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Lar terá a maior incubadora de ovos férteis da América do Sul

Capacidade de incubação de ovos da cooperativa vai saltar de 24 milhões para 37 milhões de ovos férteis por mês.

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Fotos: Divulgação/LAR

Com a constante evolução da produção de frango no Brasil, naturalmente a produção de pintainhos tem que acompanhar esse ritmo. Gigantes do setor estão investindo para ampliar suas capacidades de produção de ovos férteis e expandindo um setor pouco conhecido para o consumidor e talvez até pouco compreendido por alguns produtores: a incubação dos ovos.

Quem está à frente dessa evolução é a Lar Cooperativa Agroindustrial, que anunciou em fevereiro a ampliação de sua Unidade Incubadora de Ovos, em Itaipulândia, no Oeste do Paraná, que atualmente produz 8,3 milhões de ovos férteis por mês. Com a intervenção, a unidade mais que dobrará sua produção, passando a 20 milhões de ovos férteis por mês, se tornando a maior incubadora de ovos fertilizados da América do Sul, anunciou a cooperativa. A produção total da Lar vai passar dos atuais 24 milhões de ovos férteis para 37 milhões de ovos/mês.

Unidade Incubadora de Ovos de Itaipulândia vai produzir 20 milhões de ovos férteis por mês, antes aos atuais 8,3 milhões

O investimento de R$35 milhões na Unidade Incubadora de Ovos incluiu a reforma e ampliação da estrutura física onde funcionava a antiga Unidade Industrial de Vegetais da Lar em Itaipulândia e aquisição de equipamentos. O incubatório possui máquinas incubadoras de estágio único, da mais alta tecnologia disponível no mercado, importadas da Bélgica, máquina lavadora de ovos e contador de pintainhos automatizados da Holanda e sistema de vacinação in ovo que consegue detectar se existe um coração pulsando, vacinando apenas ovos fecundados, sem desperdício de doses.

A atual estrutura já é equipada com o que há de mais moderno no mundo para a produção de pintainhos. Todo o processo de higienização, transporte e incubação de ovos, vacinação e nascimento dos pintainhos é automatizado, o que garante maior controle sanitário para a cadeia de frango de corte da cooperativa.

Ainda em fevereiro, o vice-presidente do Conselho Administrativo da Lar, Urbano Inácio Frey, e do gerente regional do Setor de Incubatórios, Sérgio Lenz, trataram sobre o início das obras com a prefeita de Itaipulândia, Cleide Prates.

Inaugurado em 2017, o incubatório que será ampliado se soma à unidade em Santa Helena, PR, o que permite à Lar ter uma produção que está próxima de 90% de todos os pintinhos que necessita. Dominar toda a cadeia de produção, incluindo ovos férteis e pintainhos, proporciona à cooperativa mais garantia para manutenção do controle sanitário, garantia da qualidade final dos seus produtos e autossuficiência para futuras ampliações de abate.

Autossuficiência

Presidente da Lar Cooperativa Agroindustrial, Irineo da Costa Rodrigues: Temos toda essa produção de ovos férteis sendo feita por nós, mas também por alguns integrados – Foto: Sandro Mesquita/OP Rural

Em entrevista ao jornal O Presente Rural, o presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues, falou da incessante busca pela autossuficiência na produção de pintainhos, mas que as constantes ampliações na produção de frangos da cooperativa retarda a chegada a 100%. “Nós ainda não atendemos toda nossa demanda, mas já estamos em 90%. A gente corre para a atender a demanda, o problema que cada vez que nós estamos perto, existe uma ampliação na produção, fazendo com que a gente continue no déficit”, pontuou. Com a ampliação em Itaipulândia, a Lar espera atender sua demanda em 100% pelos próximos anos.

O presidente destacou ainda a importância de investir nessas unidades. “Nós investimos pesadamente numa fazenda (aves produtoras de ovos) em Santa Helena que ficou uma coisa maravilhosa. Em poucos anos duplicamos o tamanho do incubatório de Vila Celeste, em Santa Helena. A unidade de Itaipulândia agora está sendo duplicada. Temos toda essa produção de ovos férteis sendo feita por nós, mas também por alguns integrados. Nós estamos caminhando firmemente para o sucesso”, mencionou Rodrigues durante podcast no jornal O Presente Rural, em Marechal Cândido Rondon, PR.

Confira o vídeo da entrevista completa clicando aqui.

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Fonte: O Presente Rural

Avicultura

Queda no preço dos ovos reduz poder de compra de avicultores em abril

Mesmo com insumos mais baratos, recuo mais intenso nas cotações dos ovos pressionou a relação de troca, segundo o Cepea.

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Foto: Rodrigo Felix Leal/AEN

O poder de compra dos avicultores paulistas frente aos principais insumos da atividade, milho e farelo de soja, recuou na parcial de abril (até o dia 22), após registrar avanço por dois meses consecutivos.

