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José Luiz Tejon Megido

Liderança, empreendedorismo e cooperativismo no agronegócio do futuro

O Brasil em 2030 poderá ser a plataforma mundial de segurança alimentar e da sustentabilidade, um agente fundamental para a obtenção com êxito dos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU

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Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e Dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM 

A Organização das Nações Unidas – ONU traçou dezessete objetivos de desenvolvimento sustentável, mas para que possam ser realizados existe algo acima de todas elas: a liderança. Esses objetivos formam uma corrente com elos que precisam ser alinhados e liderados. Portanto, nesta arena complexa da liderança em um planeta fragmentado, carente e ardorosamente ansioso por líderes, visões, valores e missões que nos conduzam ao futuro, e não distante, 2030.

Numa conferência com líderes executivos do mundo todo realizada no Insead, em Fontainebleau/França, concluiu-se que as mudanças contemporâneas são gigantescas, como por exemplo, as demandas por sustentabilidade e valores em uma era “disruption” com a ciência, além da progressão exponencial, criativa e inovadora. Consumidores com empowerment por redes sociais, competitivos e impactados pela transversalidade( mudanças vindas de onde não se imaginaria e nem se esperaria) e com algo que chamou a atenção de todos: foco naquilo que ainda não se sabe.

O desconhecido e invisível hoje , irá nos impactar de maneira muito mais poderosa do que aquilo que já se sabe, e isso vale para todos os agentes de uma cadeia produtiva, tanto na ciência e tecnologia dos fornecedores, quanto na produção agropecuária propriamente dita, além do pós porteira das fazendas, no processamento, distribuição e serviços dos derivados das matérias-primas vegetais e animais, das entidades de defesa dos consumidores, a mídia, política, e nas mais diversas manifestações da Sociedade Civil Organizada.

Com certeza o novo sinônimo para o agronegócio em 2030 passará a ser saúde em todos os aspectos. Saúde animal, vegetal, do planeta, a de quem produz, e a saúde humana. Iremos ingressar em algo mais amplo e maior do que a visão econômica, financeira ou tecnológica do agronegócio. Será o caminho para uma agrossociedade.

Dentre os dezessete objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU, o primeiro é a erradicação da pobreza, isso demanda liderança empreendedora e cooperativista. Incomoda observar que onde tem miséria não existe cooperativismo. E onde tem desenvolvimento, IDH elevado, ali tem uma cooperativa bem liderada. Boas cooperativas não existem sem liderança exemplar.

Os demais objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU pedem e exigem competências de liderança. Os três últimos deles, talvez os mais sofisticados, sutis e vitais são os que clamam por um poderoso refinamento de talentos, de compreensão, do fazer pela causa e de colocar a mesma num patamar extraordinariamente mais evoluído do que interesses menores, de grupos, facções, ou mesmo de países, continentes e de nações.

Dentre os objetivos, o 15º cita a vida sobre a terra, o proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres; gerir de forma sustentável florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda da biodiversidade.

Paz, justiça e instituições fortes é o tema do 16º objetivo. Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionando o acesso à justiça para todos e construindo instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis.

O 17º fala sobre a parceria em prol de metas – fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável.

Estes três últimos ODS,s resumem e reúnem os mais elevados desejos e consequentemente sacrifícios de seres humanos, para elevar a ordem da humanidade a patamares muito superiores aos que temos hoje. Isso só será feito com renovação dos espíritos , a educação para a autêntica liderança.

Grandes líderes são empreendedores. Criam e transformam lixo em luxo. Onde não havia nada conseguem ver riqueza, evolução e qualidade de vida. No agronegócio brasileiro, casos de líderes visionários , como Cirne Lima, que viu uma Embrapa e seus potenciais efeitos, e a fez nascer no inicio dos anos 70.

Em seguida abria uma trilha que atraia mais autênticas lideranças, com o forte poder gravitacional que somente as poderosas causas possuem. Enxergavam e tocavam antes e traziam o futuro ao valor presente. A liderança que nos levará ao futuro tem competências educadoras e pedagógicas. Paulo Freire resumiu : “ o que pode ser feito agora para que se faça amanhã o que hoje não pode ser feito “

O empreendedorismo significa o poder de condução humana através da arte do indivíduo. Conheci, trabalhei e convivi com três espetaculares líderes empreendedores : Shunji Nishimura, fundador da Jacto. Antonio Secundino de São José, fundador da Agroceres. E Ney Bittencourt de Araujo, foi Presidente da Agroceres, e da ABAG, líder e pioneiro no Brasil do conceito de “ agribusiness “.

