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Leite é aliado da saúde em todas as fases da vida
Com alta densidade nutricional, o alimento contribui para o desenvolvimento infantil, a saúde óssea e o envelhecimento saudável.

O leite e seus derivados ocupam lugar de destaque na alimentação humana, não apenas como fontes de energia, mas como pilares de uma nutrição completa ao longo da vida. Reconhecido internacionalmente por sua densidade nutricional, o leite tem sido cada vez mais valorizado pela ciência por seu papel multifacetado: do crescimento infantil à saúde óssea na velhice, passando pelo controle de peso e até a proteção cardiovascular.
Embora seja amplamente recomendado por instituições de saúde, o consumo de leite enfrenta desafios importantes. Um dos principais é o aumento de diagnósticos de alergias e intolerâncias alimentares, como a Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) e a intolerância à lactose, o que pode afastar uma parcela da população do consumo. Outro obstáculo é a queda no consumo entre crianças: mais de 40% delas não atingem as recomendações diárias, alerta a literatura científica. A substituição do leite por bebidas menos nutritivas tem preocupado profissionais da saúde devido aos impactos no desenvolvimento físico e cognitivo.

Foto: Fernando Dias
A ingestão regular de leite durante a infância é fortemente associada à redução de riscos nutricionais, como a deficiência de proteínas e micronutrientes. A presença de cálcio, fósforo, vitaminas e proteínas de alto valor biológico o torna um alimento crucial para o crescimento saudável e a prevenção do nanismo. Em países com altos índices de insegurança alimentar, políticas públicas voltadas à ampliação do acesso aos lácteos podem representar um importante instrumento de combate à subnutrição e seus efeitos colaterais — entre eles, o baixo desempenho escolar e o comprometimento do desenvolvimento cognitivo.
Controle da obesidade e composição corporal
Ao contrário do senso comum, o leite não é um vilão da balança. Estudos demonstram que a inclusão de laticínios na dieta de crianças e adolescentes pode contribuir para o aumento da massa magra e ajudar no controle da adiposidade corporal. Os componentes bioativos presentes no leite, como cálcio, ácido linoleico conjugado e proteínas do soro, estão associados ao equilíbrio metabólico, saciedade e regulação do peso.
A ingestão de lácteos também tem se mostrado benéfica para adultos com sobrepeso. Ainda que não tenha impactado diretamente o índice de massa corporal (IMC) ao longo de oito semanas, observou-se melhora em biomarcadores sanguíneos e maior ingestão de nutrientes essenciais entre os participantes que consumiram leite, como vitamina A, cálcio e riboflavina.
Lácteos e longevidade: foco na saúde dos idosos
Na terceira idade, o leite continua sendo um aliado importante. A sarcopenia — perda de massa e força muscular — e a fragilidade física são desafios crescentes com o envelhecimento. A introdução de leite e derivados na dieta pode ajudar a preservar a funcionalidade muscular e cognitiva, além de reduzir riscos como quedas e fraturas.
A ingestão de iogurte, por exemplo, pode reduzir em até 24% o risco de fratura de quadril em mulheres pós-menopáusicas. O queijo também aparece como fator de proteção. A ação da microbiota láctea, rica em probióticos, contribui para a saúde intestinal e óssea — uma relação que vem sendo cada vez mais investigada pela ciência.
Outro aspecto relevante é a contribuição dos lácteos para a saúde bucal. O consumo de queijos, por exemplo, estimula o fluxo salivar, ajuda a equilibrar o pH da boca e aumenta a concentração de cálcio e fósforo na saliva — elementos fundamentais para a remineralização do esmalte dentário. Os probióticos presentes em alguns derivados também ajudam a combater bactérias causadoras de cáries, como o Streptococcus mutans.

Foto: Divulgação/Arquivo OP Rural
Além disso, evidências recentes indicam que os lipídios polares do leite influenciam positivamente o metabolismo lipídico e podem reduzir o risco cardiometabólico, modulando a absorção de colesterol e promovendo sua eliminação.
Diante da importância do leite para a saúde pública, movimentos como o #BebaMaisLeite têm buscado ampliar a conscientização da população sobre os benefícios do alimento. A proposta é simples, mas ambiciosa: incentivar o consumo de produtos lácteos de forma segura e orientada, promovendo uma alimentação mais equilibrada e sustentável para todas as faixas etárias.
Para isso, é necessário que políticas públicas, especialmente nas áreas de agricultura e segurança alimentar, apoiem o acesso a esses alimentos. Incentivar o consumo de leite é também uma forma de investir na saúde preventiva, reduzindo riscos de doenças crônicas e contribuindo para uma sociedade mais saudável e produtiva.

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Contribuições ao Fundesa-RS sobem 4,43% com atualização da UPF em 2026
Reajuste eleva valores pagos por produtores e indústrias nas cadeias de carnes, leite e ovos. Nova lei sancionada em dezembro passa a valer a partir de março.