Segundo pesquisadores do Cepea, embora os preços dos insumos também tenham diminuído entre março e a parcial deste mês, a queda mais intensa dos ovos pressionou a relação de troca frente ao cereal e ao derivado da oleaginosa.

De acordo com o Centro de Pesquisas, a combinação de oferta mais elevada e demanda retraída tem pressionado as cotações dos ovos nesta parcial de abril.

Neste contexto, consumidores seguem atentos ao avanço da colheita da safra verão, à melhora do clima para o desenvolvimento da segunda safra e à forte queda do dólar, negociando apenas de forma pontual, quando há necessidade de recomposição de estoques ou quando vendedores aceitam patamares menores.

Fonte: Assessoria Cepea
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Avicultura

Salmonella expõe limites de coordenação da cadeia avícola

Persistência da bactéria revela falhas de integração entre áreas e reacende debate sobre gestão centralizada do problema dentro das agroindústrias.

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Foto: Shutterstock

A avicultura brasileira construiu, ao longo das últimas décadas, um dos sistemas sanitários mais organizados entre os grandes produtores globais. Protocolos, monitoramentos e rotinas estão bem estabelecidos em praticamente todas as etapas. Ainda assim, um dado insiste em permanecer: a Salmonella segue presente. Não por ausência de controle, mas, cada vez mais, por limites na forma como esse controle se articula ao longo da cadeia.

Foi nesse ponto que o médico-veterinário Marcos Dai Pra concentrou sua análise durante o Seminário Facta sobre Salmonelas, realizado em 19 de março, em Toledo (PR). Ao reunir dados de campo acumulados ao longo de anos dentro da agroindústria, ele trouxe uma leitura direta: o problema não está concentrado em um elo específico, mas está distribuído.

Médico-veterinário Marcos Dai Pra durante o Seminário Facta sobre Salmonelas – Foto: Giuliano De Luca/OP Rural

“Qual é a origem da Salmonella que aparece no frango de corte? A gente tem transmissão vertical, transmissão horizontal, mas a grande dificuldade está justamente em entender essa relação”, afirmou. Embora a transmissão vertical ainda exista, Dai Pra destacou que a maior pressão sanitária hoje vem da transmissão horizontal, que ocorre dentro da própria granja e no ambiente ao redor. “É contaminação lá na granja, que é o grande problema”, disse.

Segundo ele, o desafio não está apenas dentro dos galpões. Tudo o que circunda a produção interfere diretamente nos índices sanitários. “Tudo que está no entorno da granja acaba influenciando nos índices de Salmonella”, pontuou, citando presença de outros animais, lavouras e estruturas próximas como fatores de risco. De acordo com o palestrante, essa característica difusa da contaminação dificulta a rastreabilidade precisa das origens e reforça a necessidade de abordagem sistêmica.

Controle existe, mas dados ainda são fragmentados

Um dos pontos mais críticos levantados na palestra foi a fragmentação das informações ao longo da cadeia produtiva. Cada área, como fábrica de ração, granja, transporte e abatedouro, realiza seus próprios monitoramentos. No entanto, essas informações nem sempre convergem de forma estruturada. “Com esse conjunto de informação, a gente consegue trabalhar muito bem o programa de controle”, afirmou, ao apresentar resultados internos. Ainda assim, a fala revela um ponto implícito: os dados existem, mas nem sempre estão conectados.

Para ele, essa desconexão limita a eficiência das ações e ajuda a explicar por que a Salmonella persiste mesmo em sistemas altamente tecnificados.

Biosseguridade vai além do galpão

Dai Pra detalhou a estrutura operacional das granjas em três níveis: interior do aviário, zona de segurança (dentro do cercado) e área externa. Todos, sem exceção, influenciam os resultados sanitários. “Tudo isso tem uma grande interferência”, ressaltou.

Ele reforçou que medidas básicas continuam sendo decisivas: controle de acesso, troca de calçados, barreiras sanitárias e manutenção de áreas limpas, sem abrigo para pragas. “Tem que ter uma barreira sanitária, tem que ter uma cerca, não pode passar nada direto de fora para dentro”, destacou.

Intervalo sanitário curto aumenta risco

Entre os pontos mais sensíveis da palestra está o intervalo sanitário — período entre a saída de um lote e a entrada do próximo. “Na minha opinião, o desejável seria 18 dias”, afirmou. Na prática, no entanto, esse tempo raramente é alcançado. O próprio palestrante reconheceu a limitação estrutural do setor. “Nas condições de hoje é praticamente impossível conseguir 18 dias.”

Ele alertou que trabalhar com menos de 12 dias já compromete o controle adequado e que ciclos ainda mais curtos elevam significativamente o risco sanitário. “Com oito dias é crítico. Não tem como fazer um controle adequado.”

