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Levantamento das Micotoxinas do Milho: Adisseo Brasil 2020
Mais de 500 micotoxinas foram identificadas até agora.

O objetivo das dietas dos animais de produção é satisfazer as suas necessidades nutricionais, mantendo a sua boa condição de saúde. No entanto, a maioria das culturas colhidas em todo o mundo está contaminada por metabólitos fúngicos, chamados micotoxinas, que podem prejudicar a vitalidade dos animais.
Mais de 500 micotoxinas foram identificadas até agora, sendo classificadas em seis categorias: Aflatoxinas, Ocratoxinas, Fumonisinas, Zearalenona, Alcaloides de Ergot e Tricotecenos. Essas toxinas afetam negativamente o estado de saúde, a reprodução, o funcionamento dos órgãos, a imunidade e a digestão dos animais.
A maioria das micotoxinas é produzida por fungos nas plantas cultivadas no campo. O mais importante deles é o Fusarium, que pode produzir mais de 70 compostos tóxicos diferentes, incluindo fumonisinas, toxina T-2, DON e zearalenona. O Aspergillus também pode crescer nas plantações em climas quentes e produzir aflatoxina B1. Durante o armazenamento, o Aspergillus e Penicillium são os principais produtores de micotoxinas como aflatoxina B1, ocratoxina A, citrinina, ácido penicílico e outros.
A contaminação dos grãos recém-colhidos por micotoxinas é um parâmetro muito importante e que deve ser levado em consideração. Algumas vezes, estes grãos chegam a ser utilizados para alimentar animais durante longos períodos, até que uma nova safra esteja disponível. Como se costuma dizer: “Conhecer o inimigo é metade da batalha vencida”. Conhecendo o nível de contaminação, podemos pensar como devemos usar esse grão — a que espécie animal ele pode ser destinado (evitando os animais mais sensíveis em caso de alta contaminação ou diminuindo o nível de inclusão de um determinado grão na dieta) e, usando ferramentas como aplicativo MycoMan, analisar quais produtos devem ser usados para diminuir possíveis efeitos negativos da contaminação no desempenho e na saúde dos animais.
Assim como é importante saber qual é o verdadeiro desafio imposto pelas micotoxinas, também é fundamental realizar uma avaliação do risco gerado por estas toxinas para estabelecer um programa completo e abrangente de gerenciamento de micotoxinas. A avaliação do risco de micotoxinas é a avaliação científica da probabilidade de ocorrência dos efeitos adversos percebidos ou potenciais para a saúde resultantes da exposição dos animais às micotoxinas. Ela oferece informação sobre o desafio de micotoxinas, que pode ser: baixo, médio ou alto, dependendo da sensibilidade da espécie e da idade dos animais. Quando o desafio de micotoxinas é conhecido, a dosagem eficaz de um inativador de micotoxinas pode ser calculada de maneira mais adequada.
Resultados
Em 2020 analisamos 1.063 amostras da primeira e da segunda safra de milho no Brasil avaliando a presença de 9 diferentes micotoxinas: Fumonisinas (Fumonisina B1 (FB1) e Fumonisina B2 (FB2)), Aflatoxinas (Aflatoxina B1 (AFB1), Aflatoxina B2 (AFB2), Aflatoxina G1 (AFG1) e Aflatoxina G2 (AFG2)), Zearalenona (ZEA), Desoxinivalenol (DON), Ocratoxina A (OTA), Ácido ciclopiazônico (ACP), Nivalenol (NIV) Toxina HT-2 (HT-2), Toxina T-2 (T-2).
As amostras de milho foram coletadas diretamente das fazendas ou das fábricas de ração antes do armazenamento. Os provedores das amostras foram aconselhados a seguir os princípios da boa amostragem. Todas as micotoxinas foram analisadas por cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas sequencial (LC MS/MS) no LAMIC, Brasil.
Para efeitos da análise dos dados, os níveis de não detecção foram baseados nos limites de quantificação (LQ) do método de ensaio para cada micotoxina: AFB1 <1 μg/kg; FB1 <125 μg/kg; FB2 <125 μg/kg; ZEA <20 μg/kg; DON <200 μg/kg; OTA <2,5 μg/kg; ACP <5 μg/kg; NIV <100 μg/kg; Toxina HT-2 <100 μg/kg e Toxina T-2 <100 μg/kg.
Os resultados mostraram que 80% das amostras de milho estavam contaminadas com Fumonisina B1 sendo a maior concentração encontrada em uma única amostra de 16.614 μg/kg. A concentração média de FB1 foi de 1.275 μg/kg, que é uma concentração relativamente baixa mas, quando fornecida para espécies sensíveis como suínos ou equinos, por exemplo, pode levar a consequências negativas (Tabela 1, Figura 1).

