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Lições da paralisação dos caminhoneiros

Em 10 dias de paralisação, somente a retração de consumo das famílias pode ter chegado a R$ 57 bilhões (considerando uma queda de 50%)

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Artigo escrito por Wiliam Tabchoury, engenheiro agrônomo, formado pela ESALQ/USP

O PIB (Produto Interno Bruto) é a somatória de toda a riqueza produzida no País. Ele é calculado pela soma do Consumo das Famílias, Consumo do Governo, Investimento e Exportações, menos as Importações.

Em 2017, o PIB brasileiro foi de R$ 6,6 trilhões, o equivalente a R$ 18,1 bilhões diários, sendo 63% Consumo das Famílias, 20% Consumo do Governo, 16% Investimentos e 1% o Saldo da Balança Comercial (Exportações – Importações), segundo o IBGE.

Desta forma, a principal mola propulsora da economia nacional é o Consumo das Famílias, que patina ou anda de lado, com a falta de renda e desemprego recorde, batendo à casa dos 13,4 milhões de trabalhadores.

O Consumo das Famílias movimentou algo ao redor de R$ 11,4 bilhões/dia, composto basicamente por gêneros essenciais (moradia, alimentação, transporte, saúde, vestuário e educação).

A paralisação dos caminhoneiros teve dois efeitos instantâneos: queda no consumo das famílias e nas exportações. Em 10 dias de paralisação, somente a retração de consumo das famílias pode ter chegado a R$ 57 bilhões (considerando uma queda de 50%).

Depois de dois anos de retração, o PIB brasileiro cresceu 1% no ano passado (cerca de R$ 65 bilhões). Portanto, somente a queda no consumo das famílias, em apenas 10 dias, levou praticamente 85% do crescimento da economia nacional no ano todo de 2017.

Outro ponto importante a ser destacado, que se tornou o centro das atenções, foi a importância da Petrobras na economia nacional. Vale ressaltar que ela é uma empresa de capital misto (Sociedade Anônima), com 36% de capital privado (ações em bolsas no Brasil e em várias partes do mundo) e 64% estatal.

Antes da crise, o seu valor de mercado era de R$ 370 bilhões (5,6% do PIB de 2017). Em oito dias de paralisação, ela perdeu R$ 128 bilhões (34% de valor), vindo para R$ 242 bilhões, saindo da primeira para a quarta posição das empresas nacionais. Este novo valor equivale a 21 dias de consumo das famílias.

Portanto, já temos um saldo inicial de prejuízos da ordem de R$ 185 bilhões (queda no consumo das famílias e redução do valor da Petrobras). Este valor supera o montante investigado por toda a Operação Lava Jato, sem entrar no mérito se a causa foi corrupção, incompetência, má fé ou outra desconhecida.

Portanto, pode-se tirar três grandes lições desta paralisação:

1) toda e qualquer ação que leve à queda no consumo das famílias é um enorme tiro no pé;

2) os efeitos negativos recaem, primeiro, sobre a população, em seguida, no setor produtivo e, por último, nos investidores;

3) deve-se ter cuidado em apoiar uma causa aparentemente nobre e justa, sem mensurar os seus reais efeitos, a curto, médio e longo prazo.

Que estas lições sirvam a todos (manifestantes, mídia, poder púbico e população em geral) para que, em toda e qualquer situação de crise (uma greve ou paralisação, por exemplo), que prevaleça o bom senso, à defesa do interesse comum e, principalmente, o ganha-a-ganha para a toda a sociedade brasileira.

Fonte: Assessoria

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo

Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

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Foto: Divulgação/IDR-Paraná

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.

A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.

De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.

O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.

A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.

O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.

A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.

Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.

Fonte: Assessoria IDR-Paraná
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais

Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.

A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.

O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.

A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.

O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.

Fonte: Assessoria Mapa
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos

Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os preços do milho se mantiveram próximos de R$ 69,00 por saca de 60 kg ao longo deste mês, apesar de recuos pontuais recentes no mercado interno. Levantamento do Cepea indica que o movimento de baixa está associado, principalmente, à postura cautelosa dos compradores.

Foto: Shutterstock

Do lado da demanda, parte dos agentes relata estoques confortáveis e adota estratégia de espera, apostando em desvalorizações mais acentuadas no curto prazo. Esse comportamento tem reduzido a liquidez e limitado a sustentação das cotações.

Na ponta vendedora, há maior disposição para negociar. Diante do enfraquecimento da demanda, produtores e detentores de milho chegaram, em alguns momentos, a flexibilizar os preços pedidos para viabilizar negócios.

Ainda conforme o Cepea, o ambiente de pressão sobre os preços também reflete a valorização do real frente ao dólar, que diminui a paridade de exportação, o avanço da colheita da safra de verão e a melhora das condições climáticas em regiões produtoras da segunda safra, com o retorno das chuvas favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

Fonte: O Presente Rural
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