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Lesões de pele em carcaças de frangos de corte

Manter as condições de ambiência na etapa de apanha, em especial tranquilidade ao manipular os animais e baixa iluminação, é imprescindível para minimizar a movimentação animal durante a apanha e as perdas de qualidade da pele da carcaça.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Lesões de pele em carcaças de frango é um assunto que desperta interesse para a indústria avícola mundial moderna em função de acarretar prejuízos aos produtores e aos abatedouros-frigoríficos, os quais decorrem da condenação parcial ou total das carcaças, da redução no valor do produto final, do aumento no custo da mão-de-obra e da redução na velocidade do processamento industrial.

Os frangos de corte vêm apresentando, na atualidade, desempenho muito superior ao obtido no passado, e a prevalência de lesões de pele tem aumentado, muito provavelmente por causa das modificações efetuadas no processo de criação em escala industrial dos mesmos, tais como condições ambientais tecnificadas, tipo de galpões, uso de densidade populacional mais alta e de linhagens de alto desempenho, bem como maiores desafios no campo.

O objetivo deste artigo é abordar os principais fatores de risco associados com a incidência de lesões de pele em carcaças de frangos de corte e apontar estratégias para minimizar a manifestação de tais problemas.

Contextualização e classificação das lesões

Por ser um órgão muito extenso e que envolve todo o corpo da ave, a pele é muito atingida por injúrias, agravadas por fatores de manejo, imunodepressivos e infecciosos podendo ser virais, bacterianos ou micóticos. A maioria das lesões são inespecíficas e se caracterizam por distintas alterações macroscópicas como mudança na espessura e rompimento da pele, alterações de coloração e aspecto, erosões, úlceras ou nódulos na superfície tegumentar, aumento dos folículos das penas, danificando a estrutura do tecido e consequentemente acarretando a diminuição da qualidade visual da pele.

Apesar de a pele representar uma barreira notavelmente eficaz contra as infecções, estas podem se estabelecer caso surja uma “porta de entrada” para um agente bacteriano através de uma injúria física. Normalmente, se o animal apresenta bom status imunitário e saudabilidade, estas infecções não se estabelecem. Considerando que a suscetibilidade da ave a uma infecção é dependente da resistência (capacidade dos sistemas anatômicos e fisiológicos, incluindo o sistema imune, em excluir patógenos) e da persistência de produção (capacidade em manter a sua aptidão produtiva) é crucial a manutenção do status imunitário e da saúde animal, além de um ambiente capaz de permitir que os animais tenham condições de expressar seu potencial genético e seu comportamento natural.

O Serviço de Inspeção Oficial agrupa as doenças cutâneas, exceto a celulite, em uma única categoria, denominada anteriormente como dermatose e mais recentemente como lesões cutâneas. A condenação de carcaças de frangos de corte por lesões cutâneas representa aproximadamente 30% das condenações parciais.

Em um levantamento de dados gerados pelo Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal (SIGSIF) nos anos de 2012 a 2015, pesquisadores registraram que as condenações parciais e totais por dermatose atingiram 1,31% e 0,44% do total de aves abatidas (Gêneros Anser, Anas e Gallus), respectivamente. A ocorrência das lesões apresenta diferenças regionais e comportamento sazonal por estar relacionada com as condições ambientais de criação. Na inspeção post mortem, as avaliações são realizadas a partir de elementos macroscópicos de acordo com o aspecto visual e da localização de acometimento da lesão no corpo das aves.

Visando classificar cada tipo de lesão, sua possível origem e grau de severidade, a Figura 1 apresenta quatro pontos a serem considerados: (A) ordem de ocorrência (tempo do surgimento da lesão), (B) tecido atingido (profundidade da lesão), (C) exposição (ao meio externo e patógenos) e (D) severidade da continuidade (comprometimento da carcaça e cronicidade da lesão).

Figura 1- Diagrama de pontos relevantes para classificação de lesões cutâneas.

A maioria das lesões cutâneas encontradas nas carcaças dos frangos de corte nos abatedouros-frigoríficos são inespecíficas e não estão vinculadas a problemas de saúde pública.

Figura 2- Tipos de lesões cutâneas segundo tempo de ocorrência e exposição do tecido. A: Lesão cutânea fechada antiga (cicatrizada). B: Lesão cutânea fechada recente. C e D: Lesão cutânea aberta.