Cama, ambiência e manejo

Outro eixo importante da apresentação foi o papel da cama e da ambiência dentro do aviário. O frango passa praticamente toda sua vida em contato direto com esse ambiente, o que transforma a qualidade da cama em um fator central. “Se a cama tem boa qualidade, o frango vai ter boa qualidade. E o contrário também é verdadeiro”, explicou. Ventilação, umidade e execução dos procedimentos completam esse conjunto de fatores que impactam diretamente o status sanitário.

Cascudinho e roedores

Entre os vetores, o cascudinho aparece como um dos principais desafios. Dados apresentados por Dai Pra indicam alta taxa de positividade para Salmonella nesse inseto. “O cascudinho, disparadamente, é o elemento que tem mais problema”, afirmou.

O controle de pragas, segundo ele, precisa seguir etapas bem definidas – da inspeção à avaliação – e não pode ser tratado como ação isolada.

Mudança de prática reduziu índices

Um dos pontos mais relevantes da palestra foi a revisão de um procedimento tradicional: o uso de água no intervalo sanitário. “A gente só conseguiu reduzir os índices de Salmonella quando abandonou o uso de água no intervalo sanitário”, afirmou. A mudança, segundo ele, não foi simples dentro da agroindústria, mas trouxe resultados consistentes.

Dia zero

Dai Pra também apresentou o conceito de “dia zero” – etapa inicial do processo, quando o aviário é fechado, baseada em diagnóstico, definição de ações e avaliação de resultados. “É diagnóstico, ação e resultado”, resumiu. O uso de mapeamentos epidemiológicos permite identificar pontos críticos dentro da granja e direcionar intervenções com maior precisão.

Problema exige coordenação

Ao longo da palestra, ficou evidente que o controle da Salmonella já é tecnicamente conhecido. O que está em jogo agora é a capacidade de coordenar essas ações dentro de um sistema complexo. A dispersão do problema entre ambiente, manejo, nutrição, pragas e logística indica que soluções isoladas tendem a perder eficiência.

Por isso, ganha força dentro do setor a discussão sobre a necessidade de uma gestão mais integrada, capaz de conectar dados e decisões ao longo de toda a cadeia produtiva. Mais do que novos protocolos, na opinião de Dai Pra, o desafio passa a ser articulação.

Á edição também está disponivel na versão digital, com acesso gratuito. Para ler a versão completa online, clique aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

Vigilância e biosseguridade definem a linha de defesa contra a Influenza aviária, aponta FAO

Documento técnico detalha como monitoramento contínuo, resposta rápida e integração entre saúde animal e humana reduzem o risco de disseminação do vírus nas granjas.

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A Influenza aviária segue como uma das principais ameaças sanitárias à avicultura mundial, com potencial de provocar mortalidade elevada nos plantéis, embargos comerciais e impactos diretos na renda dos produtores. Em documento técnico recente, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura sistematiza recomendações práticas para vigilância, prevenção e controle da doença, com foco na detecção precoce e na contenção rápida de focos.

A base da estratégia, segundo a entidade, está na vigilância contínua. Isso inclui monitoramento ativo em granjas comerciais, criações de subsistência e mercados de aves vivas, além da observação de aves silvestres, especialmente migratórias, que podem atuar como reservatórios do vírus. A eficácia desse sistema depende de notificação imediata de sinais clínicos suspeitos e de capacidade laboratorial para diagnóstico rápido e confiável.

A biosseguridade aparece como o principal filtro para impedir a entrada do vírus nas propriedades. O controle rigoroso de acesso de pessoas, veículos e equipamentos, a separação física entre aves domésticas e silvestres, a desinfecção sistemática de instalações e o manejo correto de resíduos e carcaças são medidas consideradas críticas. A origem da água e da ração também é citada como ponto sensível.

Quando há suspeita ou confirmação da doença, a orientação é agir sem atraso: isolamento imediato da propriedade, abate sanitário das aves infectadas e expostas, desinfecção completa das instalações e restrição de movimentação na área afetada. A comunicação rápida entre produtores e autoridades sanitárias é tratada como componente operacional do controle.

A vacinação é descrita como ferramenta complementar, aplicável conforme o cenário epidemiológico local. A decisão de utilizá-la deve considerar a circulação do vírus, a capacidade de monitorar a eficácia da imunização e os possíveis efeitos sobre o comércio internacional.

O documento também reforça a dimensão transfronteiriça da Influenza aviária. O compartilhamento de dados epidemiológicos e laboratoriais entre países é apontado como condição para respostas regionais mais eficazes. Algumas cepas do vírus podem infectar humanos, o que exige integração entre saúde animal e saúde pública dentro do conceito de Uma Só Saúde.

Para a FAO, sistemas de vigilância bem estruturados, protocolos rígidos de biosseguridade e coordenação entre os diferentes níveis do serviço veterinário oficial são os elementos que determinam a capacidade de um país em reduzir riscos sanitários, econômicos e de saúde pública associados à Influenza aviária.

Fonte: O Presente Rural
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