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Lar Universidade Corporativa celebra cinco anos de fundação

Com apenas cinco anos, a iniciativa da cooperativa já envolveu mais de 180 mil participantes em quase 10 mil eventos, sendo considerada um pilar estratégico que dobrou o crescimento da Lar.

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Fotos: Divulgação/Lar Cooperativa

A celebração dos cinco anos de fundação da Lar Universidade Corporativa foi marcada por uma programação especial, no último dia 30 de setembro. A cerimônia, realizada no Lar Centro de Eventos, em Medianeira (PR), contou com atos simbólicos que destacaram o papel central da educação na estratégia da cooperativa.

“Investir em conhecimento é o mesmo que investir no futuro da cooperativa. Com a Lar Universidade Corporativa saímos da visão e partimos para ação. Não temos estrutura física e nem um corpo docente, mas contamos com uma rede de instituições de ensino parceiras e pessoas engajadas que acreditam na educação e isso tem feito toda a diferença”, destacou o diretor-presidente da Lar.

Atos simbólicos

A programação teve início com um gesto simples, mas profundamente simbólico: o plantio de uma oliveira no Bosque dos Pioneiros e Autoridades da Lar. A escolha da oliveira, árvore de raízes profundas e vida longa, serve de metáfora para o conhecimento, que deve ser cultivado com tempo, constância e cuidado, enquanto o fruto, que alimenta e ilumina, traduz o que se espera da formação: transformar aprendizado em serviço, eficiência e zelo no dia a dia.

Na abertura do evento, o superintendente do Sistema Ocepar, Robson Mafioletti, evidenciou o investimento da Lar em educação. “Embora a educação seja um princípio cooperativista, ou seja, praticado por todas as cooperativas, na Lar vemos esse pilar como um diferencial estratégico. Existe um investimento muito forte em pessoas através do conhecimento. O resultado de tudo isso é o desenvolvimento extraordinário da cooperativa que passa a contar com um time mais capacitado, porque o agronegócio exige esse perfil por ser uma área desafiadora.”

Resultado expressivo

Na sequência, o superintendente Administrativo Financeiro da Lar, Clédio Roberto Marschall, apresentou os resultados e a trajetória da Lar Universidade Corporativa, reforçando o impacto e o legado da iniciativa. “A partir de 2019, testemunhamos o crescimento vertiginoso da Lar, que dobrou seu tamanho em estrutura, pessoas e faturamento. Nesse contexto, nasce a Lar Universidade Corporativa, fundada com o objetivo de sustentar esse desenvolvimento e capacitar nosso time para os novos desafios, transformando conhecimento em ações que geram resultados concretos para a cooperativa”, afirmou Clédio Roberto Marschall.

Em apenas cinco anos de atuação, a Lar Universidade Corporativa, com o apoio de instituições parceiras, alcançou números impressionantes: foram mais de 180 mil participantes envolvidos em quase 10 mil eventos, incluindo cursos, treinamentos e capacitações de curta e longa duração.

Neste resultado expressivo destaca-se a formação de 438 pessoas em cursos técnicos e 70 em graduações, sendo que 84 estudantes estão concluindo a formação, além de 258 participantes em pós-graduações.

Outras iniciativas estratégicas, como a plataforma Lar Educa, voltada para o ensino a distância; o programa Fábrica de Líderes; o Estudo de Cumbuca; e o Programa Nosso Jeito, entre outros projetos, demonstram um ecossistema completo de aprendizado à disposição dos mais de 15 mil associados e mais de 25 mil funcionários da Lar Cooperativa.

Inspiração

Para encerrar a programação, uma palestra inspiradora com o Dr. Luiz Donaduzzi, fundador da Prati-Donaduzzi, uma das maiores fabricantes de medicamentos genéricos do Brasil, e idealizador do Biopark, um ecossistema que integra educação, pesquisa e negócios.

O empresário, referência em educação e inovação, compartilhou sua experiência e visão sobre como o conhecimento aplicado gera valor para pessoas, empresas e territórios. “Sem o investimento que fizemos em educação e inovação, a Prati-Donaduzzi, seguramente, não alcançaria as proporções que alcança hoje. É claro que existe um custo, mas o retorno é muito maior, não só financeiro, mas em conhecimento.”