Em contrapartida, podem ser observadas doenças da pele em aves que incluem a varíola, a Síndrome gordurosa, o carcinoma epidermóide de células escamosas, a forma cutânea da doença de Marek, doenças já diagnosticadas a campo e registradas na Ficha de Acompanhamento do Lote (FAL) e a celulite. O queratoacantoma aviário não é uma doença de importância para a saúde pública. Esta exibe lesões na pele que podem apresentar-se como áreas côncavas (superfície curva), esburacadas, com até 2 cm de largura. Já a Doença de Marek (forma cutânea) caracteriza-se por apresentar folículos de penas aumentados, geralmente com pele circundante de cor amarelada.

Figura 3- Tipos de lesões cutâneas segundo tecido atingido e grau de continuidade da lesão. A: Lesão cutânea aberta com inflamação profunda progredindo para celulite. B: Lesão cutânea em processo de cicatrização e necrose – Dermatose. C: Lesão cutânea em processo de cicatrização – Necrose. D: Escarificação amarela da camada queratinizada da epiderme (superficial).

Outra afecção relacionada a instalação de um processo inflamatório nas lesões cutâneas que é registrada separadamente na inspeção post mortem é a celulite. A celulite aviária, também conhecida como processo inflamatório ou infeccioso do tecido subcutâneo, é uma doença crônica da pele que se caracteriza pela presença de camadas de exsudato heterofílico caseoso.

A E. coli é a bactéria mais frequentemente isolada nestas lesões, embora outros agentes, como Pasteurella multocida, Pseudomonas aeruginosa, Enterobacter agglomerans, Proteus vulgaris e Streptococcus dysgalactiae e Staphylococcus também já foram isolados. A prevenção da ocorrência de celulite também está relacionada a adequação do ambiente e manejo correto, evitando assim o estresse dos animais, a exposição dos tecidos adjacentes da pele e a manutenção da qualidade da cama aviária.

Incidência e fatores associados

A manifestação das lesões cutâneas está associada a múltiplos fatores que podem agir isoladamente ou em sinergia, o que dificulta o controle da lesão.

A qualidade da cama e a proximidade das aves entre si pode ser um facilitador de lesões da pele, assim como a quebra e perda de penas das mesmas. Essas alterações são consequências de modificações empregadas no processo de criação. Desta forma, o manejo correto, o ambiente confortável e a saúde animal são o tripé para a qualidade da pele das aves e consequentemente, das carcaças.

Os fatores de manejo que prejudicam a integridade da pele estão relacionados à alta densidade populacional de maneira que propicia um maior contato entre os animais, maior competição pelo espaço, água e alimento e maior quantidade de excreta produzida, favorecendo a compactação da cama pelo aumento da umidade e o aparecimento de lesões na pele dos frangos.

A umidade da cama é um fator crítico no manejo dos galpões, já que influencia a incidência e a severidade das lesões como dermatites ulcerativas, pododermatite e calo de peito nas carcaças das aves (Figura 4). O aparecimento das lesões na carcaça também está diretamente associado à volatilização da amônia do metabolismo microbiano nas excretas, resultando em aumento de lesões cutâneas, respiratórias e oculares, e consequente perdas de desempenho e comprometimento de bem-estar.

Figura 4- Calo de peito – A: Calo de peito severo em frango de corte, visualizado na inspeção ante mortem. B: Calo de peito em carcaça de frango (dermatite de contato).

Como os frangos passam a maior parte do tempo na cama, seu material é um dos fatores mais importantes relacionados à ocorrência de lesões de pele e pododermatites. Materiais de cama com partículas grandes e pontiagudas podem resultar em uma maior incidência de ferimentos devido à sua ação abrasiva.

Além dos fatores já mencionados, a probabilidade de ocorrer dermatose é 1,7 vezes maior quando se reutiliza a cama no pinteiro; 1,4 vezes maior quando não ocorre desinfecção adequada dos equipamentos antes do alojamento; 1,9 vezes maior  quando se utiliza comedouros tubulares em comparação aos comedouros automáticos; 1,01 vezes maior a cada grau Celsius superior à temperatura de conforto térmico do aviário; 1,4 vezes maior em alojamento realizados no inverno; e 1,02 vezes maior a cada dia de redução no período de vazio sanitário.

Adicionalmente, as lesões também podem ocorrer em situações estressantes onde os animais podem manifestar alterações comportamentais e agressividade entre eles. Neste caso, é fundamental o controle ambiental e o cuidado com a movimentação no galpão durante a criação.