Já estão em vigor os novos valores de contribuição do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul, atualizados pela Unidade de Padrão Fiscal (UPF). A UPF é um indexador utilizado para a correção de taxas e tributos cobrados pelo Estado, e seu valor é atualizado anualmente pela Receita Estadual com base no IPCA-E. Para 2026 o reajuste foi de 4,43%, ficando a UPF fixada em R$28,3264, ante R$27,1300 de 2025.
Atualmente, indústria e produtores contribuem em igual parte para o fundo, considerando cabeças abatidas, e produção de ovos e leite. Com a atualização da UPF, a contribuição por bovino abatido, por exemplo, passa de R$1,4324 para R$1,496, sendo R$0,748 cabendo ao produtor e o mesmo valor à indústria, que fica responsável pelo recolhimento e pagamento ao Fundesa. A tabela com todos os valores e respectivas cadeias produtivas está disponível no site.
Esse reajuste considera apenas a atualização da UPF e não é o mesmo que está previsto na Lei 16.428/2025, sancionada pelo governador em 19 de dezembro. Pelo princípio de anterioridade, a lei só poderá ser implementada 90 dias após a sanção. “Neste período, o Fundesa está articulando com a Secretaria da Agricultura o formato para permitir a contribuição dos produtores que não recolhiam, bem como a modificação do sistema de cobrança utilizado pelo fundo”, explica o presidente do Fundesa, Rogério Kerber.
Para saber mais sobre o projeto aprovado na Assembleia legislativa, clique aqui.
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CooperAliança e Sebrae lançam projeto de ultrassonografia de carcaça
Iniciativa foi apresentada aos cooperados com o objetivo de elevar ainda mais a qualidade da carne produzida pela cooperativa e agregar valor ao produto final.

A CooperAliança, em parceria com o Sebrae, lançou um novo projeto voltado à utilização da ultrassonografia de carcaça por cooperados de bovinos. A iniciativa foi apresentada aos cooperados com o objetivo de elevar ainda mais a qualidade da carne produzida pela cooperativa e agregar valor ao produto final, desde a propriedade até a indústria.
Segundo o médico-veterinário da CooperAliança, Renan Guilherme Mota, a ultrassonografia de carcaça é uma ferramenta estratégica no processo de melhoramento genético dos rebanhos. “Quando utilizamos a ultrassonografia na matriz, ela permite e viabiliza o melhoramento genético focado em características de carcaça, como área de olho de lombo, espessura de gordura subcutânea e marmoreio. Essas características estão diretamente relacionadas à musculosidade, ao padrão dos cortes, ao rendimento de carcaça e ao desempenho do animal”, explica.
Renan destaca ainda que os dados obtidos vão além da qualidade da carne. Por exemplo, essas informações também estão ligadas à fertilidade, precocidade sexual e ao desempenho reprodutivo. Ou seja, é uma ferramenta que agrega tanto para a indústria, em qualidade, perfil de carcaça, tamanho dos cortes e rendimento de desossa, quanto para o produtor, em desempenho, reprodução e fertilidade.
Para o consultor do Sebrae, Heverson Morigi Miloch, o projeto representa uma oportunidade concreta de evolução na pecuária dos cooperados. “O objetivo é atender esses produtores para que, por meio da seleção genética, eles possam identificar e trabalhar com os animais mais adequados para a produção e para a entrega aqui na CooperAliança.”
Heverson também destaca o apoio financeiro oferecido. O Sebrae vai subsidiar 50% do custo, além de facilitar as formas de pagamento. “Isso garante que mais produtores possam participar, fortalecendo a união, melhorando a produção na ponta e elevando a qualidade da do animal que chega até a CooperAliança.”
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Concurso de Carcaças Angus valoriza boas práticas e eleva padrão da carne bovina
Iniciativa reuniu produtores de diferentes regiões e avaliou mais de 4,1 mil novilhas com critérios técnicos de qualidade.

Realizado entre os meses de outubro e dezembro, o Concurso de Carcaças Angus teve como foco estimular a adoção de boas práticas pecuárias e valorizar a produção de carne bovina de alta qualidade no Brasil. A iniciativa reconhece produtores que se destacam no manejo, na genética e no acabamento de animais da raça Angus, contribuindo para a padronização do produto e para a elevação dos padrões de qualidade exigidos pelo mercado.

Foto: Shutterstock
A ação foi promovida pela Associação Brasileira de Angus, em parceria com a Minerva Foods, e reuniu produtores de diferentes regiões do país. As avaliações técnicas das carcaças ocorreram em unidades localizadas em Barretos, no interior de São Paulo; Bataguassu, no Mato Grosso do Sul; Rolim de Moura, em Rondônia; Palmeiras de Goiás, em Goiás; e Tangará da Serra, no Mato Grosso.
Ao longo do concurso, os produtores encaminharam animais previamente selecionados para análises que levaram em conta critérios técnicos como conformação, acabamento e rendimento de carcaça. A iniciativa reforça o papel da genética Angus como instrumento de agregação de valor à pecuária de corte brasileira e de alinhamento às demandas de consumidores e mercados cada vez mais atentos à qualidade, à padronização e à origem da carne.
Neste processo, foram observados aspectos como padrão racial, faixa etária e nível de acabamento, assegurando uma avaliação criteriosa e

Foto: Shutterstock
alinhada aos mais elevados protocolos de qualidade. A partir desses parâmetros, cada carcaça foi classificada, permitindo o cálculo do desempenho médio dos lotes avaliados e a valorização objetiva dos melhores resultados. “O Concurso de Carcaças é uma ferramenta estratégica para fortalecer a pecuária de qualidade no Brasil. Ao incentivar boas práticas, reconhecer o trabalho dos produtores e valorizar a raça Angus, criamos um ciclo virtuoso que beneficia toda a cadeia produtiva e para o posicionamento da carne brasileira nos mercados mais exigentes do mundo”, frisou o gerente executivo de Relacionamento com Pecuaristas da Minerva Foods, Rostyner Costa.
Nesta edição, mais de 4,1 mil novilhas foram avaliadas, número recorde do concurso promovido pela Companhia, refletindo o crescente engajamento dos produtores e a consolidação da iniciativa como referência no setor. Os vencedores receberam um troféu e um avental personalizado da Associação Brasileira de Angus, como forma de reconhecimento pela excelência alcançada.