Outro dado interessante é que 21% das amostras estavam contaminadas com Zearalenona, uma micotoxina conhecida pelo seu potencial de afetar o desempenho reprodutivo de animais reprodutores. A concentração média de ZEA detectada foi de 98 μg/kg, considerada uma contaminação média. Porém, estes níveis podem ser suficientes para gerar problemas reprodutivos em espécies sensíveis, como suínos. O nível máximo detectado foi de 1.163 μg/kg.
Tabela 1. Níveis de contaminação do milho no Brasil e avaliação de risco.

A ocorrência de Aflatoxinas foi baixa — 17% apenas, mas os níveis médios de contaminação foram bastante elevados — 6 μg/kg, o que apresenta risco médio para vacas leiteiras, por exemplo. A concentração máxima de AFB1 recuperada foi de 21,2 μg/kg.
Dentre as amostras analisadas, 15% estavam contaminadas com Nivalenol, o nível de contaminação foi baixo com concentração média de 135 μg/kg e o nível máximo foi de 257 μg/kg. Apenas 4% das amostras continham DON, a concentração média foi baixa — 340 μg/kg, mas a maior concentração encontrada em uma das amostras para DON foi 2.058 μg/kg. Assim, o nível de contaminação por estes Tricotecenos (DON+NIV) apresenta risco médio para espécies animais mais sensíveis, como suínos e cavalos.
Percebemos que o milho das duas primeiras safras de 2020 apresentou níveis baixos ou médios para 5 micotoxinas: AFB1, FB1, ZEA, DON e NIV – contaminação por múltiplas micotoxinas. É necessário levar em conta o possível efeito aditivo das micotoxinas ou sinergismo. Diversas micotoxinas em níveis baixos a médios podem ter efeito negativo na saúde, reprodução e desempenho de animais quando estão presentes ao mesmo tempo que outras micotoxinas.

A Figura 2 mostra a ocorrência de micotoxinas no período entre 2018 e 2020. Em 2020 o número de amostras de milho contaminadas com ZEA, DON e AFB1 foi maior do que em anos anteriores — uma tendência de ocorrência aumentando ano a ano durante estes três anos. Apenas o número de amostras contaminadas com FB1 em 2020 foi menor do que em 2019 (80 e 94% correspondentes).

Se compararmos a concentração média de amostras positivas em µg/kg (FB1, ZEA, DON e AFB1) em 2018, 2019 e 2020, podemos ver tendência semelhante – a concentração média de ZEA e AFB1 em amostras positivas foi significativamente menor em 2020 do que em 2019 e 2018. O nível médio de FB1 este ano foi menor do que em 2018, mas superior ao ano passado (2.660 μg/kg em 2018, 1.085 μg/kg em 2019 e 1.275 μg/kg em 2020). A média de AFB1 em 2020 foi de 6 μg/kg, menor que em 2019 (15 μg/kg) e 2018 (10 μg/kg).
Conclusões
Como comentado, observamos que o milho das duas safras de 2020 apresentou níveis baixos ou médios para 5 micotoxinas: AFB1, FB1, ZEA, DON e NIV. A contaminação múltipla por micotoxinas deve ser levada em conta devido ao possível sinergismo observado quando diferentes tipos de micotoxinas estão presentes, mesmo em níveis baixos a médios, podendo gerar efeitos negativos na saúde, reprodução e desempenho dos animais.
Com base nos resultados desta pesquisa, o milho colhido no Brasil em 2020 não deve ser automaticamente considerado seguro para inclusão em rações para todas as espécies animais. Deve ser dada especial atenção à concentração média de FB1 (1.275 μg/kg), que foi encontrada em 80% das amostras com concentração máxima 16.614 μg/kg. O nível médio de DON e NIV de acordo com nossa tabela de avaliação de risco apresentam risco baixo a médio para animais sensíveis como leitões, suínos reprodutores e equinos. A AFB1 foi encontrada em nível médio de 6 μg/kg, o que apresenta risco médio para vacas leiteiras. Os níveis de ZEA foram baixos e representando um baixo risco para a saúde e desempenho animal.
Considerando as micotoxinas presentes e seus níveis, existe uma maior probabilidade de se observar efeitos negativos causados por coquetéis de micotoxinas (FUM, AFB1, ZEA, DON e NIV) especialmente quando o milho é utilizado em níveis de inclusão superiores a 50% da ração.
Os resultados das análises realizadas em 2020 em amostras do milho colhido no Brasil concluem que a safra deste ano é de qualidade ainda preocupante em relação à contaminação por micotoxinas. Uma adequada estratégia de gerenciamento das micotoxinas, assim como a inclusão de inativadores de micotoxinas na ração, são importantes ferramentas para evitar os diversos efeitos negativos das micotoxinas na saúde e no desempenho dos animais.