Em sua palestra, o Dr. Luiz Donaduzzi detalhou as estratégias para capacitar equipes e fomentar a inovação, incluindo o envio de funcionários para treinamentos em diversos países ao redor do mundo. Ao final de sua fala, o empresário destacou que a criação da Lar Universidade Corporativa segue a mesma filosofia que transformou a Prati-Donaduzzi em uma gigante do setor de medicamentos.

Legado

A celebração dos cinco anos da Lar Universidade Corporativa reforça a compreensão de que a educação vai muito além da sala de aula. É na verdade, um investimento estratégico que conecta pessoas, processos e propósito dentro da cooperativa, contribuindo para que o conhecimento adquirido se traduza em valor real e desenvolvimento sustentável para milhares de famílias.

Participaram da celebração autoridades municipais e estaduais, representantes de instituições de ensino, além de funcionários e lideranças da cooperativa. Entre as presenças destacam-se: o diretor-presidente, Irineo da Costa Rodrigues, o diretor 1º vice-presidente, Diogo Sezar de Mattia, e o diretor 2º vice-presidente, Urbano Inacio Frey; o prefeito de Medianeira, Antonio França, o superintendente do Sistema Ocepar, Robson Mafioletti e o fundador da Prati-Donaduzzi e idealizador do Biopark, Dr. Luiz Donaduzzi.

Fonte: Assessoria Lar Cooperativa

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Agronegócio fecha 2025 com quase 2 mil pedidos de recuperação judicial

Levantamento da Serasa Experian aponta crescimento de 56% em relação a 2024 e revela Mato Grosso como estado com mais solicitações.

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Foto: Shutterstock

O agronegócio brasileiro encerrou 2025 com 1.990 pedidos de recuperação judicial, o maior volume desde o início da série histórica da Serasa Experian, em 2021. O número representa um aumento de 56,4% em relação a 2024, quando foram contabilizados 1.272 requerimentos, e quase quadruplicou em relação a 2023, quando foram registrados 534 pedidos.

Os dados consideram produtores rurais pessoas físicas, produtores rurais pessoas jurídicas e empresas da cadeia agroindustrial. “O ambiente de crédito mais restritivo, combinado à manutenção de custos elevados de produção e a uma alavancagem alta, continuou impactando o fluxo de caixa das operações rurais. Ainda assim, a renegociação de dívidas e o planejamento financeiro são as melhores estratégias, e a recuperação judicial deve ser o último recurso a ser utilizado”, alerta Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian.

Estados com maior número de solicitações

Mato Grosso liderou o ranking estadual com 332 pedidos de recuperação judicial em 2025, seguido por Goiás (296), Paraná (248), Mato Grosso do Sul (216) e Minas Gerais (196). Esses cinco estados concentram a maior parte das solicitações, refletindo a relevância econômica e a exposição do setor nessas regiões.

Gráfico Top 10 Estados com maior volume de pedidos de recuperação judicial em 2025

Produtores pessoas físicas lideram crescimento

Entre os três perfis analisados, produtores rurais pessoas físicas foram os que mais recorreram à recuperação judicial, com 853 solicitações em 2025, aumento de 50,7% em relação a 2024. Produtores rurais pessoas jurídicas registraram 753 pedidos, um salto de 84,1% sobre o ano anterior. Já as empresas da cadeia agroindustrial contabilizaram 384 solicitações, alta de 29,3% na comparação anual.

Gráfico com a evolução dos pedidos de recuperação judicial anualmente

Produtores Pessoa Jurídica

Os produtores rurais que atuam como pessoa jurídica registraram 753 pedidos de recuperação judicial em 2025. Em 2024, foram contabilizadas 409 solicitações nessa categoria, o que representa aumento de 84,1% na comparação anual.

