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Lar Cooperativa supera R$ 23,2 bilhões em receita líquida após crescer 14,4% em 2025
Balanço oficial foi apresentado durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO), realizada na última sexta-feira (30).

O modelo de gestão da Lar Cooperativa, com foco central nas pessoas e nos investimentos estratégicos, mais uma vez confirmou sua eficiência e solidez ao encerrar o exercício de 2025 com resultados históricos. O balanço oficial, apresentado durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO), realizada na última sexta-feira (30), revelou um crescimento de 14,4%, elevando a receita líquida para um patamar superior a R$ 23,2 bilhões.
“O ano de 2025 foi espetacular, apesar da frustração parcial da lavoura de soja no Sul do Mato Grosso do Sul e da ocorrência da influenza aviária no Brasil. Com resiliência e pessoas capacitadas, a Lar superou esses desafios e apresentou na AGO um desempenho sólido, que assegura a sustentabilidade do negócio e a geração de valor e renda para associados, funcionários e comunidades”, afirmou o diretor-presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues.
O resultado financeiro também avançou em relação a 2024, com um crescimento de 6,6%, a Lar atingiu a marca de R$ 983 milhões. Com esses números, a cooperativa não apenas superou metas financeiras, mas reafirmou seu papel como motor de desenvolvimento regional e exemplo de sucesso do sistema cooperativista. “A Lar é um grande exemplo de desenvolvimento e profissionalismo para o nosso país. Posicionada entre as maiores cooperativas do Paraná e do Brasil, o resultado de toda essa solidez contribui na qualidade de vida das pessoas onde a cooperativa atua, direta ou indiretamente, porque é assim que o cooperativismo funciona”, destacou a coordenadora de Relações Institucionais da Ocepar, Daniely Silva.
Expansão e Diversificação de Proteínas
Conforme destaca o Relatório e Balanço 2025 da Lar Cooperativa, o último ano foi marcado por investimentos expressivos e estratégicos em infraestrutura e na diversificação do portfólio. A Lar expandiu sua capacidade de recebimento de grãos com 10 novas unidades e ampliou sua rede de atendimento com 20 novas lojas de insumos.
Na pecuária, com a aquisição da Unidade Industrial de Peixes em São Miguel do Iguaçu (PR), a Lar ingressou oficialmente na piscicultura. Somada ao início das operações de abate de suínos no Paraná e a ampliação do abate de frangos para o Rio Grande do Sul, a cooperativa agora oferta as três principais proteínas animais.
Logística e Presença Global
Para sustentar esse crescimento, a logística recebeu atenção especial, com a frota própria saltando de 1.373 para 1.600 veículos. A eficiência no transporte permitiu à Lar atender todos os estados brasileiros e exportar para 71 países somente em 2025, acessando mercados exigentes em todos os continentes através de 168 portos.
A marca Lar Foods também ganhou um novo impulso com a revitalização de sua identidade visual e a contratação do apresentador Ratinho como embaixador, visando estreitar o vínculo com o consumidor final e agregar valor ao portfólio de produtos.
Resultado compartilhado
As sobras à disposição dos associados somam mais de R$ 101 milhões, com pagamento no dia 9 de fevereiro. Na mesma data, a cooperativa também realiza a devolução de capital aos associados jubilados, totalizando mais R$ 53 milhões.
Somado às bonificações de insumos, soja e milho, sobras da Lar Credi, cesta de Natal e créditos em conta capital (Lar e Lar Credi), o valor distribuído aos associados atinge R$ 335,9 milhões.
O desempenho de 2025 também garantiu aos funcionários um 14º salário integral, por meio do PPR (Programa de Participação dos Resultados). O benefício foi dividido em duas parcelas, sendo que a primeira já foi paga em janeiro de 2026.
Investimentos e Futuro
O ano de 2025 marcou o maior volume de investimentos da história da Lar. Graças a uma geração de caixa robusta, a cooperativa investiu R$ 1,379 bilhão no desenvolvimento de suas cadeias produtivas e no fortalecimento de novos negócios. Esse desempenho permite projetar o futuro com confiança, conforme detalhado no planejamento estratégico 2026-2035, fruto de estudos corporativos aprofundados.
“A Lar tem sido ousada nas últimas três décadas, com ambição e animada para cumprir o seu propósito. Temos convicção que o melhor está por vir, embora o resultado de cada ano precise ser conquistado, superando as dificuldades e as ameaças inerentes à economia do país, propostas de decisão do poder público e eventos que possam surgir, inclusive globais”, finalizou o diretor-presidente da Lar.
Aprovação por Unanimidade
Mesmo em pleno período de colheita da soja, a família associada compareceu ao Lar Centro de Eventos, em Medianeira (PR), para acompanhar a prestação de contas. A AGO registrou um público presencial superior a 800 pessoas, além dos participantes que acompanharam o evento através das plataformas Zoom e YouTube.
Diante dos resultados apresentados de forma detalhada e transparente, os associados aprovaram, por unanimidade, todos os itens da pauta, com destaque para: o Relatório e Balanço 2025; a destinação das sobras do exercício; a eleição e posse do Conselho Fiscal para 2026; a integralização de capital em cooperativas centrais e coligadas; e as autorizações para operações financeiras e garantias.
Conselho Fiscal 2026
Passam a integrar o Conselho Fiscal para o exercício de 2026, como membros efetivos: Natália Ghellere Garcia Miranda, de São Miguel do Iguaçu (PR); Rafael Messias Viapiana, de Medianeira (PR) e Evandro Scheid Behenck, de Santa Terezinha de Itaipu (PR). Como suplentes, foram eleitos: Djonathan Henrique Kuhn, de Santa Helena (PR); Alfonso Pedro Eidt, de Ponta Porã (MS) e Neusa Aparecida Bogo, de Santa Rosa do Ocoí (PR).
Homenagem
Como de costume, este ano foi prestada homenagem a 58 funcionários pela trajetória dedicada à cooperativa. Profissionais que completaram 25, 40 e 50 anos na Lar tiveram seu trabalho reconhecido, em um gesto simbólico de gratidão.
Os funcionários que completaram 40 anos de casa tiveram a oportunidade de plantar uma árvore no Bosque das Autoridades e Pioneiros da Lar, simbolizando as raízes sólidas de parceria com a cooperativa.

