, sustentabilidade, bem-estar animal e biosseguridade. Estas quatro palavras representam os desafios, as oportunidades e também a lição de casa da indústria e produção de ovos, concluíram as lideranças reunidas nesta semana em Gramado, na serra gaúcha, para a 4ª Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Ovos (Conbrasul).

Diretor de Mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Luis Rua

Sobre diversificação, ampliar as exportações de ovos e abrir mercados para reduzir a dependência elevada do setor do mercado doméstico foi uma das direções apresentadas pelo diretor de Mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Luis Rua. “O Brasil exporta apenas 0,44% da produção de ovos. Então, qualquer choque no mercado interno tem um impacto muito grande. Aumentar as exportações é aumentar nossas opções de mercado. Precisamos manter estes dois fluxos, os mercados interno e externo, bem abertos”.

E, para isso, é necessário estar conectado com as demandas dos mercados consumidores, defendeu o presidente do Grupo Faria, Ricardo Faria, alertando para o crescimento das demandas por bem-estar animal e sustentabilidade, além da necessidade de ampliar o uso de novas tecnologias na produção. “Eu não posso deixar de defender aqui o bem-estar animal. Temos de estar conectados com estas demandas. E também chamo a atenção para a importância da automação”, pontuou Faria.

Presidente do Grupo Faria, Ricardo Faria

De acordo com ele, o crescimento do mercado de ovos depende da digitalização. “Se acontecer o que se espera, de melhorias na renda e no nível de emprego do país, e essa é uma obrigação institucional que nos temos, e se a gente quiser que o consumo de ovos vá a uma média de 300 ovos por ano per capita, vamos precisar de automação. As empresas precisam pensar que o melhor lugar para reinvestir o nosso dinheiro é o nosso negócio”.

Sobre a 4ª Conbrasul
Com 360 participantes, o evento se consolida entre os mais importantes da avicultura realizado no Brasil. O elevado nível das palestras e dos debatedores, além de público altamente qualificado representam uma oportunidade única para a realização de networking são o ponto alto do encontro.

Nesta edição, a conferência discutiu não apenas o futuro da avicultura, como também o passado para fazer projeções e traçar cenários e teve a sala cheia durante todos os debates, lembrou o presidente Executivo da Asgav e realizador da conferência, José Eduardo dos Santos. “Esta edição superou as expectativas. No domingo a tarde tivemos pela primeira vez um painel técnico, a Conbrasil Tec Ovos, que surpreendeu pela adesão elevada”.

Presidente Executivo da Asgav e realizador da conferência, José Eduardo dos Santos

Mas este sucesso não veio sem desafios. A chegada da influenza aviária na América do Sul logo no início do ano e depois em aves silvestres migratórias no Brasil trouxe apreensão ao setor, que mais uma vez mostrou resiliência, união e maturidade. “Trabalhamos de forma coordenada e colaborativa, todos nós da cadeia produtiva, com o Ministério da Agricultura e secretarias estaduais de agricultura, fortalecemos a nossa biosseguridade e mostramos agilidade de resposta e eficiência. Por isso, seguimos livres desta enfermidade”, sinalizou o executivo.

Rua, destacou a qualidade do evento. “A Conbrasul é uma conferência de primeiro mundo e mostra que a avicultura do Brasil é de primeiro mundo. A programação estava toda muito ligada ao atual momento do setor e deixou claro que precisamos entender as demandas crescentes do consumidor moderno sem esquecer que também temos 1 bilhão de pessoas no mundo passando fome e o ovo é um alimento estratégico por ser uma fonte de proteína saudável e mais econômica. Foi muito importante estar aqui, ter este momento de networking com pessoas estratégicas”, disse Ruas.

Presidente do Instituto Ovos Brasil (IOB), Edival Veras

A Conbrasul permitiu não apenas o compartilhamento de informações relevantes para o mercado, como também contribuiu com uma união ainda maior da cadeia produtiva, defendeu o presidente do Instituto Ovos Brasil (IOB) Edival Veras. “As lideranças presentes saem mais unidas para trazer um planejamento melhor para o segmento. A produção de alimentos precisa ser responsável para evitar excessos ou escassez. Aqui tivemos a chance de continuar nos profissionalizando e de assumir responsabilidades e o compromisso de crescer de forma organizada. A Conbrasul realmente impressiona pelo profissionalismo”, salientou Veras.

Eduardo Santos antecipou que a próxima edição do evento será ainda melhor. Vai ser realizada no mesmo local, em Gramado, em junho de 2025. “Vamos continuar trabalhando para proporcionar este momento de união e conscientização dos desafios, das oportunidades e tendências do nosso setor”, reforçou Eduardo.