Gráfico com a evolução dos pedidos ao longo dos anos

Empresas da cadeia agro: pedidos de recuperação judicial crescem 29,3% em 2025

As empresas com atuação relacionada ao agronegócio registraram 384 pedidos de recuperação judicial ao longo de 2025. Em 2024, foram contabilizadas 297 solicitações nessa categoria, o que representa aumento de 29,3% na comparação anual. Confira no gráfico abaixo os dados na íntegra:

Ferramentas preditivas ajudam a mitigar riscos

O Agro Score, solução desenvolvida pela Serasa Experian para atender as necessidades de análise do risco de crédito específica do agronegócio, viabiliza a antecipação de potenciais riscos de inadimplência dos produtores rurais. Isso porque o sistema acompanha dados de e identifica, meses antes, os perfis financeiros que já demonstram sinais de instabilidade.

Na prática, trata-se de uma ferramenta que ajuda a reduzir as incertezas na concessão de crédito. Através de um levantamento realizado constatou-se que era possível verificar, três anos antes do ingresso do protocolo do pedido de Recuperação Judicial, que o Agro Score médio dos produtores rurais, pessoas físicas se mantinha consideravelmente superior ao daqueles que ingressaram com a referida medida judicial.

Gráfico mostra a curva do Agro Score frente aos pedidos de recuperação judicial

Metodologia do levantamento

Os números divulgados pela Serasa Experian foram obtidos a partir das estatísticas de processos de recuperação judicial registradas nos tribunais de justiça de todos os estados. O levantamento contempla produtores de todos os portes, pessoas físicas e jurídicas, além de empresas do agronegócio com Classificação Nacional de Atividade Econômica (CNAE) compatível com a cadeia produtiva.

Fonte: Assessoria Serasa Experian
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Tensão no Oriente Médio acende alerta para abastecimento de diesel no agro

Sistema Faep aponta risco de impactos nos custos de produção e na logística da agropecuária.

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Foto: Sistema Faep

O agravamento das tensões no Oriente Médio acendeu o sinal vermelho para a agropecuária do Paraná e nacional. Diante da possibilidade de impactos no fornecimento de petróleo e derivados para o mercado internacional, o Sistema Faep alerta para o risco no abastecimento de diesel, combustível essencial para a produção agropecuária, principalmente em atividades mecanizadas, e para o preço do combustível, com impacto na logística do setor e elevação do custo do frete rodoviário.

O motivo da preocupação envolve a situação no Estreito de Hormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural comercializados no mundo. A instabilidade na região já começou a provocar turbulências no mercado internacional de energia, com reflexos nos preços dos combustíveis utilizados em diversos setores da economia.

“O diesel é um insumo estratégico para o agronegócio. Ele está presente em praticamente todas as etapas da produção e também no transporte daquilo que é produzido no campo”, afirma Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema Faep. “Já temos relatos dos nossos sindicatos rurais de que o combustível está faltando nos entrepostos no interior do Paraná”, complementa.

Segundo levantamento do Departamento Técnico, Econômico e Legal (DTEL) do Sistema Faep, 73% da energia utilizada na agropecuária brasileira é proveniente de combustíveis fósseis, principalmente o diesel, que abastece máquinas agrícolas e sustenta parte da logística de transporte da produção. Diante desse cenário, os efeitos são sentidos rapidamente pelo setor, já que é um dos mais internacionalizados da economia brasileira e depende de energia para manter as operações.

“Como o diesel está presente em todas as etapas da produção e da logística, essa instabilidade no mercado internacional de energia está pressionando os custos e gerando dificuldades operacionais no campo”, acrescenta Meneguette.

Dependência

A importância do diesel para o setor vai muito além das máquinas dentro das propriedades rurais. No Brasil, o transporte rodoviário responde por mais de 60% da movimentação de cargas, incluindo grãos, fertilizantes, ração e outros insumos essenciais para a produção agropecuária. Para movimentar a frota de caminhões, o país depende do mercado externo para suprir a demanda, já que 29% do diesel consumido é importado.

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “Já temos relatos dos nossos sindicatos rurais de que o combustível está faltando nos entrepostos no interior do Paraná” – Foto: Divulgação/Sistema Faep

Ou seja, a escassez ou o aumento expressivo do preço do diesel pode provocar diversos efeitos no agronegócio, como a elevação dos custos de produção, especialmente em atividades mecanizadas, e o encarecimento do frete rodoviário. Também existe o risco de atrasos em etapas críticas do calendário agrícola, como o plantio e a colheita, o que pode comprometer a produtividade das lavouras.