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Automação orientada por dados eleva produtividade e eficiência da Granjas 4 Irmãos
Gestão integrada, rastreabilidade e uso intensivo de tecnologia permitem ganhos operacionais, controle de custos e decisões estratégicas no agronegócio gaúcho

A adoção de um modelo de gestão orientado por dados e apoiado em automação tem sido determinante para o desempenho econômico da Granjas 4 Irmãos, um dos grupos mais tradicionais do agronegócio gaúcho. Ao integrar tecnologia agrícola, rastreabilidade e padronização da informação, a empresa conseguiu ampliar produtividade, reduzir desperdícios, aumentar o controle de custos e elevar a eficiência operacional em toda a cadeia produtiva.
Com uma história de 80 anos de atuação, a Granjas 4 Irmãos opera hoje com uma estrutura de grande escala. Em uma área total de 27 mil hectares, cultiva arroz em 7.200 hectares, soja em 5.500 hectares, milho em 700 hectares além de outras culturas, como sorgo e forragens diversas. Conta também com um rebanho leiteiro com 380 vacas em ordenha, pecuária de corte com cerca de 7 mil cabeças e capacidade de armazenagem de 2 milhões de sacos. Segundo o diretor da empresa, Eduardo Castilho, o avanço tecnológico foi decisivo para sustentar esse crescimento com controle. “A automação nos permitiu transformar dados em decisões rápidas, reduzir ineficiências e melhorar significativamente o desempenho econômico da operação”, afirma.
Dados como base da produtividade

