Avicultura
Lideranças cobram objetivos mais claros para fazer as mudanças necessárias na pecuária europeia
Para o presidente da DLG, Hubertus Paetow, a indústria oferece inovações que possam atender os desafios atuais, porém a área política deve criar segurança no planejamento para o futuro e implementar propostas que vão de encontro a estas inovações.

O presidente da DLG, organizadora do evento, Hubertus Paetow, cobrou melhores condições estruturais planejáveis para a agricultura em seu discurso durante e EuroTier 2022. Na cerimônia do Prêmios de Inovação, Paetow disse diante de representantes políticos de alto escalão da Alemanha e do exterior que “o sistema de inovação em nosso setor é tão forte e eficiente que fornece as respostas certas para as perguntas que a sociedade faz com razão na pecuária. No entanto, a mudança sob pressão devem ser suportadas de maneira planejável”.
“Os políticos certamente têm um trabalho difícil a fazer em um momento em que as crenças fundamentais das democracias liberais não podem mais ser tomadas como certas. Isso conecta a política com os agricultores e com todo o setor agrícola. Afinal, o setor agropecuário precisa explicar repetidamente à sociedade o que de fato é natural: que nossos alimentos não caem do céu, mas são o resultado de uma cooperação intensa em toda uma cadeia”.
Tempos desafiadores
Os tempos para a pecuária nunca foram tão desafiadores e cansativos como nos últimos anos e certamente continuarão assim, segundo Paetow. “Isso se aplica à pecuária global, europeia e alemã, embora em graus muito diferentes”.
Para o presidente da DLG, a pecuária na Europa é uma parte essencial da produção de alimentos sustentáveis e voltada para o futuro. “Carne, ovos e leite são componentes valiosos da alimentação humana e sem a pecuária o setor agrícola não seria viável, nem convencional nem orgânico”.
Segundo Paetow, os setores que estão passando por mudanças estruturais são particularmente dependentes de inovações que aumentem a lucratividade. A modernização com novas tecnologias são muito necessárias para a pecuária no futuro. “Construção de aviários com mais tecnologias, digitalização, criação e alimentação e comercialização, tudo deve ser processado para configurar as fazendas de forma sustentável e estável”, afirma.
Soluções são apresentadas na feira
Sob o lema da EuroTier 2022 “Transforming Animal Farming”, ou Transformando a pecuária, a indústria internacional de pecuária se propôs a enfrentar os três principais desafios de produtividade, mudança climática e bem-estar animal. O EuroTier 2022 mostrou as inovações que a engenharia desenvolveu nos últimos anos, em particular inovações técnicas impressionantes nas áreas de digitalização, automação e robótica.

Foto: O Presente Rural
As inovações têm avanços na observação animal, buscando menores emissões e melhorando o trabalho das pessoas na agropecuária. Segundo Paetow, também a feira apresentou abordagens sistêmicas na pecuária, que contribuiriam para a saúde, higiene e bem-estar animal.
Ainda segundo o presidente da DLG, os objetivos conflitantes de proteção ambiental e bem-estar animal também podem ser significativamente neutralizados por meio de inovações de engenharia de processo. “Conceitos de construções modernas e holísticas com uma conexão coerente entre áreas internas e externas aumentaram o bem-estar e a saúde animal e reduziram as emissões por meio de inovações técnicas”, destacou.
O presidente da DLG também abordou o papel das fontes alternativas de proteína, substitutos da carne e leite vegetal. “Algumas dessas abordagens são interessantes e podem fazer sentido dependendo das circunstâncias. No entanto, eles não podem esconder o fato de que a carne, o leite e os ovos da pecuária moderna e sustentável são e continuarão sendo uma parte central da dieta e do estilo de vida da maioria das pessoas. A agricultura sem um forte setor de pecuária não pode sobreviver”, diz Paetow.
O presidente destacou a importância de olhar para os números da população mundial que segundo a ONU em 2022, alcançou 8 bilhões de pessoas. Paetow enfatizou que é muito provável que algumas destas pessoas cresçam em uma região onde uma nutrição saudável e suficiente não é algo natural, e certamente não com produtos de origem animal que são tão importantes para as pessoas em crescimento. “Vamos trabalhar juntos para garantir que essas pessoas também possam se alimentar de forma saudável ao longo de sua vida, sem se preocupar constantemente com a próxima refeição e sim, também com alimentos saudáveis de produção animal”, efatizou Paetow. “A pecuária continuará sendo parte integrante dos sistemas alimentares e também da identidade cultural das sociedades na Europa e em todo o mundo”.
No final da transformação haverá uma pecuária que se poderá afirmar no mercado por si só, com bem-estar animal e sustentabilidade, com consumidores que apreciem isso e com condições de enquadramento político que tenham em conta as exigências da sociedade e a concorrência em igualdade medida. A pecuária é o futuro”, concluiu o presidente da DLG.

Avicultura Editorial
O Nordeste avícola já não cabe no rodapé
Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.
Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.
A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.
Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura
Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura
Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock
A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.
Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock
A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.
A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.
Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock
que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.
Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura No Noroeste do Estado
Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência
Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação
A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.
De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.
A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.
Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi
A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.
A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.