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Capal registra R$ 5,4 bilhões de faturamento em 2025, o maior da história da cooperativa
Recepção bruta de grãos atinge aproximadamente em um milhão de toneladas. Investimentos nas unidades foi de R$ 165 milhões.

A Capal Cooperativa Agroindustrial, com sede em Arapoti (PR) e atuação em mais de 82 municípios do Paraná e São Paulo, obteve R$ 5,4 bilhões de faturamento em 2025, o maior registrado em seus 65 anos de história. A sobra líquida da cooperativa foi de R$ 116 milhões.
A recepção bruta de grãos na Capal foi 31% superior à de 2024 e alcançou expressivas 965 mil toneladas, enquanto a área assistida da cooperativa foi ampliada, ultrapassando 182 mil hectares. Os números refletem o atual período do agronegócio brasileiro, que atingiu recordes de produtividade, índice de exportação, capacidade industrial e outros fatores que posicionaram o setor como um dos protagonistas da economia nacional. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) projeta a participação do agro em 29,4% do Produto Interno Bruto (PIB), o maior nível da categoria em 22 anos.
Outro motivo de comemoração para a Capal foi que todas as culturas tiveram aumento de produção no comparativo com o ano anterior. Mais de 400 mil toneladas de soja chegaram aos armazéns da cooperativa (17% superior ao exercício do ano anterior) e o desempenho do milho foi de 20% a mais, resultando em 226 mil toneladas. A recepção de trigo (alta de 52%) e da cevada (superior em 18%) totalizaram mais de 156 mil e 61 mil toneladas, respectivamente. Já o sorgo apresentou um incremento de 60%, o maior índice de aumento em relação à safra anterior, com a entrega de mais de 55 mil toneladas do cereal.
“A safra 2025 foi muito positiva em todos os sentidos, com recebimento de quase 1 milhão de toneladas de grãos, então ganhamos muito em volume e os produtores ficaram bastante satisfeitos. Destaco a excelente qualidade dos grãos das cultivares de inverno, como o trigo, que teve uma produção superlativa, e da cevada. As margens vêm apertando, mas cultivar um produto de qualidade facilita muito a comercialização”, avalia o presidente executivo da Capal, Adilson Roberto Fuga.
A única exceção ficou para o café, que teve 891 mil sacas comercializadas, um recuo de 16% em relação ao resultado de 2024, quando atingiu o patamar histórico de 1,1 milhão de sacas vendidas no mercado doméstico e exportação.
Investimentos
Durante o ano de 2025, a Capal realizou um investimento total de aproximadamente R$ 165 milhões destinados para a expansão e revitalização na infraestrutura de suas unidades.
Nos municípios do estado de São Paulo, foram concluídas em Taquarituba a construção de um novo armazém de sementes, da loja agropecuária provisória e de um armazém de defensivos agrícolas. Em Itararé, a loja agropecuária da unidade teve a fachada revitalizada e recebeu uma estrutura repaginada para abrigar o setor administrativo.
No Paraná, a matriz em Arapoti ampliou o armazenamento com a construção de uma nova bateria composta por 13 silos, que está em fase final, para recebimento de grãos dos produtores rurais durante a safra. Com essa expansão, a capacidade de armazenamento estático da Capal passa a ser de 601 mil toneladas. Ainda em Arapoti foi entregue um novo armazém de sementes e segue em andamento a construção de novas centrais de pó e a reforma do Parque de Exposições Capal, onde é realizado diversos eventos durante o ano, incluindo a Expoleite.