Outro fator a considerar é a qualidade de empenamento das aves que aumenta a possibilidade de lesões de pele principalmente nas regiões dorsal, coxa e sobrecoxa. Alguns dos principais fatores contribuintes para um mau empenamento são: mudanças drásticas de temperatura e a exigência nutricional nas diferentes fases de crescimento.

Outras causas relacionadas à ocorrência de lesões cutâneas em frangos são a utilização de rações com elevado teor de proteína, ou com presença de micotoxinas (fusarium), ou ainda dietas deficientes em aminoácidos. Existem vários estudos relacionados com os efeitos da suplementação dietética de minerais orgânicos, aminoácidos, óleos essenciais, precursores de queratina, dentre outros, sobre a melhoria da qualidade da pele e deposição de colágeno e melhora na formação das penas.

As penas se renovam e se regeneram constantemente, possuindo um crescimento cíclico, alternando com períodos de repouso. De tal modo, em fases cuja pele está mais exposta, o manejo, a ambiência e o fornecimento de nutrientes visam garantir o bem estar dos animais para que minimize situações de competição.

Fatores predisponentes ao aparecimento de lesões de pele

Dentre os fatores predisponentes ao aparecimento de dermatose nas linhas de processamento, dados de 2021 da região sul do Brasil mostram que há uma sazonalidade nos índices de dermatose ou lesões cutâneas, apresentando um pico de condenações no mês de agosto, cujas condições climáticas, são de baixas temperaturas e altas umidades ambientais, e menor incidência em janeiro, período de altas temperaturas e ambiente mais seco e arejado.

A Figura 5 contém dados de plantas de processamento desta região onde se observa, conforme citado acima, aumento da condenação parcial por dermatose no período de inverno.

Figura 5 – Incidência de condenações parciais de carcaças de frango por dermatose no ano de 2021 em plantas de processamento na região sul do Brasil.

O controle dos fatores ambientais é fundamental para manter o comportamento das aves sem características de competição. Além disso, propiciar um ambiente ideal, fresco e oxigenado auxilia para que as aves possam expressar o seu potencial genético e converter alimento em peso corporal.

Alguns fatores como manter a temperatura de conforto dos animais através da oxigenação do ambiente, do uso de ventiladores e aspersores, água a disposição, uso de divisórias nos galpões para manter a densidade desejada e evitar a aglomeração de aves, controle da intensidade de luz, uso de cortinas escuras que diminuem a incidência de luz são estratégias para diminuir a incidência de lesões cutâneas.

Além disto, devem ser considerados os diferentes climas ambientais para ajuste da ventilação de um galpão. Durante períodos de clima frio, o objetivo da ventilação é fornecer troca de ar suficiente para remover o excesso de umidade e manter a qualidade do ar, mantendo, ao mesmo tempo, a temperatura do aviário no nível desejado; e nos períodos de clima quente e/ou úmido, o objetivo da ventilação é remover o excesso de calor e fornecer o resfriamento através do vento, criado pelo movimento do ar e resfriamento evaporativo. Entretanto, como as condições ambientais variam dentro de uma mesma estação, observar o comportamento das aves é o único modo efetivo para determinar se a ventilação está correta.

Em relação ao sexo, os machos são mais predispostos a adquirirem doenças cutâneas devido a traumatismos, visto que os mesmos são mais agressivos. A dermatite de contato também ocorre com maior frequência nos machos, pois eles possuem maior peso e empenamento mais tardio em relação às fêmeas, aumentando assim, seu grau de exposição à cama e sujidades.

As instalações avícolas estão cada vez mais padronizadas e tecnificadas, visando manter as condições internas de temperatura e umidade relativa do ar adequadas e satisfatórias para proporcionar conforto térmico, e manter as aves próximas à zona termoneutra. Quando o deslocamento da massa de ar é por pressão negativa, a incidência de dermatose é menor (2,64 vs. 3.16; Figura 6), provavelmente devido a este sistema associar o resfriamento evaporativo à ventilação em túnel, removendo mais eficientemente a carga térmica do ambiente com consequente arrefecimento do ar e obtenção do conforto para as aves de forma mais homogênea ao longo do galpão, principalmente nos dias com temperaturas do ar mais elevadas.

Figura 6 – Incidência de dermatose em frango de corte criados em diferentes tecnologias do galpão (pressão negativa/pressão positiva).

