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Lideranças debatem na Expointer caminhos para fortalecer a indústria gaúcha

Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Invest RS, CMPC e Fiergs se reuniram nesta terça-feira (02).

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Foto: Divulgação Sedec

Com o objetivo de ampliar as oportunidades de negócios para fornecedores locais, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), a Invest RS e a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) se reuniram, nesta terça-feira (02), com representantes da CMPC. A multinacional chilena é responsável pelo maior investimento privado da história do Rio Grande do Sul, no valor de R$ 27 bilhões. O encontro está no escopo do Conexão Indústria RS, ação que fomenta o desenvolvimento e o adensamento das cadeias produtivas do Estado. A iniciativa foi construída em parceria com a Fiergs e faz parte das ações do Empreender RS.

Durante a reunião, foram discutidas ações concretas para ampliar as oportunidades de negócios entre a CMPC e fornecedores do Estado. A proposta é fomentar a economia regional por meio da articulação de parcerias estratégicas com empresas gaúchas, promovendo o adensamento das cadeias produtivas e, consequentemente, a geração de empregos.

“Essa parceria é um exemplo de como o setor público pode atuar como catalisador de oportunidades, conectando grandes empresas a fornecedores locais, promovendo inovação e competitividade”, ressaltou o titular da Sedec, Ernani Polo. O secretário destacou que esta reunião faz parte da consolidação do Conexão Indústria RS como ferramenta de transformação econômica no Estado. “Com foco em resultados concretos, a expectativa é que novas parcerias sejam firmadas nos próximos meses, ampliando o alcance do programa e fortalecendo o setor industrial gaúcho”, concluiu.

O presidente da Invest RS, Rafael Prikladnicki, falou da importância do Conexão Indústria RS. “Este programa é uma ponte estratégica entre investidores e fornecedores locais, fortalecendo nossas cadeias produtivas e ampliando oportunidades de negócios em todo o Estado”, disse.

O presidente da Fiergs, Claudio Bier, afirmou que o Conexão Indústria RS é uma  oportunidade que se abre para a indústria gaúcha, que tem muita qualidade técnica para integrar diversos setores. “Nosso objetivo é mobilizar fornecedores locais para que participem de forma ativa desse grande projeto, garantindo que parte significativa do investimento permaneça no Rio Grande do Sul”, disse Bier.

Durante a reunião, também foram abordados temas como a necessidade de identificar as demandas específicas da CMPC que possam ser atendidas por fornecedores gaúchos e a organização de encontros de negócios entre a empresa e potenciais parceiros locais. A multinacional chilena demonstrou interesse em ampliar sua rede de suprimentos com foco em inovação e sustentabilidade, alinhando-se aos objetivos do Conexão Indústria RS.

Visita técnica à CMPC 

O diretor-geral da CMPC, Antonio Lacerda, falou sobre o andamento do projeto e se mostrou interessado em colaborar com o Conexão Indústria RS, aceitando abrir as portas do projeto para que as entidades do setor visitem e conheçam mais.

Ao longo do encontro foi estabelecido um cronograma para que os futuros fornecedores gaúchos da CMPC façam uma visita técnica à empresa para conhecerem o contexto de uma indústria de celulose e os requisitos do projeto que está em andamento em Barra do Ribeiro.

O diretor da Fiergs, Hernane Cauduro, explicou que as entidades da indústria serão convocadas para indicar empresas capacitadas para efetivar o fornecimento. “Nós vamos mobilizar os representantes da indústria para que eles conheçam as exigências da CMPC. As empresas que porventura não tiverem algum requisito poderão se capacitar por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Serviço Social da Indústria (Sesi) e as que não forem escolhidas receberão um retorno do porquê da negativa”, detalhou.

Conexão Indústria RS

Com mais de 52 mil indústrias em operação no Rio Grande do Sul, o Conexão Indústria RS busca mobilizar esse ecossistema produtivo para atender às demandas de grandes empresas. A iniciativa reforça o compromisso do governo estadual com o desenvolvimento econômico sustentável e a valorização da produção local.

A ação faz parte do Empreender RS que, liderado pela Sedec, reúne iniciativas destinadas ao estímulo do empreendedorismo, à atração de investimentos, à prospecção de mercados e ao fortalecimento da posição do Rio Grande do Sul como um polo de promoção de negócios nacionais e internacionais.

Fonte: Assessoria Ascom Expointer

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Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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