O mundo mudou. O futuro não será mais o resultado do presente. Velocidade é o nome do jogo que muda a todas as mutações. Para irmos à 2030 não podemos esperar por ele. Agora o presente vira o resultado do futuro.

Qual o desafio do futuro ? A liderança empreendedora não é suficiente. O mundo cresce a cerca de 4 nascimentos por segundo. Não teremos mais empregos, e vamos para a era das start ups, do empreendedorismo. Mas, a dignidade precisa ser para todos. Não apenas para 1% ou 10% da humanidade. Precisa ser “4all “, para todos.

Os bebês já nascerão empoderados com as redes sociais, midiáticos e imediáticos. Uma nova geração instantânea, precoce e que inunda e irriga os seus neurônios para a busca de qualidade de vida, não importa onde nasça ou onde esteja. Uma geração do “Eu quero, eu posso, eu pego“. Ninguem quer ser pobre, deseja sucesso. Como entregar isso para a imensa maioria da população que caminha inexoravelmente para os 10 bilhoes ? A ciência conectada com a sensorialidade explodindo no agronegocio.

É possível imaginar o Chef Erick Jacquin, do programa Master Chef, conversando através de “weareables“ (tipo google glasses já usados numa linha de produção de uma montadora de maquinas agrícolas – que viram robots.), ou algo instalado sob a pele, com o Master Genetic chef, que editou os genes da última abóbora gourmet do planeta. Imagine esse dialogo sincronizado ainda com o super agricultor que a cultivou. As pontas da neurosensorialidade com a genialidade genética, e o food design fascinando o futuro.

Isto é lindo, ao brincarmos de Julio Verne,s do século XXI. Mas o desafio das lideranças para o agronegócio do futuro, de 2030, será romper a barreira do “ para poucos “ e criar potencialidades “ para muitos “. Ou idealmente “ para todos “. Isso vale em todos os cantos de cada elo de cada cadeia produtiva de todo agronegocio. Vamos ter mais produtores e não menos. Vamos ter mais pesquisadores e não menos. Vamos ter mais processadores e não menos. Vamos ter mais distribuidores e não menos. O mundo não suportará conviver com a impossibilidade da criação e da distribuição da riqueza. Produção e consumo serão criados pelo mesmo fio da interdependência.

Vamos demandar lideranças cooperativistas sólidas na jornada ao futuro. Sucessores, e jovens educados para a missão. Hoje são cerca de 3 milhões de cooperativas no mundo. Representam US$ 3 trilhões de resultados econômicos, e a líder da Aliança Internacional do Cooperativismo , que já teve o brasileiro Roberto Rodrigues no seu comando, diz : “ não podemos mais ficar silenciosos “. No Brasil, Marcio Lopes, Presidente da OCB , organização das cooperativas brasileiras registra : “ representamos 50% de tudo o que é produzido, mais de 1 milhão de cooperados . Uma receita de R$ 180 bilhões, e 13,5% de todo PIB do agro . “

As lideranças com firme filosofia cooperativista são suportadas e suportam suas organizações através da educação persistente e permanente, rigor administrativo financeiro, e uma legitima democracia.

No lado da liderança empreendedora em organizações não cooperativas, basta prestar atenção nos novos critérios de Harvard, para se chegar à lista dos 1000 maiores Ceo’s do planeta. Valores como responsabilidade social corporativa, sustentabilidade, lucros de longo prazo e longevidade no posto passaram a contar a partir de 2016 , incluindo métricas até então desejadas, mas que não eram contabilizadas.

Quem lidera o líder ? – a sua compreensão da missão. A causa superior que determina a cada instante suas decisões e escolhas.

2030 será aquilo que nossas lideranças conseguirem realizar conscientes da vital liderança de cadeias produtivas, acima de cada um dos seus elos. Isso é agronegócio . São os responsáveis pela

educação da sociedade, tanto na sua nutrição e saúde, como nas lutas anti-desperdicio, ao lado da capacitação exponencial dos novos produtores e produtoras rurais. Ou que ainda estejam eles, nas agriculturas verticais dos centros urbanos, e sejam eles de quaisquer tendências de forma de produção, que desejem ser, em função de nichos e de multi segmentações de mercados finais.

2030 : o agronegócio será uma montadora agrotecnólogica de sustentabilidade intensiva. O líder para essa viagem ao futuro será exigido como um ser humano que reúna 8 dimensões interligadas : coragem, confiança, cooperação, criação, consciência, conquista, correção e caráter.