Uma boa distribuição dos bebedouros e comedouros na extensão do galpão é fundamental para diminuir a competição entre os animais e manter seu comportamento natural. A utilização de comedouros automáticos possui a vantagem de serem abastecidos de maneira equitativa e uniforme por todo o sistema, tornando a ração disponível para todas as aves ao mesmo tempo. A Figura 7 ilustra uma maior incidência de dermatose em criações cujo sistema de alimentação é manual. A distribuição de ração desigual pode gerar aumento de competição entre os animais e maior agressividade, oportunizando maior incidência de arranhões.

Figura 7 – Incidência de dermatose em frango de corte segundo tipo de comedouro durante a criação.

Apesar das lesões cutâneas crônicas ocorrerem durante a vida do animal na granja, as últimas 12 horas (1% da vida do animal) é responsável por muitas alterações de manejo e comportamentais. O manejo pré-abate (apanha, carregamento) e o transporte de aves até o abatedouro estão relacionados às lesões na carcaça e ao estresse fisiológico.

A etapa de apanha é um momento delicado onde ocorre alta movimentação e provoca estresse nos animais. Apanhas mal feitas ou mal supervisionadas podem gerar aglomeração destas, causando danos do tipo escoriação e arranhões, bem como contusão e quebra de asas ao colocar as aves nas caixas de transporte. Desta forma, manter as condições de ambiência na etapa de apanha, em especial tranquilidade ao manipular os animais e baixa iluminação, é imprescindível para minimizar a movimentação animal durante a apanha e as perdas de qualidade da pele da carcaça.

Estratégias para diminuir a Incidência de Lesões cutâneas:

  • Higiene dos equipamentos e qualidade de cama no alojamento.
  • Manter a qualidade da cama, em especial controle da umidade e compactação.
  • Distribuição e densidade adequada das aves: uso de divisórias (25-30 metros).
  • Controle de Ventilação e oxigenação ambiental visando garantir um adequado comportamento animal e bem estar.
  • Quantidade, distribuição, altura e vazão de bebedouros.
  • Quantidade, distribuição, altura e volume de ração.
  • Respeitar o período de vazio sanitário.
  • Controle da iluminação durante a criação e na etapa de apanha.
  • Cuidados com o manejo durante a criação e na etapa de apanha, para manter a tranquilidade das aves.
  • Suprimento de nutrientes que oportunizem um bom empenamento, qualidade de pele e status imunitário do animal.

As referências bibliográficas estão com a autora. Contato: [email protected]

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor avícola acesse gratuitamente a edição digital Avicultura – Corte & Postura.

Fonte: Por Liris Kindlein, MDV e professora doutora da Faculdade de Veterinária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

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Das pamonhas aos bolos, ovo segue como ingrediente-chave das receitas típicas dos arraiás

Além de garantir estrutura e sabor a pratos tradicionais, alimento contribui com proteínas de alto valor biológico e outros nutrientes.

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Mesmo com o fim das comemorações de São João, os arraiás continuam movimentando escolas, condomínios, igrejas e reuniões entre amigos durante julho. Entre pratos à base de milho, bolos, pamonhas e outras receitas que fazem parte da memória afetiva dos brasileiros, um ingrediente permanece presente em diferentes preparações: o ovo.

Lúcia Endriukaite, nutricionista do Instituto Ovos Brasil (IOB): “As receitas típicas carregam tradição e memória afetiva. O ovo faz parte desse repertório culinário há gerações e desempenha um papel importante tanto no resultado das preparações quanto no valor nutricional dos pratos”

Além de contribuir para a textura e o sabor dos pratos típicos, o alimento também agrega valor nutricional às receitas tradicionais que acompanham as festas desta época do ano. Rico em proteínas de alto valor biológico, vitaminas do complexo B, colina, selênio e antioxidantes, o ovo está presente em diversas preparações consumidas durante os arraiás.

Para Lúcia Endriukaite, nutricionista do Instituto Ovos Brasil (IOB), as festas juninas e julinas representam muito mais do que uma celebração gastronômica. “As receitas típicas carregam tradição e memória afetiva. O ovo faz parte desse repertório culinário há gerações e desempenha um papel importante tanto no resultado das preparações quanto no valor nutricional dos pratos. É um ingrediente versátil, que ajuda a tornar as receitas mais completas sem abrir mão do sabor”, afirma.

