Bovinos / Grãos / Máquinas
Liderança feminina fortalece gestão rural e a sucessão familiar, afirma especialista
Aliada à inovação, a gestão feminina contribui para a modernização do setor, tornando-o mais produtivo e resiliente diante dos desafios como oscilações de mercado, mudanças climáticas e novas demandas dos consumidores.

A rotina no campo já não é mais a mesma. A gestão rural evoluiu, incorporando inovação, estratégia e um olhar cada vez mais atento à sustentabilidade. No centro dessa transformação estão as mulheres, que, além de administrar custos e tomar decisões operacionais, integram tecnologia, otimizam processos e enxergam o agronegócio como um negócio de longo prazo.
Aliada à inovação, a gestão feminina contribui para a modernização do setor, tornando-o mais produtivo e resiliente diante dos desafios como oscilações de mercado, mudanças climáticas e novas demandas dos consumidores.

Foto: Pixabay
Um dos impactos mais relevantes da presença feminina na administração rural é o fortalecimento do envolvimento familiar na gestão da propriedade. “Quando uma mulher assume um papel ativo na gestão, é comum perceber também um maior interesse dos filhos pelo negócio. Isso cria um ambiente colaborativo entre diferentes gerações, o que gera mais ideias e contribuições para aprimorar a eficiência da propriedade”, destaca Luiz Antonio Tiradentes, administrador, palestrante e autor de programas de desenvolvimento pessoal e profissional voltados para famílias produtoras rurais. Ele proferiu palestra como da parte da programação do Espaço Impulso no Show Rural Coopavel, realizado de 10 a 14 de fevereiro, em Cascavel, no Oeste do Paraná.
Para as mulheres que assumem posições de liderança no campo, o administrador diz que um dos principais desafios é desenvolver habilidades para gerenciar o negócio de forma estratégica, ao mesmo tempo em que conciliam o papel de mediadoras em divergências comuns no ambiente de negócios familiares. “Muitas procuram formação contínua por meio de cursos, capacitações, grupos de cooperativas, sindicatos e outras redes de apoio, onde trocam experiências e aprimoram suas competências. Ou seja, elas enfrentam os desafios em grupo, contando com o suporte de especialistas e de outras lideranças, o que fortalece sua atuação e contribui para uma gestão mais eficiente”, menciona Tiradentes.
A busca contínua por conhecimento impulsiona práticas mais inovadoras dentro das propriedades, favorecendo uma tomada de decisão mais fundamentada e alinhada às necessidades do negócio. Segundo Tiradentes, essa influência se reflete no envolvimento da família na administração, promovendo um ambiente de maior diálogo e análise conjunta das previsões de investimentos. “A gestão feminina tende a estimular uma comunicação mais aberta dentro da família, criando um espaço colaborativo para debater estratégias e soluções. Esse modelo participativo incentiva os familiares a pensarem em alternativas para melhorar a eficiência dos processos produtivos dentro da propriedade”, afirma.
Gestão com propósito
A gestão com propósito desempenha um papel fundamental no desenvolvimento sustentável do setor agropecuário, direcionando as decisões estratégicas de forma alinhada aos objetivos de longo prazo da propriedade e da família. “Quando a família tem clareza da resposta destas perguntas fica mais claro para decidirem qual tipo de investimento irão fazer e quais estratégias irão adotar a fim de que o propósito da família se concretize”, ressalta, acrescentando: “Além disso, a gestão com propósito fortalece a vontade e a motivação dos familiares para permanecerem com o negócio. Isso, por consequência, vai ajudar de forma significativa nas questões do planejamento sucessório”.
Protagonismo feminino

Administrador, palestrante e autor de programas de desenvolvimento pessoal e profissional voltados para famílias produtoras rurais, Luiz Antonio Tiradentes: “A gestão feminina tende a estimular uma comunicação mais aberta dentro da família, criando um espaço colaborativo para debater estratégias e soluções” – Foto: Divulgação
A crescente participação feminina no campo tem impulsionado a gestão rural participativa e aumentado o número de lideranças femininas no associativismo, cooperativismo e em sindicatos. “Esse movimento fortalece o desenvolvimento econômico e social das regiões onde essas iniciativas ganham força, criando um ambiente mais colaborativo e inovador no agronegócio”, afirma Tiradentes.
Nesse contexto, a troca de experiências, o acesso a novas oportunidades e o fortalecimento de redes de apoio permitem que as mulheres cresçam profissionalmente e ampliem sua influência no setor. “É por meio dessas conexões que se torna possível desenvolver soluções conjuntas e propostas para o progresso das comunidades rurais. A união e o compartilhamento de conhecimentos beneficiam muito o setor”, afirma o administrador.
Estímulo à participação feminina na gestão rural
Tiradentes ressalta que as políticas públicas e iniciativas privadas têm um papel fundamental no fortalecimento da participação feminina na gestão rural, através da promoção de projetos que incentivam o engajamento das mulheres na administração de propriedades e estimulam o associativismo e o cooperativismo.
Ele também destaca a importância do autoconhecimento, do desenvolvimento pessoal e da capacitação empreendedora. “Sempre digo: quando a família cresce, o negócio prospera. Tenho observado que aquelas propriedades que hoje estão muito bem com seus negócios, começaram a investir há alguns anos atrás no crescimento e desenvolvimento da família. Agora, colhem esses frutos”, enfatiza.
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Preços do boi devem se manter firmes nos próximos meses
De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a combinação de demanda externa forte e oferta ajustada sustenta o mercado, mas a gestão da cota chinesa será determinante para evitar oscilações.