Fonte: Com assessoria

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Queda do frango vivo reduz poder de compra do avicultor paulista

Após quatro meses consecutivos de perdas, produtor consegue adquirir menos milho e farelo de soja, apesar do ritmo recorde das exportações brasileiras.

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Foto: Shutterstock

Os recuos nos preços do frango vivo ao longo de fevereiro devem consolidar o quarto mês consecutivo de perda no poder de compra do avicultor paulista frente ao milho e ao farelo de soja, conforme apontam pesquisadores do Cepea.

Até o dia 25, o frango registra o menor patamar real desde maio de 2024, considerando série deflacionada pelo IGP-DI de janeiro de 2026. No mesmo período, os preços médios do milho permanecem praticamente estáveis, enquanto os do farelo de soja apresentam leve alta.

Em São Paulo, a média do frango vivo está em R$ 5,04 por quilo nesta parcial de fevereiro, recuo de 2,1% frente a janeiro. Segundo o Cepea, o ritmo recorde das exportações da proteína brasileira tem ajudado a conter uma desvalorização mais intensa no mercado interno.

Com a atual relação de troca, o produtor paulista consegue adquirir 4,47 quilos de milho com a venda de um quilo de frango, volume 1,9% inferior ao de janeiro. No caso do farelo de soja, a compra possível é de 2,73 quilos por quilo de ave comercializada, queda de 2,6% na mesma comparação.

Fonte: Assessoria Cepea
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Ovos sobem mais de 36% e fortalecem relação de troca com milho e soja

Com a venda de uma caixa, produtor passa a adquirir até 147 quilos de milho e mais de 90 quilos de farelo em São Paulo.

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Foto: Rodrigo Felix Leal

As fortes altas nos preços dos ovos registradas até o dia 25 de fevereiro elevaram o poder de compra dos avicultores paulistas frente aos principais insumos da atividade: milho e farelo de soja. O movimento interrompe uma sequência de quedas que já durava cinco meses em relação ao cereal e sete meses no caso do derivado da oleaginosa, segundo pesquisadores do Cepea.

Em Bastos (SP), o ovo branco tipo extra, a retirar (FOB), apresentou média de R$ 147,98 por caixa com 30 dúzias nesta parcial de fevereiro, alta de 36,7% em comparação com janeiro. Para o ovo vermelho, a média foi de R$ 166,57 por caixa, avanço de 37% no mesmo comparativo.

Foto: Giovanna Curado

Com base no Indicador ESALQ/BM&FBovespa do milho, o produtor paulista conseguiu adquirir 131,22 quilos do cereal com a venda de uma caixa de ovos brancos ou 147,77 quilos com a comercialização de uma caixa de ovos vermelhos, volumes 36,7% e 37,1% superiores aos de janeiro, respectivamente.

No caso do farelo de soja negociado no mercado de lotes de Campinas (SP), o poder de compra também avançou. Com a venda de uma caixa de ovos brancos, o avicultor pôde comprar 80,27 quilos do insumo, enquanto com a caixa de ovos vermelhos foi possível adquirir 90,40 quilos. Os aumentos foram de 41,3% e 41,7%, respectivamente, frente ao mês anterior.

Fonte: O Presente Rural com informações Cepea
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Rio Grande do Sul realiza em março 2º Fórum Estadual de Influenza aviária

Encontro vai reunir em Montenegro o setor avícola para discutir prevenção e contingência após registros recentes da doença na Argentina e no Uruguai.

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Foto: Divulgação/Asgav

O município gaúcho de Montenegro, no Vale do Caí, vai sediar no dia 17 de março, a partir das 13h30, o 2º Fórum Estadual de Influenza aviária – Prevenção e Contingência. O evento será realizado no Teatro Roberto Atayde Cardona e reunirá lideranças do setor, técnicos e produtores rurais para debater estratégias de biosseguridade e resposta sanitária.

As inscrições para o fórum são gratuitas e podem ser realizadas clicando aqui.

A iniciativa é organizada pelo Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDA/Seapi), em parceria com a Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa).

O objetivo é promover a troca de experiências e reforçar protocolos de prevenção diante do cenário sanitário regional. Neste mês, foram confirmados focos da doença em aves comerciais na Argentina e em aves silvestres no Uruguai, o que acendeu o alerta no setor.

De acordo com a médica-veterinária Alessandra Krein, do Programa de Sanidade Avícola do DDA, o momento exige vigilância máxima. “Com os registros recentes nos países vizinhos, o momento se torna propício para a sensibilização máxima do setor avícola. Não podemos aliviar nas medidas de biosseguridade”, afirmou.

Fonte: O Presente Rural
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