Tradição que atravessa gerações

Presente em receitas como bolo de milho, pamonha de forno, curau e cuscuz, o ovo exerce diferentes funções culinárias. Ele ajuda a dar estrutura às massas, proporciona maciez aos bolos e contribui para a cremosidade de sobremesas típicas.

Segundo a especialista, o alimento também pode ser uma alternativa para quem busca refeições mais equilibradas durante as festividades. “As proteínas presentes no ovo contribuem para a sensação de saciedade e fazem com que algumas preparações fiquem mais nutritivas. O importante é lembrar que as festas típicas fazem parte da cultura brasileira e podem ser aproveitadas dentro de uma alimentação equilibrada”, explica.

Curiosidades sobre o ovo nas festas típicas

  1. O bolo de milho utiliza ovos para garantir leveza e textura macia.
  2. A pamonha de forno depende do ingrediente para dar estrutura à massa.
  3. Algumas versões de curau utilizam ovos para proporcionar mais cremosidade.
  4. O tradicional cuscuz nordestino com ovos é uma combinação rica em proteínas e bastante popular em diversas regiões do país.
  5. Um único ovo reúne proteínas completas, vitaminas e minerais importantes para o funcionamento do organismo.

Das quermesses de junho aos arraiás de julho, a culinária típica continua sendo um dos principais símbolos das celebrações brasileiras. E, entre os ingredientes que atravessam gerações e ajudam a manter viva essa tradição, o ovo permanece como presença constante nas receitas que fazem parte das lembranças afetivas de muitas famílias.

Receita: bolo de milho com ovosIngredientes

  • 2 xícaras de milho direto da espiga
  • 1 xícara de leite
  • 1 e 1/2 xícara de açúcar
  • 3 ovos inteiros
  • 3 colheres (sopa) de margarina
  • 1 colher (sopa) rasa de fermento em pó químico
  • 1 pitada de sal para harmonizar a receita

Modo de preparo

Bata no liquidificador o milho retirado da espiga, o leite, os ovos e a margarina até triturar bem o milho. Em seguida, transfira a mistura para uma batedeira e acrescente a farinha de trigo, o açúcar, o coco ralado e, por último, o fermento. Despeje a massa em uma forma com furo central untada e leve ao forno preaquecido a 180°C por aproximadamente 35 a 40 minutos, ou até dourar e o palito sair limpo. Retire do forno, deixe amornar e desenforme.

Receita: cuscuz com ovos mexidos

Ingredientes

  • 2 ovos
  • 2 colheres de sopa de cuscuz cozido
  • Cheiro-verde a gosto
  • Cebola e alho a gosto
  • 1 colher de sopa de azeite

Modo de preparo

Prepare o cuscuz conforme as instruções habituais. Em uma frigideira, refogue a cebola e o alho, adicione os ovos e mexa até atingir a textura desejada. Misture ao cuscuz, finalize com azeite e cheiro-verde e sirva.

Bônus da nutricionista

Para quem deseja ampliar o cardápio das festas julinas, a nutricionista do Instituto Ovos Brasil (IOB), Lúcia Endriukaite, compartilha duas receitas tradicionais que têm o ovo como ingrediente essencial para garantir sabor, textura e valor nutricional.

Quindim

Ingredientes

  • 280 g de açúcar
  • 110 g de margarina
  • 13 gemas
  • 90 g de coco ralado

Modo de preparo

Unte as forminhas com manteiga e açúcar. Peneire as gemas. Misture o açúcar, as gemas e o coco ralado. Aguarde 15 minutos para que o coco fique hidratado. Coloque a mistura nas forminhas e leve para assar em banho-maria em forno preaquecido durante 35 minutos. Espere esfriar e desenforme.

Pudim de mandioca

Ingredientes

  • 1 colher de manteiga
  • 1,5 xícara de açúcar
  • 200 ml de leite de coco
  • 300 g de mandioca cozida
  • 2 ovos

Modo de preparo

Bata todos os ingredientes no liquidificador até obter uma mistura homogênea. Despeje em uma forma untada e enfarinhada e leve para assar por aproximadamente 30 minutos em forno preaquecido a 180°C.

Fonte: Assessoria Instituto Ovos Brasil
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Avicultura

A nova régua da competitividade do frango brasileiro no exterior

Brasil tem vantagens produtivas, mas precisa ampliar indicadores e transparência para acompanhar mudanças nos mercados compradores.