A combinação de demanda externa robusta e oferta ajustada deve manter os preços do boi sustentados nos próximos meses, segundo dados da Consultoria Agro Itaú BBA. No entanto, a gestão da cota chinesa será crucial para evitar oscilações bruscas e impactos negativos sobre a demanda no segundo semestre.
O fluxo de exportações segue intenso, ainda mais forte que no ano passado, e pode receber impulso adicional com embarques para a China dentro da cota. A menos que a oferta de gado terminado aumente de forma significativa, cenário diferente do observado neste início de ano, os preços tendem a permanecer firmes, podendo até manter o movimento de alta mesmo durante o período de safra.
Ainda há dúvidas sobre a utilização da cota chinesa após a imposição das medidas de salvaguarda. A Abiec solicitou apoio do governo para coordenar o processo, enquanto permanece a incerteza sobre cargas que já estavam em trânsito e chegaram à China a partir de 1º de janeiro, estimadas em 350 mil toneladas, que podem ficar fora da cota. Uma coordenação inadequada pode gerar pressão altista temporária nos preços, seguida de possível queda nas cotações.
Em 2025, o Brasil exportou 1,1 milhão de toneladas de carne bovina para a China em agosto. Com uma maior corrida por embarques neste ano, esse volume pode ser alcançado mais cedo. Por outro lado, se houver moderação na oferta ao longo do ano, o impacto negativo sobre os preços tende a ser suavizado. De toda forma, a atenção permanece voltada à demanda externa no segundo semestre, caso a decisão chinesa sobre a cota não seja alterada.
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Acrimat em Ação 2026 leva conhecimento técnico sobre bovinos ao interior do Mato Grosso
Segunda rota percorrerá oito polos produtivos, abordando gestão de pessoas e práticas para aumentar a eficiência das fazendas.

Depois do sucesso da primeira etapa, o Acrimat em Ação 2026 segue fortalecendo a presença da entidade no interior do estado com o início da segunda rota, a partir do dia 19 de fevereiro. A expectativa é manter o alto nível de participação e engajamento dos produtores, consolidando o projeto como uma das maiores iniciativas itinerantes da pecuária mato-grossense.
Nesta nova etapa, o projeto percorrerá oito importantes polos produtivos: Paranatinga, Canarana, Ribeirão Cascalheira, Vila Rica, Água Boa, Nova Xavantina, Barra do Garças e Rondonópolis. Municípios estratégicos que representam a força e a diversidade da pecuária nas regiões médio-norte, nordeste e sudeste do estado.
A segunda rota chega embalada pelos números históricos da primeira etapa, que registrou recorde de público em todas as cidades visitadas. O resultado reforça a importância do contato direto com o produtor rural, levando informação técnica, debates relevantes e conteúdo voltado à realidade de quem está no campo.
Neste ano, a palestra será ministrada por Ricardo Arantes, que abordará o tema liderança e gestão de pessoas no agro. A proposta é provocar reflexões práticas sobre o papel do líder dentro da propriedade, a formação de equipes mais engajadas e a importância da gestão estratégica de pessoas para alcançar melhores resultados no campo. O conteúdo busca ir além da teoria, trazendo aplicações diretas para o dia a dia das fazendas e para a construção de negócios rurais mais eficientes e sustentáveis.
Em 2026, o Acrimat em Ação percorrerá 32 municípios, divididos em quatro rotas estratégicas, ampliando o alcance da entidade e garantindo que a informação chegue a todas as regiões do estado. A segunda rota reafirma esse compromisso: ouvir o produtor, levar conhecimento e fortalecer a representatividade da pecuária de Mato Grosso.
O presidente da Acrimat, Nando Conte, destacou que o crescimento da primeira rota reforça a credibilidade do projeto e aumenta a responsabilidade para as próximas etapas. “Tivemos um aumento de 20% no público e recorde de participação em todas as cidades da primeira rota. Isso mostra que o produtor quer estar próximo da entidade, quer informação e quer participar das discussões. Para a segunda rota, a nossa meta é a mesma: manter esse crescimento, bater novos recordes e fortalecer ainda mais a pecuária mato-grossense”, afirmou.
Nesta edição, o evento itinerante conta com a parceria de Senar, Imac, Fs Bioenergia, Grupo Canopus, Sicredi e Fortuna Nutrição Animal.
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Embrapa abre inscrições para a 12ª Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto
Iniciativa realizada no CTZL, em Brasília (DF), vai avaliar novilhas Gir Leiteiro, Guzerá, Sindi e cruzamentos ao longo de 12 meses.