Quem constrói um caráter, constrói o destino. A liderança terá ainda como força motora e desafiadora a luta pelas percepções humanas. Realidades são aquelas que percebemos. Uma liderança empreendedora e cooperativista não existe para fazer o que os liderados desejam, e sim para juntos fazerem o que precisa ser feito. E será mandatório para liderar, obter autorização moral e interpretar a ética . Isso será o fator “ sine qua non “, nas decisões entre “ poder fazer “ x “ dever fazer “.

O Brasil em 2030 poderá ser a plataforma mundial de segurança alimentar e da sustentabilidade, um agente fundamental para a obtenção com êxito dos dezessete objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU.

Como? Através de sua liderança, O fator crítico sagrado para seu sucesso.

Fonte: Ass. de Imprensa

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José Luiz Tejon Megido Opinião

China: consumidores globais, vontades iguais

75% dos consumidores chineses preferem marcas e produtos importados

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Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

Todos temos uma ideia aproximada da expansão da China, que cresce, em média, 9,7% ao ano desde 2000.

A China tem quase 100 firmas dentre as 500 maiores do mundo, e tem o 2° maior Produto Interno Bruto (PIB) do planeta, em busca de ser o primeiro.

A participação do país na agricultura, que era de cerca de 30% no passado, hoje é de 9%. Mas, mesmo assim tem um gigantesco crescimento do seu agribusiness, com empresas, aquisições e um consumo interno de alimentos e bebidas, na casa de US$ 2 trilhões, quase um PIB do Brasil somente no consumo interno de comida e bebida.

A população da China de um bilhão e trezentos milhões de pessoas era predominantemente rural, e hoje metade está no campo. Significa 600 milhões de pessoas nas cidades chinesas.

A outra metade precisa ser mantida e suportada em micro e pequenas propriedades rurais com baixíssima produtividade, o que então obriga o governo chinês a taxar produtos de outros países, para que possa haver a mínima condição competitiva para micro e pequenos produtores chineses.

Mesmo assim, no setor de hortaliças, frutas, legumes, pescados e especiarias, a China tem conseguido exportar cerca de US$ 95 bilhões, ficando cabeça a cabeça com o total das exportações brasileiras.

Neste mês nos reunimos com especialistas e estudantes chineses do Master Science Food & Agribusiness Management da Audencia Business School, de Nantes, na França.

Eles nos trouxeram um dado curioso e muito provocativo para os negócios e as estratégias de marketing no mercado chinês: 75% dos consumidores chineses não confiam na qualidade e na saudabilidade dos produtos industrializados na China.

Escândalos como o leite com melanina, baby food industry em 2008, a explosão de uma planta química em 2015 e a elevada poluição leva um moderno consumidor, que se transformou em poucos anos, à busca de um padrão de produtos premium, que quer marcas globais e reconhecidas internacionalmente por qualidade e saudabilidade.

Imagine se apenas 20% da população chinesa, num padrão de classe média para classe A, vivesse em busca de produtos premium? Falamos de 260 milhões de pessoas que estariam dispostas a pagar mais pela percepção de melhores produtos.

Dessa forma, quando temos pela frente como país exportador o nosso Brasil, que enfrenta taxas de impostos que elevam o preço dos nossos produtos na China, como frangos e suínos, por exemplo, vemos que precisamos nos preparar para os enfrentamentos das guerras comerciais.

Fica aqui a questão: Sabemos fazer marketing? Sabemos vender os produtos brasileiros para todos os stakeholders envolvidos, e não apenas os compradores importadores?

Claro que não sabemos, ou melhor, tem muita gente que sabe sim. A questão é que os talentos brasileiros de marketing não foram ainda convocados para a linha de frente dessa verdadeira guerra pelas percepções dos consumidores mundiais.

Afinal, desde 1979 a Coca-Cola foi lançada no maior mercado comunista do mundo, a China. Isso diz algo?

75% dos consumidores chineses preferem marcas e produtos importados. A guerra comercial pode ser travada acima de meia dúzia de negociadores. Uma poderosa luta por corações e mentes de pessoas globalizadas e com muitos desejos comuns, muito mais comuns do que Karl Marx ou Mao Tsé-Tung um dia imaginaram.

Fonte: Assessoria
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Colunistas Opinião

Sem a ciência, não haverá como alimentar o mundo

Haverá um grande aumento da produtividade não apenas no campo, mas na sua transformação agroindustrial

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Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

A bióloga molecular norte-americana Nina Fedoroff, pesquisadora da Penn State University e ex-Conselheira Científica do departamento de Estado dos Estados Unidos, disse que não haverá possibilidade de alimentar em quantidade e qualidade suficiente uma população que era de dois bilhões e seiscentos milhões de pessoas em 1950, e que será de 10 bilhões em 2050, sem a ciência da genética.