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Fotos: Shutterstock

O Brasil consolidou sua posição como maior exportador mundial de carne de frango, mas a manutenção dessa liderança passa a depender de critérios que vão além da capacidade produtiva e da eficiência industrial. Sustentabilidade, rastreabilidade, sanidade e bem-estar animal passaram a integrar as exigências de compradores internacionais, investidores e mercados consumidores.

A avaliação consta na terceira edição do Observatório do Frango, iniciativa da Alianima que analisou os principais movimentos que impactam a avicultura brasileira diante das mudanças no mercado global de alimentos.

Médica-veterinária, PhD em Ciências Veterinárias e especialista em bem-estar de aves na Alianima, Ana Paula Souza: “Não se trata apenas de uma discussão sobre bem-estar animal. Estamos falando de fatores que influenciam acesso a mercados, percepção de risco, reputação e competitividade ao longo de toda a cadeia produtiva”

O levantamento aponta que o bem-estar animal deixou de ser um tema restrito ao manejo nas granjas e passou a fazer parte de uma agenda mais ampla, relacionada à Saúde Única, resistência antimicrobiana, prevenção de doenças, sustentabilidade e acesso a mercados.

Com regras comerciais mais rigorosas e maior demanda por informações sobre a origem dos produtos, cresce a pressão para que empresas e produtores ampliem mecanismos de rastreabilidade e consigam comprovar práticas adotadas ao longo da cadeia produtiva. “Não se trata apenas de uma discussão sobre bem-estar animal. Estamos falando de fatores que influenciam acesso a mercados, percepção de risco, reputação e competitividade ao longo de toda a cadeia produtiva”, enfatiza a médica-veterinária, PhD em Ciências Veterinárias e especialista em bem-estar de aves na Alianima, Ana Paula Souza.

Novas exigências comerciais

O tema ganhou espaço também nas discussões envolvendo o acordo entre Mercosul e União Europeia, que trouxe novamente para o centro do debate os padrões de produção adotados pelos países exportadores de alimentos.

Em diferentes mercados, compradores passaram a exigir maior capacidade de comprovação sobre origem, processos produtivos e indicadores ambientais e sociais. A mudança altera a forma como cadeias agroalimentares apresentam seus produtos e como empresas estruturam suas estratégias comerciais.

Para a Alianima, o avanço dessas demandas coloca o setor avícola diante da necessidade de transformar iniciativas individuais em compromissos mais organizados e mensuráveis.

Brasil tem estrutura, mas precisa coordenar avanços

O Observatório do Frango utilizou a análise FOFA, ferramenta que avalia forças, oportunidades, fraquezas e ameaças, para identificar fatores que podem influenciar a competitividade da cadeia nos próximos anos.

Entre os pontos favoráveis ao Brasil estão o modelo de produção integrada, a experiência em gestão de qualidade e biossegurança, a capacidade técnica da cadeia produtiva e o potencial de adoção de novas tecnologias.

Por outro lado, o estudo aponta desafios relacionados à ampliação da transparência, maior coordenação entre os diferentes elos da cadeia e desenvolvimento de estratégias para acompanhar mudanças regulatórias e comerciais em mercados internacionais.

De acordo com a médica-veterinária, a ausência de compromissos estruturados em bem-estar animal pode deixar de ser vista como neutralidade e passar a representar um risco competitivo. “A não adoção de compromissos estruturados prejudica a transparência das empresas e deixa de ser uma posição neutra, passando a representar um fator de risco competitivo”, menciona.

Indicadores e metas de bem-estar animal

O levantamento também identificou que grandes empresas brasileiras passaram a incorporar indicadores de bem-estar animal em relatórios de sustentabilidade e comunicações corporativas.

Entre os exemplos citados estão BRF e Seara, que apresentam informações e metas relacionadas ao manejo e às condições de criação das aves, seguindo referências técnicas utilizadas pelo mercado.

Segundo o estudo, cerca de 1,5 bilhão de aves já são criadas no Brasil sob parâmetros de densidade de alojamento considerados compatíveis com práticas mais avançadas de bem-estar animal. O volume representa aproximadamente 27,7% da produção nacional.

Apesar do avanço, a análise aponta que ainda existe espaço para ampliar a definição de metas, indicadores e mecanismos de divulgação capazes de demonstrar os progressos realizados pela cadeia. “Apesar disso, ainda há espaço para ampliar a formalização de metas, indicadores e mecanismos de transparência capazes de demonstrar de forma mais consistente os avanços já existentes no setor e as intenções futuras”, ressalta Ana Paula.