O pátio industrial da Unidade de Beneficiamento de Sementes de Wenceslau Braz/PR receberá em breve três novos silos que totalizam 13.500 toneladas de armazenamento e, em Santo Antônio da Platina/PR, foram finalizadas a construção da loja agropecuária para atender aos cooperados e clientes, além de um novo armazém de insumos.
“O plano de investimentos da Capal segue a todo vapor em 2026 e também nos próximos anos. Alguns projetos estão em fase de estudo, análise e regularização, mas posso adiantar que terá a instalação de um novo complexo de recebimento de grãos em Avaré/SP e uma nova estrutura destinada para o café em Carlópolis/PR”, revela o presidente executivo.
AGO
Os números consolidados foram apresentados aos produtores associados nas pré-assembleias nas 13 unidades da Capal nos estados do Paraná e São Paulo, e oficializados na Assembleia Geral Ordinária (AGO) realizada na última sexta-feira, dia 30, na matriz. Todas as pautas em votação na AGO foram aprovadas por unanimidade pelos cooperados presentes.
“Hoje, a Capal está entre as grandes cooperativas do país. E, na assembleia do exercício de 2025, ano em que completamos 65 anos, homenageamos os pioneiros fundadores holandeses e suas famílias, que tomaram um caminho difícil, mas nunca cederam, com ajuda de sua fé, sua confiança e perseverança. Tivemos uma história de sucesso em uma nova pátria. Respeitamos e amamos a nossa nova pátria, e acreditamos nela. Por isso, vamos continuar os nossos investimentos para atingir cada vez mais colaboradores e cooperados, nesse modelo de associação maravilhosa que se chama cooperativismo”, afirmou, em sua mensagem, o presidente do Conselho de Administração da Capal, Erik Bosch.
O evento também contou com a presença da diretoria executiva da Capal, autoridades locais e representantes do cooperativismo no Paraná.
O coordenador de Consultoria Técnica Contábil do Sescoop/PR, Devair Mem, destacou em sua fala a importância do Plano Safra e do seguro rural, ressaltando como a conectividade no campo tem avançado e como as cooperativas contribuem de forma estratégica para a construção e o fortalecimento dessas políticas voltadas ao produtor rural.
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Cooperados recebem R$ 224,9 milhões em sobras e complementações da Copacol
Valores já estão nas contas de 10,5 mil associados e fortalecem investimentos, quitação de dívidas e o planejamento das propriedades.

As sobras, complementações e juros de capital que totalizam R$ 224,9 milhões já estão nas contas bancárias dos 10,5 mil cooperados da Copacol. O recurso é motivo de comemoração para quem se dedicou o ano todo e agora conta com um extra para realizar investimentos, adquirir um novo bem ou planejar uma viagem.
A chuva nesta terça-feira deu uma pausa na colheita da soja e os produtores estiveram nas unidades da Cooperativa para conferir o saldo e definir como utilizarão o montante pago em duas parcelas (a primeira em dezembro e a segunda agora em fevereiro).

“Estou muito feliz, muito feliz mesmo. A gente não vê a hora de chegar o fim do ano para receber as sobras, que ajudam muito a quitar as contas da propriedade. O dinheiro já tem destino certo: pagar as parcelas da granja que foi financiada. Admiro muito a Cooperativa: ela é onde os pequenos vivem, encontram esse apoio para viver bem”, afirma a avicultora de Cafelândia, Terezinha Almeida dos Santos, que agradece a Diretoria por essa decisão que auxilia os cooperados.