Acompanhamento em tempo real de tudo o que acontece na lavoura e na pecuária
A estratégia da Granjas 4 Irmãos foi construída de forma progressiva. Após consolidar sistemas de gestão (ERP), a empresa avançou para a digitalização do campo, incorporando telemetria de máquinas, monitoramento do consumo de combustível, análise de desempenho de operadores e uso de dashboards gerenciais. “Hoje conseguimos acompanhar, praticamente em tempo real, o que acontece na lavoura e na pecuária. Isso encurta o tempo entre o problema e a decisão, com impacto direto na produtividade”, explica Castilho.
O uso de drones e dados georreferenciados ampliou ainda mais a capacidade analítica da empresa, ao permitir diagnósticos mais precisos e antecipação de falhas. “Essa combinação de tecnologia e dados melhora a performance econômica e produtiva, além de engajar os colaboradores, que passam a enxergar claramente os resultados do seu trabalho”, acrescenta.
Eficiência econômica e sustentabilidade
Além dos ganhos operacionais, a automação fortaleceu a sustentabilidade financeira e ambiental da companhia. A Granjas mantém uma biofábrica própria, voltada à produção de insumos para uma agricultura mais regenerativa, reduzindo custos e dependência externa. O modelo de negócio também investe no desenvolvimento humano, com três vilas agrícolas e programas de formação que garantem continuidade da operação no longo prazo. “Sustentabilidade, para nós, é econômica, social e ambiental. Os três pilares precisam caminhar juntos”, ressalta o diretor.
Padronização e rastreabilidade como vantagem competitiva
Com o crescimento da operação e do volume de dados, a padronização da informação tornou-se essencial para garantir consistência, integração entre sistemas e rastreabilidade de ponta a ponta. Esse processo assegura maior confiabilidade dos dados, transparência ao mercado e aderência às exigências da indústria e das exportações. “Os padrões permitem que diferentes tecnologias conversem entre si e que a automação realmente gere valor econômico”, afirma Castilho.
Principais resultados da automação na Granjas 4 irmãos:
– Aumento da produtividade por colaborador e por máquina
– Redução do tempo de resposta entre o evento no campo e a decisão gerencial
– Melhor controle de custos operacionais e consumo de insumos
– Gestão baseada em dados, com dashboards e indicadores em tempo real
– Rastreabilidade integrada com garantia transparência e segurança da informação
– Maior previsibilidade econômica e eficiência na tomada de decisão
– Modelo escalável, preparado para crescimento e exigências do mercado
Reconhecimento nacional
Os resultados obtidos com essa estratégia levaram a Granjas 4 Irmãos a conquistar o Prêmio Automação 2025, promovido pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, na categoria AgroTech. A premiação reconheceu a capacidade da empresa de integrar dados, automação e rastreabilidade para elevar eficiência, produtividade e competitividade no agronegócio.
“Esse reconhecimento mostra que estamos no caminho certo. Mais do que tecnologia, construímos um modelo de gestão baseado em dados, eficiência e sustentabilidade, preparado para os desafios atuais e futuros do setor”, pontua Castilho.
Empresas
Biochem LATAM amplia atuação em ruminantes com foco em desempenho produtivo e eficiência
Movimento reforça o compromisso da empresa com desempenho produtivo, eficiência e sustentabilidade dos sistemas pecuários brasileiros.

A Biochem LATAM vem fortalecendo sua atuação no mercado de ruminantes por meio de uma estratégia que integra ciência aplicada, presença técnica em campo e relacionamento direto com a indústria de nutrição animal. O movimento reforça o compromisso da empresa com desempenho produtivo, eficiência e sustentabilidade dos sistemas pecuários brasileiros.
A expansão está baseada na aplicação prática de tecnologias nutricionais capazes de gerar impacto mensurável nos resultados zootécnicos, com foco em consistência produtiva e resposta fisiológica dos animais em diferentes sistemas de produção.
Ciência como base estratégica

Atuação da Biochem no segmento de ruminantes é conduzida por Marcello Russo, Sales Manager Ruminants and Feed Mills Brazil – Fotos: Divulgação/Biochem
No eixo técnico-científico, a empresa conduz estudos em parceria com instituições de referência, como a Universidade Estadual Paulista (UNESP – FMVZ), por meio do GEBOL – Grupo de Estudos em Bovinos Leiteiros da UNESP Botucatu, e a Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos. As iniciativas focam na geração de dados técnicos aplicáveis à realidade dos sistemas de produção, fortalecendo decisões nutricionais e produtivas no campo.
Os estudos avaliam parâmetros ligados ao desempenho produtivo e à resposta fisiológica, gerando dados consistentes que sustentam decisões técnicas e comerciais com maior segurança.
Além disso, a Biochem mantém atuação técnica próxima à indústria e aos sistemas produtivos, garantindo que suas soluções estejam alinhadas às demandas operacionais e às necessidades práticas do mercado.
Estrutura orientada à estratégia e execução