Construção de uma estratégia coletiva

Para a especialista, a principal questão para a avicultura brasileira não está na capacidade produtiva, mas na construção de uma estratégia coletiva para transformar iniciativas já existentes em uma agenda de longo prazo. “A questão não é se haverá mudanças nas expectativas dos mercados internacionais, mas quem irá liderar esse processo. O Brasil reúne condições para participar da construção dessas soluções, e não apenas reagir a exigências externas no futuro”, afirma.

Fonte: Assessoria Alianima
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Avicultura Da sala de aula para as granjas

Avicultura gaúcha busca na universidade soluções para reduzir custos e melhorar processos

Acordo entre Sipargs e EPR Consultoria aproxima indústrias do setor de projetos técnicos, capacitação e ferramentas de gestão desenvolvidas com apoio da UFRGS.

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Fotos: Divulgação/Asgav

A avicultura do Rio Grande do Sul ampliou a conexão com o ambiente acadêmico a partir da assinatura de um Termo de Colaboração entre o Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Rio Grande do Sul (Sipargs) e a EPR Consultoria. O acordo foi formalizado em 14 de julho, na sede da Organização Avícola do Rio Grande do Sul (OARS), entidade que reúne a Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e o Sipargs.

A parceria estabelece uma cooperação institucional entre as entidades, com foco na aproximação das empresas associadas ao Sipargs com soluções desenvolvidas a partir do conhecimento técnico e acadêmico da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A iniciativa busca ampliar o acesso a ferramentas de gestão, capacitação e projetos voltados à melhoria de processos dentro das empresas do setor.

A EPR Consultoria, empresa júnior formada por estudantes de Engenharia da UFRGS e apoiada por professores da universidade, possui 20 anos de atuação e já realizou mais de 300 projetos relacionados à otimização de processos, gestão de recursos e melhoria de desempenho organizacional.

Entre as ações previstas no termo estão a divulgação de oportunidades profissionais das empresas associadas ao Sipargs junto aos canais ligados à engenharia da UFRGS, a apresentação da EPR às indústrias avícolas e a participação conjunta em eventos promovidos pelas instituições.

O acordo também prevê a oferta de conteúdos técnicos e palestras conduzidas por professores do Departamento de Engenharia de Produção e Transportes da UFRGS (DEPROT), aproximando demandas práticas das empresas e conhecimento acadêmico.

Para o presidente executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos, a parceria amplia as possibilidades de integração entre universidade e setor produtivo. “A aproximação entre o setor produtivo e o ambiente acadêmico cria oportunidades importantes para a inovação, a qualificação e o desenvolvimento das empresas. Essa parceria permitirá ampliar o acesso a novas ferramentas de gestão e conhecimento técnico, contribuindo para fortalecer ainda mais a competitividade da avicultura gaúcha”, afirma Santos.

Segundo a diretora presidente da EPR Consultoria, Isabela Calgaro, a cooperação permite levar às empresas do setor avícola o conhecimento desenvolvido pelos estudantes e professores vinculados à universidade. “É uma satisfação para a EPR iniciar essa parceria com o SIPARGS. Queremos colocar o conhecimento e a capacidade técnica dos nossos consultores a serviço das empresas do setor, contribuindo para o desenvolvimento da avicultura gaúcha por meio de soluções inovadoras e de alto impacto”, comenta Isabela.

Consultorias e projetos técnicos

Como parte do acordo, a EPR Consultoria disponibilizará 12 projetos de consultoria em condições especiais para empresas associadas ao Sipargs. As iniciativas poderão ser avaliadas individualmente pelas indústrias interessadas, conforme suas necessidades.

Os projetos contemplam áreas como gestão de processos, planejamento e controle da produção (PCP), logística, análise de custos, gestão da qualidade, planejamento estratégico e assessoria empresarial.

A cooperação também prevê ações de divulgação institucional entre as organizações, permitindo que a EPR amplie o contato com empresas do setor avícola e que as indústrias tenham maior acesso a profissionais em formação na área de engenharia.

A expectativa das entidades é fortalecer a troca de conhecimento entre academia e empresas, criando oportunidades de qualificação, desenvolvimento de soluções aplicadas e formação de novos profissionais para a cadeia avícola gaúcha.

Fonte: Assessoria Asgav
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