O pagamento da sobra também possibilita ao produtor planejamento da destinação do produto, para que não precipite a venda. “A sobra chega em um bom momento, sempre tem alguma conta a pagar. Com a sobra não precisamos vender nossos produtos e conseguimos honrar as despesas. É motivo de comemoração para os cooperados e também para o comércio que tem a economia movimentada com a Cooperativa”, destaca Randane Edson Paludo, cooperado de Corbélia.
Tradição da Copacol, o pagamento das sobras, complementações e juros de capital faz parte da história de décadas da Cooperativa que tem como propósito “Gerar valor para cooperados, colaboradores, clientes e parceiros através da cooperação no agronegócio”.
Com essa postura, a Copacol garante o desenvolvimento das propriedades e também da economia nas cidades das regiões Oeste e Sudoeste do Paraná. “Sabemos da importância desse volume de recursos para as propriedades: temos cooperados saldando financiamentos, realizando investimentos e também garantindo bem-estar para as famílias. Dessa forma, o comércio tem um ganho significativo, com vendas aquecidas e novos negócios realizados. A Copacol é um pilar importante para as cidades e dessa maneira atuamos com o desenvolvimento regional da economia”, afirma o diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol.
Colunistas
O agro que não cabe no estereótipo
Produzir em escala global exige método, previsibilidade e estratégia, atributos que colocam o Brasil em um patamar já distante da ideia de setor “em desenvolvimento”.

Há uma diferença fundamental entre produzir muito e produzir de forma estruturada. O Brasil atravessou essa fronteira e isso muda tudo.
Ser o terceiro maior exportador de carne suína, o maior produtor e exportador de carne bovina do planeta e o maior exportador mundial de carne de frango, não é uma coleção de medalhas. É a evidência de que o agro brasileiro deixou – há tempo – de ser um setor “em desenvolvimento” para operar como um sistema maduro, previsível e estratégico no tabuleiro global de alimentos.

Artigo escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
Essas posições não se sustentam com discurso. Exigem sanidade rigorosa, rastreabilidade, escala, eficiência logística, genética, nutrição de precisão, indústria integrada e capacidade de cumprir contratos quando o mundo inteiro está comprando – e quando parte dele está em crise. Países que não dominam processos não chegam a esse patamar. Chegam a picos. O Brasil sustenta.
O mesmo raciocínio vale para as lavouras. O país é o maior produtor mundial de soja, figura entre os líderes globais em milho, domina cadeias como açúcar, café, suco de laranja e algodão, e avança em segmentos que raramente entram no debate público, mas dizem muito sobre eficiência: a produção brasileira de ovos, por exemplo, caminha para um consumo médio superior a 300 unidades por habitante ao ano em 2026. Isso não acontece por acaso. Acontece quando há oferta contínua, custo controlado e confiança do consumidor.
O que une todas essas cadeias não é apenas o clima ou a terra. É método. É repetição de desempenho. É um agro que aprendeu a operar sob pressão ambiental, sanitária, econômica e reputacional – muitas vezes simultaneamente.
E aqui surge o paradoxo brasileiro.
Enquanto o país se consolida como um dos maiores provedores de alimentos do mundo, parte do debate interno ainda trata o agro como se fosse uma atividade rudimentar, predatória por definição, incompatível com ciência ou sustentabilidade. Essa narrativa não vive apenas nas redes sociais. Ela aparece em discursos acadêmicos simplificados, em livros didáticos desatualizados e em análises urbanas que observam o campo à distância, com visões míopes que já não explicam a realidade.
Não se trata de negar conflitos, impactos ou desafios. O agro brasileiro tem problemas. Mas reduzi-lo a caricaturas é intelectualmente pobre e estrategicamente perigoso. Um país que não compreende o seu principal sistema produtivo caminha para decisões ruins, políticas frágeis e debates estéreis.
Sem o agro, o Brasil não seria apenas menos competitivo. Seria menos relevante. Menos soberano. Menos capaz de alimentar a própria população a preços acessíveis. Menos preparado para responder às crises globais que, cedo ou tarde, sempre chegam.
O agro moderno não pede aplauso. Pede compreensão. Não busca unanimidade. Busca racionalidade. Ele não é perfeito, mas é, hoje, um dos raros setores nacionais capazes de transformar conhecimento em escala, eficiência em constância e produção em poder geopolítico.
Os números recentes não são um ponto de chegada. São um aviso: o Brasil já opera em outro patamar. A pergunta que fica não é se o agro avançou. É se o debate público vai conseguir alcançá-lo.
A pergunta que fica não é se o agro avançou. É se o debate público vai conseguir alcançá-lo