Ou seja, as sementes geneticamente modificadas ou com edição de seus genes significarão a possibilidade de uso menor de recursos de água, terra e nutrientes, e terão mais resistência às pragas e doenças.

Haverá um grande aumento da produtividade não apenas no campo, mas na sua transformação agroindustrial. Por isso, precisamos enfrentar a aversão, o medo e os mitos em torno dos organismos geneticamente modificados e da ciência em torno da agricultura.

A Dra. Nina Fedoroff diz que há uma grande batalha a ser travada e ela não está na ciência; a batalha para a utilização da ciência genética está na comunicação.

Existe uma hostilidade generalizada no mundo. E esta cientista afirma que os divulgadores científicos e a imprensa terão responsabilidades gigantescas a respeito disso.

Então, te pergunto: “Você, teme a genética? Teme os organismos geneticamente modificados ou editados?”.

A Dra. Nina é taxativa nas suas afirmações em entrevista dada a Agroanalysis: “Até o momento, não há qualquer evidência de que a adoção de culturas geneticamente modificadas cause mal à saúde humana e animal ou ao meio ambiente”.

Outro exemplo apresentado foi um estudo da Academia Nacional de Ciências, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos, que confirmou serem as culturas transgênicas seguras.

As palavras escritas nesse documento foram: “(…) não foram encontradas evidências de que as culturas geneticamente modificadas oferecem riscos para a saúde humana, diferente daqueles que apresentam as culturas convencionais.“.

A revolução científica na agricultura exigirá comunicação e educação, tanto para os produtores quanto para processadores e consumidores.

Digitalização da agricultura, inteligência artificial, robots, monitoramento por satélite e drones. Um imenso design innovation de proporções inimagináveis está em andamento.

E onde está o acelerador ou o freio desse inevitável domínio pela sociedade humana? Na comunicação.

Em uma comunicação educadora da ciência, explodindo mitos e lidando com fatos, não apenas técnicos, mas para toda a sociedade consumidora. Sem ciência, não haverá comida suficiente. É hora de uma nova consciência.

E cada vez mais dependeremos e comeremos ciência. É bom incluir isso nas escolas, nos cardápios e na formação da gastronomia e dos nutricionistas.

Fonte: Assessoria
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José Luiz Tejon Megido Opinião

São Paulo, a maior cidade do agronegócio no Brasil, comemora 465 anos

Agronegócio está no antes das porteiras das fazendas, com a ciência e a tecnologia

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Divulgação/Assessoria

Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

Dia 25 de janeiro é comemorado o aniversário da cidade de São Paulo, a maior do país no agronegócio.

A fundamentação do agronegócio veio da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, com o termo ‘Agribusiness’, e no Brasil, pela Universidade de São Paulo (USP), com o Programa de Estudos do Setor Agroindustrial (PENSA). Estudamos e aprendemos ao lado do pioneiro do assunto no Brasil, Ney Bittencourt de Araújo, fundador da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG).

Agronegócio está no antes das porteiras das fazendas, com a ciência e a tecnologia; está dentro das porteiras com a agropecuária propriamente dita; e vai muito além das porteiras das fazendas com a logística, transportes, telecomunicações, comércio, armazenagem, restaurantes, supermercados e a agroindústria, em que se dá a agregação de valor sobre as matérias-primas produzidas no campo.

Ao incluirmos todo esse complexo agroindustrial, de comércio, serviços, educação, comunicação e tomadas de decisão com bolsas, sistema financeiro e tradings, temos a cidade de São Paulo, como uma das maiores do mundo em agronegócio. Por ela passa o negócio do agro do país.

Em São Paulo, no início do século XX, surgiu o Plano de Valorização do Café. Empresários paulistas transformaram o peso dessa commodity em um plano de valorização. Foi um marco divisor de águas na inteligência comercial brasileira.

Foi criada em São Paulo a primeira escola de economia, a Fecap, em 1902, onde seu fundador escreveu: “Além de sabermos produzir bens agrícolas precisamos ensinar e aprender a arte do seu comércio”. Sem dúvida, foi uma das primeiras declarações sobre agronegócio da história brasileira.

Foi criado também um colégio que deu origem à cidade de São Paulo, fundado pelos jesuítas Manoel da Nóbrega e José de Anchieta. Ergueram um barracão no alto de uma colina entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí. Jesuítas são gente de coragem, e fizeram o Colégio de São Paulo em uma nobre área, com águas, rios e terras que eram otimamente agricultáveis. Hoje virou indústria, comércio e serviços do Sistema Agronegocial.

Por isso eu digo, parabéns São Paulo: a maior cidade de agribusiness do país.

Fonte: Assessoria
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