Na parte técnico-comercial, Murilo Jesus, apoiando a execução das ações em campo, o acompanhamento técnico de projetos e o desenvolvimento de clientes junto à estratégia comercial
A atuação da Biochem no segmento de ruminantes é conduzida por Marcello Russo, Sales Manager Ruminants and Feed Mills Brazil, responsável pela estratégia de mercado, desenvolvimento de negócios e relacionamento com a indústria em nível nacional.
Ao seu lado atua, na parte técnico-comercial, Murilo Jesus, apoiando a execução das ações em campo, o acompanhamento técnico de projetos e o desenvolvimento de clientes junto à estratégia comercial.
Essa estrutura fortalece a integração entre posicionamento estratégico, aplicação técnica e expansão de mercado, promovendo soluções consistentes tanto para a indústria quanto para o produtor final.
Foco em resultado e sustentabilidade
Ao ampliar sua atuação em ruminantes, a Biochem reforça seu posicionamento como empresa de ciência aplicada à produtividade. As iniciativas são direcionadas à geração de impacto zootécnico mensurável, viabilidade econômica e estabilidade produtiva.
O crescimento no segmento consolida a presença da empresa, com foco em eficiência e produtividade na produção animal.
Sobre a Biochem LATAM
A Biochem LATAM integra o grupo internacional Biochem Zusatzstoffe Handels- und Produktionsgesellschaft mbH, empresa de origem alemã com atuação global no desenvolvimento de soluções para nutrição animal.
Com tecnologia própria e validação científica consistente, a companhia oferece um portfólio de aditivos e soluções nutricionais adaptados às necessidades dos mercados latino-americanos.
A Biochem atua de forma integrada junto à indústria e ao cliente final, contribuindo para maior eficiência produtiva, melhor desempenho e geração de valor em diferentes sistemas de produção.
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Better Group é o primeiro grupo frigorífico do Brasil a receber a certificação 2030 TODAY, alinhada aos ODS (ONU)
Conquista valida o alinhamento da operação com 12 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

O Better Beef frigorífico, com unidades em Rancharia e Araçatuba, com abate diário de 1.500 animais por dia, e a Agropecuária Vista Alegre (Better Beef Confinamento), maior estrutura coberta de terminação intensiva de bovinos da América Latina, com capacidade de engordar aproximadamente 136 mil animais por ano, empresas do Better Group, tornam-se os primeiros do Brasil a obter a certificação 2030 TODAY, emitida pela SGS, líder mundial em acreditação. A conquista valida o alinhamento da operação com 12 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
“Essa conquista formaliza o elevado padrão operacional do Better Group há anos, transformando práticas internas em um processo estruturado e auditado”, ressalta Everton Gardezan, gerente de Marketing do Better Group. Ele destaca que ao garantir competitividade global e sustentabilidade operacional a certificação protege os empregos diretos e indiretos gerados pelo Better Group e contribui para a estabilidade econômica de suas comunidades. “Estamos provando que é possível ser competitivo globalmente enquanto se mantém um compromisso rigoroso com a sustentabilidade. Isso beneficia não apenas o Better Group, mas toda a indústria brasileira de proteína animal e os milhões de pessoas que dependem dela para sua subsistência.”

Everton Gardezan, gerente de Marketing do Better Group.
A certificação recebida pelo Better Group, por meio das operações do Better Beef Frigorífico e da Agropecuária Vista Alegre, válida ações concretas nos eixos Ambiental (Gestão de água: origem, consumo, reuso, captação pluvial e tratamento de efluentes; Energia limpa: consumo total, origem da energia, mercado livre e eficiência energética; Produção responsável de resíduos: classificação, reciclagem, logística reversa e economia circular; Ações para o clima: inventário de emissões – Escopos 1 e 2, descarbonização e compensação), Social (Combate à pobreza e apoio à comunidade; Saúde e bem-estar dos colaboradores; Educação e capacitação profissional; Igualdade de gênero e valorização da mulher; Trabalho decente e desenvolvimento local) e Governança (Políticas e normas claras (conduta, ética e LGPD; Auditorias internas e externas; Certificações e rastreabilidade; Comunicação interna e externa estruturada.
A certificação chega em um momento em que regulamentações emergentes, como a Diretiva de Devida Diligência em Sustentabilidade (CSDDD) e a Regulação de Desflorestação (EUDR), da União Europeia, estabelecem requisitos cada vez mais rigorosos para produtos importados. “Empresas que não conseguem demonstrar práticas de sustentabilidade auditadas enfrentam barreiras comerciais cada vez mais rigorosas. A certificação 2030 TODAY do Better Group não apenas atende a esses requisitos emergentes, como os supera, posicionando a empresa à frente da curva regulatória”, reforça Gardezan.
Ele explica que a certificação do Better Group também contribui para estabelecer um novo padrão para o setor da carne, “sinalizando que sustentabilidade auditada é viável e competitiva e fortalecendo a imagem do Brasil como produtor de proteína animal de forma responsável. Além disso, cria uma pressão competitiva positiva no setor, tendo em vista que os consumidores conscientes, particularmente em mercados desenvolvidos, buscam produtos com certificação de sustentabilidade”.