No Paraná, esses efeitos podem ser ainda mais intensos pelo alto nível de mecanização agrícola. Culturas como soja, milho, trigo e cana-de-açúcar utilizam máquinas movidas a diesel em praticamente todas as etapas da produção, desde o preparo do solo até a colheita. Cadeias produtivas como avicultura, suinocultura e produção de leite também dependem de fluxos logísticos contínuos, que exigem abastecimento regular de combustível.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Santa Catarina amplia sistema que reduz danos do granizo nas lavouras

Tecnologia preventiva já atende 13 municípios e deve chegar a outras 13 cidades no próximo ano.

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Sistema antigranizo: 170 geradores estão em operação no Estado - Foto: Divulgação/Secom

A preocupação com os prejuízos causados pelo granizo em Santa Catarina tem diminuído nos últimos anos. O motivo é o investimento contínuo do Governo do Estado na ampliação do Sistema Antigranizo, que atua de forma preventiva para reduzir os impactos das tempestades, especialmente nas regiões produtoras.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), em convênio com as prefeituras. Atualmente, o sistema está em funcionamento em 13 municípios, por meio desses convênios, e para esse ano está prevista a ampliação com instalação e operacionalização em outras 13 cidades. A tecnologia ajuda a minimizar os danos nas lavouras ao reduzir o tamanho das pedras de gelo de granizo, que podem se desintegrar antes de atingir o solo.

“Santa Catarina é referência no sistema antigranizo. Com a ampliação planejada e os convênios já autorizados, o Governo do Estado reforça a política de prevenção com a tecnologia, ampliando a cobertura do Sistema Antigranizo e garantindo mais segurança para a produção agrícola e para as comunidades catarinenses”, destaca o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort.

O sistema antigranizo é integrado ao sistema de monitoramento feito através de radar e imagem de satélite – Foto: Divulgação/Secom

Por meio do convênio entre o Governo do Estado e prefeituras, atualmente o Sistema Antigranizo está implantado nos municípios de Rio das Antas, Fraiburgo, Matos Costa, Timbó Grande, Lebon Régis, Tangará, Macieira, Caçador, Calmon, Videira, Pinheiro Preto, Ibiam e Arroio Trinta.

Para 2026, está prevista a implantação e operacionalização do sistema em outros 13 municípios: São Joaquim, Bom Jardim da Serra, Atalanta, Aurora, Chapadão do Lageado, Imbuia, Ituporanga, Vidal Ramos, Petrolândia, Lacerdópolis, Presidente Castello Branco, Iomerê e Joaçaba. O investimento estimado para essa expansão é de aproximadamente R$ 12 milhões, além da atualização dos valores de manutenção para os municípios já atendidos.

Em 2025 foram  repassados, no total, R$ 2,2 milhões em convênios aos municípios atendidos, para operacionalização desse sistema. No ano passado esse convênio foi ampliado para os municípios de Ibiam e Arroio Trinta.

O sistema

O sistema antigranizo iniciou operação em 1989, utiliza geradores de solo que queimam iodeto de prata e lançam o composto nas nuvens carregadas. O objetivo é modificar a formação das pedras de gelo, transformando grandes blocos de granizo em partículas menores, que podem se dissolver antes de atingir o solo ou cair como água supergelada, dependendo da intensidade da tempestade.

“O processo trabalha na nuvem para diminuir ou impedir o granizo. Ao invés de termos pedras grandes, formam-se muitas pequenas, que na queda podem se dissolver ou chegar ao solo com tamanho reduzido”, explica o meteorologista João Luís Rolim, diretor da AGF Antigranizo Fraiburgo, empresa que opera o sistema.

O método começou  voltado à cultura da maçã, em uma iniciativa da cadeia produtiva desse setor. Com a comprovação dos resultados para os agricultores, houve expansão para outras culturas e municípios inicialmente para o tomate em Caçador. Hoje, são 170 geradores em operação. Segundo Rolim, o sistema é eficiente na diminuição tanto da área atingida quanto do tamanho das pedras de granizo — fator essencial em regiões produtoras de frutas, onde os prejuízos podem ser significativos.

Fonte: Assessoria Secom
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