Conectado com
FACE

Notícias

Leite: Preços em Alta

As condições climáticas afetaram diretamente o mercado de lácteos

Publicado em

em

As condições climáticas afetaram diretamente o mercado de lácteos. O excesso de chuvas no sul do Brasil e a seca no centro-oeste reduziram a oferta de leite no mercado interno, forçando para cima os preços dessa matéria-prima. Refletindo essa situação altista, o Conselho Paritário Produtor/Indústria de Leite do Estado de Santa Catarina (Conseleite) anunciou nesta semana os novos valores de referência para este mês com aumento de 7 a 9 centavos (ou 7%) sobre os preços do mês anterior.

O Conseleite projetou assim os valores para este mês de junho: leite acima do padrão aumenta 9 centavos e vai para R$ 1,4085; leite padrão aumenta 8 centavos para R$ 1,2248 e leite abaixo do padrão aumenta 7 centavos par R$ 1,1135.

O vice-presidente do Conseleite e também vice-presidente regional da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (FAESC) Adelar Maximiliano Zimmer observa que a diminuição na oferta, decorrente basicamente da menor produção de leite, deve manter-se nos próximos meses, confirmando o viés de alta. 

O produtor e membro do Conseleite/SC José Araújo aponta outros motivos que também contribuíram com a redução da produção de leite: o clima prejudicou a recuperação das pastagens, o custo da nutrição subiu muito e muitos criadores venderam parte do plantel de vacas leiteiras para abate em razão da forte valorização da carne bovina.

Araújo prevê que o preço do leite no varejo continuará em alta pelo menos até setembro, quando as pastagens começam a melhorar e a produção reagirá. “Os preços não baixarão nos próximos meses porque, além da escassez da matéria-prima, os custos de produção se manterão elevados”, acrescenta.

“Os preços praticados pelas indústrias na aquisição da matéria-prima leite dos produtores rurais subirão, mas os custos também acompanharão essa escalada", prevê o vice-presidente regional da FAESC. Energia elétrica, combustíveis, rações e insumos encareceram intensamente nos últimos 12 meses.

Consolida essa tendência o preço anunciado para junho pela Coopercentral Aurora Alimentos – uma das maiores processadoras de leite da região – no grande oeste catarinense de R$ 1,45 por litro na aquisição de leite dos produtores cooperados.

Produção

Santa Catarina é o quinto produtor nacional, o Estado gera 2,8 bilhões de litros/ano. Praticamente todos os estabelecimentos agropecuários produzem leite, o que gera renda mensal às famílias rurais e contribui para o controle do êxodo rural. O oeste catarinense responde por 73,8% da produção. Os 80.000 produtores de leite (dos quais, 60.000 são produtores comerciais) geram 7,4 milhões de litros/dia.  

Fonte: Assessoria

Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

cinco × dois =

Notícias Mercado

Indicador do milho se aproxima de novo recorde real

Em muitas praças acompanhadas pelo Cepea, os valores médios do milho vêm renovando as máximas nominais da série histórica

Publicado em

em

Divulgação

Em muitas praças acompanhadas pelo Cepea, os valores médios do milho vêm renovando as máximas nominais da série histórica. Inclusive, em algumas regiões, como no porto de Paranaguá (PR), a média de janeiro já é recorde real.

No caso do Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP), houve avanço de 7,35% na parcial deste mês (até o dia 22), fechando a R$ 84,43/saca de 60 kg na sexta-feira-feira (22). Na quarta-feira (20), especificamente, o Indicador fechou a R$ 85,44, nova máxima nominal da série e próxima do recorde real, de R$ 87,35/sc, verificado em 30 de novembro de 2007 (os preços foram deflacionados pelo IGP-DI de dezembro/20).

Segundo pesquisadores do Cepea, a disponibilidade restrita de milho no Brasil e a paridade de exportação elevada – que mantém os embarques aquecidos – seguem aumentando os preços do cereal no mercado interno. Além disso, a demanda doméstica também está firme.

Fonte: Cepea
Continue Lendo

Notícias Segundo Cepea

Preços do farelo de soja voltam a subir no Brasil

Consumidores brasileiros de farelo de soja consultados pelo Cepea indicam ter necessidade de adquirir novos volumes no curto prazo

Publicado em

em

Najia Furlan

Consumidores brasileiros de farelo de soja consultados pelo Cepea indicam ter necessidade de adquirir novos volumes no curto prazo.

Entretanto, indústrias nacionais estão resistentes nas vendas envolvendo grandes lotes, uma vez, que, além de a oferta ser baixa, a colheita tardia da soja deve retardar a entrega do grão às processadoras. Esse cenário tem elevado os preços internos do farelo de soja, segundo apontam dados levantados pelo Cepea.

Outro fator que dá sustentação aos valores do derivado de soja é o bloqueio de caminhoneiros nas estradas da Argentina, que tende a atrapalhar os embarques no país vizinho, principal exportador global de farelo de soja.

Fonte: Cepea
Continue Lendo

Notícias Mercado

Vendas aquecidas e oferta controlada elevam preços dos ovos

Procura pelo produto tem sido favorecida pelo alto preço das principais carnes consumidas pelo brasileiro, que podem fazer o consumidor optar por alternativas mais “em conta”

Publicado em

em

Divulgação

Mesmo com o início da segunda quinzena de janeiro, as vendas de ovos comerciais estiveram em bom ritmo nos últimos dias, de acordo com informações coletadas pelo Cepea.

A procura pelo produto tem sido favorecida pelo alto preço das principais carnes consumidas pelo brasileiro, bovina, suína e de frango, que podem fazer o consumidor optar por alternativas mais “em conta”.

Além da boa saída na ponta final, colaboradores do Cepea apontam que a oferta de ovos está mais controlada, resultado de descartes das poedeiras mais velhas pelos produtores. Com boa demanda e redução na oferta, os preços subiram.

Fonte: Cepea
Continue Lendo
Dia Estadual do Porco – ACSURS

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.