Proprietários de novilhas das raças Gir Leiteiro, Guzerá e Sindi e cruzamentos têm nova oportunidade de atestarem o potencial genético de seus animais para a produção de leite a pasto com a chancela da Embrapa e da Associação de Criadores de Zebu do Planalto (ACZP). Realizada no Centro de Tecnologia para Raças Zebuínas Leiteiras (CTZL) da Embrapa Cerrados, em Brasília (DF), a Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto chega à 12ª edição e busca promover o melhoramento genético das raças participantes, contribuindo para o incremento da produtividade e a sustentabilidade da pecuária leiteira no Brasil Central.
Coordenador da Prova pela Embrapa Cerrados, o pesquisador Carlos Frederico Martins explica que serão identificadas, dentro de um grupo de animais contemporâneos de cada raça, as novilhas que, em 305 dias de lactação em pasto rotacionado, se destacarem na produção de leite, na reprodução (intervalo entre o parto e a concepção), na idade ao parto (precocidade), na qualidade do leite, na persistência de lactação e na avaliação morfológica. As características têm diferentes pesos e compõem o Índice Fenotípico de Seleção, pelo qual os animais serão classificados ao final das avaliações.
São oferecidas 20 vagas para novilhas da raça Gir Leiteiro, 20 para novilhas da raça Guzerá, 20 para novilhas Sindi e 20 para cruzamentos. Cada criador proprietário poderá inscrever até três animais de cada raça. Para participar da Prova, as novilhas devem estar registradas na Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ) nas categorias de Puro de Origem (PO) ou Puro por Avaliação (PA); também devem estar obrigatoriamente gestantes de sete meses, sendo o parto efetivado dentro do período de adaptação no CTZL.

A Prova terá a duração de 12 meses, sendo dois meses de adaptação e 10 meses de avaliação. As novilhas deverão parir no período de 02 de dezembro a 15 de fevereiro de 2027, de acordo com os períodos limites de parição estabelecidos pela ABCZ. Assim, deverão ser inseminadas ou cobertas entre os dias 02 de março a 10 de abril. Os animais deverão dar entrada no CTZL (DF 180, Km 64 s/n, em Brasília) a partir do dia 03 de novembro e permanecer até janeiro de 2028. Os resultados da 12ª prova serão divulgados a partir de abril de 2028.
As inscrições dos animais poderão ser realizadas até o dia 30 de outubro na ACZP, pelo e-mail aczp.df@uol.com.br. Para uma novilha inscrita, será cobrado o valor de R$ 3 mil, divididos em cinco vezes mensais; para duas novilhas inscritas, R$ 2,4 mil por novilha, divididos em cinco vezes mensais; e para três novilhas inscritas, R$ 2 mil por novilha, divididos em cinco vezes mensais.
Acesse o regulamento e veja todos os detalhes sobre a Prova e as inscrições.
Para mais informações, entre em contato no CTZL, com Adriano de Mesquita, Carlos Frederico Martins e Fernando Peixoto (61-3506-4063; adriano.mesquita@embrapa.br; carlos.martins@embrapa.br; fernando.peixoto@embrapa.br😉 ou na ACZP, com Marcelo Toledo (61-3386-0025; marcelo@geneticazebuina.com.br).
A 12ª Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto no Centro de Tecnologia para Raças Zebuínas Leiteiras da Embrapa Cerrados tem o apoio da ABCZ, da Associação Brasileira de Criadores de Sindi, da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal, da Emater-DF, da Federação de Agricultura do Distrito Federal, do Sindicato dos Criadores de Bovinos, Equinos e Bubalinos do Distrito Federal, da Empresa de Pesquisa de Minas Gerais, da Empresa de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária da Paraíba, da Universidade de Brasília e da Alta Genetics.
Para informações sobre as edições anteriores da Prova, acesse clicando aqui.



